Editorial
Para refletir

Muitos leitores questionaram haver um erro na manchete da edição de ontem do JORNAL DO OESTE. O título era: “Número de veículos em Toledo é maior que em Curitiba”. Evidente que a quantidade não é, afinal, ninguém seria maluco em sã consciência de imaginar existirem mais veículos numa cidade de 140 mil habitantes do que na capital com seus mais de dois milhões de pessoas. O título foi colocado dessa forma justamente com o objetivo de chamar a atenção, afinal, de acordo o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), em outubro deste ano, o município de Toledo contava com uma frota de 105.302 veículos, 4,05% a mais que o mesmo período do ano passado, quando os dados apontavam 101.202 veículos.

Segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Toledo tem 140.635 habitantes. Desta maneira, em relação a frota, a cidade possui uma média de 1,346 pessoas por veículos registrados. Com isso, Toledo tem uma frota maior que a capital na proporção por habitantes, que tem 1,220 pessoas por veículos. Está aí o número usado como comparativo e que serviu para embasar o título.

O objetivo era ainda fazer o leitor do JORNAL DO OESTE refletir sobre a necessidade de mudança de cultura abordada no editorial de ontem também, especialmente no que diz respeito ao uso compartilhado, uma tendência em centros urbanos maiores – como já acontece em Curitiba – mas ainda incipiente em cidades do porte de Toledo. E muito mais por questões culturais que por qualquer outro problema, afinal, quando se divide despesas é muito mais barato para todos. Principalmente para a cidade e seu trânsito cada vez mais complicado para ser resolvido.

Há ainda que se considerar o papel fundamental da administração pública neste processo, seja incentivando novas formas de transporte, seja promovendo as adequações necessárias a fim de haver não apenas um trânsito com maior fluidez, mas principalmente com maior segurança. Mais veículos trafegando, maiores as chances de acidentes e, embora os números sejam positivos como mostrou recentemente o JORNAL DO OESTE, ainda assim que trafega diariamente por Toledo sabe os riscos enfrentados neste interminável ir e vir por ruas e avenidas cada vez mais lotadas de carros. Para refletir!

Carros e mais carros

Conforme mostra reportagem do JORNAL DO OESTE, a frota de veículos em Toledo chega a quase um por habitante. Para os cerca de 140 mil moradores, são aproximadamente 106 mil veículos. Proporcionalmente é a maior frota de veículos do Paraná, acima até mesmo da capital Curitiba. Se por um lado o número é positivo, por outro é extremamente preocupante, afinal, é fácil perceber os vários pontos de estrangulamento do trânsito em determinados horários e, mantendo-se o ritmo, daqui alguns anos – e não muitos – será um exercício de paciência rodar pelas ruas e avenidas da cidade.

Há pelo menos dois questionamentos a serem feitos em relação ao futuro: o primeiro é se haverá condições de absorver tantos veículos circulando e o segundo quais estão sendo as medidas para tentar reduzir este número.

A resposta do primeiro é fácil de ser respondida: não! Impossível uma cidade, mesmo com bom planejamento como é Toledo, ter tantos veículos circulando, ainda mais porque a tendência é da frota aumentar e não diminuir.

E vai aumentar porque a resposta, infelizmente, para o segundo questionamento é desanimadora. Nada está sendo feito para tentar reverter este quadro. Salvo a criação de algumas ciclovias, no resto nada mais tem sido feito. É preciso se investir mais em meios alternativos de transporte e, claro, melhorar e ampliar o sistema coletivo.

A melhoria da frota e a extensão de itinerários, com uma redução entre os horários de circulação dos ônibus é fundamental para tentar incentivar as pessoas a usarem mais o coletivo e menos o individual. Há ainda que se pensar num maior conforto dos ônibus, pois numa cidade onde no verão os termômetros chegam a quase 30ºC é impossível não haver refrigeração nos veículos.

Também se poderiam criar programas de carona solidária, com mais pessoas dividindo os carros para seus deslocamentos. Para isso acontecer, evidente, será preciso mudar a cultura do brasileiro de que é preciso ter pelo menos um veículo na garagem. Em países mais desenvolvidos o importante é se deslocar com rapidez e conforto. Mas como Toledo está no Brasil...

Prêmio consolidado

Para quem não tem boa memória, até alguns anos Toledo era uma terra de oportunidades para oportunistas em busca do dinheiro fácil quando o assunto era a ‘outorga’ de prêmios. Não eram poucas as empresas oferecendo as mais variadas distinções, sendo que quando primeiro não aceitava pagar o valor pela premiação, passava-se então ao segundo e assim por diante até alguém resolver ‘ganhar’ o referido prêmio. Até que um belo dia o Conselho do Jovem Empreendedor (Cojem) da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit) resolveu encampar a ideia e promover um prêmio com mais critérios, onde se ganha o mais lembrado e, quando existe um empate, premia-se a todos que merecem.

E assim surgiu o Prêmio Toledo Destaque Empresarial, cuja edição de 2019 aconteceu na noite de sábado no Yara Country Clube, reunindo centenas de convidados para o que é hoje um dos principais eventos realizados no município em qualquer área. O mais importante é que, mesmo os vencedores que não querem participar do jantar de premiação recebem seus respectivos certificados. Justo! E houvesse uma palavra para descrever o prêmio, certamente seria essa: justo!

Embora no início alguns não indicados em determinadas áreas tenham tentado colocar em xeque a idoneidade da pesquisa e do prêmio, com o passar do tempo o empresariado percebeu sua seriedade e sua proposta que é de premiar as empresas mais lembradas, ou seja, aquela marca que vem logo à mente do consumidor.

E essa seriedade foi sendo consolidada graças à parceria com instituições como a PUCPR, Sicredi, Prefeitura e Câmara de Toledo, entre outras ao longo do tempo que referendam a responsabilidade do levantamento feito com todo esmero. Hoje quem exibe com orgulho seus certificados, como é o caso do JORNAL DO OESTE, uma vez mais vencedor em sua categoria, tem plena convicção de ostentar um prêmio honrado e não comprado por qualquer trocado. É a certeza de receber uma honraria por estar presente na vida e na mente das pessoas que consomem em Toledo nas mais distintas áreas e que são destaque.

A Justiça não é para todos

A esta altura boa parte dos 4.895 presos, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça, que cumprem pena após condenação em segunda instância na Justiça brasileira devem ter entrado em contato com as respectivas bancas de advogados para se beneficiar da trágica decisão do Supremo Tribunal Federal em reverter uma matéria que já havia sido amplamente debatida pelo próprio STF. Porém, em mais uma daquelas manobras tipicamente brasileiras – e em geral prejudiciais ao processo evolutivo de uma nação como é esta tropical – o assunto voltou à tona e, para variar, foi transformada para atender aos desejos de uma parcela que parece não ter entendido até hoje o resultado das urnas, mas que como conseguiu se aparelhar de maneira brilhante nas mais profundas entranhas do poder, segue fazendo estragos.

Não que a decisão do STF tenha sido uma surpresa, afinal, quando se cogitou a hipótese de retomar a condenação em segunda instância, pairava no ar a certeza de que uma vez mais a impunidade prevaleceria. Coincidência, ou não, a reversão da prisão após condenação em segunda instância chegou junto com a onda de prisões de políticos e empresários poderosos através da Operação Lava Jato que, apesar dos exageros cometidos, ainda assim pende muito mais para o lado positivo da balança da Justiça que esta cometida agora pela maioria dos ministros de um STF cada dia mais desmoralizado perante a opinião pública, porém, impávido por se tratar da mais alta corte brasileira. Embora sua altura mal ultrapasse o meio-fio da rua.

Como alei é para todos, entre os quase cinco mil presos citados acima, estão estupradores, traficantes, assaltantes de bancos, entre outros tipos de crimes tão nocivos quanto os corruptos em seus engomados ternos e camisas de colarinho branco. A decisão do STF apenas reforça a impressão de que o Brasil é realmente o país da impunidade, até porque a decisão beneficia apenas quem tem condições – principalmente econômica – de empurrar processos por um looooooooooongo período. Na maioria das vezes quando encerado o condenado já aproveitou muito bem o fruto de seu crime, enquanto o cidadão comum segue no baile sem poder sequer escolher que tipo de música dançar.

Mantendo a tradição

Nesta sexta-feira (8), em Cascavel, haverá a entrega da premiação as finalistas do Prêmio Amop de Jornalismo, hoje um dos maiores e mais importantes prêmios do Paraná. E o tema deste ano, os 50 anos da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná não poderia ter dado mais sorte aos profissionais do JORNAL DO OESTE, indicado entre os finalistas nas categorias Impresso e Fotografia, respectivamente com os trabalhos das jornalistas Janaí Vieira e Franciele Mota, mas que no fundo é fruto de um trabalho coletivo, afinal, além destes, outros trabalhos foram inscritos porque esta empresa acredita na força do municipalismo e, claro, na força do jornalismo regional cuja importância tem sido reconhecida pela Amop nos últimos anos com este prêmio.

As indicações mantêm a tradição do JORNAL DO OESTE em estar entre os finalistas em todas as edições, algo raro entre os veículos de comunicação do Oeste do Paraná, mas que enche de orgulho a todos que diariamente trabalham para levar a melhor informação a serviço da integração regional. Uma informação de qualidade, embora com suas limitações e deficiências naturais os seres humanos que a reverberam, até porque não é papel do jornalista inventar fatos e sim apenas os levar adiante através destas páginas em preto & branco ou então nas imagens captadas por lentes que retratam a realidade nem sempre colorida, mas ainda assim necessária.

Essas indicações reforçam ainda o compromisso do JORNAL DO OESTE em buscar estar atento àquilo que de mais importante acontece em Toledo e região, buscando sempre tratar os assuntos, por mais delicados que sejam, de maneira responsável. É esse pensamento que move todos os profissionais das mais diferentes áreas deste veículo de comunicação que chegou aos 35 anos de história mantendo a jovialidade de quem tem sede de conquistas, porém, desde que estas sejam motivadas por assuntos tão importantes quanto os 50 anos da maior entidade municipalista do Paraná e uma das mais bem organizadas do país.

Parabéns Janaí e Franciele e à toda equipe que diariamente leva aos lares de milhares de pessoas notícias que se transformam em histórias por estarem contadas na sempre importante página de um jornal impresso.

É preciso reduzir

A proposta de reforma administrativa que, entre outras coisas, pretende acabar com municípios abaixo de cinco mil habitantes sem condições de sustentação econômica, pode parecer um exagero, entretanto, é um mal necessário a fim de mudar uma cultura que em nada contribui para o desenvolvimento do Brasil. Ao contrário, o atual sistema administrativo – e político – é uma trava e um ambiente propício para os acordos suspeitos, os conchavos políticos, os desvios de verbas públicas tão comuns, assim como também os atrasos na liberação de projetos e obras.

É preciso o brasileiro compreender ser necessário reduzir o tamanho do paquidérmico estado brasileiro em todas suas instâncias. Para isso acontecer outras medidas como essa precisarão ser aprovadas porque é impossível manter o atual quadro administrativo com todas as benesses existentes. E é importante frisar: isso em todos os níveis dos poderes constituídos.

Não basta mais mexer apenas no bolso do cidadão comum, até porque este, além de já ter contribuído o suficiente para a manutenção de um estado que devolve muito pouco – e com má qualidade – àquilo que lhe é tomado, não suporta mais o peso de taxas e impostos abusivos. É preciso cortar gastos na administração pública, adotar processos mais modernos, que não apenas tornem mais ágil a vida de quem depende dos serviços públicos, mas que também façam cair a taxa de juros, a carga tributária e a tal ‘igualdade social’ deixe de ser apenas um discurso ou bandeira de campanha para se tornar uma realidade capaz de efetivamente transformar de verdade a vida das pessoas.

Talvez extinguir municípios seja uma medida drástica demais, entretanto, é preciso que os gestores públicos tenham a coragem – e a decência – de deixarem de lado as decisões politiqueiras e passarem a agir com a responsabilidade que o atual momento exige, ou seja, com responsabilidade e austeridade, combatendo as mazelas que arrastaram o país a esta situação descabida de uma das maiores economias do mundo ficar dependendo de migalhas.

O exemplo que vem do lado

Há anos a rivalidade entre Cascavel e Toledo vem arrefecendo à medida que ambas as cidades se desenvolveram de maneira independente. Cada uma apostando em características muito próprias. Mas há um aspecto onde os cascavelenses parecem, enfim, ter despertado: a necessidade de realizar grandes eventos, capazes de atrair novos investidores e fomentar a economia em vários setores e não apenas aquele específico em torno do evento. Se antes o Show Rural eram quase uma exclusividade, hoje vários outros ventos começam a ganhar corpo a ponto de atrair olhares de todo o país para o oeste do Paraná, mais ou menos nos mesmos moldes que a proposta do Biopark pretende realizar em Toledo.

O mais recente exemplo atende pelo nome de Transpoeste, ou a Feira de Transportes e Negócios do Oeste Paranaense marcada para acontecer entre 20 e 22 de maio de 2020, no Centro de Convenções de Cascavel. A organização é do Sintropar, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Oeste do Paraná, que foi buscar uma empresa em São Paulo para organizar a primeira experiência deste ano. Devido ao sucesso a parceria está mantida e demonstra a visão de longo alcance que a diretoria do Sintropar demonstrar ter, afinal, grandes negócios exigem grandes sacrifícios e investimentos.

Se a edição deste ano demonstrou robustez, a de 2020 quer crescer em torno de 40%. A edição de 2019 da Transpoeste gerou algo em torno de R$ 150 milhões em negócios, com média de 1.800 pessoas visitando os estandes. Para o próximo ano serão 58 estandes e uma previsão de 20 mil visitantes. A feira não apenas terá uma nova edição. Ela promete ser maior, mais robusta e mais forte a fim de tornar Cascavel uma referência quando o assunto é evento em transporte no Paraná. E isso ficou muito claro nas declarações do presidente do sindicato, Wagner Adriani de Souza Pinto, durante o evento de lançamento nesta terça-feira (5).

O exemplo que vem do lado é bom e pode servir para a mudança de cultura também nos eventos pensados e realizados em Toledo, afinal, como demonstra a entidade cascavelense, às vezes é preciso ousar para ter o devido reconhecimento. E ousadia parece não estar faltando aos organizadores da feira de transporte.

Prejuízo para todos

A notícia sobre o cancelamento de parte do concurso público realizado pela Prefeitura de Toledo, tirando a discussão politiqueira criada em torno do assunto, merece ser analisada com maior cautela por parte de todos os agentes envolvidos na questão da administração pública. Primeiro porque, na atual gestão, não se trata da primeira vez que atitude como essa é tomada. Assim aconteceu com Decretos, Projetos de Lei enviados à Câmara, sem mencionar licitações iniciadas e modificadas ao longo do processo, isso fora aquelas sequer concluídas até hoje.

Parece haver um processo deliberado para minar a administração do prefeito Lucio de Marchi. Ao menos é essa a impressão de quem está do lado de cá da trincheira. Caso isso não esteja acontecendo a situação é ainda mais grave porque, apesar de tantos casos semelhantes, aparentemente não foram tomadas medidas preventivas para evitar dissabores como este da semana passada. O que era para ser algo benéfico, especialmente por se tratar de um concurso público, tornou-se mais uma dor de cabeça para a atual gestão. Um prato cheio para uma oposição ávida por notícias ruins e que sequer precisou fazer esforço neste caso.

Processos como este, de um concurso público, precisam ser revisados exaustivamente. É necessário dirimir todas as dúvidas, por menores que sejam, antes da publicação do edital a fim de justamente evitar sua suspeição ou o eventual cancelamento o que, no caso de Toledo, parece ter sido um exagero.

De qualquer maneira, é preciso responsabilizar os eventuais culpados, sejam eles cargos comissionados ou servidores de carreira, até porque o cancelamento de um concurso não pode ser mensurado apenas sob a ótica do prejuízo político ao atual prefeito, até porque o prejuízo é de todos. Da cidade que perde dinheiro público como tudo que foi feito até agora, os próprios concorrentes e até mesmo aqueles eliminados ao longo do processo. Um prejuízo enorme ainda para a imagem da cidade, sempre considerada um exemplo em várias áreas, mas que de uns tempos para cá vem sofrendo ataques sistemáticos à sua administração.

Nossa Língua Portuguesa

Ela carrega traços da nossa história. Com o tempo ganhou novas formatações, passou por mudanças e formalizou acordos ortográficos para padronização entre os países que a tem como idioma oficial. A nossa Língua Portuguesa tem seus encantos e complexidades.

Ao avaliarmos, primeiramente, a fonética já é possível esbarrar nos questionamentos dos pequenos que estão no processo de alfabetização. As crianças aprendem a escrever e o som de cada letra, parece ser simples até que passam a unir as sílabas e formar as palavras.

Algumas palavras escrevem com ‘s’, mas tem som de ‘z’. Outras são grafadas com ‘c’, porém possuem som de ‘s’. Essa ‘confusão’ é um dos primeiros indícios da complexidade de nossa língua materna. Mas que com estudo e dedicação são ‘solucionados’.

Nem mesmo o português conseguiu escapar das artimanhas humanas. Com o passar dos anos toda a formalidade da Língua Portuguesa foi tomando outras proporções, um exemplo, ‘vosmicê’ que é a segunda pessoa do singular, termo usado no Brasil colonial que, hoje, caiu em desuso. Graficamente correta é a palavra ‘você’, que na linguagem oral pode ser facilmente identificada como ‘cê’, enquanto que na comunicação virtual fica abreviada como ‘vc’.

Mesmo em seus diversos contextos, o importante é que a comunicação aconteça. Mas vale destacar que a Língua Portuguesa jamais perdeu sua formalidade. Não é certo, tão pouco ‘bonito’, escrever uma palavra de maneira errada. O mesmo acontece com a pronúncia.

Interessante, como ela, por vezes, pode ficar em segundo plano na grade curricular de instituições de ensino superior. Como disciplina secundária perde espaço. Mas independente da formação acadêmica, se ela acontece no Brasil, o ideal seria ofertar aos segmentos do mercado de trabalho profissionais habilitados para suas funções com domínio exemplar do idioma oficial do país. Afinal, eles irão se comunicar. Em algum momento da vida será preciso escrever algo que será lido por outra pessoa, seja um e-mail, um documento, um recado.

Esse universitário e profissional de hoje enfrenta os desafios que envolvem o último acordo ortográfico. Ele precisa estudar para entender as mudanças na acentuação das vogais tônicas depois de ditongos decrescentes, dos ditongos abertos e das vogais dobradas, além disso, tem o uso do hífen, do trema e do acento diferencial.

Nossa Língua Portuguesa tem suas complexidades como as demais. Ela também tem os seus encantos. Sua diversidade de palavras, expressões e sinônimos tornam o português um idioma rico. Em nossa língua quando queremos dizer que estamos com saudades, simplesmente, usamos a palavra e todo o sentimento que ela carrega. Já os americanos, por exemplo, não têm uma palavra que traduza de forma literal, eles precisam usar expressões do idioma que, às vezes, também podem remeter a nostalgia. Para nós, brasileiros, ‘filhos da Língua Portuguesa’, nostalgia tem outro sentido. É por essas e outras que nosso idioma merece respeito.

Bolsonaro e a Globo

As mais recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro contra o posicionamento jornalístico da Rede Globo reacenderam o acirramento contra a imprensa de maneira geral. Desde antes de assumir a Presidência da República o então deputado federal já dava sinais de descontentamento com a mídia, com a “vênus platinada” sendo seu alvo principal, assim como o jornal Folha de São Paulo. Não que o presidente tenha de ser simpático à imprensa, a contrário, tem todo direito de pensar o que bem entender, assistir aquilo que mais lhe convém ou ler o que lhe der na telha.

Não pode, entretanto, sair por aí disparando impropérios como ainda fosse um mero candidato sem perspectiva. Hoje Bolsonaro ocupa o mais ato posto do Executivo nacional e deveria se comportar como tal. Na maioria das vezes não o faz, como ainda estivesse no – vitorioso – palanque eleitoral. Mais preocupante ainda é perceber como reverbera em outros setores os destemperos do presidente contra a mídia, tanto assim que em Toledo parece haver muitos de seus seguidores, um séquito desprovido do mais mínimo senso de coerência nas ações e discursos.

Bolsonaro e a Globo são apenas mais um capítulo de uma verdadeira batalha contra a democracia e a imprensa livre. A emissora pode até estar exagerando nas críticas e se precipitado na divulgação de algumas informações, entretanto, o erro é inerente à profissão do jornalismo porque, felizmente, ainda é feito por seres humanos, portanto, passíveis de erros. Ainda assim existem os caminhos legais para punição por eventuais erros. A Justiça foi criada justamente para este fim e, enquanto presidente da República, Jair Bolsonaro poderia dar outro grande exemplo os brasileiros e trilhar este caminho, por sinal bastante justo.

Esquece o presidente, assim como seus fiéis escudeiros espalhados Brasil afora, que graças a esta mesma Rede Globo, Folha de São Paulo e a mídia em geral, é que escândalos foram denunciados e, de certa forma, ajudaram a construir a campanha vitoriosa nas urnas em outubro passado. Nesse ponto o atual presidente em nada difere de seus antecessores petistas, os quais igualmente tentaram criar um anticlímax à imprensa que, felizmente, sobreviveu àqueles ataques e certamente sobreviverá a este também.