Editorial
O exemplo de Adão e Maria

Em tempos onde a sociedade brasileira em geral perdeu seus referenciais, especialmente aqueles que ajudam qualquer nação a se manter firme e unida, Toledo deu no fim de semana um bom exemplo de como é possível reforçar valores arrigados há muito tempo no coração e na alma do ser humano sem pieguice, sem ideologias, sem discursos ensaiados. De maneira simples, mas sublime, a Secretaria de Políticas para Mulheres revelou o exemplo de Adão e Maria, o primeiro casal a ser chamado quando da realização do Casamento Coletivo, isso no distante 2005.

Foram necessárias 14 edições para o exemplo deste casal ser reconhecido em forma de uma flor. Simples, mas belíssima, exatamente como é a vida da família de Adão e Maria, coincidentemente o nome do primeiro homem segundo a Bíblia e, ao invés de ser Eva, quis o destino que o nome da primeira mulher a assinar o livro do Casamento Coletivo Cidadão fosse Maria, letras que quando juntas chegam carregadas de um simbolismo imenso, tal qual o exemplo desses dois que resolveram formar um trio quando adotaram um bebê, hoje um homem feito, fruto do amor exemplar deste casal devidamente homenageado e que serve de exemplo aos centenas de outros casais reunidos através de um programa simples, mas muito eficaz.

O exemplo de Adão e Maria, quem sabe por uma dessa curvas inimagináveis que o destino dá, não tenha inspirado os gestores municipais que, ano após ano, decidiram manter a parceria capaz de mantê-lo em funcionamento de maneira democrática, até porque no Casamento Coletivo Cidadão não existe preto ou branco, gordo ou magro, nova ou velha, católico ou protestante. Existem apenas pessoas dispostas a oficializar sua união, seja ela construída há pouco ou há muito tempo, como se tornou a vida de Adão e Maria.

E assim, de forma simples, organizada e sem rodeios, Toledo assistiu à última edição deste ano de seu Casamento Coletivo Cidadão, um projeto que não une apenas através de um papel assinado por testemunhas. É um sonho capaz de unir almas e amores, de formar uniões diferentes e dispostas em manter acesa a chama da esperança de algo tão simples e tão importante: a família!

Projetos que mudam vidas

Esta semana o JORNAL DO OESTE conta um pouco mais sobre o projeto do Circo da Magia, fruto do Circo da Alegria que, junto com tantos outros projetos sociais desenvolvidos em Toledo formam uma rede de proteção às crianças e adolescentes capaz de mudar a vida das pessoas. E não somente daquelas atendidas diretamente pelas propostas diversificadas de esporte, lazer e cultura oferecidas em vários bairros da cidade, atingindo milhares de cidadãos e suas famílias, amigos, parentes e até quem apenas gosta de auxiliar ideias capazes de oferecer uma esperança em meio a um país onde as desigualdades se tornam cada vez mais desiguais justamente pela falta de políticas públicas capazes de transpassar o tempo das eleições e dos mandatos.

No Brasil das políticas de governantes e não de governos, é difícil encontrar exemplos como os existentes em Toledo na área de assistência social. O grande mérito está em manter funcionando aquilo que já demonstrou na prática dar resultados positivos, como é o caso dessa rede já mencionada. O prêmio recebido pelo Circo da Magia é mérito de um trabalho árduo, contínuo, incansável em busca de oferecer aos usuários uma estrutura em condições de ensinar algo e não ser apenas um espaço para depositar esperanças e sepultar sonhos. Não!

Ali, ao contrário, surgem projetos, ideias, sonhos se concretizam graças à magia. Não do circo, mas sim da alma, do coração e da mente artística que lá surgem com naturalidade porque não se força nada e nem ninguém a fazer algo que não seja o correto. Esse é outro ponto a ser destacado neste trabalho social em Toledo. Cada entidade, ao seu estilo, procurou desenvolver atividades condizentes com a natureza dos seus pequenos seres atendidos. Respeitando a diferença entre homens e mulheres, entre maiores e menores, entre aptos e não aptos.

Estes projetos que mudam vidas só se tornaram possíveis não graças a prêmios esporádicos como este do Circo da Magia, que são igualmente importantes, frise-se. Tornaram-se referência e importantes pelo envolvimento da comunidade como um todo, que entendeu a proposta séria de trabalho de tantos abnegados que dirigem estas instituições e se esforçam para mantê-las funcionando e mudando para melhor a vida de milhares de pessoas.

Virando a página

Há exatos dois anos, no 31 de maio de 2017, circulava a última edição impressa do jornal Gazeta do Povo, o mais antigo em circulação do Paraná. No mês em que o JORNAL DO OESTE completa 35 anos de história é preciso destacar este momento histórico no mundo jornalístico do nosso estado. E agora, para revelar um pouco mais deste marco, estudantes de jornalismo da Universidade Positivo em Curitiba lançaram o documentário Virando a Página, que mostra os bastidores da última edição impressa, pois desde esta época a Gazeta do Povo passou a informar seus leitores apenas através da internet.

Será realmente que o futuro é esse?

A resposta é impossível de se saber hoje, até porque muita coisa muda o tempo todo, ainda mais num mundo cada vez mais tecnológico, globalizado, virtual. Porém, é preciso destacar que ainda o impresso é ainda o principal produto, embora seja necessário estar antenado ao futuro. Mas nada impede que estas formas distintas de se levar a informação ao leitor caminhem de mãos dadas e é nisto que aposta o JORNAL DO OESTE.

Não é uma mudança fácil. É um caminho tortuoso, onde não existe uma fórmula mágica para se descobrir. A Gazeta do Povo escolheu o seu, mas nós ainda apostamos na força do papel em preto & branco porque entendemos que quando uma rotativa entra em operação é a materialização de sonhos, de histórias das pessoas, de pedaços da história das sociedades que ficarão para sempre registradas.

Esse é o pensamento, mas sem deixar de lado, sem abandonar o investimento em novas formas de levar a comunicação, daí a preocupação em seguir investindo no site, na criação de uma webtv, de conteúdo para as redes sociais, porque o jornal continuará sendo consumido, aliás, nunca se leu tanto jornal como agora, conforme aponta o publicitário Nizan Guanaes.

Virando a página é um relato forte e que merece ser assistido para se compreender o sentimento que move quem insiste em contar história, em provocar a sociedade a refletir sobre seu momento, em instigar e cobrar por mudanças, em denunciar e divulgar as boas notícias, até porque esta é uma página que jamais será virada enquanto ainda existir quem deseje ler no bom e velho papel.

Que Toledo é essa?

Toledo vive um momento até certo ponto engraçado em sua história. De um lado há quem pregue a teoria do caos total. Uma cidade sem comando cuja impressão é de tudo estar errado. Do outro há quem pregue justamente o contrário, ou seja, uma cidade perfeita e sem problemas. Como diz o ditado, nem tanto ao céu...A verdade é que paira no ar a pergunta: que Toledo é essa?

Quem acompanhar pela primeira vez mais de perto os debates na Câmara Municipal, por exemplo, terá a sensação de aterrissar numa terra sem lei, onde nada funciona e tudo está errado. São reclamações, denúncias, escândalos, gritaria. Será realmente que Toledo está desse jeito? Será que a cidade forjada graças ao esforço de tantos homens e mulheres que dedicaram suas vidas perdeu o rumo?

A resposta no que se enxerga na prática é um sonoro não!

Esta semana o JORNAL DO OESTE trouxe algumas notícias que mostram o quanto a cidade tem avançado. Isso para ficar restrito a esta semana, onde foram, entregues novas ambulâncias, o número de voos comerciais bateu a marca de 50 com taxa média de ocupação oscilando entre 83% e 91%, além da ótima notícia de um aumento de 68% na abertura de empresas quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Há que se ressaltar, entretanto, que sim, existem falhas dentro da atual gestão e estas precisam ser corrigidas. A mais grave é até hoje não se ter encontrado uma pessoa capaz de fazer a articulação entre o Executivo e o Legislativo e também de maneira interna, harmonizando o bom trabalho que em geral vem sendo desenvolvido. Essa demora é o aspecto mais prejudicial à gestão do prefeito Lucio de Marchi, que sofre ainda com o racha interno provocado pela postura do vice Tita Furlan e da passividade de alguns ao seu lado, especialmente quando se trata de defender a administração e não a figura do prefeito.

É preciso ainda ter a exata noção ainda de muitos movimentos parecerem orquestrados diante da proximidade da eleição municipal no próximo ano. Tanto assim que na terra de ninguém das redes sociais é comum observar postagens de vídeos sem cabimento ou de comentários sem o menor conteúdo técnico. Ali vale apenas o comentário de quem pensa igual. O direito ao contraditório é apenas uma figura de linguagem, tal qual acontece na disputa política sem escrúpulos que se implantou nos últimos anos. E aí, infelizmente, não apenas em Toledo.

Grave, muito grave

O discurso da vereadora Marli do Esporte (PCdoB) na tribuna da Câmara de Toledo na segunda-feira precisa ser analisado com extrema cautela e profundidade, afinal, quando uma vereadora sobe ao púlpito e afirma estar recebendo ameaças de morte desde março é algo grave, muito grave. Menos mal que os setores competentes da segurança pública foram alertados rapidamente e, até onde se sabe, investigam todas as possibilidades para um ato inaceitável em pleno século 21. OK, a vereadora Marli pode não ser uma unanimidade quando o assunto é política, mas daí a ameaçá-la de morte é um abismo colossal.

Este veículo mesmo tece críticas constantes em relação ao trabalho dos vereadores através da Coluna do Editor, como aliás acontece nesta quarta-feira por causa do excesso de Moções de Aplauso na mesma sessão ordinária onde a vereadora desabafou em função da pressão que vem suportando desde que estas supostas ameaças começaram. Mas as críticas sempre foram feitas dentro do espírito democrático que rege este veículo de comunicação, ou seja, criticando quando é necessário e elogiando as boas ações quando merecidas. Jamais se ultrapassou o limite do bom senso, mesmo quando alguns discursos insultam a história deste jornal.

Nunca, em hipótese alguma, por pior que seja a atuação de um ocupante de vaga dentro da Câmara Municipal o JORNAL DO OESTE foi além do definido pelo bom senso que rege o jornalismo. E assim deveria ser também dentro do campo da política. Infelizmente nem sempre é assim e quem conhece mais de perto a história de Toledo – e da própria região oeste do Paraná – há de se lembrar de muitas eleições onde se andava com o revólver na cinta. Literalmente.

Mesmo que a vereadora Marli esteja ‘incomodando’, ainda assim seu trabalho merece ser respeitado e os eventuais deslizes no exercício do mandato resolvidos nas esferas devidas, ou seja, o Conselho de Ética da Câmara, a Justiça ou então o Ministério Público. Na base da pressão e da ameaça a sociedade não mais aceita, tolera ou concorda. Ao menos a maioria que entende ser a Toledo de hoje uma cidade civilizada. Ao menos na teoria.

Mudança de cultura

Esta semana começaram as aulas do projeto EducaTrânsito em Toledo, desenvolvido pela Secretaria de Segurança e Trânsito, em parceria com outras secretarias. O objetivo é muito simples: promover uma mudança de cultura em relação ao trânsito. Escrito assim é realmente muito simples, entretanto, nada fácil de ser executado na prática por vários motivos. Um deles é a falta de interesse em se investir em projetos como este, afinal, é algo que leva tempo, consome muito tempo e nem sempre reverte-se em ganho político. Menos mal que ao menos está se começando um trabalho.

Outro problema é a falta de apoio pela falta de compreensão da grandeza que algo assim é capaz de trazer para a cidade no futuro. Não, os reflexos não serão sentidos agora ou daqui 10 anos, mas sim somente daqui 20, 30, 40 anos, quando esta nova geração estiver dirigindo, sendo usuário do trânsito e colocando na prática os ensinamentos aprendidos muito cedo. É mais ou menos a mesma lógica aplicada ao Proerd, o programa de enfrentamento e resistência às drogas implantado pela Polícia Militar.

Mas somente projetos como estes são suficientes para mudar uma cultura, até porque questões sociais e econômicas agem diretamente sobre o público-alvo de ambos. Ora, como pensar num jovem livre das drogas se o mundo onde ele habita está rodeado de usuários ou traficantes e a oferta de dinheiro fácil é muito mais doce e sedutora que a escolha árdua de trilhar o caminho do justo e correto, onde as perspectivas nem sempre são satisfatórias para suprir suas mínimas necessidades.

Assim é também no trânsito, até porque caso o futuro motorista não se sinta envolvido por esta mudança, certamente manterá comportamentos tão errôneos e agressivos – e abusivos – que diariamente quem trafega por Toledo nem precisa fazer muito esforço para encontrar. É preciso manter o investimento – ampliá-lo até – e promover as mudanças no restante do sistema para que esta futura geração possa, enfim, ser capaz de promover a mudança cultural que tanto se faz necessária quando o assunto é o trânsito de Toledo.

Etapa por etapa

Agora parece ser caminho sem volta a retomada dos voos comerciais a partir do Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho, em Toledo, ainda mais após o anúncio oficial por parte do governador Beto Richa (PSDB) em cerimônia nesta quarta-feira (14) no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Ao menos é esta a grande expectativa de uma parcela relativamente pequena da sociedade regional, mas que detém uma importância econômica fundamental na consolidação de projetos ousados não apenas com reflexos em Toledo, até porque em Assis Chateaubriand está sendo construído um dos maiores frigoríficos do Estado e que certamente precisará ter não apenas uma ligação a mais com centros urbanos maiores, mas uma ligação confiável na maior parte do tempo, algo que o Aeroporto de cascavel não oferece.

Neste sentido é preciso ressaltar que esta conquista não é de uma pessoa apenas, de uma gestão ou de um grupo. É um projeto construído etapa por etapa, inclusive com investimentos privados, afinal, durante a gestão passada a Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit) investiu R$ 300 mil na compra de equipamentos e na reforma do terminal de passageiros, assim como também o fez o Governo Federal, assim como agiu o Governo do Estado e o próprio município. Cada etapa teve maior ou menor dificuldade, maior ou menos investimento, entretanto, todas estas etapas foram determinantes para se chegar a este ponto sem volta.

Nunca é demais lembra da ousadia em manter um voo diário para Curitiba, que também contou com o apoio da Acit e só não durou mais tempo porque o sol parou de brilhar sobre a empresa privada que executava a operação. Agora se espera que a Prefeitura de Toledo conclua o mais depressa possível as demais obras previstas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a fim do aeroporto toledano estar tecnicamente em condições de operar. Agora se espera que não sejam mais contadas histórias cuja esperança deu lugar ao descrédito, como num passado recente, afinal, nunca se chegou tão perto quanto agora desse sonho se concretizar.

De qualquer forma este é apenas um passo a mais sendo dado. Somente mais um...

Uma pesquisa que indica o caminho

A prioridade do próximo presidente da República deve ser a promoção de mudanças sociais, com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social, se depender da opinião da maior parte dos brasileiros. Essa foi a opção que teve o maior número de votos (44%) entre os brasileiros entrevistados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Ibope para realizar a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Perspectivas para as eleições de 2018.

Em segundo lugar, com 32% dos votos, aparece a moralização administrativa, com combate à corrupção e punição de corruptos. Um número menor de pessoas acredita que entre as três opções apresentadas, a prioridade deve ser a estabilização da economia, com queda definitiva do custo de vida e do desemprego (21%). Do total de entrevistados, 1% não quis escolher entre as três opções e 2% não souberam responder.

Os números da pesquisa da CNI, entretanto, não deverão dominar o debate da próxima eleição. Ao menos é o que se observa até o momento numa análise superficial sobre o comportamento dos principais candidatos ao cargo máximo da nação. Salvo uma menção aqui, outra acolá, em geral os candidatos estão mais preocupados em discutir assuntos menos relevantes, ao menos de acordo com o resultado da pesquisa que poderia servir de balizadora de muitas pautas ao próximo governo, entretanto, para isso seria necessária uma mudança completa na forma de pensar a administração pública no Brasil, algo quase impossível de se pensar agora. Oxalá no futuro...

Promoção de mudanças sociais, melhoria de saúde, educação e segurança implicam em mudanças estruturais, assim como moralizar a administração pública significa cortar gastos excessivos, algo que nenhum candidato parece estar disposto a mexer, até porque implicaria ainda em promover uma reforma política de verdade e não o factoide criado dentro do Congresso Nacional, assim como uma reforma tributária decente e uma nova legislação trabalhista. Mudanças muita radicais para um país onde a população pede, mas não está preparada para suportar os reflexos de tantas transformações, assim como também não apareceram até agora políticos em quantidade suficiente para realizá-las como se deve.

Acelerar o passo

Passado 1 ano e 2 meses da gestão Lucio de Marchi/Tita Furlan à frente da Prefeitura de Toledo, algumas pastas começam a ser pressionadas para oferecer mais resultados à população. Uma delas é a da Segurança e Trânsito. Não que os projetos não estejam caminhando, entretanto, a cobrança é por uma celeridade ainda maior, especialmente num setor onde qualquer deslize aparece de maneira mais contundente.

Na edição de hoje o JORNAL DO OESTE aborda alguns dos desafios impostos ao setor para 2018, como o projeto de educação no trânsito, o armamento da Guarda Municipal, estratégias para a diminuição de acidentes de trânsito, tornar o transporte coletivo mais atrativo. São ações que trarão não apenas melhor qualidade de vida para o cidadão, mas também tornarão a cidade mais equilibrada num setor onde o desequilíbrio tem sido a tônica nos últimos anos, com grupos sendo criados dentro da corporação e a imposição de uma escala apenas para alguns em detrimento do todo.

Não será tarefa fácil colocar em prática todos os projetos previstos. Embora todos sejam interligados, ainda assim é muito vasto o campo de atuação e os agentes envolvidos, nem todos com a mesma disposição de fazer a máquina pública andar no ritmo necessário, não pelos gestores políticos, mas pela população em geral que sofre no ritmo intenso do cotidiano pelas falhas impostas por um sistema que precisa de constante atualização, mas que esbarra na falta de consciência, de vontade ou de conhecimento, sem mencionar a burocracia.

De qualquer forma, é importante perceber a vontade em estabelecer projetos sólidos e voltados às necessidades da sociedade como um todo e não apenas propostas vazias e segmentadas para grupelhos mais interessados em satisfazer o ego do próprio umbigo a pensar em políticas de governo sérias e constantes.

Agora é hora de acelerar o passo, até porque a população não aceita mais ouvir as mesmas desculpas de sempre, os mesmos problemas de sempre, as mesmas figuras de sempre discutindo em vão. A hora exige ação, mão na massa e vontade de trabalhar pelo cidadão comum, aquele que paga seus impostos com extrema dificuldade diante de um país onde a desigualdade apenas aumenta.

Reabertura do Aeroporto

Depois de muitas negociações e promessas de investimento para melhorias, a boa e esperada notícia que os toledanos e moradores da região estavam esperando veio nesta sexta-feira (9) com o pronunciamento do governador Beto Richa (PSDB). O Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho voltará a ter voos diários através da Azul Linhas Aéreas. As assinaturas oficiais devem ocorrer na próxima semana junto a autoridades, em Curitiba, e os empresários e comerciantes da cidade já pensam nos produtivos investimentos futuros que esta notícia traz.

E a conquista desta agilidade logística demorou a acontecer. Foram várias reuniões de autoridade públicas e empresários locais com o Governo para conseguirem a reabertura do espaço. Empresários esses que devem realmente estar bem contentes com as cifras que aumentarão dentro de suas empresas, indústrias, fábricas, lojas. Não apenas isso, mas com a possibilidade de novos negócios advindos dessa maior agilidade no acesso aos maiores centros urbanos, hoje um grande obstáculo no desenvolvimento não apenas de Toledo, mas de toda microrregião.

Não apenas um conforto, como algum outro governador disse ser, mas sim um passo sólido para o crescimento econômico e a melhoria na logística dos produtos feitos por aqui. Produtos que rendem uma boa posição para Toledo no PIB do Estado, hoje entre as dez maiores economias do Paraná. Mais dinheiro sendo movimentado no município e também novas oportunidades que poderão se instalar na região por conta da praticidade de ter um aeroporto com voos comerciais diários.

Ok! Lembremos agora das praticidades turísticas que o aeroporto também nos proporciona. Quem gosta de viajar sabe que até agora os planos de viagem ficavam mais longos e eram organizados ou por Foz do Iguaçu, com algumas escalas, ou por Cascavel por algumas mais tantas escalas. Isso quando o aeroporto funciona. Prático será agora comprar uma passagem e poder ir direto para Curitiba, São Paulo e a partir daí seguir para outros destinos.

O montante financeiro que a abertura do aeroporto pode gerar ainda é incalculável, mas é certo que isso ocorre e que é positivo.

Preparem as malas, as planilhas de crescimento produtivo e alcem bons voos.

Aos que vierem nos visitar: atenção senhores passageiros com destino a Toledo... sejam muito bem vindos.