UFFS participa de Audiência Pública sobre Chacina do Parque Nacional do Iguaçu

Da Assessoria

Publicado em: 23/05/2014 - 14:00 | Atualizado em: 22/05/2014 - 17:52

Divulgação
Myskiw falou sobre as histórias de luta que marcaram a região de fronteira com a Argentina/ CDHM

Myskiw falou sobre as histórias de luta que marcaram a região de fronteira com a Argentina/ CDHM

 

A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) foi uma das entidades que participaram de debate sobre a Chacina do Parque Nacional do Iguaçu. A audiência Pública foi realizada na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), na quarta-feira (21), em Brasília.

O professor do campus Realeza, Antonio Marcos Myskiw, deu início às exposições, contando um pouco das histórias de luta que marcaram a região de fronteira com a Argentina. A audiência pública foi convocada pelo presidente da CDHM, deputado Assis do Couto (PT).

Também participaram do debate o pesquisador, Aluizio Palmar, Lilian Clotilde Ruggia, familiar de uma das vítimas, Rosa Cardoso, representante da Comissão Nacional da Verdade, Ricardo Vizentin, presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Rafael Schincariol, coordenador-geral da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos da SDH, e a jornalista Juliana Dal Piva.

Para o professor Myskiw, participar de um evento desta magnitude é dar visibilidade à UFFS, à Comissão da Verdade da UFFS e aos temas pesquisados. “Temos centrado atenção em pesquisas e em atividades de ensino relativo à história da Mesorregião da Fronteira Sul e, em especial, da região Sudoeste do Paraná. Região esta, que, na minha opinião, tem muito a ser pesquisado, escrito, reescrito com o intuito de trazer à tona histórias e memórias que, aos poucos, tem sido esquecidas”, argumentou.

Entre todos os casos de mortes e desaparecidos políticos registrados durante o regime militar, a Chacina do Parque Nacional do Iguaçu, que vitimou cinco brasileiros e um argentino, é considerada pela Comissão Nacional da Verdade como um dos episódios mais recobertos de incertezas e mistério até hoje. Os restos mortais dos cinco militantes, todos integrantes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), nunca foram encontrados.

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