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De grão em grão, o campo enche o PIB e preserva o ambiente

É uma boa notícia para a economia nacional o anúncio que acaba de ser feito pelo IBGE, de que, em 2019, a safra de grãos, abrangendo cereais, leguminosas e oleaginosas, será 3,1% maior do que a de 2018. Serão 233,4 milhões de toneladas de soja, milho, feijão, arroz e outros produtos para abastecer o mercado interno, aumentar nossas exportações, fornecer matéria-prima para a agroindústria e incrementar a já substantiva participação da agropecuária na composição do PIB.

Os números, além de indicarem bem-vinda retomada do crescimento da safra de grãos, depois da queda de 5,9% no ano passado em relação a 2017, reforçam o significado do agronegócio para o País e a importância de que, no novo governo, a atividade seja objeto de políticas públicas eficazes. Nesse sentido, são animadoras as primeiras sinalizações da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, quanto às metas de conquistar mais mercados, implementar o crédito, melhorar as estradas para escoamento da produção e modernizar a infraestrutura. De fato, precisamos muito desses avanços!

Também responde à expectativa dos produtores — e à proatividade da maioria deles em cumprir a legislação referente à vegetação e aos mananciais —, a declaração da ministra de que o Brasil é um país com legislação ambiental avançada, que soube preservar suas florestas nativas e matas ciliares. Trata-se de referência à responsabilidade ambiental dos empresários do agronegócio, pois, obviamente, o País ainda precisa avançar muito no tocante ao combate ao desmatamento ilegal e nos projetos de redução da emissão de gases de efeito-estufa, conforme seus compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris. Mas, esta é outra questão.

Sobre o fator ambiental nas propriedades rurais, cabe comentar não haver motivo de preocupação pela mudança promovida pelo Governo Bolsonaro, de transferir ao Ministério da Agricultura o gerenciamento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). A medida gerou alguns questionamentos, pois o organismo, antes vinculado à pasta do Meio Ambiente, é o responsável pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR), que consiste no monitoramento dos imóveis do campo, coletando informações sobre suas condições, nascentes e vegetação nativa.

Independentemente do órgão encarregado do monitoramento ambiental das propriedades, os produtores e empresários do agronegócio, em sua grande maioria, são os primeiros interessados na preservação. Afinal, sabem que a terra não resiste à devastação e entendem com clareza o significado do equilíbrio ecológico para que biomas e ecossistemas sejam explorados de modo sustentável para a produção agrícola.

Se queremos um Estado menor e um governo menos intervencionista e mais indutor do desenvolvimento, precisamos valorizar e estimular cada vez mais a responsabilidade dos cidadãos e da sociedade sobre as suas próprias atividades, sua contribuição para o crescimento do PIB e sua consciência socioambiental. É com esse espírito que o agronegócio tem se posicionado como forte alicerce da economia brasileira!

*João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro (Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP), é vice-presidente do Conselho de Administração da Usina São Martinho e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA).
A desgastante luta pelo acesso à saúde

O descaso do Estado com as pacientes diagnosticadas com câncer de mama está se mostrando algo tão grave quanto a própria neoplasia. Depois de uma longa luta de anos liderada pela Femama, em 6 de dezembro de 2017 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) a aprovação da incorporação do medicamento pertuzumabe para uso na rede pública de saúde. O pertuzumabe consiste em uma terapia desenvolvida para tratar o subtipo HER2+ do câncer de mama metastático, que é o estágio mais avançado da doença. A sua utilização, associada ao trastuzumabe e docetaxel, proporciona mais benefícios em termos de controle da doença e qualidade de vida em comparação com outras terapias.

De acordo com regras da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS), órgão responsável pela avaliação e recomendação de incorporações ao SUS, a União tinha até 180 dias desde a publicação no DOU para distribuir o medicamento para uso em hospitais do SUS. Seis meses de espera para receber tratamento de uma doença avançada já é um prazo bastante perigoso e, no caso do câncer de mama metastático, pode ser fatal. Triste cenário: estamos em abril de 2019, quase um ano após o prazo máximo para sua distribuição, e mulheres nos relatam frequentemente suas dificuldades para ter acesso à medicação, que não está sendo distribuída em lugar algum do país.

Quando o Estado não fornece o medicamento que elas precisam para continuar a viver, as pacientes se veem obrigadas a recorrer à única solução restante: a Justiça. O processo é longo e completamente desgastante – muitas pacientes não sabem sequer por onde começar e buscam apoio em nossas ONGs e seus próprios médicos para entender o motivo da falta de acesso se o tratamento foi aprovado. O caminho em busca de um medicamento tão crucial, que garante qualidade de vida, está sendo tortuoso e difícil, já que a decisão do Ministério da Saúde não está sendo cumprida.

Ter câncer já é uma condição complexa o suficiente, que requer apoio psicológico, familiar e social. Uma mulher com câncer em estágio avançado tem que enfrentar suas próprias batalhas todos os dias - lutar contra o Estado não deveria ser uma delas se a distribuição regular estivesse sendo feita. A judicialização para acesso a medicamentos que têm aprovação em ANS e Conitec não deveria ser a via de acesso ao tratamento, mas em casos assim é fácil entender o motivo desse recurso ser tão utilizado em nosso país.

O prejuízo das pacientes é obviamente maior e mais grave, pois estamos tratando de vidas que podem ser perdidas ao longo do processo. Fornecer o pertuzumabe por meio de decisão judicial também traz malefícios ao Estado, já que gera gastos muito maiores. A compra do medicamento em lotes, sendo fornecida a todas as pacientes com indicação para seu uso, poderia ser negociada e custar menos.

Levamos ao Ministério Público Federal (MPF) nossos receios acerca da possível falta do medicamento antes mesmo que o prazo de seis meses fosse encerrado. O MPF, por sua vez, questionou o Ministério da Saúde, que nos respondeu apenas em novembro de 2018, afirmando que a distribuição do pertuzumabe seria feita a partir do primeiro trimestre de 2019. Não foi. Este é mais um prazo prometido e descumprido.

Por meio de uma denúncia que fizemos junto à imprensa, o Ministério, pressionado, informou mais uma data: a entrega da primeira parcela de medicamentos ao almoxarifado do MS será feita na segunda quinzena de abril, para ser posteriormente distribuída aos estados. A Femama continuará fazendo tudo o que está ao seu alcance para garantir que este não seja mais um prazo descumprido.

Ainda não sabemos como será o dia de amanhã para essas mulheres. Não há tempo para esperar por mais prazos ou até processos judiciais. É inaceitável tamanho descaso com a vida dessas pacientes, que estão sendo obrigadas a regredir a tratamentos menos eficazes por não conseguirem um medicamento que foi comprovado – até pela Conitec – mais eficiente e assertivo, o mesmo tratamento que se submeteu por anos por todas as burocracias impostas pelo sistema para sua aprovação. O pertuzumabe já demorou tempo demais para ser incorporado ao SUS, o que mais falta para conceder às pacientes uma chance de salvarem suas vidas?

*Maira Caleffi é presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento
A Terra está mais verde do que há 20 anos

O agronegócio vai muito além da produção de alimentos para a   população urbana e rural e do fornecimento de matérias-primas para as indústrias que geram emprego, renda e tributos, no mundo inteiro, beneficiando toda a humanidade.

Mesmo explorando solo e água, ao invés de reduzir ou contaminar os recursos naturais, o cultivo de grãos e outros vegetais e a produção de proteína animal, vêm contribuindo também para o equilíbrio ambiental e a preservação da natureza.

Conforme estudo recente da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), o planeta Terra se tornou mais verde na comparação com imagens de 20 anos atrás.

A surpreendente informação, diante de constantes denúncias de devastação de grandes florestas da Indonésia, Congo e Rússia, além da Amazônia Brasileira, foi obtida por dois satélites da Nasa, que coletaram dados sobre o comportamento de áreas verdes do planeta, por quase duas décadas.

Ao analisar as imagens obtidas do espaço, pesquisadores notaram que durante os últimos 20 anos a área foliar dos continentes aumentou o equivalente a toda cobertura da Amazônia.

A elevação das áreas coberta por vegetais, segundo especialistas, se deve basicamente ao aumento do cultivo de plantas, incluindo árvores, nos dois países mais populosos do mundo que são China e Índia.

Conforme o levantamento, a grande contribuição da China para esse quadro positivo se deveu à implementação de programas importantes para a conservação e expansão de suas áreas florestais, com estratégias complementares para redução da erosão do solo, poluição do ar e outras ações que favorecem as mudanças climáticas.

O aumento do verde na China também foi creditado à expansão de áreas de cultivo agrícola, mas muito reduzida, pois o crescimento da produção agrícola se deveu muito mais aos ganhos em produtividade do que à ampliação de lavouras.

No caso da Índia, segundo o estudo, aconteceu o inverso, pois a expansão do verde naquele país se deveu mais à ampliação da área agrícola do que ao aumento de reservas florestais.

O aumento da produtividade agropecuária, graças à moderna tecnologia e aumento da capacidade dos agricultores, por sinal, foi observada pelo Departamento de Terra e Meio Ambiente, da Universidade de Boston, dos Estados Unidos, que coordenou o estudo e destacou que a expansão do verde no planeta não significa que florestas nativas venham sendo substituídas por áreas cultivadas.

Prova disso é que graças aos avanços na produtividade, com o cultivo de praticamente as mesmas terras, na China e Índia a produção de grãos, legumes e frutas aumentou entre 35% e 40% desde 2000.

Por isso, segundo os autores do estudo, em geral, as descobertas foram boas notícias, pois enquanto nos anos 70 e 80 na Índia e na China a perda de vegetação era grande, nos anos 90 governantes, legisladores, empresários e cidadãos perceberam a gravidade da situação e reverteram a tendência.

Cientistas, no entanto, também fazem algumas ressalvas, como acontece na Índia, onde o aumento na produção de alimentos depende da irrigação utilizando águas subterrâneas, cujos mananciais são finitos. 

Além disso, o simples aumento da vegetação no mundo não compensa todos os danos causados pela perda da cobertura natural de regiões tropicais, pois a terra utilizada na agricultura não ajuda a armazenar carbono, como acontece com as florestas nativas e consolidadas.

*O autor é ex-deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado E-mail: [email protected]

 

China e EUA correm na disputa do 5G enquanto o Brasil estagna no 3G

Esta semana, sem nenhuma surpresa, a imprensa tem noticiado o lançamento comercial dos primeiros serviços 5G nos Estados Unidos – Verizon – e na Coreia do Sul, com as principais operadoras de telefonia móvel.

Para garantir que o Brasil não fique para trás quando o assunto é 5G, a Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) não perdeu tempo e acelerou a definição dos últimos detalhes para a implementação da rede. O edital deve ser publicado ainda este ano e o leilão de frequência para as operadoras pode acontecer até março de 2020.

Mas, será que a nossa infraestrutura está preparada para comportar o 5G?

Em termos gerais, a conexão nos bairros de classe alta é descente, funciona. Já nas áreas periféricas e/ou menos populadas é bastante ruim – situação parecida com os Estados Unidos. O desenvolvimento do mercado 5G por lá, será um balizador do que nos espera por aqui.

É consenso que a interligação de torres de celular com fibra óptica é fundamental para proporcionar velocidade e experiências compatíveis com a alta expectativa do mercado sobre a nova fronteira que será o 5G. Além disso, há a necessidade de instalar muitas novas torres - 4 a 5 vezes maiores do que a quantidade atualmente existente para atender o mesmo mercado endereçável.

Um dos nossos grandes desafios é: como pensaremos na expansão da infraestrutura de telecom no país se os impostos do setor estão entre os maiores do mundo? Reduzir os tributos seria um importante passo para que operadoras investissem mais em suas próprias redes ou na aquisição de acessos de terceiros – que igualmente teriam incentivo de investir em rede. Já a Anatel, poderia fomentar com mais ênfase as parcerias para regular o uso de infraestrutura à preços justos e isonômicos, colaborando para que exista uma infraestrutura de qualidade, alta disponibilidade e com a maior abrangência possível.

Sem infraestrutura, as operadoras chegarão com marketing e preços agressivos, mas a qualidade continuará sendo uma barreira. Atualmente, é comum a rede 3G não entregar por completo a taxa de transferência de dados de 384 kbps (quilobit por segundo). O 4G ainda é um serviço restrito, sendo sua cobertura ainda pequena e se baseando mais em uma questão de marketing do que de produto. A experiência não é completa, exceto por alguns poucos bairros onde se há uma presença maior de antenas capazes de suportar a necessidade de dados do 4G. Já a rede 5G, p ara atingir seu potencial (IoT), precisa ser mais parruda para suportar não apenas uma quantidade de dados exponencialmente maior, mas também um crescente número de dispositivos conectados simultaneamente.

Todo este contexto provoca uma discussão mais abrangente. A rede 5G certamente estará presente em regiões mais nobres, mas para o restante do país o serviço não será uma realidade tão próxima.

Infelizmente, existe uma falta de entendimento ou interesse neste sentido. A falha do mercado de telecomunicações tem sido não abordar o tema da infraestrutura com a devida seriedade e profundidade necessárias.

*Carlos Eduardo Sedeh é CEO da Megatelecom, empresa que oferece serviços personalizados na área de telecomunicações
O papel do educador nas escolas do futuro

O século XXI começou e as mudanças nele originadas estão cada vez mais impactantes. A tecnologia de 10 anos atrás não é a mesma de hoje, e a de hoje não será a mesma de daqui a 10 anos. Se adaptar a isso e à quantidade de informações disponíveis com esse avanço nos faz pensar: como será a escola do futuro e qual a função do professor nessa nova realidade?

Inicialmente, é preciso dizer que, com o avanço rápido da tecnologia, os professores não podem entrar em uma competição com buscadores digitais e bancos de dados. Essas plataformas terão muito mais informações do que nós, educadores, somos capazes de transmitir em sala de aula. Por isso, nosso dever é fazer com que essas informações sejam transformadas em conhecimento e sabedoria, para que elas se tornem algo relevante na vida dos alunos. É um equívoco pensar que o acesso fácil à informação faz a vida ficar mais tranquila, pois lidar com tudo isso requer espécie de curadoria, para que os alunos sejam capazes de escolher o que lhes é mais ou menos útil.

Nós estamos vivendo uma época em que quase todas as pessoas serão obrigadas a se reinventar ao longo da vida. Quem mais vai sentir essas transformações é o jovem que está na escola hoje. Para que essa transição seja menos difícil, precisamos de um ambiente escolar que prepare as crianças para terem flexibilidade, resiliência e capacidade de resolver conflitos. A notícia boa é que essas competências podem ser desenvolvidas por meio da aprendizagem socioemocional.

Das 10 competências da Base Nacional Comum Curricular, cinco envolvem, em algum grau, as habilidades socioemocionais. As instituições de ensino precisam se preparar para isso. Nosso maior desafio é formar continuamente nossos educadores, que tivemos uma formação analógica. É ajustar um avião que está voando e não pode pousar. É ensinar coisas que nós não aprendemos. Tudo isso exige um esforço muito grande.

O mundo muda tão rapidamente, que a única coisa para a qual nós devemos nos preparar é para a mudança.

*Eduardo Calbucci é educador e um dos fundadores do Programa Semente
Central Única dos Desempregados

Há uma parcela da sociedade brasileira que, tendo emprego, joga politicamente contra quem está desempregado. Na verdade, são militantes da recessão, do endividamento, do calote. Imediatistas, creem que os problemas podem ser permanentemente empurrados com a barriga, como se o ventre tivesse o dom de deslocar, também, o precipício.

Você jamais os ouviu criticar privilégios. Articulam-se num círculo de proteções recíprocas. Juntam-se nas galerias dos parlamentos e rejeitam quaisquer medidas que visem a corrigir as imensas distorções e injustiças que afetam a vida nacional. Têm fé religiosa no Estado, que veem como o colo protetor, malgrado todas as demonstrações de que ele só cuida bem de si e dos seus.

A pressão política desses conglomerados de interesses públicos e privados que se nutrem no mamoeiro estatal, são, em uníssono, contra as privatizações, contra a reforma da Previdência, contra qualquer medida que vise a reduzir o peso do Estado e sua influência no sistema de ensino do país. Afinal, é ali que opera o torno onde se esculpem os conceitos e se conquistam corações e mentes.

Muitos aspectos de nossa realidade seriam diferentes se existisse no Brasil uma Central Única dos Desempregados (CUD). Uma entidade que reunisse os brasileiros em busca de ocupação – 13 milhões contados pelo IBGE –, dispondo de força de mobilização, certamente estaria apoiando ideias liberais para a economia. Eles sabem que seus empregos lhes foram tomados pela corrupção, pelo populismo, pela velha política, pela irresponsabilidade fiscal, pelos privilégios e pela alta carga tributária, pela ganância do Estado e de quantos à sua sombra vivem. Sabem os desempregados que, agora, esses mesmos interesses se mobilizam contra a reforma da Previdência, sem a qual nenhum investidor haverá de confiar no Brasil para aqui empreender.

Uma Central Única dos Desempregados os informaria que sete de cada dez indústrias que se instalam no Paraguai pertencem a investidores brasileiros, que vão em busca de menores custos trabalhistas, energia mais barata e tributos menos onerosos. Uma CUD teria assessoria interessada em aconselhar seus filiados a pressionar os poderes de Estado por medidas liberalizantes, capazes de atrair investidores. Faria com que esses infelicitados irmãos nossos fossem às ruas protestar contra as instabilidades políticas e a insegurança jurídica. Os orientaria a clamar por infraestrutura adequada à produção e a seu escoamento, por Educação que qualifique melhor nossos jovens. Os mobilizaria para apoiar medidas capazes de melhorar a credibilidade do país, revitalizar nossa Economia e ressuscitar, assim, o mercado de trabalho.

A má notícia para os desempregados é que há muita gente influente mobilizada contra as medidas que os beneficiariam, simplesmente porque, assim, mantêm suas posições e vislumbram um possível retorno ao poder.

* Percival Puggina (74), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.
Chile pretende bater recorde de turistas brasileiros visitando o país, em 2019

O turismo do Chile conferiu ao Brasil o status de mercado prioritário, após alcançar, em 2018, o número de 589 mil brasileiros chegando o país. A meta para este ano é ultrapassar essa marca, divulgando o destino com ações estratégias. Para isso, mais de 18% do orçamento de promoção está destinado ao mercado brasileiro.

“Recebemos 589 mil turistas brasileiros no ano passado e tudo aponta para um crescimento para este ano. Para nós, o Brasil sempre foi um mercado prioritário, mas este ano contaremos com um investimento maior em campanhas digitais, famtrips, feiras e capacitações”, disse Andrea Wolleter, diretora nacional de Turismo do Chile.

Os turistas brasileiros também chamam a atenção do mercado pela diversidade de interesses que têm pelo destino, além do volume de gastos diários. Entre as atividades mais procuradas na viagem destacam-se as compras, experiências e roteiros temáticos. “O turista brasileiro gasta em média US$ 104 dólares por dia. É um turista que quer distintas experiências durante a sua viagem, como enoturismo e gastronomia, e ainda combina estas experiências com compras”, destacou.

Além dos reforços nas ações de promoção do destino, o país também pretende ampliar a conectividade com novos voos e rotas, não só a partir da capital Santiago, mas também de outras regiões turísticas chilenas, com os principais aeroportos do Brasil. “Estamos em conversas com outras capitais, como Salvador, para trazer mais voos, mas também queremos voos daqui para outras regiões do Chile, como Los Lagos e Antofagasta”, informou.

Como uma das primeiras grandes ações do ano, o Chile marcou presença na 7ª edição da WTM-LA, que aconteceu recentemente em São Paulo, com a participação de 35 empresas de turismo do país. “É um feira muito importante que acontece no Brasil, que é um mercado muito importante. O evento favorece muito os negócios e conseguimos favorecer o trabalho do público e das empresas privadas”, completou a executiva.

Curitiba inaugura supermercado que utiliza recursos sustentáveis

Curitiba (PR) inaugurou, no início de abril, o primeiro supermercado com refrigeração de gás natural da América do Sul. O estabelecimento da rede Condor usa no seu sistema de refrigeração e congelamento de produtos, o gás natural propano. O projeto conta ainda com luz natural e lâmpadas de LED, usina solar com 1.443 painéis e sistema de captação de água da chuva.

O gás natural propano natural é uma alternativa mais sustentável em relação a outras fontes de energias fósseis, pois produz uma combustão limpa, emitindo menor quantidade de dióxido de carbono para atmosfera, preservando a Camada de Ozônio.

A tecnologia aplicada no estabelecimento é resultado da parceria entre a Organização das Nações Unidas para Desenvolvimento Industrial (UNIDO), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Agência Alemã de Cooperação (GIZ), a Eletrofrio Refrigeração entre outros. A agência GIZ, há mais de 50 anos, faz um trabalho conjunto entre Alemanha e Brasil, voltado para o desenvolvimento sustentável.

O presidente do grupo Condor, Pedro Joanir Zonta, comentou sobre a preocupação da empresa em utilizar tecnologias que respeitem o meio ambiente. “O novo Condor Venceslau Braz vai entrar para a história como o primeiro supermercado da América do Sul a utilizar uma tecnologia em seus equipamentos de refrigeração: o Propano, um gás natural inofensivo à Camada de Ozônio, com tecnologia revolucionária na eliminação dos gases sintéticos que prejudicam a natureza”, explicou o executivo.

Zonta disse também que os recursos utilizados contribuem para o cumprimento da meta do Protocolo de Montreal, “que é substituir os gases refrigerantes sintéticos, nocivos ao meio ambiente, no Brasil”. Apesar da utilização desta tecnologia ser recente, o projeto é visto com muito otimismo, uma vez que agora já está disponível para o público, expandindo as alternativas tecnológicas ao uso dos HCFCs.

Ironman 70.3 | Florianópolis recebe etapa da prova de triatlo, no final de abril

No dia 28 de abril de 2019, na Praia dos Ingleses, acontece o Ironman 70.3 Florianópolis. O evento esportivo receberá 1,6 mil competidores, vindos de três continentes – América, Europa e Ásia. A prova de resistência, uma das modalidades de triatlo de meia distância, terá 1,9 quilômetros de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21 quilômetros de corrida.

As distâncias correspondem à metade do Ironman, prova prevista para o próximo mês. O 70.3, que acompanha o nome Ironman, representa a distância total em milhas, que são 113 quilômetros, no sistema de medida brasileiro.

Nesta edição de Florianópolis, além dos triatletas brasileiros, estarão representantes do Canadá, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Suíça, Finlândia, Israel, Coreia do Sul, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica e Uruguai. O Brasil tem o maior número de participantes, com 1.520 triatletas, seguido pela Argentina, com 13 e pelo Chile, com 12.

A prova classifica os 40 primeiros competidores, por faixa etária, para o Ironman 70.3 World Championship 2019, que acontecerá em setembro, na França. A etapa de Florianópolis faz parte do calendário dos eventos 70.3 no Brasil. Estão previstas outras etapas em Fortaleza, Maceió, Rio de Janeiro e São Paulo, entre os meses de junho e novembro deste ano.

Na última edição do Ironman 70.3 Florianópolis, o grande vencedor foi Igor Amorelli, de Balneário Camboriú. O triatleta catarinense completou a prova, das três modalidades, com o tempo de 3h46min46seg. Em segundo lugar chegou Pamella Oliveira, do Espírito Santo, que fez o percurso em 4h23min03seg.

A base do evento será montada no Oceania Park Hotel, localizado a aproximadamente 100 metros da Praia dos Ingleses, ao norte de Florianópolis (SC).

Dia das Américas reune cultura, gastronomia e entretenimento em Curitiba

Para celebrar o Dia das Américas, o Instituto Cervantes de Curitiba promove, no dia 13 de abril, um evento que reune cultura, entretenimento e gastronomia de vários países da América Latina de língua hispânica.

O grupo Gastronomia Latina será responsável pelos pratos e bebidas típicas, que deixarão o sábado ainda mais especial. A programação conta também com diversas atividades culturais como músicas e danças típicas do grupo Integración Latina.

A proposta do Instituto Cervantes em comemorar o Dia das Américas é aproximar as pessoas através da cultura e da gastronomia de países como México, Peru, Venezuela, Colômbia, Argentina, Uruguai e Chile. Além disso, a ação busca interagir com imigrantes destes países - que, nos últimos anos chegaram em grande número ao Brasil – nesta oportunidade de diálogo entre pessoas da mesma língua.

Segundo a colombiana Jenny Lopez, uma das organizadoras do evento, a ideia de reunir a culinária e a cultura de países vizinhos, cria uma aproximação das pessoas que falam espanhol em Curitiba. " São temperos diferentes e pratos que os brasileiros já estão se acostumando a saborear. Além do mais, teremos muitas atividades como aulas de salsa e danças típicas. Quem vier para o encontro vai sair satisfeito e falando 'un poquito' de espanhol", disse Lopez.

O Dia das Américas, comemorado anualmente em 14 de abril, celebra a soberania e a unidade das nações americanas. A data coincide com o aniversário de fundação da União Internacional das Repúblicas Americanas, antigo nome da Organização dos Estados Americanos (OEA), e está no calendário de 21 países das Américas.

O Instituto Cervantes é uma Instituição pública, fundada em 1991 para promover, ensinar e difundir a cultura da Espanha e dos países hispano-falantes.

Serviço:

Segundo Dia das Américas no Instituto Cervantes

Local: Instituto Cervantes - R. Fernando Amaro, 154 - Alto da XV, Curitiba (PR)

Data: 13 de abril, das 10h às 17h

(Entrada gratuita)