Lideranças debatem situação das lavouras da região
Publicado em: 10/02/2012 - 14:30 | Atualizado em: 15/05/2012 - 18:30
Com objetivo de avaliar novamente a situação das lavouras na região uma reunião foi realizada na quarta-feira (8) em Toledo. Feito periodicamente o encontro reuniu representantes do Sindicato Rural de Toledo, cooperativas, técnicos, empresas do setor, Secretaria Estadual da Agropecuária e Abastecimento (Seab), Secretaria Municipal da Agropecuária e Abastecimento e Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística (Ibge).
Conforme o secretário municipal, Eloir Pape, nesta terceira reunião foi possível ratificar as perdas já previstas. “Os números confirmaram as avaliações feitas anteriormente, a estiagem comprometeu bastante as lavouras, principalmente o soja”.
Toledo está com 60% das lavouras de soja afetadas. Dividindo o município em duas partes, a região Oeste é mais danificada, com 80% de perda. Já na região Leste e Sul, a avaliação demonstrou um aumento com relação a pesquisa anterior confirmando 35%. Com relação ao milho, os prejuízos somam 30%.
Cerca de 90 pequenos produtores foram beneficiados com o auxílio de sementes oferecido pelo Governo do Estado. A medida tem como objetivo incentivar a safrinha de milho. No município, aproximadamente 240 sacas de sementes de milho estão disponíveis para os agricultores. Boa parte deste montante já chegou, mas aguarda-se o restante para então fazer a entrega.
Com relação a safrinha do milho, os agricultores já iniciaram o plantio e cerca de 30% da área está plantada.
PRODUTIVIDADE – De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Toledo, Nelson Paludo, os produtores anseiam a mudança nas condições climáticas. “Eles estão animados com a safrinha, a maioria já fez o pedido das sementes e dos adubos e aguardam a chuva”.
Caso chova nos próximos dias o plantio será normalizado. A preocupação dos produtores e também das cooperativas é o limite de prazo para fazer o plantio, que termina no fim deste mês. “A safrinha precisa ser plantada durante este período, mas infelizmente não há previsão de chuvas”, lembra Paludo.
CHUVA ARTIFICIAL – Outra esperança para o produtor é o projeto pioneiro que produz chuva artificial. Para minimizar o prejuízo da estiagem, cooperativas, empresas agropecuárias e sindicatos da região se mobilizaram e fecharam a parceria para que o projeto de chuvas induzidas aconteça no Oeste do Paraná.
O projeto é uma gota de esperança aos milhares de agricultores que tiveram a produtividade afetada pela falta de chuva na safra de verão. O início dos trabalhos está marcado para o dia 20 de fevereiro. “É um projeto experimental e não sabemos quais serão os resultados, os investimentos no plantio são muito altos e o que não podemos fazer é ficar de braços cruzados, então é preciso fazer alguma coisa, esperamos que o projeto dê certo ”, afirma Paludo.
DECRETO – Na semana passada o município decretou estado de emergência devido à seca. A medida tem como intuito agilizar a parte burocrática para os produtores. A comissão responsável pelas as ações emergenciais não foi formada, mas, são programas para ações em longo prazo, e não para esta safra.







