Editorial
Sustentabilidade é o caminho

Nesta sexta-feira (9), a partir das 9h no Aterro Sanitário, o gerador de energia movido a biogás voltará a operar. Após um bom tempo abandonado, enfim o equipamento vai gerar energia. Este pode ser um passo pequeno, entretanto, fundamental para mostrar que Toledo aos poucos vai retomando sua vontade em ser uma referência quando o assunto é o meio ambiente, algo iniciado quando André Angonese era secretário da pasta e foi conhecer experiências de sucesso Paraná afora, mais ou menos como Neudi Mosconi fez esta semana. Há quase 20 anos os resultados foram espetaculares e o mesmo se espera agora.

Potencial a cidade tem de sobra, afinal, a produção de biogás é gigantesca, sem mencionar a produção de energia a partir do lixo e dos rejeitos de animais, algo ainda não explorado, mas que poderá ser no futuro no que depender dos novos projetos que estão sendo desenvolvidos. Aliás, neste sentido é preciso destacar a capacidade das equipes técnicas dentro da Secretaria do Meio Ambiente de Toledo, além do papel fundamental desempenhado tanto pelo Conselho do Meio Ambiente, quanto pelo Ministério Público e o Instituto Ambiental do Paraná, forças que vem trabalhando de maneira conjunta em busca de soluções e não apenas do apontamento dos problemas.

A sustentabilidade é o caminho para quem sonha com um mundo diferente e menos poluído no futuro, até porque a mesma força econômica que gera um valor bruto acima dos R$ 2 bilhões no campo do agronegócio é a mesma que pode, caso nada seja feito, acabar com todo este potencial pelo risco de contaminação do lençol freático, algo que já aconteceu em outros cantos do mundo – e no Brasil inclusive – com o gasto para recuperação sendo imensamente superior ao que poderia ter sido investido em projetos como do gerador movido a biogás e a usina do lixo.

E Toledo sabe como fazer ou onde ir buscar quem saiba, daí a importância simbólica desta cerimônia marcada para esta sexta-feira, a qual representa não apenas a retomada de um equipamento público que estava inutilizado, mas que a preocupação ambiental existe sem se deixar ser dominada pela vontade ideológica ou politiqueira que muitas vezes trazem mais problemas que soluções.

Basta boa vontade...e agir!

Na edição de hoje o JORNAL DO OESTE mostra o antes e o depois do Terminal Rodoviário de Toledo. Se até pouco tempo o local servia de moradia e ponto de encontro para andarilhos e índios – uma verdadeira aldeia havia sido instalada por ali – hoje a realidade parece ser outra. Hoje os usuários e trabalhadores passaram a ter um pouco de segurança ao circular pelo espaço que há alguns meses observou agressões, assaltos e consumo de bebidas e drogas sem a menor preocupação de quem cometia tais atos.

E por que isso estava acontecendo?

Primeiro porque nos últimos anos a política em relação a isso foi permissiva. Espaços públicos foram sendo vandalizados, pichados e ocupados sem a administração municipal fazer frente a essa ‘ofensiva’, permitindo dessa forma que mais e mais espaços fossem sendo invadidos e depredados. Espaços como os banheiros no Parque Ecológico Diva Paim Barth, o Ginásio de Esportes Alcides Pan, o Parque Urbano frei Alceu, enfim, uma série de locais onde se percebe claramente o abandono em relação à sua manutenção. E a rodoviária – um dos principais pontos de acesso ao município – entrou na onda e foi durante anos abandonado à própria sorte.

Foi preciso boa vontade da administração do espaço, da Guarda Municipal da Secretaria de Assistência Social, da Polícia Civil e da Polícia Militar para a rodoviária voltar a ter tranquilidade. Ações constantes foram sendo feitas ao longo dos últimos meses a fim de mostrar que ali existem sim regras e estas precisam ser cumpridas, afinal, em qualquer sociedade minimamente organizada é assim que funciona. Quando não se tem limites a baderna é instalada e daí para o caos social é um pulo curto demais para ser freado a tempo. E era exatamente isso que estava acontecendo em Toledo.

Neste sentido o JORNAL DO OESTE cumpriu seu papel. Denunciando, cobrando, reportando à sociedade aquilo que efetivamente acontecia – e acontece – nas ruas de Toledo. Muitas vezes os problemas simples se tornam complexos demais pelo desleixo e pela incapacidade de quem ocupa determinados cargos em executar as tarefas que lhe são delegadas. No caso da rodoviária, bastaram boa vontade e ação para tudo voltar ao normal. Ou muito próximo disso.

O indecifrável mundo da mulher

Lugar de mulher é onde ela quiser. O jargão já ficou conhecido e carrega inúmeras verdades. Já foi o tempo em que elas tinham que ‘pilotar o fogão’, cuidar dos afazeres domésticos, da criação e educação dos filhos e estarem sempre a disposição do marido. Antes isso era regra, agora, é escolha. A mulher escolhe onde ela quer estar e faz disso sua vida. Até ela mudar de ideia.

A liberdade foi conquistada com o tempo. Já a igualdade de direitos ainda continua em processo de construção. Hoje, ela consegue estudar, atuar na política, assumir profissões que antes somente os homens tinham espaço, pode comandar as ‘rédeas da casa’ sem depender financeiramente de alguém do sexo oposto, nem mesmo para a criação de um filho.

Ela pode ser uma empresária de sucesso. Ela pode renunciar a vida profissional e se dedicar aos filhos. Ela pode seguir os moldes convencionais modernos. Ela pode o que ela quiser. Mas nada disso é novidade. Novo é querer mudar e não ter medo disso, não se importar com os julgamentos da sociedade.

Historicamente, a data de 8 e março é carregada de lutas, massacres e mudanças. Com o tempo ela ganhou força comercial, mas não perdeu seu brilho em promover reflexões e reconhecimentos por parte do sexo oposto. Mais importante do que movimentar as floriculturas, os restaurantes e o comércio em geral, a data para ter sentido precisa carregar carinho, verdade e sentimento.

Um 8 de março sem o machismo em querer colocar a mulher como um ser inferior. Um 8 de março sem carregar o julgamento de que se ela usa roupa curta está querendo algo a mais. Um 8 de março sem justificativas para agressões físicas e emocionais só porque o sexo frágil precisa ser frágil. Um 8 de março sem passar no esquecimento.

Para a mulher que é independente, que é mãe, que é trabalhadora, que é destaque, que é guerreira, que é esposa, que é mulher de verdade, que o 8 de março seja uma dia de mudança, se ela quiser mudar, seja um dia de comemorações, se ela quiser comemorar, seja um dia de enaltecer a beleza, se ela quiser se embelezar, seja um dia comum, se ela quiser que seja assim. Que cada dia seja como ela quiser, porque afinal a mulher pode.

A corrupção está na carne

A corrupção não está apenas na política. A corrupção não está apenas em obras superfaturadas e mal construídas. A corrupção não está apenas nas estatais. A corrupção não está apenas nos gabinetes. A corrupção está em tudo isso e na carne, fraca e podre de quem sucumbe ao pagamento de benefícios irregulares para acobertar procedimentos empresariais que prejudicam não apenas a economia, mas a saúde de milhões de consumidores no Brasil, um país, infelizmente, que tem não apenas a carne fraca, mas a mente e o coração, isso porque a corrupção é algo enraizado de maneira tão profunda que a cada nova operação da Polícia Federal ninguém mais se assusta. É a normalidade do absurdo dominando mentes, corpos e almas como fossem os cidadãos brasileiros zumbis cinematográficos, famintos pelo dinheiro fácil que o poder proporciona – e corrompe.

Parasitas que se espalham numa proporção incontrolável, apesar dos esforços de, estes sim, heróis de carne e osso que lutam contra um sistema nefasto, torpe. Cidadãos como tantos outros brasileiros que sonham em ver um país diferente, mas que todos os dias acordam com tiros sendo dados em todos os cantos, com mais e mais prisões sendo feitas em campos onde o país era exemplo de eficiência: literalmente o campo sempre verde, mas igualmente enfraquecido diante do cenário aterrorizante de um país sem moral alguma para nada.

Reclamar da classe política é fácil e cômodo, ainda mais quando feito confortavelmente do sofá da sala ou já deitado na cama, na estéril terra das redes sociais. Difícil é tentar viver dentro das regras e dar o – bom – exemplo. Mais fácil é fazer vistas grossas para os desvios e falhas diariamente encontrados em cada um dos milhares de município tupiniquins. Fácil protestar contra as desigualdades quando se recebe um polpudo salário – de preferência oriundo do serviço público – no fim do mês e se anda no carro novinho em folha com o carrinho do supermercado cheio. Difícil, entretanto, é trabalhar de verdade para tentar melhorar esse cenário e mudar aquilo que há décadas está errado e que dificilmente irá mudar porque no país de todos... ninguém é de ninguém.

O sobe e desce da Unioeste

Dois cursos de mestrados da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Câmpus Toledo vivem momentos inversamente distintos, desproporcionais. Enquanto o de Desenvolvimento Regional obteve a nota máxima na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação, o de Ciência Sociais será fechado por não obter a nota mínima para sua manutenção. Em Cascavel outro curso, o de Gestão e Desenvolvimento Regional também será fechado pelo mesmo motivo: nota 2 na avaliação.

Injustiça? Muito rigor na avaliação? Falta de um maior rigor na condução do curso? Pouca produção e produtividade?

Pouco importam os motivos agora, até porque no mesmo câmpus outro curso de pós-graduação atingiu a nota máxima. A discussão não deve se fixar no resultado final, mas sim nas razões que levaram até esta situação, afinal, a Unioeste é pública e, como tal, deve explicações sim à sociedade, embora muitos prefiram manter as discussões intramuros.

Talvez resida aí um dos grandes problemas da universidade. E não apenas de agora!

Enquanto as recém-chegadas Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Universidade Federal do Paraná realizam uma série de atividades e desenvolvem projetos em parceria com a sociedade, na Unioeste muita coisa boa produzida não ultrapassa os limites do câmpus, tornando suas publicações inexistentes para quem está do lado de cá. Talvez se houvesse um pouco mais de interação, de determinação neste sentido quem sabe os resultados finais não seriam diferentes.

Hoje muito se discute sobre se a relação custo x benefício precisa realmente ser mantida na Unioeste e resultados como este apenas intensificam os debates. Quem perde com o fechamento não é apenas a universidade em si, mas toda a comunidade regional porque é importante ter um curso deste nível sendo ofertado. Neste sobe e desce da Unioeste uma vez mais quem perde não são apenas os professores ou estudantes, mas até mesmo quem sonha em um dia poder cursar um mestrado de qualidade pertinho de casa.

Sistema permissivo. Para quem pode!

O Paraná parou esta semana para acompanhar o polêmico julgamento do ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho, que na madrugada de 7 de maio de 2009 bateu num veículo e matou várias pessoas, entre elas o filho da hoje deputada federal Christiane Yared. Carli Filho foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão pelo júri popular, entretanto, o ex-deputado não saiu preso do Tribunal do Júri e poderá recorrer da decisão em liberdade.

A demora no processo e o benefício de sair em liberdade, mesmo tendo sido condenado, mostram o quanto é preciso avançar também no campo do Judiciário quando se fala em reformas neste país que até pode ser de todos, mas segue privilegiando uma minoria cada dia mais abastada diante do abismo econômico e social criado desde 1.500. A defesa do ex-deputado age rigorosamente dentro da lei, assim como também age a Justiça, ou seja, diante de um sistema permissivo, vão-se seguindo as etapas infindáveis de recursos, habeas corpus, liminares, enfim, um emaranhado de instrumentos – legais, frise-se uma vez mais – capazes de arrastar algo tão importante durante anos, como é este caso. E poderiam ser citados inúmeros outros exemplos que acontecem todos os meses no Brasil.

Em comum nestes casos onde a espetacularização acontece é que os réus têm condições financeiras. Não se está colocando em xeque o trabalho da Justiça, todavia, o sistema é muito permissivo. Para quem pode! Quem não pode está sujeito a ficar preso por anos, mesmo sem necessidade; quem não pode é condenado de maneira muito mais célere em comparação com quem tem um poder aquisitivo maior; quem não pode muitas vezes sequer tem um defensor público, haja vista a deficiência neste sentido em muitos Estados.

Carli Filho não pode ser condenado por ter nascido numa família com boas condições financeiras. Ninguém pode aliás! Não se trata de nivelar por baixo, como insistem alguns aloprados ideológicos que defendem políticas igualitárias apenas diante dos holofotes, até porque nos bastidores se aproveitam dos benefícios de um país capitalista. É preciso, sim, corrigir as distorções do sistema e torná-lo não apenas mais eficiente como também mais justo.

Medidas simples no tempo certo

Muitas vezes ações públicas demoram para serem compreendidas, ainda mais num país de cultura tão imediatista como no Brasil. Muitas vezes ações aparentemente benéficas, passado um tempo, demonstram ter sido bem menos eficientes do que quando aconteciam. Assim pode ser resumida a história em relação ao Aterro Sanitário de Toledo, que nos últimos anos passou por um processo de degradação que demandou tempo para ser resolvido, a ponto de seu período de validade ter sido encurtado em alguns meses diante da maneira como foi gerido após ações espetaculares de recolhimento de todo tipo de lixo que não poderia ter sido destinado no local da forma como aconteceu.

Porém, medidas simples no tempo certo podem não apenas reverter quadros como este, mas melhorá-los. E é assim que tem acontecido em relação à coleta do lixo em Toledo, especialmente na busca de soluções não apenas para a melhoria da coleta seletiva, mas principalmente á destinação correta do material recolhido.

Neste sentido é preciso destacar o trabalho que vem sendo desenvolvido pela equipe da Secretaria do Meio Ambiente em relação ao uso dos contêineres amarelos por parte da população, que ainda insiste em despejar materiais não recicláveis nestes equipamentos. O que fazer então? Simples: identificar quais são os pontos principais onde isso acontece e trabalhar a conscientização do povo, algo que demora, demanda esforço constante e, claro, a preocupação com o meio ambiente e não com as urnas.

Além disso, projetos importantes, como a geração do biogás no Aterro Sanitário estão sendo retomados, trazendo boas perspectivas futuras a quem se preocupa de verdade com os resíduos ambientais. Ainda há muito a ser feito, claro. Ainda há falhas a serem corrigidas, evidente. Porém, Toledo começa a dar sinais uma vez mais em voltar a ser referência também na questão ambiental, campo onde a cidade por muito tempo foi – bom – exemplo para tantas outras cidades paranaenses e brasileiras.

Malabarismo financeiro

Sem clima para aumentar taxas ou impostos além daquilo previsto pela inflação oficial e sem um aumento de receita considerável, nos últimos anos as administrações públicas em Toledo estão fazendo um verdadeiro malabarismo financeiro para conseguir manter as contas em dia. E foi esta impressão referendada nesta terça-feira (27), após a apresentação do balanço financeiro da Prefeitura de Toledo feita em audiência pública na Câmara Municipal. Os números são referentes ao último quadrimestre do ano passado.

Embora a economia tenha apresentado um crescimento de 11,01% no ano passado, a despesa com pessoal subiu 8,4%. Com uma inflação oficial de 2,07%, o ganho real dos servidores públicos municipais foi de aproximadamente 6%, especialmente por causa das progressões previstas em lei e que ano após ano pressionam ainda mais o limite prudencial da folha de pagamento, hoje em 52,20%.

Desde a última prestação de contas houve um pequeno – mas significativo – avanço, afinal, antes era de 53,45%. O índice é bom, porém acima ainda do ideal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 51,3%. Com esse panorama o município hoje não pode aumentar seu quadro de servidores, salvo para reposição em áreas consideradas essenciais, como Saúde, Educação e Segurança. No ano passado, por exemplo, aproximadamente 100 servidores deixaram o serviço público.

Este é um cenário nada animador, mas é o que se apresenta diante do engessamento legal estabelecido por progressões, benefícios, licenças e outros benefícios difíceis de serem modificados diante da pressão exercida por pessoas protegidas e que não estão nem aí para o restante da sociedade, desde o que seu esteja garantido. O problema é que essa garantia começa a pressionar de maneira mais intensa não apenas as contas em Toledo, mas no restante do país como um todo. Talvez seja o momento ideal para se promover um amplo – e responsável – debate sobre o que se pretende daqui por diante, afinal, não se sabe até quando esse malabarismo dará os resultados vistos até agora.

Peças se ajustando

O fim de semana foi de definição no campo da política em Toledo. Restando oito meses para a eleição, os Progressistas definiram que o deputado estadual José Carlos Schiavinato deverá mesmo ser o candidato em lugar de Dilceu Sperafico, que confirmou não ter mais intenção em disputar a reeleição ao cargo. Abre-se, naturalmente, uma lacuna política importante e a dúvida é: que será o indicado para ocupá-la? A resposta, esperava-se, seria dada no último sábado, durante um grande encontro regional que contou ainda com as presenças ilustres da vice-governadora Cida Borghetti e do ministro da Saúde Ricardo Barros.

Mas não houve uma definição sobre quem será o candidato do partido na disputa eleitoral de outubro. Nomes não faltam e a cada novo dia de indefinição aumenta ainda mais a já extensa lista de possíveis candidatos. Embora as peças estejam se ajustando, ainda assim falta a peça chave deste complicado quebra-cabeça e que terá consequências diretas não apenas para esta, mas para a eleição de 2020 na definição dos novos prefeitos.

Além disso, existe sim uma grande preocupação com a perda de representatividade política de Toledo e da microrregião se um nome em condições de se eleger não for lançado. Mas isso também pode ocorrer se houver uma demora maior do que esta em curso. O próprio Sperafico admitiu isso durante o encontro e lembrou que, em nível federal, hoje a microrregião conta apenas com ele, quando no passado havia três nomes: Além de Dilceu Sperafico, Moacir Micheletto (in memorian) e Werner Wanderer. No âmbito estadual também pode acontecer o mesmo processo, o que seria terrível sob a ótica não apenas eleitoral, mas principalmente política.

E por que tanta demora na definição?

Para muitos é pela absoluta falta de alguém ter sido preparado nos últimos anos para essa realidade que hoje se apresenta e que aconteceu coincidentemente na disputa municipal, motivo de reclamação de muitos aliados que preferiam ver um nome despontando há mais tempo no cenário político. De qualquer forma a região terá um candidato dos Progressistas, resta saber quem será e se dentro deste tempo exíguo será capaz de transformar em votos a capacidade de liderança que o partido já demonstrou ter neste pedaço de chão.