ATÉ QUE UM DIA O CULPADO FOI DESCOBERTO!
Atualizado em: 07/02/2012 - 05:30
Parece que já virou cultura para algumas pessoas que não querem sair do lugar, mesmo não gostando de onde estão, tentarem colocar defeitos naqueles que estão trilhando seus próprios caminhos.
Para estas pessoas que se tornaram entristecidas e rancorosas, que já desistiram de lutar por dias melhores, seja por falta de coragem, preguiça, ou medo da mudança, as conquistas lentas e graduais de outras pessoas se tornam o seu próprio fracasso.
Se alguém faz alguma coisa de bom ou importante, é porque está querendo se dar bem, se não faz, é porque não serve para nada. Se ganhou dinheiro, é porque roubou, se não ganhou é porque não merecia mesmo. Se conseguiu chegar sozinho, é porque é um egoísta, se chegou com outros é um puxa-saco.
Se muitas delas parassem para pensar um pouco, talvez percebessem que elas mesmas foram as responsáveis pela maior parte de seus resultados. Não deram aquele passo a mais. Não aceitaram pequenas perdas ou recuos para ganhar força ou aprendizado. Arriscaram pouco por medo de perderem o pouco que conquistaram. Preferiram pequenos e fáceis ganhos de curto prazo, a sólidos e penosos de longo prazo. Preferiram criticar os outros ao invés de fazerem a diferença. Falaram demais, tramaram demais, observaram demais, dormiram demais, se acharam importantes demais, fortes demais, confiantes demais. Seguros demais... Cegos demais, pois se contentaram em ser chamados “os melhores dos piores”.
E o tempo passou... E aqueles que estavam lentamente fazendo acontecer nem perceberam o que estava ocorrendo e continuaram em frente, cada vez melhores, mais determinados, mais experientes, mais confiantes. Nem se importaram se algumas portas se fecharam, pois muitas outras se abriram.
Usaram as pedras do caminho para construir seus castelos, ajudaram outros a construírem também. Usaram as derrotas como uma forma de fazer melhor, pois sabiam que se algo não deu certo, é porque houveram falhas que precisam ser reparadas. Enfim, admitiram que não são infalíveis e podem também cometer erros, e que reconhecê-los é o primeiro passo para repará-los.
Reconhecer nossos erros, é sobre isto, que trata a historinha que recebi de um aprendiz e passo a narrá-la agora...“Certa vez um país estava em situação muito difícil. A corrupção tomava conta, os trabalhadores estavam desmotivados, o povo não comia bem, não existia segurança e a saúde não funcionava. Muitos corriam de um lado para outro dizendo:- “É o caos”, “é cada um por si e Deus por todos”, “é o final dos tempos”.
Era preciso fazer algo para reverter a situação, mas ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não haviam perspectivas de progresso. Todos achavam que alguém devia tomar a iniciativa de reverter aquele processo.
Um dia, um velho sábio, que conhecia “os segredos dos dias e das noites”, que sabia que "o futuro é apenas uma consequência de nossas decisões no presente", colocou uma grande faixa em praça pública que dizia: “ Meu povo, faleceu hoje a pessoa responsável pelos nossos problemas. Foi muito difícil encontrá-la. Mas agora ela está aí pra que todos possam vê-la e maldizê-la. Todos vocês estão convidados para o velório. Podem se chegar!”
No início, todos se entristeceram, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem era o terrível causador de tantos problemas. A agitação era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Afinal, o culpado por tudo havia morrido!
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava: - Quem será ele? Ainda bem que esse infeliz morreu! Um a um, agitados, aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma, e saíam cabisbaixos, pois...No caixão havia somente um grande espelho”.
Realmente meu amigo leitor, está na hora de pararmos de ficar colocando a culpa nos outros e passarmos a agir . Precisamos ir até as raízes dos problemas. Se algo nos incomoda, precisamos buscar soluções efetivas.
Precisamos nos unir por ideias comuns. Se preciso for, precisamos buscar mentes brilhantes, corações valentes, e mãos que trabalhem para nos ajudar a encontrar soluções definitivas para cada problema. Ou será que vamos ficar olhando o mundo passar pela janela como aquelas pessoas que citei logo no início do artigo, só esperando pelo dia em que possam ver no velório, o rosto do causador de todos os problemas? Afaste-se daqueles que jogam você para baixo, busque os que acreditam em você! Um abraço do Klaue!
Eduardo Klaue - É Funcionário de Carreira da SANEPAR, Professor da PUCPR, Sócio-Consultor da Klaue e Cia, Colunista do Friends Night & Day e do Blog ASSESA, Membro da Junta de Recursos Fiscais e dos Conselhos do Meio Ambiente, COMUSAE, e de Desenvolvimento do Município de Toledo. Coordenador de Planejamento da UTAM, Diretor do Yara Country Clube, Coach e Palestrante, entre outros.
E-mail: eduardo.klaue@hermeticus.com.br

