Reajuste de aluguel inicia o ano com maior índice desde 2010

Da Redação

Publicado em: 04/01/2013 - 09:30 | Atualizado em: 03/01/2013 - 14:24

2013 começa com uma má notícia para quem paga aluguel. Em janeiro o reajuste para os contratos em vencimento foi o maior desde 2010. A variação é calculada através da soma de indicadores, o mais usado é o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que registrou 7,82%, o maior dos últimos 24 meses.

O índice, que vinha com variações menores desde janeiro de 2011 – tendo atingido até menos de 1% - começou a recuperar nos últimos cinco meses, quando apresentou acumulado acima de 6%. Porém, atingiu o máximo em dezembro, que é referência para o reajuste dos contratos de alugueis em janeiro.

A inquilina Ticiane Mertel já calcula aumento das despesas. “Eu estava especulando uns 5% como foi o ano passado, mas agora terei que reservar mais dinheiro para este custo”, salienta ao comentar que começou a pagar no ano retrasado R$ 700,00 e agora este ano vai para quase R$ 800,00 com os dois reajustes.

Porém esta reação do mercado em janeiro é comum, conforme explica a secretária do Núcleo de Imobiliárias de Toledo, Adriana Zanatta. “Os contratos são reajustados conforme o acumulado do ano do IGP-M calculado no mês de vencimento. Os de janeiro pegam o de dezembro, que fecha o ano e geralmente é maior”, avalia ao citar outros índices que possuem a mesma característica.

Esta variação regida por índices é estabelecida em contrato de locação e lei. Adriana explica que qualquer outra referência é proibida, como o salário mínimo. “Ainda existe este costume. Quando aumenta o salário alguns locatários querem aumentar o aluguel, mas hoje existe a lei do inquilinato que determina exatamente como pode ocorrer o reajuste”, assegura.

NEGOCIAÇÃO

E as regras devem valer mesmo para os que possuem imóveis alugados de forma particular. Mas, neste caso ainda impera a boa e velha negociação entre ambas as partes. Nas imobiliárias, segundo a secretária do Núcleo, também acaba acontecendo uma mediação diante de disparidades. “90% dos contratos são atualizados automaticamente, mas quando o reajuste dá muito alto, acima de 10% como já aconteceu, geralmente tentamos conversar, negociar. Assim como quando dá muito baixo”, comenta.

O valor, embora o mais alto dos últimos dois anos, é considerado ainda dentro do normal pelas imobiliárias. “Aqui em Toledo o aluguel não acompanha a valorização imobiliária. Temos bairros que em um ano valorizam 15%, isto acaba gerando defasagem, pois o reajuste anual não é atualizado pelo valor do imóvel”, reforça.

Porém, para restabelecer o valor real, Adriana esclarece que a lei permite que a cada três anos seja feita a atualização de mercado. “Usando referências, como por exemplo, o valor do metro quadrado na vizinhança. Porém, sem ser abusivo, porque a legislação também permite o inquilino comprovar a real valorização”, salienta. 

OFERTA

Depois de passar por um período de pouca oferta e muita demanda para imóveis de aluguel em Toledo - o que resultou em supervalorização do mercado - o setor começa a se restabelecer. A secretaria do Núcleo de Imobiliárias garante que atualmente há opções suficientes para atender as necessidades e os valores estão na normalidade.

 

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