Tratamento odontológico utiliza fotoativação por LEDs

Da Assessoria

Publicado em: 20/02/2012 - 13:00 | Atualizado em: 14/05/2012 - 13:22

Divulgação

 

A utilização de diodos emissores de luz (LEDs) em restaurações e outros tratamentos dentários é pesquisada no Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, em colaboração com a professora Alessandra Nara de Souza Rastelli, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Os estudos, iniciados em 2000, durante o trabalho de mestrado de Alessandra, viabilizaram o uso da técnica de fotoativação com LEDs em materiais restauradores odontológicos a partir do sistema desenvolvido no Grupo de Óptica, coordenado pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato.

Quando é necessário substituir uma restauração ou mesmo colocar uma nova, é preciso que se faça uso de um material que endureça por intermédio de uma fonte de luz. “Esse material tem um ‘foto iniciador’ em sua composição, que é sensível a um determinado tipo de luz. Em contato com a luz, o material restaurador endurece e adquire propriedades mecânicas adequadas, as quais terão uma vida útil de cinco a seis anos na cavidade oral”, explica a professora.

O material utilizado é feito à base de polímeros utilizados em Odontologia. São as resinas compostas, hoje as mais utilizadas para restaurações nos dentes, e suas propriedades ópticas assemelham-se às propriedades das estruturas dentárias. “Essa técnica é muito sensível, mas não tem nenhuma restrição ou contra-indicação. No entanto, esse material não é tão resistente em restaurações muito grandes”, conta.

Além da vantagem estética que esse material oferece, a melhor adesão às estruturas dentais também é um diferencial. “Ele une-se micromecanicamente às estruturas do dente, o que não acontecia com o amálgama dental, uma vez que se tratava de um material metálico”. Dessa forma, é possível preparar uma cavidade em tamanho menor, ou seja, não é preciso deixar um grande “curativo odontológico” em nossos dentes, como antigamente. “Com o amálgama, tínhamos que fazer um preparo com características específicas, para que ele ficasse, de fato, retido nos interior da cavidade, mecanicamente”, aponta Alessandra.

Mesmo que já utilizado há algum tempo, esse tipo de restauração, até hoje, é a mais popular entre os cirurgiões-dentistas e, consequentemente, entre os pacientes. Novos tipos de LEDs são estudados para, também, viabilizar outros tratamentos. “Se fizermos um comparativo desde 2000 até os dias de hoje, houve uma evolução muito grande e os sistemas de LED são aperfeiçoados continuamente”, afirma Alessandra.

O trabalho da professora não só visa cura, mas também a prevenção. Atualmente, Alessandra tem trabalhado também com a Técnica da Terapia Fotodinâmica para redução antimicrobiana. ”A ideia é que a técnica da terapia fotodinâmica tenha outras aplicações na Odontologia, quem sabe de uma forma mais preventiva de doenças bucais”.

Fonte: Agência USP

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