Segurança Pública

Atualizado em: 16/02/2012 - 06:00

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Reportagem da revista “Veja” da semana passada mostrou que Curitiba está entre as cidades mais violentas do Brasil em termos de homicídios, fruto da ocupação desordenada da região metropolitana nos últimos anos e, principalmente da falta de investimentos durante o governo de Roberto Requião.

Dados do Fórum Nacional de Segurança Pública mostram que o Paraná investiu neste período pouco mais de 1% do Produto Interno Bruto, valor risível, sem falar no sucateamento da corporação, que mantém o mesmo efetivo de uma década atrás.

Os dados derrubam qualquer discurso contrário de que se investiu muito na segurança pública nos últimos anos. Basta andar pelas ruas de Toledo para perceber o quanto a população anda insegura, com muros cada vez mais altos, cercas elétricas, alarmes, grades nas janelas e uma parafernália de outros apetrechos para tentar inibir a ação de marginais.

Também não adianta esperar uma revolução no setor no governo de Beto Richa, até porque os investimentos de agora serão para recuperar o tempo perdido, assim não fosse a Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon não teria investido na compra de equipamentos de informática para os policiais militares da cidade.

As greves de policiais no Ceará, Bahia e Rio de Janeiro são reflexos das políticas tresloucadas dos últimos tempos, quando discursos inflamados foram produzidos e propagados como fossem verdades absolutas.

A realidade das ruas e os frios números mostram o contrário. Mostram que a segurança deixou de ser pública há muito tempo e passou a ser uma preocupação particular.

Assim como em vários outros setores, mais uma vez é a população quem precisa recorrer a outros meios para garantir um mínimo de decência num serviço que deveria ser público. E segurança, não bastasse ser um serviço, é um dever constitucional.

O Paraná está inseguro faz tempo, pena que poucos enxergaram e menos ainda tiveram a coragem necessária de apontar os erros. Hoje, infelizmente, os paranaenses pagarão o preço do descaso público com o setor por mais tempo que o necessário, por um tempo que não tem volta.

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