Editorial
Feliz Aniversário!

Hoje é uma data especial. Um dia para celebrar mais um ano de história de Toledo, a cidade labor como canta em verso e prosa seu hino. A cidade dos jardins de soja e dos mais belos trigais. O lugar onde tudo que se planta dá e que ao longo deste tempo foi se moldando para se tornar uma referência na região oeste e se manter firme entre as grandes potências econômicas e sociais do Paraná. Quando o assunto é o agronegócio aí o jogo muda de patamar e Toledo mostra um vigor difícil de ser acompanhado por outras cidades. Toledo 66 anos! Quem diria que em tão pouco tempo a cidade se transformaria nesta potência, neste exemplo tão copiado.

Talvez nem os próprios pioneiros, alguns deles ainda por aí, contribuindo com seu desenvolvimento, apostassem suas fichas em transformar a cidade de maneira tão profunda. Talvez nem mesmo quem torcia para seu sucesso, mesmo que chegado há pouco tempo, pudesse sonhar com uma estrutura tão completa e invejável que, embora ainda tenha muito a ser feito, ainda assim está muito acima da média nacional, com destaque para seu interior, onde as centenas de quilômetros de asfalto rural não apenas demonstram quão distinta é esta estrutura, como transformou a vida de centenas, milhares de pessoas que preferem morar no interior diante da facilidade de acesso e por terem no portão de casa os mesmos atrativos que teriam morando na zona urbana.

Mas Toledo não é apenas agro.

É a cidade que respira, pulsa com seus parques, seus centros específicos para pessoas idosas e jovens, com suas ruas largas e avenidas que cortam a cidade de ponta a ponta. Uma cidade que planeja o futuro sem esquecer do presente. Uma cidade onde o respeito às pessoas caminha lado a lado com a necessidade de preservar o meio ambiente.

Toledo, ah Toledo, 66 anos de muitas histórias contadas diariamente, algumas delas retratadas nestas páginas em preto & branco, a forma encontrada pelo JORNAL DO OESTE para ajudar a manter preservada a memória daqueles que efetivamente contribuem para construir não apenas uma cidade, mas um espaço diferenciado em meio à terra vermelha deste pedação de chão chamado oeste do Paraná.

Parabéns Toledo pelos 66 anos de história. Um Feliz Aniversário querida cidade!

Cerco aos ambulantes

Com a proximidade das duas datas que atraem um número muito acima do comum ao Parque Ecológico Diva Paim Barth, a Prefeitura de Toledo resolveu apertar o cerco contra a presença de vendedores ambulantes no entorno do lago municipal. Não que estas pessoas não possam comercializar seus produtos. Poderão, desde que agindo dentro dos preceitos legais estabelecidos. Para venderem seus produtos em área de domínio público em Toledo, os vendedores ambulantes precisam ter alvará, ponto fixo e estarem devidamente legalizados. Aqueles que foram surpreendidos em situação irregular poderão ser autuados e terem as mercadorias recolhidas.

E já passou da hora da prefeitura começar a agir com maior rigor, haja vista as cenas frequentes de ‘bancas’ estabelecidas no Centro da cidade com produtos diversos e de origem duvidosa, isso sem mencionar os caminhões que ficam estacionados um dia inteiro – em especial na avenida Parigot de Souza – oferecendo uma gama de produtos variada, desde sofá, passando por redes, frutas e até mudas de árvores. Uma concorrência desleal contra quem tem seu comércio devidamente instalado e paga seus impostos e taxas de maneira regular.

Não que os ambulantes não possam trabalhar. Podem, desde que respeitem as leis e paguem suas taxas. O que não se pode mais tolerar é essa venda descabida, sem fiscalização alguma. E uma venda que incomoda, ainda mais na região do lago. Basta se atentar um pouco mais para perceber quantos são os vendedores que aparecem. E pior: próximo ao parque infantil, uma covardia contra pais que muitas vezes apenas querem passear com seus filhos e são bombardeados pela oferta excessiva de doces, sorvetes, balões, brinquedos e outros atrativos.

Hoje, com a possibilidade dos microempreendedores individuais, os chamados MEIs, tornou-se mais fácil estar em dia com as questões legais que, caso não sejam cumpridas, tornam a vida de quem opta pelo caminho correto ainda mais difícil num país em que o ‘jeitinho’ ainda é moda.

Espírito natalino

Se há alguns anos – e em 2017 em especial – houve muitas críticas sobre o desleixo ou a falta de decoração natalina em Toledo, para este não se pode reclamar do serviço feito. Os pontos onde foi feita a decoração – Teatro Municipal, Parque Ecológico Diva Paim Barth, Prefeitura e Praça Willy Barth – ficaram realmente lindos. Não há adjetivo melhor para qualificar o trabalho realizado. Beleza que tem atraído muitas pessoas a estes pontos. Pessoas inclusive de outros municípios, vindo a Toledo, tirando fotos, postando em redes sociais e somente com comentários positivos.

Só por isso já teria valido a pena o investimento, até porque esse é um dinheiro que precisa ser aplicado no campo do turismo, neste caso um turismo de eventos. E é justamente este o aspecto mais importante de se investir na decoração: atrair visitantes para a cidade. Gente que vem para ver a beleza do Natal e aproveita para comer algo, tomar um chopp ou suco com os amigos, comprar os presentes para o fim de ano, conhecer novos lugares, prospectar possíveis investimentos, enfim, consumir ou ser um potencial consumidor.

O mesmo pode se dizer em relação ao show de aniversário que este ano terá como atração Michel Teló, além do já tradicional corte de bolo e uma pequena queima de fogos, um ‘esquenta’ para o grande show da virada que celebra a chegada de 2019, este sim com uma grande queima de fogos que virou tradição na região por ser a maior festa de réveillon do oeste e que leva ao Parque Ecológico milhares de pessoas, assim como em seu entorno.

O espírito natalino não se resume apenas ao estado de espírito interno de cada cidadão, pois quando se é um gestor público é necessário avaliar também estes outros aspectos que circundam esta época do ano e investir naquilo que oferece um retorno ao cidadão, seja através da festa em si, seja pelas oportunidades de negócios que ela oferece. Neste sentido Toledo dá exemplo de como é possível criar um evento e torná-lo uma referência, desde que haja boa vontade política em se manter a tradição.

Inserção gradativa

Quando finalmente o curso de medicina da Universidade Federal do Paraná foi aprovado e os primeiros estudantes iniciaram as aulas, ainda numa estrutura provisória, que funcionava onde hoje é a Escola de Governo, já havia uma esperança de que estes futuros profissionais pudessem modificar o quadro deficitário no setor de saúde, não apenas em Toledo, mas na região como um todo. Nesta segunda-feira (10), numa cerimônia sem tanta pompa e circunstância, houve a assinatura de convênio entre a UFPR e o Hospital Rondon.

O reitor da universidade, professor doutor Ricardo Marcelo Fonseca, ao assinar o acordo de cooperação técnica, demonstra a disposição em fazer uma ampla e completa inserção junto à comunidade oestina.

O presente acordo tem por objeto o estabelecimento de condições para o desenvolvimento de atividades teóricas e práticas por parte dos acadêmicos do curso medicina de Toledo da UFPR no Hospital Rondon, visando o aprimoramento técnico-científico e aproximação das condições reais de trabalho para a formação do estudante.

Essa ação, aliada à construção do novo prédio do campus – junto ao Biopark – é uma prova concreta do quanto a parceria entre a iniciativa privada e o serviço público pode contribuir para o desenvolvimento da sociedade numa amplitude cada vez maior. Hoje, por exemplo, alguns estudantes participam de ações junto à Central de Especialidades da Prefeitura de Toledo, e há uma grande possibilidade desta cooperação se estender aos demais hospitais de Toledo e que bom se isso se estender a todas as unidades nas demais cidades integrantes da área de abrangência da 20ª Regional de Saúde, pois isso traria um ganho na qualidade e, claro, na quantidade em relação ao atendimento via o Sistema Único de Saúde.

A inserção gradativa da medicina na sociedade é importante não apenas pelas questões técnicas, mas também porque demonstra não ser uma aventura da universidade ou apenas para atender interesses ideológicos ou partidários. Este acordo assinado neste início de semana representa mais um passo nesta inserção gradativa que muito colabora para um desenvolvimento mais humano e equilibrado.

Esta campanha é legal!!!

Nos últimos dias tem se intensificado o trabalho de divulgação da Campanha Legal em Toledo. O slogan deste ano não poderia ser melhor: “Vire amigo do Leão”, uma citação ao símbolo do Imposto de Renda que pode ser doado às instituições beneficentes da cidade que realizam um trabalho fantástico no trabalho social. No material de divulgação, aliás, constam os valores recebidos no início do ano e onde foram aplicados.

Centro Comunitário e Social Dorcas, Ação Social São Vicente de Paulo, Apae, Casa de Maria, Creche Ledi Maas e Aldeia Betesda conseguiram realizar muitas ações – como compra de veículos, equipamentos, ampliações ou reformas – durante o ano graças aos recursos obtidos com a campanha, os quais poderiam ser maiores se houvesse um maior engajamento da sociedade toledana, haja vista uma grande parte da população ainda não conhecer profundamente como funciona a campanha ou então ter receio em antecipar parte do imposto devido com medo de ser flagrado num eventual ‘pente fino’ por parte da Receita Federal. Um receio descabido, pois o valor a ser antecipado é calculado justamente sobre a declaração do Imposto de Renda, portanto, nada de ilegal.

Participar da Campanha Legal é destinar parte do seu Imposto de Renda para crianças e adolescentes de Toledo atendidas por estas entidades no contraturno, um trabalho exemplar e que coloca a cidade na vanguarda quando o assunto é o trabalho assistencial. Além disso, qualquer desconfiança se dissipa quando se conhecer melhor a estrutura de funcionamento da campanha, afinal, o controle sobre o dinheiro é rigoroso e qualquer desvio punido de maneira exemplar, um dos motivos para a campanha dar tão certo, mesmo com o potencial de arrecadação ficando abaixo do sonhado e possível.

Em caso de dúvida basta procurar um escritório de contabilidade participante. Aliás, é preciso ressaltar que, embora todas as entidades parceiras na campanha tenham sua importância, cabe aos contadores o trabalho mais complicado de convencimento em se fazer a doação, pois é esta classe profissional que possui as informações mais detalhadas sobre quem – e quanto – pode doar. Esta campanha é legal! Faça sua parte! Participe!

Um alívio na saúde

O sentimento, durante entrevista coletiva dos médicos Hiroshi Nishitani, Manoel Joaquim de Oliveira e Christian Floriano e Silva, da diretoria da Unimed Costa Oeste – onde anunciaram que a cooperativa acertou o arrendamento do HCO pelo prazo de dois anos – era de alívio e tensão ao mesmo tempo. Alívio porque se findava uma negociação difícil, extensa (desde fevereiro vinha sendo costurado algum tipo de acordo entre as duas organizações), recheada de interesses pessoais e coletivos, enfim, uma negociação onde algum lado teria de ceder em algum momento.

E por falar em momento, não poderia terminar melhor o ano com este anúncio, o qual representa um alívio na saúde de Toledo e região, embora as arestas precisem ser aparadas o quanto antes para evitar que todo este esforço para a cooperativa assumir o hospital – reconhecidamente com sérias dificuldades para se manter aberto – não tenha sido em vão. O que acontecerá daqui por diante dependerá muito da cooperação interna, porque da parte externa certamente haverá diante da expectativa criada em torno do assunto.

Embora alguns não enxerguem dessa forma, ainda assim todos de certa forma ganham com esse arrendamento. Primeiro a própria Unimed, que passa a contar com um espaço administrado por ela própria, onde poderá aplicar alguns métodos que lhes parecem ser mais adequados à sua forma de trabalhar; depois para os funcionários do HCO, que passarão a contar com o respaldo de uma cooperativa sólida e deixarão de sofrer com alguns problemas sérios no cotidiano; os próprios médicos cooperados saem fortalecidos, pois terão um espaço mais adequado para trabalhar. Mas é preciso ressaltar que a grande vitoriosa é a sociedade de Toledo, até mesmo da região que depende do atendimento via Unimed e hoje precisa se deslocar a Cascavel diante da crise aguda na estrutura hospitalar local.

O desfecho positivo, embora complicado, representa sim um grande alívio para todos, pois reequilibra uma balança que começava a pender de maneira perigosa para levar Toledo a situações comuns em outros municípios, com hospitais super lotados e gente sendo atendida em corredores à espera de leitos.

Pura energia do furto

Quando a Copel anunciava em suas propagandas institucionais ser – ou gerar – ‘pura energia’, não tinha em mente estar sendo furtada por uma gama da sociedade que, em teoria, não precisaria agir dessa forma. Os chamados ‘gatos’ – ligações clandestinas para furto de energia elétrica – não são novidade, afinal, desde que a distribuição do serviço passou a ser feita os ‘gatos’ a acompanham. O que assusta é isso acontecer em residências e empresas de pessoas conhecidas e importantes em determinados segmentos sociais.

Quando a Operação Tensão Total foi deflagrada, houve uma série de denúncias de fraude ao Ministério Público. Ainda em processo de investigação foi apurado existirem casos simples e sofisticados, a ponto de pessoas ofertarem esses serviços, cobrando valores elevados para isso, contudo, o contratante se beneficia, pois quem paga a conta pelos furtos de energia é toda a sociedade.

Emblemática ainda a ação da Polícia Militar e de técnicos da Copel numa residência de elevadíssimo padrão localizada na avenida Maripá, isso instantes após a assinatura conjunta da Recomendação Administrativa nº 24/18 (4PJ) pela Copel e a Polícia Militar, prevendo a integração dos protocolos de atuação nos casos de constatação de fraudes em unidades de consumo de energia elétrica situadas em Toledo. A ação de orientar os procedimentos dos órgãos competentes foi pautada como pioneira pelos promotores responsáveis.

E é preciso agir com rigor, independente de quem esteja envolvido neste crime, não apenas contra a estatal, mas contra toda a sociedade. Corruptos de natureza tão podre quanto as almas de quem roubou na mão grande os cofres públicos com os recentes escândalos descobertos pela Operação Lava Jato. Fácil reclamar da classe política e de seus desmandos; cômodo criticar a parcialidade com a qual os ministros do Supremo Tribunal Federal julgam e deixam de julgar assuntos tão importantes para o desenvolvimento do país. Difícil é deixar de lado velhos hábitos cuja natureza é igualmente vil, desprezível, especialmente a pura energia do furto que vem acontecendo em Toledo.

A importância da parceria

A colocação de simples adesivos no Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho tem um simbolismo muito maior que a presença física da empresa Azul no local. Não se trata também apenas de mais uma etapa rumo à retomada dos voos comerciais a partir da pista em Toledo. Não se resume ainda à chegada de mais uma empresa importante no cenário nacional à cidade. A ação desta semana, destacada na edição de ontem pelo JORNAL DO OESTE, representa o fortalecimento da parceria entre a iniciativa privada e o poder público. Em tempos onde se discute tanto a redução do custo da administração pública e a necessidade em se oferecer respostas mais rápidas e adequadas àquilo que a sociedade espera e precisa para se desenvolver, o caso de sucesso deste, pode-se dizer, Projeto Azul, poderia servir de exemplo para ações semelhantes em outras áreas.

A chegada dos voos da Azul não é um projeto de um único dono, de um ator principal. Vários foram estes atores, alguns deles operando nos bastidores, por trás das câmeras, mas de uma importância fundamental na consolidação deste projeto. Cada gestão, ao seu tempo, foi construindo um pedaço importante, investindo recursos fundamentais para que o Luiz Dalcanale Filho se tornasse uma referência técnica em operações aéreas. Assim como também foram decisivos os aportes feitos pelo Governo Federal e pelo Governo do Paraná ao longo de tantos anos.

Mas sem o apoio da iniciativa privada talvez nada disso teria acontecido no prazo que ocorreu. Neste sentido o papel de alguns empresários precisa ser destacado, bem como a decisão da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit). E isso em vários momentos não apenas no aporte de recursos, como nas conversas longas e difíceis para o derradeiro convencimento da direção da empresa aérea, na compra de equipamentos ou então na consultoria para escolher o melhor plano de voo para os voos recomeçarem a operar neste tão próximo 9 de janeiro de 2019. Voos projetados graças ao esforço conjunto da administração pública e da agilidade da iniciativa privada, o que resultou na vontade coletiva e numa parceria importante para o sucesso. Fica a lição!

A conta é salgada

Criado em 1994, o Programa Saúde da Família (PSF) representa uma importante ferramenta na forma do atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, afinal, a preocupação deixou de ser meramente combater as consequências e se passou a se preocupar com as causas. Na prática é a chamada medicina preventiva. Na prática também o programa é apenas mais um exemplo do quanto as relação de poder no país precisam ser revistas, assim como este modelo de gestão que aí está e que a cada novo capítulo se mostra fadado ao fracasso, além de ser caro e ineficiente.

Há 11 anos não existe correção no valor repassado pelo Governo Federal aos municípios que possuem equipes do PSF. É mais ou menos o que acontece com a tabela do próprio SUS, motivo de reclamação de prefeitos de Norte a Sul diante da conta cada vez mais salgada para os administradores municipais que ano após ano foram absorvendo funções de outras esferas administrativas sem a compensação financeira para tanto. Assim é na saúde, na educação, no meio ambiente, no esporte, enfim, em tantas áreas que já não se sabe mais o que deveria ser responsabilidade dos governos estaduais ou federal.

Das duas uma: ou o dinheiro para a manutenção de ações como o PSF passa a chegar aos cofres municipais ou então cada um que assuma sua parcela de responsabilidade. Se não for assim, então que se mude o tal Pacto Federativo e os municípios, o verdadeiro lugar onde se geram os impostos, fiquem com a maior parcela dos recursos e possam não apenas manter este tipo de serviço, mas ampliá-lo ou até mesmo melhorá-lo.

Em Toledo um bom exemplo disso atendia pelo nome da UTI do Hospital Bom Jesus, que durante anos absorveu os atendimentos através do SUS dos municípios da área de abrangência da 20ª Regional de Saúde sem receber o valor devido por isso, gerando um déficit mensal que só não era maior justamente porque os municípios foram pagando uma parcela da conta, fragilizando as já combalidas contas municipais que precisam sustentar este modelo de administração pública existente no Brasil. E talvez somente aqui!

Uma questão mais que meramente econômica

Na semana passada o JORNAL DO OESTE escancarou o problema relacionado ao HCO, que culminou com o fechamento da unidade de pronto-atendimento e o cancelamento de alguns procedimentos, como na Unidade de Terapia Intensiva, onde nenhum novo internamento estava sendo feito por falta de profissionais para o devido atendimento. Os motivos que levaram o hospital a esta gravíssima crise financeira não cabem ser analisados neste momento, muito menos apontar o dedo para quem foi ou não o responsável por isso. Agora é o momento da sociedade toledana se unir e ‘salvar’ não o HCO, mas uma unidade hospitalar importante no contexto.

Nestes poucos dias sem o devido atendimento, houve sobrecarga no Hospital Bom Jesus e nas unidades de pronto-atendimento do município. Tanto a Unidade de Pronto-Atendimento Dr. José Ivo Alves da Rocha quanto o Mini-hospital Dr. Jorge Nunes absorveram uma demanda acima do normal, assim como também alguns hospitais em Cascavel, principalmente por causa dos pacientes atendidos pela Unimed, haja vista o HCO ser responsável por aproximadamente 45% dos atendimentos pelo plano de saúde.

Há que se destacar ainda que reabrir na plenitude o HCO não impacta apenas em Toledo, isso porque muitos pacientes pela Unimed de outros municípios eram atendidos naquela unidade, portanto, quem questiona os motivos para investir no HCO age de maneira leviana, irresponsável até. Na edição deste fim de semana o JORNAL DO OESTE procura mostrar a relevância do HCO, sem, evidente, esquecer de cobrar quem levou o hospital à bancarrota, algo que, sim, deve e precisa ser cobrado para evitar novos dissabores no futuro, venha lá quem vier a administrar a unidade daqui por diante.

Numa cidade que cresceu na proporção que Toledo teve nos últimos anos, entretanto, não em sua estrutura hospitalar, é imprescindível que se faça algo para resolver a situação. O jogo de empurra e as disputas particulares precisam ser deixadas de lado, ao menos por enquanto, pensando num bem maior que é o atendimento de qualidade na área da saúde. Manter o HCO aberto representa muito mais que uma questão meramente econômica. É acima de tudo uma questão social.