Coluna do Editor
Coluna do Editor 03/01/19

Coletiva

O ano começou com o prefeito Lucio de Marchi e o vice Tita Furlan trabalhando. Os dois concederam uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (2), quando falaram sobre vários aspectos destes dois primeiros anos de gestão à frente da Prefeitura de Toledo.

 

Simbólica

A presença de Tita, aliás, foi simbólica porque demonstra que os dois, apesar do resultado da eleição em outubro, seguem mantendo uma relação saudável. Perguntei justamente sobre isso e a resposta foi categórica: um jurou não ter problema com o outro.

 

Nomes

Lucio confirmou pelo menos mais dois novos nomes dentro da reforma administrativa que pretende fazer em janeiro. Léo Inácio Anschau vai mesmo para a Chefia de Gabinete em lugar de Jozimar Polasso que assumirá em definitivo a pasta do Desenvolvimento Econômico. A Assessoria de Governo será ocupada por Thiago Stefanello, que no início da gestão ocupou o cargo de secretário da Saúde e depois saiu para auxiliar o deputado federal Dilceu Sperafico na Casa Civil do Governo do Paraná.

 

Prazo

Lucio de Marchi quer nomear os novos integrantes no máximo até o dia 10 deste mês. Mas não adiantou nenhum outro nome.

 

Experiência

A escolha por Léo Anschau é uma aposta do prefeito por sua experiência. Léo foi vereador, vice-prefeito e chefe do Núcleo Regional de Educação, além de ter trabalhado diretamente com Lucio na campanha de 2016. Justamente exercendo função muito semelhante a que vai desenvolver a partir de agora.

 

Articulação

Já a nomeação de Stefanello é uma tentativa de aplacar os ânimos dos vereadores e finalmente ter alguém capaz de fazer a articulação entre Executivo e Legislastivo.

 

Limite em dia

O prefeito iniciou a coletiva comemorando o fato de, finalmente, a Prefeitura de Toledo estar em dia com o limite prudencial da folha de pagamento, o que permitirá mudanças mais substanciais em áreas hoje deixadas em segundo plano até as contas estarem em ordem.

 

Alarmantes

Dois pontos citados pelo prefeito que chamaram a atenção quando o assunto é dinheiro. A quantidade excessiva de horas extras herdadas pela atual gestão e o valor de ações ajuizadas por servidores contra a própria prefeitura.

 

Horas extras

A gestão Lucio e Tita assumiu um passivo de 54 mil horas extras e, no ano passado, pagou cerca de R$ 800 mil para aplacar o ‘monstro’. Restam ainda umas 30 mil horas extras para serem quitadas.

 

Ações

Além disso, segundo o prefeito, ano passado foram R$ 2,5 milhões pagos em ações ajuizadas por servidores públicos municipais contra a prefeitura.

 

Responsáveis

Sobre as horas extras seria bom apurar quem foram os responsáveis – ou irresponsáveis – por liberar essa quantidade absurda e que inviabiliza qualquer administração.

 

Espera

Lúcio comentou também sobre a questão do Hospital Regional, processo demorado em função de novo impasse junto à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que pediu um prazo de mais 30 dias para verificar se passa ou não o prédio para a administração da Universidade Federal do Paraná, o que permitiria a contratação de servidores federais para finalmente abrir a unidade.

 

Burocracia

Ainda de acordo com o prefeito, causa estranheza porque até agora o processo passou em 110 setores do Ministério da Saúde desde abril do ano passado. “Isso é uma vergonha”, desabafou o prefeito.