Justiça proíbe greve de policiais civis
Publicado em: 19/02/2012 - 10:00 | Atualizado em: 07/05/2012 - 06:40
O Tribunal de Justiça do Paraná proibiu, em decisão liminar na noite de sexta-feira (17), que os policiais civis do Estado entrem em greve ou façam qualquer tipo de operação-padrão.
A decisão estabelece multa diária de R$ 100 mil aos sindicatos da categoria em caso de descumprimento.
Para o desembargador Miguel Kfouri Neto, presidente do TJ-PR e que assina o despacho desta sexta-feira, a greve dos policiais, às vésperas do Carnaval, é "paredista", "legal" e colocaria em risco a ordem e segurança públicas.
Os policiais haviam aprovado em assembleia no Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná), um indicativo de greve. A paralisação deveria entrar em vigor, inicialmente, no sábado (18), prazo que foi depois estendido para segunda-feira (20).
Os policiais também realizam uma operação-padrão em que restringiram os trabalhos "ao extremo cumprimento da lei".
A categoria reivindica um salário inicial de R$ 5.750 (hoje, o valor é de R$ 2.700). O governador Beto Richa (PSDB) oferece R$ 3.400 de piso, com previsão de aumento para R$ 4.500 em 2014.
PROTELADO – Depois de nova reunião com o governo estadual, na tarde de sexta-feira, os policiais civis do Paraná decidiram protelar o indicativo de greve que havia sido aprovado. Na reunião o secretário estadual de Administração, Luiz Eduardo Sebastiani, disse que o governo iria retirar essa proposta e oferecer outra até a próxima sexta-feira (24).
POLÍCIA MILITAR – Os policiais militares do Estado também reivindicam aumento salarial, com piso de R$ 4.513 (hoje, é de R$ 2.438). O governo estadual oferece R$ 3.000. A Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares (Amai) disse que a proposta do governo é insatisfatória, mas que "a última coisa que os PMs querem é entrar em greve". A associação disse que vai analisar a proposta de Richa e voltar a se reunir com o governo após o Carnaval.







