Editorial
FGTS

A Caixa Econômica Federal inicia hoje o pagamento dos recursos liberados da conta do FGTS. Os primeiros a receber até R$ 500 são aqueles que têm conta poupança no banco. O depósito será automático. Desde que o Governo Federal anunciou a liberação dos recursos do FGTS há muitas dúvidas. Para começar, o saque de até R$ 500 do FGTS é diferente do chamado saque-aniversário, uma opção nova de retirada anual do FGTS, também anunciada, recentemente, pelo governo.

O saque-aniversário dará aos trabalhadores a opção de, uma vez por ano, retirarem uma parte do dinheiro de seu FGTS – mas quem optar por essa modalidade perde a possibilidade de resgatar o fundo caso venha a ser demitido. Com o saque de R$ 500 isso não acontece – quem retirá-los agora não sofre nenhuma alteração nas regras gerais do FGTS e não irá perder nenhum direito referente a ele mais à frente.

A principal intenção do Governo Federal é tentar reverter o quadro de desaceleração da economia e, assim, dar uma resposta ao Congresso e à sociedade, mostrando que tem uma agenda além das reformas estruturantes. Tanto que a liberação do FGTS é vista com bons olhos por economistas, já que os trabalhadores terão acesso a um dinheiro que é seu por direito e poderão usar os recursos para pagar dívidas, consumir e investir.

No entanto, há ressalvas, pois não há garantias de que todo o dinheiro sacado seja revertido em consumo, o que traria um impacto mais rápido para o PIB. Basta lembrar que durante o governo Temer, no primeiro semestre de 2017, foram liberados R$ 44 bilhões para saque de contas inativas do FGTS, mas apenas 40% do montante chegou ao comércio varejista.

Porém, a expectativa é boa, já que, independentemente de quanto vai se reverter em consumo, direta ou indiretamente, é algo que pode interromper a trajetória de desaceleração da economia. Então, essa é uma medida bem-vinda no atual momento econômico, que, apesar de paliativa, cria uma sensação de que o Governo Federal está conseguindo resolver o problema.

A curto prazo, segundo especialistas, pode melhorar um pouco os indicadores de economia, mas pode também mascarar um problema estrutural. Economistas ainda não conseguem fazer uma projeção de quão benéfica essa ação será à economia. Agora, o que resta é aqueles que têm direito ao saque pesquisar as vantagens e desvantagens para si mesmo e esperar para ver como isso reflete no cenário geral.

Data-base

Os funcionários dos Correios de todo o país, inclusive de Toledo, entraram em greve ontem por tempo indeterminado. Quase todo o ano é assim. Faz parte da negociação da data-base. No caso atual, entra em cena uma outra questão: a recém-anunciada privatização da empresa estatal.

Quanto à negociação, ela é, na prática, uma “queda de braço”. De um lado, a categoria afirma querer impedir a redução dos salários e de benefícios e, claro, é contra a privatização da empresa. Mas o reajuste salarial com reposição da inflação do período é um dos principais pontos reivindicados pela categoria. Do outro lado, a estatal fala em paralisação parcial e compromisso com empresa sustentável.

Desde abril, houve diversas interlocuções na busca de uma solução consensual para o impasse. Uma proposta de acordo foi apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho à diretoria dos Correios ainda no final de agosto. A direção dos Correios informou ter participado de 10 encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, "considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões".

Mas não houve negociação e a “queda de braço” continuou culminando na greve. Ou seja, por enquanto, ao que tudo indica, ninguém vai ceder. E, por mais, que um lado e outro enfatizem que a intenção é não prejudicar a população, a paralisação, mesmo que parcial dos serviços, com certeza vai gerar alguns transtornos.

Há muito tempo, a população questiona a qualidade dos serviços prestados pelos Correios. E isso não tem a ver com categoria e diretoria. Nesse quesito, os Correios e os funcionários estão no mesmo lado e a população do outro. Uma população que só almeja receber um serviço eficiente.

Nesse ponto, é o que promete o Governo Federal com o anúncio da privatização dos Correios. Essa é uma das propostas defendidas pelo governo Bolsonaro, para oferecer serviços melhores e mais baratos, via iniciativa privada. Apesar da desestatização estar em estudo, é algo que, certamente, irá ocorrer.

Afinal, para o governo Bolsonaro, as privatizações e concessões não são mera questão de necessidade econômica. A ala pró-desestatizações defende não fazer o menor sentido que o Estado atue diretamente em atividade econômica que a iniciativa privada pode desempenhar sem problemas.

A situação parece complicada nessa “queda de braço”. O que resta à população é tentar compreender os lados e passar por mais uma data-base com o menor prejuízo possível.

 

 

 

Para os endividados

Em tempos difíceis, economicamente instável, noticiamos com frequência a saúde financeira da União, de estados e municípios, inflação, desemprego, descompasso entre arrecadação e custos para manter a máquina estatal em funcionamento. Noticiamos também as possíveis medidas para frear a crise, retomar o crescimento e sanar os problemas acumulados.

São questões que influenciam diretamente na vida da população. Há muitas pessoas com o nome “sujo” na praça, consequência de todo esse cenário que, frequentemente, noticiamos. As famílias brasileiras, muitas vezes, encontram-se em uma situação difícil em que têm que optar por deixar alguma conta para trás. Há ainda aquelas pessoas que não resistem ao consumismo, que todo o mês compram algo e quando percebem já estão negativadas.

Tanto uma situação quanto a outra acabam virando uma avalanche e sair dela não parece nada fácil. O endividamento consome as pessoas. Inegavelmente, para reverter a situação das famílias brasileiras, assim como as contas de municípios, estados e União, há medidas que se fazem necessárias e urgentes para que haja a recuperação e o progresso econômicos.

Para uma parcela da população, os meios educacionais poderiam ser benéficos a fim de que aprendam poupar. Óbvio que a outra parcela se encontra em endividamento por carência e não por falta de educação financeira, pois a realidade atual está distante do poder pensar em poupar.

Porém, de imediato, há um esforço das instituições de crédito para facilitar aos inadimplentes a renegociação das dívidas. Isso é, extremamente, benéfico, porque uma expressiva parte dos devedores deve porque ficou desempregada. Os demais também precisam voltar a ter o nome limpo na praça.

Afinal, é importante para a economia que os consumidores possam voltar a consumir com tranquilidade. Uma iniciativa que tem início hoje e seguem até 30 de setembro é o mutirão online de negociação de dívidas, promovido pelo Procon-PR, em conjunto com a Associação Brasileira de Procons (Proconsbrasil) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Participam da ação mais de 90 bancos e instituições financeiras. Essa é a chance dos inadimplentes poderem voltar a respirar aliviados. Mas, na verdade, é apenas parte da solução do problema, pois, mais do que nunca, é necessário que a economia volte a crescer, caso contrário, continuaremos noticiando que as instituições estão oferecendo facilidade para renegociação de dívidas. E, por mais significativa que sejam essas ações, o que desejamos é que as pessoas voltem a ter emprego, poder de compra e, claro, sejam educadas financeiramente.

Apoio ao conhecimento

Toledo é um município rico, principalmente, por conta do setor agropecuário. Isso não é segredo para ninguém. Ocupa o primeiro lugar no agronegócio no Paraná, com Valor Bruto da Produção Agropecuária de R$ 2.214.196.495,58, do ano base 2018. Para manter-se sempre nessa posição privilegiada, os produtores, pesquisadores, cooperativas, indústrias, universidades e profissionais estão atentos aos avanços tecnológicos, buscando incansavelmente o aprimoramento. Somente o conhecimento é capaz de fazer a diferença, não só nesse setor, mas, em todas as demais áreas.

No entanto, o foco do editorial de hoje é a suinocultura, que é a atividade de maior destaque no Valor Bruto da Produção Agropecuária de Toledo. Em 2018, por exemplo, foram abatidas e comercializadas mais de um 1.700 milhões de cabeças, movimentando mais de R$ 655,7 milhões. O papel da suinocultura em nosso município é tão forte que diversas festas são realizadas tendo como base pratos principais feitos de carne suína. O nosso time de futebol é, carinhosamente, chamado de Porco. Temos até chopp de bacon.  

Mas nada disso seria possível sem o conhecimento. Os produtores de suínos têm consciência de que os animais precisam estar saudáveis e sem estresse para que que a produção alcance as cifras desejadas, por isso, eles estão atentos às doenças que podem prejudicar a produção da carne suína. Pensando nisso, foi que representantes da cadeia participaram, ontem, de um workshop sobre doenças virais de importância na produção de suínos. 

O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), que no mês que vem organiza no município o 19º Congresso Nacional e 1º Congresso Internacional Abraves. A equipe do JORNAL DO OESTE realizou a cobertura jornalística do workshop e também acompanha todos os preparativos para o Congresso Abraves.

Isso porque o JORNAL DO OESTE entende que as riquezas que o munícipio gera devem ser valorizadas e também apoia os eventos que propiciem o fortalecimento do conhecimento de todas as cadeias produtivas.  

Apoio ao conhecimento

 

Toledo é um município rico, principalmente, por conta do setor agropecuário. Isso não é segredo para ninguém. Ocupa o primeiro lugar no agronegócio no Paraná, com Valor Bruto da Produção Agropecuária de R$ 2.214.196.495,58, do ano base 2018. Para manter-se sempre nessa posição privilegiada, os produtores, pesquisadores, cooperativas, indústrias, universidades e profissionais estão atentos aos avanços tecnológicos, buscando incansavelmente o aprimoramento. Somente o conhecimento é capaz de fazer a diferença, não só nesse setor, mas, em todas as demais áreas.

No entanto, o foco do editorial de hoje é a suinocultura, que é a atividade de maior destaque no Valor Bruto da Produção Agropecuária de Toledo. Em 2018, por exemplo, foram abatidas e comercializadas mais de um 1.700 milhões de cabeças, movimentando mais de R$ 655,7 milhões. O papel da suinocultura em nosso município é tão forte que diversas festas são realizadas tendo como base pratos principais feitos de carne suína. O nosso time de futebol é, carinhosamente, chamado de Porco. Temos até chopp de bacon.  

Mas nada disso seria possível sem o conhecimento. Os produtores de suínos têm consciência de que os animais precisam estar saudáveis e sem estresse para que que a produção alcance as cifras desejadas, por isso, eles estão atentos às doenças que podem prejudicar a produção da carne suína. Pensando nisso, foi que representantes da cadeia participaram, ontem, de um workshop sobre doenças virais de importância na produção de suínos. 

O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), que no mês que vem organiza no município o 19º Congresso Nacional e 1º Congresso Internacional Abraves. A equipe do JORNAL DO OESTE realizou a cobertura jornalística do workshop e também acompanha todos os preparativos para o Congresso Abraves.

Isso porque o JORNAL DO OESTE entende que as riquezas que o munícipio gera devem ser valorizadas e também apoia os eventos que propiciem o fortalecimento do conhecimento de todas as cadeias produtivas.  

Revisitar o futuro

O título deste editorial parece uma loucura. Plena insanidade. Como revisitar algo que somente existe no campo das ideias? Afinal, o futuro ainda não aconteceu. Previsões? Viagens no tempo? Não se trata de nada disso. Esse texto é sobre história. Mais loucura ainda, pode pensar, você, caro leitor.

Mas esse é um raciocínio lógico. Devemos conhecer o passado, a nossa história, para não cometer os mesmos erros no presente e, consequentemente, redefinir o nosso futuro. Nada melhor que este fim de semana para fazer uma reflexão sobre o que vislumbramos para o que está por vir. 

Afinal, neste sábado, comemoramos o 7 de Setembro. Mas o que significa essa data? Um desfile, atos cívicos, vestir-se de verde e amarelo e honrar a pátria amada? Estudamos que 7 de Setembro é muito mais que isso. Um reportagem especial trata deste assunto.

Comemoramos a independência do Brasil, que deixou de ser colônia de Portugal. Diversos países que já foram colônias comemoram seus dias da independência. Na Argentina é em 9 de julho, no Canadá 1º de julho, e nos Estados Unidos, 4 de julho. Até Portugal tem seu próprio dia da independência: 1º de dezembro, quando se separou da União Ibérica que formava com a Espanha.

A data é para ser comemorada, mesmo, para que seu significado não caia no esquecimento. Mas é preciso mais que isso. Estudar esses fatos históricos é necessário para que possamos ter uma reflexão crítica do presente. Infelizmente, o real conceito de pátria parece não fazer sentido num mundo globalizado e tecnológico.

No entanto, mesmo que a internet e a economia criem a sensação de que todos somos ‘cidadãos do mundo’, precisamos entender que a nossa realidade política e social é nacional e compõe uma coletividade em que fazemos parte e damos o nome de pátria.

Valorizar a pátria, no entanto, pode ter consequências muito ruins, com a falta de cultura crítica. Afinal, o Brasil não deve ser o país do “ame-o ou deixe-o”. É preciso repensar sobre patriotismo. É preciso revisitar o futuro e ver, com os próprios olhos, qual Brasil você quer para você e o que você, caro leitor, está fazendo para que esse futuro se torne real.  

 

Mais que uma vírgula

Assim que começamos a aprender a gramática, aprendemos a importância do uso da vírgula. Regras simples que fazem toda a diferença como não separar sujeito de verbo, como usar a vírgula para separar o aposto e o vocativo do resto da oração. Porém, a língua portuguesa, para muitas pessoas, é traiçoeira.

Nós, do JORNAL DO OESTE, trabalhamos diariamente com ela. Vivemos da escrita, mesmo assim, por diversas vezes temos que recorrer ao livro de regras gramaticais, ao VOLP, ao manual das novas regras ortográficas. A língua portuguesa não é simples.  

Alguns têm mais facilidade. Outros, não. Mas o fato é que sempre estamos procurando o nosso melhor. O JORNAL DO OESTE ao longo de todos esses anos procura a sua melhor versão. Há quem diga que jornalista não precisa saber escrever, que ele precisa ter outras qualidades como uma boa apuração, um tino investigativo, ser curioso. 

Na verdade, jornalista precisa de tudo isso e, ainda mais, de agilidade. Em um jornal diário, precisa escrever rápido, pensar rápido, agir rápido. Às vezes, nessa enxurrada, acaba perdendo uma letra, digitando um “s” a mais, esquecendo-se de um “que”. Se isso passa batido, o que se dirá da “bendita” vírgula? Ela é um calo em muitos sapatos.

Mas, especialmente, hoje, as vírgulas, os verbos e os complementos estão bem colocados e o JORNAL DO OESTE comprova que jornalista precisa saber escrever, averiguar fatos, pesquisar dados e, principalmente, precisa cumprir com o seu papel: contar histórias e atingir os corações dos leitores.

Hoje, o trabalho da jornalista Angélica Maria é reconhecido, em Curitiba. Ela é uma das finalistas do Prêmio Ocepar de Jornalismo. Durante semanas, a profissional dedicou-se em cumprir com o tema proposto “No campo ou na cidade somos o cooperativismo no Paraná” e buscar as melhores palavras para descrever o trabalho intitulado “Cooperativas ditam o tom e assistência técnica cria a sintonia com cooperados”.

É um reconhecimento não só do trabalho da profissional, mas de toda a equipe do JORNAL DO OESTE, pois um jornal não se faz sozinho. Há uma estrutura de pessoal que se dedica, incansavelmente, para que todos os dias o periódico chegue a você leitor com qualidade e com o respeito à informação e ao nosso público. Se muitas vezes cometemos equívocos, hoje é um dia para lembrarmos e comemorarmos os nossos acertos.

A lei e a inclusão

Há 22 anos, o show pirotécnico do dia 31 de dezembro acontece em Toledo com uma grande adesão de público, no entanto, desde o ano passado a realização do show dos fogos entrou em debate. Uma lei que dispõe sobre a proibição de fogos de artifício e similares, com ruídos sonoros foi promulgada em março deste ano.

Antes da lei ser aprovada, gerou muita polêmica. Mesmo assim, os vereadores – por unanimidade - a aprovaram e o Executivo sancionou a lei. Mesmo assim, o debate continua. Isso porque a realização do show pirotécnico em Toledo ficou em “xeque”. A administração municipal não consegue se adequar à lei que o próprio Executivo sancionou e, agora, uma nova audiência foi realizada no dia 3 para encontrar uma forma de realizar a “festa da virada”.

O debate foi intenso. Executivo e Legislativo tentam alterar a lei para que sejam permitidas a queima, soltura e manuseio de fogos de artifício e similares com baixo estampido; diferente do previsto em lei: de até 65 decibéis. Isso permitiria a realização do show pirotécnico.

No entanto, na audiência surgiram outras questões até então não debatidas. A lei é uma forma de inclusão e respeito com aqueles com sensibilidade ao barulho dos fogos. Mas é uma inclusão seletiva, pois há outras pessoas que também não conseguem aproveitar a festa como deficientes auditivos e visuais.

E aí entra outra questão como tentar ser inclusivo em um momento de lazer e não prosseguir com essa mesma mentalidade para outras áreas. Afinal, há deficientes que não conseguem atendimentos de qualidade nas instituições municipais de serviço público, porque não há um intérprete de libras, por exemplo. Outros ainda encontram dificuldades de locomoção na cidade, um assunto, em constante, debate.

É fato a festa ser importante para a economia local. Sem dúvida nenhuma. É tradicional, mas há muito mais que uma festa de fim de ano. É necessário ter cuidado com o que é público, com o que é do povo. É necessário ter respeito como o outro. É necessário debater uma lei, mas analisar também em um contexto mais amplo como acontece a inclusão em nosso município.

Alternativa ao caos

O caminho da reeducação e da reinserção social de detentos e de egressos do sistema penitenciário é árduo. Há muitos personagens e instituições envolvidos que oferecem oportunidade ao indivíduo de refletir sobre o delito cometido para que haja uma mudança de comportamento. Um deles é o Programa Patronato.
Em tempos de presídios e cadeias superlotados, o papel desse programa ganha ainda mais importância como alternativa de amenização do caos penitenciário, afinal, o Programa Patronato é uma instituição indispensável ao exercício efetivo da execução penal, que tem como função prestar assistência jurídica integral e gratuita aos presos e egressos.
Mas no papel, todas essas palavras são lindas. No entanto, o próprio Patronato encontra dificuldade. Em Toledo, as atividades tiveram início há seis anos como um projeto de extensão da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. No entanto, nos últimos dois anos, o Patronato tem enfrentado diversas dificuldades para manter os atendimentos.
O JORNAL DO OESTE acompanha todo esse processo desde o início e, por diversas vezes, como é o caso desta edição, divulgou como o trabalho tem se desenvolvido. Infelizmente, o Patronato tem esbarrado na falta de recursos. Problemas de ordem estrutural também refletem no bom desenvolvimento das atividades.
Essas dificuldades precisam ser sanadas para que a atuação do Patronato se dê de forma íntegra, pois essa instituição oferece atendimento jurídico, pedagógico, psicológico e social aos egressos do sistema prisional. Também permite o acesso à justiça, na fase da execução penal, inclusive, momento em que muitos apenados e egressos do sistema prisional encontram-se desassistidos de advogado.
Como é reiterado na reportagem de hoje a melhoria é uma busca constante, tendo como principal foco a humanização do atendimento, a fiscalização contínua e a disponibilidade de atividades complementares para assistidos e familiares. Esse é um programa que vai além de ser uma alternativa ao caos. Ele é uma esperança não só para os atendidos, mas para toda a sociedade. 

Somos 140.635

Historicamente, Toledo sempre foi um município de pessoas visionárias e empreendedoras. Isso se comprova em uma simples conversa com pioneiros ou uma visita ao Museu Histórico Willy Barth. Toledo foi um município criado graças ao desbravamento e a coragem desses pioneiros.

É inegável que de lá para cá, Toledo somente atraiu mais e mais pessoas com esse mesmo espírito e a esperança de uma vida melhor. Isso tem reflexo até nos dias atuais. Na semana passada, o IBGE divulgou o resultado do censo populacional estimado para o ano de 2019 e Toledo manteve a 13ª posição no Estado entre os municípios mais populosos em 2019, com uma população estimada em 140.635.

Isso representa um aumento de 1,46% em comparação a 2018, quando a estimativa era de 138.572. São números que não causam estranheza já que é nítida a tendência de expansão do município. A cada dia divulgamos investimentos que colaboram para esse crescimento.

Em 2018, por exemplo, o Departamento de Receitas do município registrou a abertura de 690 novas em empresas e a baixa de 214. Já em 2019, foram abertas 1.015 empresas, enquanto houveram 239 baixas. E ainda estamos entrando em setembro.

Além da abertura de empresas que demonstra o potencial do crescimento de Toledo, o município também se tornou um polo universitário, o que representa centenas de estudantes que escolheram a nossa cidade para estudar. Muitos vêm para cá para estudar e não deixam mais o município.

Afinal, Toledo é um bom lugar para se viver. Há problemas. Sim. Alguns até difíceis de serem superados, mas aqui, apesar desse crescimento, ainda é possível ter uma vida tranquila. Ainda é possível criar os filhos com certa liberdade. Ainda é possível vislumbrar uma sociedade justa.

Ainda há gargalos a serem superados, mas como os pioneiros desbravadores não se esmoreceram com as dificuldades que tinham na colonização do município, toledanos de hoje não podem esmorecer. Juntos, cada um fazendo sua parte, poderemos ter uma cidade ainda melhor e fazer com que esse crescimento seja sustentável e que mantenhamos a qualidade de vida tão almejada por todos.

Reconhecimento estadual

Ao longo de seus 35 anos de história, o JORNAL DO OESTE tem procurado qualificar seus processos a fim de entregar aos leitores um produto melhor. Evidente que os erros acontecem e isso não deixar de ser especial porque significa ser om jornalismo ainda feito por seres humanos, que erram, acertam, se irritam, se comovem, enfim, vivem, respiram...Esse esforço diário em levar a melhor informação passou pela recente mudança no projeto gráfico, na montagem de um estúdio para as gravações de programas especiais nas redes sociais e na atualização constante do site a fim de oferecer novos produtos a novos leitores, estejam onde estiverem, escolham a forma que quiserem.

Também graças a este esforço contínuo o JORNAL DO OESTE tem sido agraciado com vários prêmios em nível local e regional, sendo até hoje um dos únicos veículos de comunicação finalista em todas as edições do Prêmio Amop de Jornalismo, tendo vencido a primeira edição em 2006 e de lá para cá acumulado prêmios e mais prêmios na festa organizada pela Associação dos Municípios do Oeste do Paraná, hoje uma das maiores e melhores dentro do segmento jornalístico.

E nesta sexta-feira veio o reconhecimento estadual deste trabalho desenvolvido com muito amor, paixão e, claro, profissionalismo por parte de toda a equipe do JORNAL DO OESTE com o anúncio de que a jornalista Angélica Maria está entre os finalistas do Prêmio Ocepar de Jornalismo, cuja festa de entrega será na próxima semana em Curitiba. Este é um dos mais renomados prêmios do setor dentro do Estado do Paraná e até hoje jamais este jornal havia ficado entre os melhores, embora não faltasse esforço para isso acontecer.

Os investimentos feitos ao longo dos anos, a preocupação em melhoras sempre e a dedicação de todos desta equipe finalmente foram recompensados com este anúncio. É um orgulho poder levar o nome de Toledo a outros lugares e mostrar que também na área de comunicação a cidade é uma referência, tendo bons profissionais e produtos de qualidade. Obrigado Toledo e região por permitirem a todos do JORNAL DO OESTE fazer parte de mais este momento histórico de um jornal impresso que chega aos 35 anos ainda disposto a seguir fazendo história!