Editorial
A – boa – educação sexual

Na semana passada crianças do Centro Social e Educacional Aldeia Betesda realizaram uma ação alertando sobre a conscientização em relação ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no último sábado (18). Já esta semana a delegada da Mulher Fernanda Lima Moretzsohn ministrou uma palestra, durante a reunião ordinária do Rotary Club de Toledo – Centenário, onde também mencionou a necessidade de uma maior atenção quanto ao assunto.

Em ambos os casos o que se pode extrair é a necessidade de se discutir a – boa – educação sexual nas escolas. Ao invés de se tentar implantar uma ideologia de gênero ou então iniciar de maneira precoce alguns assuntos sexuais entre os menores, é preciso pensar em estratégias capazes de oferecer aos pequenos noções sobre o que é certo ou errado e evitar o abuso principalmente dentro de casa, haja vista os números comprovarem que a maioria dos casos de estupro ou abuso de vulnerável é cometido por alguém muito próximo à vítima, em geral um parente como o próprio pai.

O exemplo da Aldeia Betesda poderia servir de inspiração neste universo cada vez mais ideológico da educação no Brasil e motivar outros educadores a segui-lo. Lá, na unidade escolar, as crianças recebem orientações sobre proteção, prevenção e combate ao abuso e à exploração sexual na base da orientação a quem recorrer caso este tipo de violência esteja ocorrendo. É preciso implantar uma linguagem adequada à idade que será trabalhada.

Talvez a solução esteja num projeto que a Secretaria de Política para Mulheres está desenvolvendo em Toledo no sentido de trabalhar o tema junto aos estudantes dos 6º anos, através de uma parceria com o Núcleo Regional de Educação. A ideia é justamente orientar os menores e implantar uma política do respeito. Neste caso o assunto é o respeito às mulheres, entretanto, através desta mudança de pensamento será possível evitar muitos outros tipos de abusos cometidos contra menores num país onde a implantação do sistema de cotas parece apenas ter acirrado as diferenças históricas existentes numa sociedade onde o pensamento machista ainda predomina e onde é preciso promover uma ampla mudança, mas de maneira lógica e não na base do achismo ou da ideologia barata.

O presidente tem razão

Jair Bolsonaro pode até não ser o presidente dos sonhos dos brasileiros, entretanto, ao menos tem se esforçado para fazer diferente da maioria de seus antecessores que cedo sucumbiram à relação nefasta que o Congresso Nacional quase obriga o Palácio do Planalto a fazer se quiser minimamente governar. Nessa queda de braço estabelecida desde o primeiro dia de governo, ora um lado vence, ora outro sucumbe, numa gangorra pelo poder que tem sacrificado o andamento de uma gestão que ainda engatinha em muitos pontos, mas que demonstra um vigor intenso em tantas outras.

Não se trata de gostar ou não da figura do presidente que ainda parece não ter se dado conta de sua importância enquanto Chefe de Estado, mas sim de entender o complexo jogo que acontece neste momento no país e essa semana, em encontro com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Bolsonaro jogou um pouco mais de luz nesta nebulosa. Classificou os empresários de “heróis” por conseguirem empreender num país onde a classe política em geral faz tudo para complicar a vida de quem quer produzir e ganhar dinheiro, como fosse isso um crime.

É somente através da política que será possível promover as mudanças necessárias para o país sair deste marasmo no qual se encontra. Não há outra forma, só que para isso será preciso eleger bons políticos, tarefa também não muito fácil diante do quadro de candidatos. Neste sentido os próprios empresários têm sua parcela de culpa ao não se envolverem de maneira mais intensa nas eleições, porém, não da forma como se tem praticado nos últimos anos, com superfaturamento de obras ou pagamento de propina para manter este status quo nocivo ao desenvolvimento da nação como um todo.

O presidente tem razão quando coloca a culpa na classe política, mas é preciso estender essa culpabilidade a outros setores da sociedade tupiniquim, pois muitos dos problemas apresentados nas gestões públicas são meramente o reflexo daquilo que acontece no cotidiano das pessoas sem que estas percebam o mal provocado. E aí no passado e no presente, haja vista ainda ser possível salvar o futuro.

O presidente tem razão

Jair Bolsonaro pode até não ser o presidente dos sonhos dos brasileiros, entretanto, ao menos tem se esforçado para fazer diferente da maioria de seus antecessores que cedo sucumbiram à relação nefasta que o Congresso Nacional quase obriga o Palácio do Planalto a fazer se quiser minimamente governar. Nessa queda de braço estabelecida desde o primeiro dia de governo, ora um lado vence, ora outro sucumbe, numa gangorra pelo poder que tem sacrificado o andamento de uma gestão que ainda engatinha em muitos pontos, mas que demonstra um vigor intenso em tantas outras.

Não se trata de gostar ou não da figura do presidente que ainda parece não ter se dado conta de sua importância enquanto Chefe de Estado, mas sim de entender o complexo jogo que acontece neste momento no país e essa semana, em encontro com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Bolsonaro jogou um pouco mais de luz nesta nebulosa. Classificou os empresários de “heróis” por conseguirem empreender num país onde a classe política em geral faz tudo para complicar a vida de quem quer produzir e ganhar dinheiro, como fosse isso um crime.

É somente através da política que será possível promover as mudanças necessárias para o país sair deste marasmo no qual se encontra. Não há outra forma, só que para isso será preciso eleger bons políticos, tarefa também não muito fácil diante do quadro de candidatos. Neste sentido os próprios empresários têm sua parcela de culpa ao não se envolverem de maneira mais intensa nas eleições, porém, não da forma como se tem praticado nos últimos anos, com superfaturamento de obras ou pagamento de propina para manter este status quo nocivo ao desenvolvimento da nação como um todo.

O presidente tem razão quando coloca a culpa na classe política, mas é preciso estender essa culpabilidade a outros setores da sociedade tupiniquim, pois muitos dos problemas apresentados nas gestões públicas são meramente o reflexo daquilo que acontece no cotidiano das pessoas sem que estas percebam o mal provocado. E aí no passado e no presente, haja vista ainda ser possível salvar o futuro.

Visual novo

Nesta terça-feira (21) o JORNAL DO OESTE passa a circular com um novo projeto gráfico. Em comemoração aos 35 anos, o diagramador Marcelo Rocha idealizou este novo visual, atendendo aquilo que se espera do novo jornalismo, ou seja, um estilo moderno, de leitura fácil e com o objetivo de valorizar o material diariamente produzido. Aqui é preciso reconhecer o esforço do setor de diagramação. Marcelo e Fabiano Souza são os responsáveis por ‘desenhar’ cada página a partir do zero. E diariamente é preciso refazer os desenhos, porque esta é a grande arte do jornal impresso diário: fazer um produto diferente toda nova edição.

Este visual novo é apenas mais uma ação prevista para acontecer em comemoração a esta data histórica e ainda mais especial diante do cenário negativo que o setor do impresso tem apresentado no mundo inteiro nos últimos anos, mas de maneira mais acentuada no Brasil a partir de 2014, inclusive com o fechamento de alguns títulos no Paraná, sem mencionar outros que passam por momentos bastante delicados. E o JORNAL DO OESTE vem se mantendo – e crescendo em termos de audiência – graças justamente ao empenho de seus colaboradores. Uma equipe pequena, mas determinada em fazer o melhor jornal.

Além disso, nas redes sociais o “Programa é Nosso” estreou novo estúdio, destacando algumas imagens que mostram um pouco de Toledo e região. O espaço foi totalmente remodelado e demonstra a preocupação da direção da empresa em manter o produto JORNAL DO OESTE modernizado e antenado com aquilo que o mercado busca em termos de jornalismo, seja ele impresso ou digital. Em breve uma webtv deverá ser instalada e passará a oferecer aos nossos leitores novos atrativos, ampliando a cobertura dos eventos diários de nossa cidade e da nossa região que igualmente vem dando ao longo do tempo provas de sua evolução.

E assim deve ser: evoluir sempre! E neste sentido o JORNAL DO OESTE tem buscado evoluir pensando sempre em oferecer aos nossos leitores o melhor jornalismo dentro daquilo que é possível fazer. E agora com visual novo.

35 anos de muita informação

Nesta segunda-feira, dia 20 de maio de 2019, o JORNAL DO OESTE completa mais um ciclo em sua história ao comemorar 35 anos de existência, de circulação diária, de produção de notícias e, claro, de contação de milhares de histórias ao longo deste período. Testemunha ocular da história, o jornal celebra a data com eventos ao longo dos próximos dias cujo objetivo único é mostrar sua importância do jornalismo nesta era da pós-verdade, onde as redes sociais se tornaram terreno fértil para a imaginação humana e onde o céu é o limite na disseminação de informações falsas.

Neste sentido o JORNAL DO OESTE busca manter-se fiel ao seu estilo de fazer notícia. Ao longo destes 35 anos especializou-se na superação de obstáculos. As perseguições pessoais e políticas, a precariedade de recursos, a carência de material humano e material, enfim, problemas que foram surgindo e sendo vencidos graças ao empenho de uma equipe disposta, criativa, pioneira em muitos sentidos. Aqui também fica uma singela homenagem a todos que ajudaram a escrever não simplesmente a história deste jornal, mas também a história de Toledo, de uma região inteira.

Nesta edição procuramos mostrar o JORNAL DO OESTE como ele é por dentro, ou seja, um ser vivo formado por inúmeros outros seres que, cada um com sua importância dentro desta complexa engrenagem diária de jornalismo contribui para colocar nos lares e empresas de milhares de pessoas a melhor informação a serviço da integração regional, como define o slogan desta empresa de comunicação desde seu primórdio.

Também é uma forma de demonstrar o quanto de sentimento está impregnado em cada página, afinal, jornalistas são seres humanos e não super heróis com suas capas voadoras. Assim como também o são recepcionistas, estagiárias, diagramadores, entregadores, vendedores, impressores e todas as pessoas que integram um jornal maduro, mas ainda com o espírito juvenil de quando começou nesta jornada maluca e deliciosa de fazer jornal impresso no interior do Paraná.

Hoje o JORNAL DO OESTE pode se orgulhar em chegar a uma data tão importante sendo uma das referências em seu setor dentro do Estado do Paraná e manter viva a chama do bom jornalismo na região que carrega com muito orgulho no peito e na alma. Um jornal que completa 35 anos de muita informação pensando sempre em manter o coração pulsando firme na direção de onde os pés vermelhos de sua gente apontarem.

Um pequeno grande amor

É emocionante perceber como ainda existem pessoas fazendo a diferença na comunidade onde estão inseridas. É gratificante observar as ações dessas pessoas transformando vidas, mudando o futuro. E é exatamente isso que as voluntárias do Projeto Pequeno Amor e os profissionais da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Bom Jesus – leia-se Hoesp – fazem desde que a parceria se estabeleceu quase meio por acaso e ganhou corpo, atraiu mais voluntários – e porque não dizer apaixonados – e nesta quinta-feira mostrou que o pequeno amor é grande, gigantesco.

A entrega de novos equipamentos é mera formalidade. A tecnologia com a qual o Bom Jesus passou a contar desde ontem é o menos importante nesta equação de amor, dedicação, profissionalismo e perseverança. O mais importante é perceber pessoas anônimas lutando por uma causa maior que é o bem-estar coletivo e, neste caso, de bebês prematuros que sem essa ajuda fatalmente estariam lançados à própria sorte.

Na pessoa do médico João Pedro Pontes Câmara fica o registro do agradecimento de toda uma região a estas pessoas que colaboraram para a arrecadação do valor que resultou na compra destes dois novos equipamentos. O doutor João Pedro talvez seja o rosto de um coletivo que tanto se empenha nesta luta diária pela melhoria no atendimento de saúde pública. Ele é um abnegado incansável em pedir, exigir, gritar por socorro quando não resta alternativa. Obrigado doutor pelo seu exemplo de amor incomensurável por seres tão indefesos e ajudados por estes anjos travestidos de voluntárias do Projeto Pequeno Amor.

Oxalá este exemplo dado numa tarde comum de quinta-feira toque o coração de quem efetivamente poderia mudar este cenário de migalhas e de constante luta por uma estrutura mais digna aos pacientes que dependem da única TUI Neonatal em toda regional de saúde. Mas esperar algo diferente de quem manda é sonhar com um país que não existe. Ao menos não até hoje. Então o jeito é seguir apoiando causas como essa do Pequeno Amor, uma causa que muda de verdade a vida das pessoas, tanto de quem doa como de quem depende de aparelhos para sobreviver neste Brasil que ainda nos dá esperança quando se assiste a este gesto grande de amor mútuo.

No fundo do poço

Em meio à gritaria dos ‘intelectuais’ brasileiros pelo contingenciamento de verbas para as universidades federais, o ministro da Economia Paulo Guedes foi, uma vez mais, ao Congresso Nacional para jogar um pouco de consciência – e sinceridade – num ambiente onde esses dois argumentos soam mais como algo fantasioso a ser uma regra que deveria prevalecer. Disse ele, sem meias palavras, aquilo que o cidadão comum há muito tempo já percebeu: a economia brasileira, disparou o ministro, “está no fundo do poço” e, em meio ao furor que sua declaração provocou lançou outra: o Produto Interno Bruto deverá crescer menos de 2%, contrariando toda e qualquer previsão anterior.

Para os mais de 13 milhões de desempregados a notícia é trágica, entretanto, ao menos alguém finalmente está tendo a coragem – e o bom senso – de devolver à realidade um país que nos últimos anos pareceu ter vivido um sonho movido a corrupção, gastança desenfreada e a tentativa de implantar uma ideologia que poderia ter levado a nação a uma situação ainda pior se tivesse sido perpetuada. Ao ouvir as palavras duras, porém necessárias, de Paulo Guedes, os congressistas poderiam também despertar deste sono profundo em berço esplêndido e compreender a necessidade de mudar a forma de pensar o Brasil e sua gestão pública.

Não é mais possível manter tudo da forma como era antes porque esse sistema levou a economia do país ao fundo do poço. E quem aponta isso é o ministro da Economia! O Brasil está num momento não apenas delicado, mas decisivo para se determinar qual será seu rumo no futuro. A Reforma da Previdência, criticada, é necessária, assim como uma ampla Reforma Tributária e outra Política. Não será fácil, haja vista o corporativismo típico de um Congresso que, mesmo renovado, segue tendo a postura de outros tempos, com manutenção de benefícios e pressão por cargos dentro da estrutura administrativa.

Também é preciso que fora das paredes do Congresso algumas almas compreendam de uma vez por todas ser necessário promover ajustes para a recuperação plena da economia nacional. Manter benefícios e gastar de maneira irresponsável já não é mais condizente com a fase atual. Nunca deveria ter sido aliás!

O consórcio do lixo

Em tempos onde o impacto ambiental sobre ecossistemas tão frágeis é cada vez mais intenso e onde dezenas de espécies podem simplesmente desaparecer do planeta por causa da ação humana, a notícia sobre a criação de um Consórcio Intermunicipal de Gestão e Tratamento de Resíduos é algo a ser comemorado, afinal, demonstra a preocupação dos atuais gestores não apenas em resolver um problema imediato – como por sinal é bastante comum quando se trata de administração pública no Brasil. Existe ainda a preocupação em deixar um legado para as próximas gerações no sentido de estabelecer uma política pública séria e responsável nessa questão.

O objetivo do Consórcio é realizar uma gestão intermunicipal e buscar soluções ou alternativas para o tratamento dos resíduos. A ideia não é enterrar o lixo, mas sim, realizar o seu tratamento e devolvê-lo na forma de novos produtos ou então podendo ser reaproveitado de alguma forma que não impacte ainda mais no meio ambiente.

Toledo será a sede deste Consórcio, mostrando o quanto o município está avançado em termos ambientais, um trabalho iniciado há muito tempo e que, embora tenha sofrido alguns contratempos, ainda assim apresenta resultados satisfatórios no tratamento de seu lixo. Há ainda muito a se avançar e os atuais gestores estão conscientes disso, porém, é perceptível a preocupação em apresentar projetos bem pensados e que efetivamente atendam a sociedade naquilo onde hoje se falha e, dessa forma, inicie-se um processo de transformação da cultura do lixo.

A expectativa é que entre 25 a 30 municípios participem do Consórcio, que deverá começar a funcionar ainda este ano, mas para isso será necessário o engajamento total de todos os agentes públicos. Questões como a do lixo não podem ser tratadas sob a mesma ótica simplista com a qual normalmente se enxerga a gestão pública no país tropical, até porque os efeitos – em geral nocivos – são percebidos de maneira muito rápida. Basta observar o que está acontecendo mundo afora e nas consequências de décadas de exploração desenfreada e da geração de lixo desmedida. O momento requer uma nova maneira de pensar a questão do lixo e Toledo uma vez mais sai na frente com a condução na formação deste Consórcio pioneiro.

Perfil das estradas

O secretário de Infraestrutura Rural Vilson ‘Chumbinho’ Silva conseguiu fazer um amplo levantamento sobre a realidade das estradas rurais de Toledo. Um perfil completo dos cerca de 1.400 quilômetros que cortam a cidade em todas as direções. Desse total, cerca de 340 estão asfaltados, permitindo não apenas um acesso mais rápido e fácil de quem mora no campo às suas propriedades, como também auxilia no escoamento daquilo que ali se produz. Não à toa Toledo tem sido citada como cidade referência quando o assunto é o asfalto rural. Uma Europa dentro deste problemático Brasil do agronegócio que por um lado é líder em praticamente todos os segmentos do setor, mas por outro sofre com estradas esburacadas, portos atrasados e uma infraestrutura de escoamento da produção quase medieval em alguns casos.

Somente por oferecer isso ao homem do campo o programa de asfalto rural já teria valido a pena. Mas ele vai muito mais além, porque dá dignidade e segurança a quem diariamente precisa se deslocar por entre milhares de caminhos de um lado para o outro.

E daí ser necessário destacar a importância deste perfil feito pela equipe da Secretaria de Infraestrutura Rural, afinal, através dele será possível estabelecer as próximas diretrizes; observar onde ainda existem falhas e como corrigi-las; quais os próximos trechos a serem asfaltados; onde é preciso investir na ampliação ou recuperação de estradas rurais; entre outros aspectos que colocarão Toledo ainda mais na vanguarda quando o assunto é seu interior. Privilegiado por poder contar com tamanha estrutura à sua disposição.

Uma estrutura que não se limita às estradas asfaltadas ou às estradas adequadas. Some-se a isso os investimentos em postos de saúde, pavilhões comunitários, investimentos de empresas, reformas em escolas, programas governamentais e, pronto, cria-se o ambiente favorável para manter o homem no campo, conforme não se cansa de mostrar o JORNAL DO OESTE, até porque o interior de Toledo é algo para encher de orgulho quem vive nesta cidade, afinal, não apenas pelo aspecto econômico e pelos recordes obtidos ano após ano, mas também pela qualidade de seus acessos, como bem demonstra o perfil das estradas entregue agora.

Um dia especial...

Não adianta! Hoje é um dia especial e pronto! Não há forma mais direta que escrever este segundo domingo de maio que representa para os brasileiros o Dia das Mães. E aí não se trata de uma questão mercadológica apenas, até porque a maioria das mamães prefere um abraço carinhoso a um presente caríssimo; mais vale um beijo caloroso a uma viagem; melhor a valorização do papel da mãe na vida de cada um ao almoço requintado. Mãe é mãe e não existe uma maneira mais simples de descrever uma figura tão emblemática como esta.

Mãe é mãe porque ela, e somente ela, é capaz de gerar a vida dentro de si. Carregar durante meses um pequenino ser que, anos mais tarde, muitas vezes sequer se lembra de quem o gerou um dia. Mas mãe é mãe! E o é porque ela, e somente ela, pode alimentar nos primeiros minutos de vida seu bebê. Ah, e naquele momento é só seu, por mais parecido que a criaturinha seja com o pai, mera figura decorativa neste domingo.

Mãe é mãe porque, mesmo quando precisa dar a bronca – ou a palmada – ainda assim o faz com aquele olhar terno e se segurando para não rir ou chorar junto com quem aprontou. O castigo de mãe sempre é melhor, menos dolorido no físico, mas arrebatador na alma e no coração, porque quando mãe briga é coisa séria. E quando chama pelo nome completo então... Ah, é aí motivo de preocupação porque é muito sério.

Mãe é mãe por sua maneira de ser, de cozinhar o prato predileto mesmo após tantos anos de ausência ou então de ainda ir dar boa noite a adultos que ainda precisam do colo quentinho, da palavra de conforto e do pano de prato para enxugar as lágrimas dos primeiros amores não correspondidos e das frustrações que deixam lições para o resto da vida.

E mãe é quem cria, quem acolhe, acode. Mãe é quem aconselha, dá bronca, coloca de castigo e cobra a lição da escola. Mãe é quem amamenta, seja o corpo ou o coração, porque mãe é mãe, seja ela adotiva ou não. Por isso, neste que seria apenas mais um domingo de maio, o JORAL DO OESTE externa sua admiração a todas as mamães porque hoje não é apenas um dia especial, é o Dia das Mães!