Editorial
O fim da vergonha

Para os italianos acabou uma agonia que durava 40 anos. Para os brasileiros uma vergonha que durou bem menos. A chegada do italiano Cesare Battisti ao aeroporto de Ciampino, em Roma, nesta segunda-feira (14) pôs fim a um martírio que começou em 1993, quando Battisti foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas nos anos 70, contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro. Em sua defesa o italiano afirma se tratar de perseguição política.

O antigo integrante do grupo Proletários Armados usou essa conversa para se refugiar no Brasil durante décadas, onde contou não apenas com a benevolência do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como também com a parcimônia que parecia envolver o Itamaraty e a própria Polícia Federal. Com documentos legais ele foi preso na Bolívia, sendo levado direto para a Itália, corando de vergonha uma vez mais as autoridades nacionais diante da incapacidade em encontrar Cesare Battisti antes dele ser preso no país vizinho.

“Agora tenho certeza que irei para a prisão”, disse ele ao desembarcar em sua terra natal. Diferente da vida boa que levava no Brasil, com direito a compra de imóveis, desfile em praias e a ostentação típica de quem sabe o esculhambo que prevalece no país tropical. Felizmente a prisão de Battistio coloca fim a mais este capítulo vergonhoso que a nação brasileira terá de carregar até a história se encarregar de amarelar a memória sobre o caso.

Na história brasileira há outros relatos de criminosos que vieram se esconder no Brasil, contando com o fato da impunidade. No cinema, cenas de escapadas para a terra brasilis também se eternizaram e é justamente esta a imagem que o país tem no exterior. E por culpa absolutamente única de quem vive aqui e corrobora para esse tipo de imagem se fortalecer, assim como das praias onde índias desfilam suas vergonhas sem a menor vergonha ou então com macacos passeando pelas ruas sem serem importunados, como fosse o Brasil inteiro uma grande floresta amazônica.

O fator Previdência

Entre tantos desencontros deste início de governo de Jair Bolsonaro na Presidência da República – alguns deles naturais diante da natureza do capitão, outros nem tanto – há ao menos um discurso onde a unidade impera em todos os setores: a necessidade de se fazer a Reforma da Previdência o quanto antes. Mas nem mesmo aí o novo governo consegue ser uníssono. O próprio presidente defendeu uma idade mínima diferente da pretendida pela equipe econômica, enquanto o setor militar quer ficar fora ou ter um impacto infinitamente menor quando – e se – houver a reforma.

Ao menos dessa vez o governo federal parece contar com aliados importantes. Nem tanto pela benevolência, mas sim pelo interesse que o assunto gera na maioria dos estados e municípios onde a pressão sobre a folha de pagamento cresce ano após ano diante das benesses do serviço público, diferente da iniciativa privada onde o teto se achata cada dia mais. O mais recente exemplo desse apoio veio do governador de São Paulo João Dória, que sinalizou com os 35 votos de sua bancada federal em favor de uma eventual reforma, a qual deverá atingir em cheio, pelo chamado efeito cascata, os regimes previdenciários dos estados e municípios.

Certamente a pressão dos prefeitos sobre seus deputados federais eleitos será igualmente intensa a partir de fevereiro, quando o Congresso Nacional retornará do recesso parlamentar e o ritmo de trabalho deverá ser bem mais intenso em função da mudança significativa, em especial no Senado. Na Câmara tudo dependerá da escolha do novo presidente, processo que caminha a passos largos para a manutenção de Rodrigo Maia no cargo, algo igualmente benéfico para o governo Bolsonaro.

O fator Previdência pode ser apenas o primeiro de uma série de medidas duras – e urgentes – que precisarão ser tomadas pelo novo governo se efetivamente pensa em fazer algo de diferente em relação aos mais recentes ocupantes do Palácio do Planalto. Primeiro, mas crucial para determinar muitas das demais ações pretendidas e que servirá para medir a febre não apenas da popularidade do presidente, que continua alta, mas de seu poder de negociação com um Congresso ao qual ele, enquanto deputado federal por tantos anos, deveria estar acostumado.

Um recado muito claro

Nesta quinta-feira (10), logo cedo, o prefeito Lucio de Marchi (PP) fez uma reunião muito breve e a portas fechadas para assinar as portarias de nomeações de alguns novos cargos comissionados. A ideia é completar o time, desfalcado desde o início em função do limite prudencial da folha de pagamento, herança deixada com quase 54% de comprometimento da gestão anterior e que, sim, atrapalhou bastante o ritmo de alguns setores que agora passarão a contar com titulares e não mais suplentes.

O uso do termo time não é por acaso, até porque o próprio prefeito pregou maior harmonia entre seus novos comandados e frisou que um time bem entrosado e motivado leva qualquer equipe à vitória. No caso de sua gestão, Lucio sabe que no ‘returno’ precisará de resultados melhores – ao menos aos olhos da população – em campo. O time da prefeitura vem vencendo algumas partidas, mas sem ainda encantar a maioria da torcida. Quem sabe com os reforços contratados esta semana seja possível agradar esta parte que ainda não conseguiu perceber que muitas mais vale o resultado que a apresentação em si.

As mudanças promovidas ontem – e as que serão feitas até o fim deste mês – não servem apenas para mostrar à sociedade o desejo do prefeito em dar novo ritmo à sua gestão. É um recado muito claro também a quem está há mais tempo no time e, de certa forma, acomodou-se no banco ou nos treinos, mas na hora do jogo foge do compromisso. As mexidas mostram que Lucio está disposto a fazer o que for preciso para vencer e convencer, nem que para isso seja preciso dispensar jogadores que se consideram intocáveis, mas que na prática não estão dando conta do recado como deveriam.

E é bom isso acontecer porque quem ganha com isso é o município como um todo, afinal, quando se tem um gestor comprometido e disposto é importante para a conquista de novos investimentos, da realização de novos projetos e ainda a concretização de obras iniciadas ou deixadas pela metade no passado. A disposição do prefeito pode ser o combustível que faltava para que este time arranque em direção ao título ou ao menos deixe uma melhor impressão ao fim do campeonato.

As asas de um sonho

Não foi a primeira vez de um voo comercial no Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho; tampouco foi o primeiro pouso realizado no local; muito menos se observou tanta gente naquele espaço, entretanto, a quarta-feira, 9 de janeiro de 2019, será uma data a ser lembrada para sempre na história de Toledo e região em função do primeiro voo comercial da Azul Linhas Aéreas usar as instalações e embalar uma região inteira nas asas de um sonho que parecia ser impossível de se concretizar, mas que ontem começou a dar passos sólidos neste sentido. O otimismo visto em quem participou da empreitada é o combustível para alimentar ainda mais este sonho.

Talvez nunca na história do município se apostou tanto na ligação aérea quanto agora. Talvez este seja o momento certo para tudo isso ter acontecido. Somente o tempo será capaz de confirmar ou não se realmente era assim que deveria ter acontecido ou se será apenas mais uma loucura coletiva temporária, a exemplo de tantas outras que já pousaram e decolaram no bom aeroporto toledano. Evidente que é preciso deixar claro que a empresa vive de bons ventos e a ocupação regular dos voos, numa escala que os viabilize, será crucial para manter ou até ampliar a operação através do Luiz Dalcanale Filho. Para isso é importante o envolvimento da comunidade regional, pois esta não é uma conquista que trará dividendos apenas a Toledo, mas a muitas outras cidades da microrregião que poderão se servir desta ligação rápida e fácil com a capital e dali para qualquer parte do imenso planeta.

As asas deste sonho finalmente pousaram em Toledo e agora, semana após semana, será preciso acompanhá-las de perto para ver se estarão consolidadas o suficiente para permitir novos voos, mais altos e mais ousados. Potencial para isso acontecer não falta, basta apenas que a sociedade compreenda a importância do gigantesco passo dado numa quarta-feira que tinha tudo para ser como qualquer outra num início de ano, mas que entra para a história como uma quarta-feira Azul.

O Estado apenas onde se deve

O ano começou realmente diferente no Brasil. Cortes de cargos, redução de secretarias, corte nas despesas, necessidade de prestação de contas, anúncios de privatizações, enfim, medidas necessárias para reduzir o tamanho do paquidérmico Estado brasileiro em todas suas esferas administrativas, dando a impressão de que os atuais novos gestores – ao menos a maioria – entenderam o recado das urnas, onde os cidadãos demonstraram a insatisfação com o modelo que ali estava posto. É a mentalidade de manter o controle do Estado apenas onde ele realmente é necessário.

O melhor exemplo dessa necessidade é o campo da telefonia. Até a década de 90, quem tinha um telefone fixo – até porque celulares eram mera peça de ficção científica no Brasil – era um verdadeiro vencedor. As ações da telefonia transformaram a vida de muitas pessoas até a privatização do setor, que não apenas aumentou a quantidade de acessos, como melhorou e muito a qualidade do sistema. Hoje, apesar das falhas, é inegável o quanto avançou o setor. Basicamente só não tem telefone hoje no Brasil quem realmente não quer.

O corte de cargos comissionados e a redução de secretarias e ministérios eram outras medidas aguardadas pela maioria da população, ao menos por aquela parcela que tem consciência sobre a necessidade de reduzir o custo operacional da máquina pública. Pena que nem todos pensem assim, preferindo manter benefícios que custam muito caro ao país, não apenas na ótica financeira, mas principalmente na social, ampliando ainda mais o abismo entre as classes. E não se trata de um discurso ideológico, mas apenas a simples constatação de uma realidade que só não enxerga quem não quer.

A esperança agora é que estas medidas adotadas no início da maioria das gestões país afora não sejam apenas modismo de quem está chegando agora ao poder, mas sim uma onda duradoura capaz de criar uma cultura consciente sobre qual o papel do Estado e aquilo que pode ser destinado à iniciativa privada. Dessa forma ainda é possível sonhar com um país mais justo, democrático e desenvolvido.

Isso é globalização?

Milhares de pessoas formam uma horda sem rosto em direção aos Estados Unidos vindas dos mais miseráveis países da América Latina; centenas de refugiados se amontoam em um navio à espera de alguma nação que os aceite na Europa; no Oriente Médio são milhares de pessoas fugindo das guerras sem fim na tentativa de sobreviver apenas; na África golpes militares e ditaduras perseguem e matam; no Brasil a fronteira de Roraima com a Venezuela virou terra sem lei por causa das ondas de imigrantes, assim como também começam a surgir bolsões em outros cantos do país por causa da vinda de haitianos e de tantos outros países em situação ainda pior que a nossa. É isso que se entende por globalização?

Quanto mais se fala em globalização, mais se percebe aflorarem os sentimentos radicais que levaram o mundo à Segunda Guerra Mundial. Nacionalistas histéricos, xenofobia exagerada – e sem o menor pudor de tentar ser escondida – racismo de cor, crença e classe social, enfim, discursos que pregam o ódio e fomentam uma divisão que sempre existiu – e talvez sempre existirá – entre pobres e ricos, desenvolvidos e subdesenvolvidos, entre quem manda e quem se submete ao jugo.

A globalização pode ter melhorado as relações comerciais entre os países e facilitado a comunicação entre os povos, entretanto, esse movimento sem retorno está longe de sepultar as barreiras históricas. Ao contrário: as acentuou numa velocidade espantosa e, de certa forma, ajudou a intensificar estas marchas ao redor do mundo, afinal, hoje se sabe muito mais das condições de lá e de cá, tornando mais simples a decisão de partir ou ficar. Ondas migratórias sempre existiram na história humana. Fazem parte do natural desejo de se aventurar, conhecer algo diferente e buscar pelo melhor. Mas hoje elas são mais vistas e mais comentadas, assim como seus reflexos nas sociedades onde acontecem, inclusive no Brasil, onde surgem os primeiros discursos contra a vinda de estrangeiros. E alguns nada moderados.

Reações que mostram outro ângulo de um movimento que para muitos era visto apenas com os olhos benevolentes do quão positivo seria para o planeta a ligação entre os países. Restou combinar com as pessoas.

A metáfora das cores

A declaração da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) sobre o uso das cores por meninos e meninas – ou piás e gurias, como prefiram – provocou urticária em determinados grupos, especialmente dentro da comunidade LGBT e, claro, de quem defende a ideologia de gênero nas escolas. Nada mais que uma metáfora, algo tão comum no Brasil desde os tempos em que apenas os índios habitavam estas terras. Mas como o momento é de tentar criar fatos onde não existem, então a reação foi viral, em especial na terra fértil das redes sociais, onde muita gente se torna um verdadeiro guerreiro de capa e espada.

Não se trata de adotar ‘uniformes’ para meninos e meninas, mas sim de mudar o foco dado nos últimos anos e que levou a situações extremas de crianças visitando exposições – patrocinadas com dinheiro público, frise-se – onde imagens bizarras de sexo com animais e completo desrespeito às questões religiosas eram expostas sem o menor pudor. No Brasil do ‘país de todos’ ser menino ou menina não era mais uma questão de escolha própria, mas sim algo errado sob a ótica ideológica implantada de maneira sutil no início e depois sem o menor constrangimento.

Seguindo essa linha daqui a pouco as princesas da Disney jamais poderiam colocar os pés no Brasil e suas histórias seriam modificadas, com a criação de princesas transexuais que batalham por seus direitos. Os contos de fada seriam transformados em contos de fados e as bruxas seriam boas e as princesas más. Os sapos, coitadinhos, não poderiam mais se transformar em príncipes, mas em borboletas psicodélicas. E olha lá! Nunca é demais lembrar sobre a crueldade contra os animais.

Na ótica ideológica cantar atirei o pau no gato é uma ofensa e contar carneirinhos para dormir um crime. Ai, ai, ai, cuidado com o homem do saco, se bem que este pensa em processar quem o discrimina dessa forma tão aviltante. E o que dizer do boi da cara preta, racismo puro! Batatinha quando nasce, no politicamente correto impregnado, não se espalha mais pelo chão porque tem muita gente passando fome. Uma fome de bom senso!

Um balanço do balanço

De tudo que foi dito durante a entrevista coletiva do prefeito Lucio de Marchi e do vice Tita Furlan, sobre os dois primeiros anos de gestão à frente da Prefeitura de Toledo, o mais marcante foi o não dito. A presença de Tita ao lado de Lucio, numa boa sinergia por sinal, foi talvez o fato mais marcante do encontro com jornalistas na manhã da quarta-feira (2). Isso demonstra maturidade de ambos ao deixarem para trás tudo que foi dito – e não dito – durante a disputa eleitoral, quando Lucio e Tita estiveram em lados opostos. Se essa sintonia for melhor ajustada, sem dúvida quem ganhará será a administração municipal, até porque um ainda tem muito a aprender com o outro.

Já entre tudo que foi dito, sem dúvida dois pontos chamaram a atenção: o primeiro a questão do altíssimo – e surpreendente – número de horas extras herdadas pela atual gestão e o valor – também surpreendente – pago em ações de servidores contra o próprio município.

Isso demonstra uma falta de controle e ao mesmo tempo uma permissividade perigosa dentro da administração municipal, com consequências terríveis não apenas aos cofres públicos, mas à própria estrutura, ao sistema de gerenciamento que fica sujeito aos devaneios de quem ocupa determinados cargos. Há ainda que se lembrar do alto número de servidores com férias vencidas na gestão passada, o que acarretou em custos acima do previstos para a atual. Tudo reflete na forma de administrar. Engessa, emperra, atrapalha.

Também é preciso destacar a fala do prefeito e do vice em relação a determinadas pessoas da oposição que apostam no “quanto pior melhor”, e aqui palavras do próprio prefeito. Algumas destas pessoas estiveram com a caneta na mão, tiveram a oportunidade de fazer diferente e, além de não terem feito, ainda por cima deixaram uma herança pesada a ser paga não apenas por Lucio e Tita, mas por toda sociedade de Toledo, com férias e processos judiciais que somam milhões de reais, sem mencionar obras inacabadas ou superfaturadas e que sequer ainda entraram em funcionamento.

Importante o balanço feito pelos atuais ocupantes do Executivo municipal, assim como também será se novos encontros como este forem feitos, quando se tem a oportunidade de olhar nos olhos e perguntar aquilo que a sociedade espera saber.

Uma caneta, uma simples caneta

Há momentos na vida pública onde o exemplo revela muito mais que as palavras proferidas em meio à emoção ou ao ambiente no qual o agente público se insere. De tudo que aconteceu no Brasil na terça-feira, primeiro dia deste 2019 carregado de esperança de Norte a Sul, uma cena resumiu bem este novo momento pelo qual passa o Brasil, dando a impressão de serem novos tempos. O presidente Jair Bolsonaro assinou, sem o menor constrangimento, todos os documentos oficiais com uma boa e velha caneta Bic, aquela mesma usada por milhões de pessoas todos os dias, inclusive pelos profissionais do JORNAL DO OESTE. Pode ter sido apenas uma coincidência, entretanto, é uma cena carregada de simbolismo e que aproxima o presidente das pessoas comuns, algo que Bolsonaro tem insistido em pregar.

Uma caneta, uma simples caneta que demonstra o desejo de mudança, a vontade em tornar as coisas menos complicadas num país onde historicamente a burocracia imperou e onde os jeitinhos e privilégios foram sendo arrumados para manter um sistema desequilibrado e injusto funcionando para beneficiar sempre os mesmos. O recado foi muito claro aos ministros e aos brasileiros: o combate à corrupção será uma marca deste governo que pretende ser simples e direto, como foi aliás o discurso de um presidente avesso aos holofotes, mas capaz de arregimentar uma verdadeira tropa de técnicos altamente qualificados em torno de si, em torno de uma simples caneta Bic.

As primeiras medidas do novo governo sinalizam neste sentido também e a chiadeira geral provocada após o discurso do novo presidente apenas reforça o quanto este vem acertando até o momento. Não que Bolsonaro não esteja sujeito a falhas. Como ser humano – e brasileiro – errará muito no exercício do mandato, entretanto, certamente o fará não por maldade, mas pela vontade exagerada em acertar e que muitas vezes torna a tomada de decisões um exercício pesado demais para quem não está acostumado a enfrentar tais circunstâncias.

O Brasil respira novos tempos e oxalá os dias sejam simples como a caneta com a qual Jair Bolsonaro iniciou ser governo. Simples e direto, tão fácil de compreender quanto o discurso em Libras da primeira-dama Michele, outro recado muito claro de como se comporta o coração do capitão.

Feliz Ano Novo!!!

Um Feliz 2019! E que ano! Segundo as previsões, 2019 será o ano da verdade. E tomara que seja assim, afinal, chega de tantas mentiras, de tanta corrupção, de tanto gasto desnecessário e de tantos desmandos. Basta de divisões ideológicas travestidas de blocos carnavalescos amazonenses, como fosse o Brasil caprichoso ou garantido apenas. É hora de terminar com os conchavos, conluios e aditivos. É chegado o tempo realmente da verdade, dos ajustes, do desenvolvimento e por isso este é um ano que começa cheio de esperanças em dias melhores, especialmente no âmbito nacional, sendo que no quintal estadual a expectativa é do Estado finalmente deslanchar e alcançar o patamar que merece, com destaque no cenário nacional.

Mas hoje é momento apenas de celebrar, de reunir os amigos e brindar a chegada de um novo ano. É um dia daqueles do dolce fa niente porque o resto da semana ainda será de ajustes, pequenos, mas necessários para enfrentar um ano inteiro pela frente e que se espera seja o ano não apenas da verdade, mas da libertação de amarras seculares que tornam este país amarrado, arrastado, corrupto e desonesto. Algo como se estivesse impregnado no DNA do cidadão como uma praga a ceifar não apenas montanhas de recursos públicos, mas vidas inteiras perdidas em meio à carnificina na qual o país tropical foi atirado.

Que nestas primeiras horas de 2019 seja possível, ao menos por agora, esquecer todos os problemas e viver. Respirar ares diferentes e sentir essa energia boa que sempre cerca a passagem de um ano para outro. Que o Brasil respire e aproveite estes novos ares e que todos nós possamos surfar nesta onda nova que parece enfim se aproximar do nosso litoral. A onda da dignidade, do respeito verdadeiro e não do uso ideológico do aparelho estatal. Que este 2019 seja realmente o ano da verdade verdadeira e não da mentira bem contada porque dessa o país está farto. Obrigado pela companhia ao longo de mais um ano que se encerra. Obrigado e um Feliz Ano Novo a todos os nossos leitores, na esperança de chegarmos ao fim deste 2019 celebrando juntos uma vez mais.