Agricultores e máquinas não perdem tempo no feriado
Publicado em: 21/02/2012 - 06:00 | Atualizado em: 17/05/2012 - 01:35
Fabíola Dalla Vecchia |
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Enquanto duas máquinas colhem a soja nas lavouras da família Cerutti, em Três Bocas... |
Enquanto muitos aproveitam o feriado prolongado de Carnaval, agricultores da região de Toledo se esforçam em plantar o milho antes do fim do mês. A chuva deste domingo (19) refrescou o clima e umedeceu a terra para receber o grão de milho. Para muitos agricultores que já haviam plantado, a precipitação de aproximadamente 10 milímetros, colaborou para germinar a semente, cultivada na maioria dos casos, em terra seca.
De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) esta é a estiagem mais acentuada dos últimos 20 anos. As perdas causadas por este longo período sem chuva ocasionou danos significativos: só na cultura de soja, são 57% de perdas acumuladas, gerando um prejuízo de R$ 618 milhões e R$ 25 milhões no milho de verão. “Muitos produtores estão aguardando a chuva para poder plantar. Sabemos que estão ansiosos, pois já compraram as sementes e esperam a umidade certa para não arriscar esta safra”, afirma o chefe do escritório regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Marcelo Menegassi.
Fabíola Dalla Vecchia |
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...outra planta o milho na esperança de suprir com os prejuízos da safra de verão |
A família Cerutti, de Três Bocas, não perde nenhum minuto neste feriado prolongado. Enquanto uma equipe planta o milho, duas máquinas estão no campo colhendo a soja. Segundo um dos irmãos, Vitorino, a área onde plantam ‘ganhou’ duas chuvas na semana passada o que umedeceu a terra para receber o grão de milho. “Vamos plantar 65 alqueires com milho”, comenta. Por isso a jornada de trabalho segue até a noite para que toda esta área seja cultivada a tempo.
CHUVAS – As expectativas para o fim de semana são animadoras. De acordo com o Simepar, há chances de novos núcleos se formarem na região de Toledo. Apesar destas pancadas, a situação da estiagem não se ajusta. “Há uma frente fria na altura do Uruguai e Rio Grande do Sul e o seu avanço não traz uma chuva regularizada porque o ar está seco, mas deve acelerar os núcleos rápidos de precipitação com maior frequência”, explica o meteorologista Cézar Duquia.
É a esperança dos agricultores que viram suas lavouras morrerem com a estiagem. “Esta chuva ajudará a salvar o milho para que novamente não haja grandes prejuízos”, pondera Menegasssi.







