Editorial
Mini nada. É o máximo!

Fim de tarde no Parque Ecológico Diva Paim Barth. Centenas de pessoas se reúnem para aproveitar as horas a mais de sol típicas nesta época do ano. Em meio ao turbilhão de pessoas – de todas as idades – conversando, caminhando, correndo, andando de bicicleta, brincando no parque, comendo pipoca ou simplesmente aproveitando o doce fa niente, há um grupo de crianças e adolescentes que parecem alheios ao que acontece em seu redor. Parecem, os pequenos, mais interessados nas várias mini-quadras montadas no gramado do parque. E não para menos, afinal, era o evento de encerramento das atividades deste ano do Festival de Mini Vôlei, uma parceria entre a Prefeitura de Toledo e a Associação de Voleibol que mensalmente reúne centenas de crianças em cada nova edição.

E como é belo o vai e vem não do jogo em si, até porque o objetivo é a iniciação esportiva. A beleza reside na convivência entre os pequenos. Gente que se misturava sem nunca ter se visto antes. Pessoas de todas as classes, bairros, cores e crenças. Sem discriminação, sem frescura, sem desconfiança. Era entrar em quadra e brincar de jogar vôlei. Os toques ainda desajeitados na bola ou as falhas de posicionamento em quadra são meros detalhes, até porque com o passar do tempo quem seguir na modalidade receberá as informações devidas para o aprimoramento técnico.

Quem optar por trilhar outro caminho, seja no esporte ou na vida, ao menos carregará na lembrança uma tarde inesquecível de sol em pleno lago municipal em Toledo, no Oeste do Paraná, ao lado de tantas outras crianças ou adolescentes num festival não de mini vôlei, mas de cidadania plena, de vida em sociedade como deveria ser. Mas não é! Num período onde a individualidade prevalece, onde o virtual tem suplantado o real, onde a senha da internet é mais importante que um sorriso no rosto, as cenas no fim de tarde de quarta-feira em Toledo soaram como um alento.

Uma tarde onde a inocência das crianças se fez presente, uma demonstração de ainda haver esperança para as futuras gerações, desde que os adultos colaborem um pouco, seja elaborando regras simples e válidas para todos, como acontece neste festival que de mini não tem nada. É o máximo!

Alertar nunca é demais!

Na edição de ontem o JORNAL DO OESTE trouxe uma reportagem sobre uma denúncia anônima a respeito de supostas irregularidades que estariam acontecendo na captação de recursos da APA Lar dos Idosos, através do programa Nota Paraná. Como mostrou a reportagem, tudo não passa de inverdades, entretanto, serve de alerta para que as entidades assistenciais em Toledo mantenham o foco, haja vista a relevância do trabalho desenvolvido. Em nenhum momento – e isso fica muito claro no texto – houve qualquer tentativa de denegrir a imagem desta ou de qualquer outra entidade, mas sim de esclarecer os fatos e acabar com os boatos que começavam a se espalhar pela cidade.

O trabalho de inúmeros voluntários – dentro e fora da APA – merece todo respeito e divulgação, algo que o JORNAL DO OESTE tem feito ao longo de sua história, assim como também tem denunciado eventuais erros, como aconteceu no passado em relação à Dorcas. Não se trata em ser contra ou escrever uma “manchete sem vergonha” como afirmou um vereador por telefone, mas sim em informar a sociedade sobre o que acontece em Toledo e nossa região. De bom ou ruim.

Neste caso específico apenas para esclarecer realmente, até porque também é papel da imprensa estar atenta em buscar informações que ajudem a valorizar quem realmente trabalha em prol da comunidade e quem se aproveita dela.

No caso da APA, é inegável a qualidade do trabalho desenvolvido e a maior prova disso é a repetida divulgação de ações realizadas pela própria entidade ou por quem a ajuda de maneira voluntária e muitas vezes anônima.

E assim tem procedido o JORNAL DO OESTE com todas as demais entidades assistenciais do município, afinal, o maior desejo é o de ver uma cidade próspera, uma sociedade mais justa equilibrada.

Fosse o intuito de denegrir a imagem de quem quer que fosse, certamente poder-se-ia publicar na íntegra a carta anônima que motivou não apenas esta reportagem, mas tantos outros comentários pela cidade, afinal, a tal carta não foi entregue apenas a este veículo de comunicação. O objetivo foi realmente de alertar aos dirigentes sobre os cuidados ainda maiores que devem ter para evitar justamente acusações levianas.

Até porque, alertar nunca é demais!

Novos tempos

Na segunda-feira (26), por maioria, foi aprovado em primeiro turno o Projeto de Lei 12/2018, que prevê a possibilidade da Prefeitura de Toledo “habilitar como organizações sociais entidades sem fins lucrativos, que exerçam atividades de interesse público, possibilitando, por conseguinte, a celebração de contrato de gestão com tais entidades, visando a transferir-lhes algumas atividades hoje desempenhadas por órgãos públicos municipais”, conforme consta da mensagem enviada à Câmara. O projeto ganhou, claro, a alcunha do “Projeto da Terceirização”, como realmente pretende na prática. É o que aconteceu em Cascavel recentemente e o que deverá acontecer em nível nacional, assim como já foi feito no Paraná há algum tempo.

O assunto, evidente, provocou a ira de quem ainda defende o modelo estatal brasileiro, aquele retrógrado, atrasado, nem sempre eficiente e caro. A direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais promete uma mobilização ainda maior para a próxima segunda-feira, quando o projeto deverá ser votado em turno final. Compreensível a postura desta turma que não conseguiu ainda enxergar os novos tempos no Brasil. E não se está falando apenas da questão eleitoral, mas sim dos recursos públicos cada vez mais exíguos e que sugam mais e mais poder de compra de quem sobrevive do lado de cá da fronteira, exposto a todo tipo de problema, inclusive a perda do emprego.

A terceirização de alguns serviços, hoje sob o domínio estatal, chegará cedo ou tarde e, quanto mais cedo se atentar para isso, melhor será para o próprio serviço e para quem o executa. São inúmeros os exemplos de melhorias com a terceirização. A telefonia talvez seja o maior – e melhor – deles. Antes o telefone era um bem raro, com ações sendo vendidas. Há quem tenha ficado rico vendendo as suas com o anúncio da privatização.

As duas maiores estatais paranaenses – Copel e Sanepar – há tempos terceirizaram alguns de seus serviços e com excelentes resultados, tanto para quem executa, como para as empresas, que passaram a centrar esforços no objetivo maior de sua criação. E os resultados desde então têm sido excelentes, tanto econômicos quanto sociais. Basta observar os investimentos feitos pelas duas empresas em Toledo nos últimos anos.

Há que se pensar na economia dos recursos, na melhoria dos serviços e no futuro. Fechar os olhos para essa nova realidade é desejar um retrocesso que não cabe mais na administração pública brasileira.

Cidadão do Oeste

Há momentos na vida pública, em especial dos políticos, em que a vida particular fica em segundo plano. E assim deve ser, afinal, quando se escolhe trilhar este caminho o privado é sacrificado em detrimento de algo maior. E assim deveria ser do início ao fim, em todas as esferas. Mas num país como o Brasil, onde nem tudo é como deveria ser... Poucos são os políticos com a grandeza de espírito de cumprir até o fim a missão para a qual foram escolhidos, mesmo que por um período transitório.

E assim tem procedido o deputado federal Dilceu Sperafico que na sexta-feira à noite foi agraciado com o título de Cidadão Honorário do Oeste, homenagem a ele conferida pela Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop). Um dos motivos para a honraria foi justamente esta disposição em trabalhar em prol dos municípios da região quando muitos já desfrutavam dos momentos de lazer. Não foram poucas as vezes em que o deputado – nos últimos meses nomeado chefe da Casa Civil do Governo do Estado – conseguiu a liberação de emendas importantes nos últimos dias do ano.

Evidente que o nome de Dilceu Sperafico não é uma unanimidade. Nenhum político é! Todavia, e aí independente de paixões partidárias ou ideológicas, é inegável a contribuição do deputado no desenvolvimento de Toledo e região, embora nem sempre isso tenha sido devidamente reconhecido. Mas ninguém é reeleito cinco vezes por acaso ou sem ter méritos. E a maioria dos políticos que esteve na cerimônia em Cascavel destacou esse papel.

Mas há outro aspecto igualmente destacado na entrega do título, um aspecto pouco conhecido do cidadão Dilceu Sperafico: o respeito ao ser humano e o carinho pelos municípios, em especial os menores. Essas características humanas muitas vezes são suplantadas pelo debate demagógico, pelo debate ideológico, pelas acusações infundadas ou maldosas que dominam em boa parte o debate político num país onde a democracia ainda engatinha.

Ao decidir sair da cena da política partidária, Dilceu Sperafico fez uma escolha que para muitos foi equivocada diante da grandeza de seu trabalho para o oeste paranaense, entretanto, reconhecida pelos prefeitos da Amop que o tornaram Cidadão Honorário do Oeste.

Crise na saúde

A notícia do quase fechamento por completo do HCO no mesmo dia em que a Câmara de Toledo votava o relatório da CPI do Hospital Regional soou quase como uma ironia do destino, afinal, ambas demonstram o quanto Toledo precisa avançar em sua estrutura física de atendimento em saúde. Se no passado a cidade era uma referência, hoje não é mais possível afirmar o mesmo diante do déficit de leitos existentes. Se antes o problema era maior na rede pública, hoje a rede particular sofre tanto quanto, senão mais, afinal, se o cliente – paciente – paga por uma consulta ou um plano de saúde, o mínimo que espera é ser atendido, preferencialmente de maneira rápida e com qualidade, algo que não tem acontecido nos últimos meses.

A falência do HCO, e não há outra forma de dizer isso, reflete não apenas nos atendimentos particulares, mas em toda estrutura de saúde regional, até porque para onde estão indo os pacientes antes atendidos pela unidade? A resposta é muito óbvia: para a rede pública, para os dois outros hospitais – Bom Jesus e Campagnolo – ou então indo a Cascavel, hoje o grande centro de referência médica na região oeste. Manter o HCO aberto não é apenas uma questão econômica, mas social, haja vista a quantidade de profissionais do setor que emprega e a quantidade de pacientes que atendia diariamente.

Há, entretanto, quem não consiga enxergar essa realidade. Há quem prefira manter-se firme em sua posição mesquinha, egoísta e individualista a buscar soluções. Há quem insista em manter a pressão, mesmo sob o risco de ‘matar’ um importante parceiro na combalida estrutura de atendimento em saúde existente hoje em Toledo.

Se por um lado as clínicas investiram muito na ampliação dos serviços e a vinda do curso de Medicina através da Universidade Federal do Paraná sejam motivos de comemoração, por outro de nada adiantará este esforço se não houver não apenas a expansão, mas a melhora na estrutura dos hospitais, até porque para onde correr quando as clínicas estão fechadas?

Uma pergunta que os envolvidos com a saúde em Toledo deveriam responder, todavia, segue sendo o setor um campo minado, onde vaidades, desavenças pessoais, ideologias politiqueiras e a demagogia seguem imperando enquanto centenas de pessoas – que pagam um plano de saúde – diariamente precisam encontrar as soluções hoje não existentes.

Adiamentos sem fim

O adiamento da votação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Toledo – referente à obra do Hospital Regional – é mais uma prova de que quantidade nem sempre representa qualidade e poderia reabrir o debate em torno do – alto – número de vereadores no Legislativo municipal. O aumento para 19 vereadores em nada contribuiu para o desenvolvimento do município e, em tempos de recursos públicos escassos, talvez fosse a hora de se rediscutir a matéria, entretanto, dois fatores pesam contra isso: primeiro o desejo corporativista que impera dentro da esfera política brasileira, não sendo esta uma prerrogativa local; o segundo é que os agentes que poderiam fazer isso estão alheios ao processo, assim como as entidades representativas da cidade com estrutura suficiente para fazê-lo.

Também, por outro lado, reforça a necessidade de ampliar a estrutura parlamentar, a qual poderia auxiliar na melhora da produção dentro da Câmara, hoje praticamente reduzida a Indicações, Requerimentos ou Moções de Aplauso. Um assessor apenas pode representar uma economia aos cofres públicos, entretanto, deixa o vereador ‘refém’ muitas vezes por não poder contar quem sabe com um corpo técnico mais qualificado ao seu redor.

Incompleto ou não, a verdade é que a votação sobre o relatório deverá acontecer nesta sexta-feira (23). Relatório que apontou algumas questões bastante preocupantes, como o desacordo com valores iniciais da obra, aditivos e projetos; irregularidades apontadas pela Sanepar; a vistoria do Corpo de Bombeiros que apresentou a necessidade de adequações no quesito de segurança, incêndio e pânico; recursos viabilizados para a aquisição de equipamentos que podem ser perdidos; difícil execução da obra; registros de boletins de ocorrência; supostos furtos de materiais da obra (cabos); instalação de materiais que promovem a segurança; irregularidades em diversos espaços da estrutura; placas solares que não foram instaladas, apenas para citar alguns.

O mais grave, entretanto, foi finalizar o relatório – e quem sabe a própria CPI – sem o depoimento do engenheiro civil José Carlos de Jesus, fiscal da obra do Hospital Regional e, quem sabe, o pilar central para entender bem aquilo que aconteceu durante a execução de uma obra que segue inacabada e desativada, mas que não pode mais ser usada de maneira demagógica como palanque eleitoral. Precisa, isso sim, ser usada pela população!

Enxugando gelo

É limpar num dia para aparecer sujo no outro. Assim tem sido a – dura – rotina das equipes da Secretaria do Meio Ambiente diariamente em Toledo. Áreas de proteção ambiental, as quais deveriam ser preservadas, acabam se transformando em depósitos clandestinos de lixo pela irresponsabilidade de criminosos, como bem disse o vereador Gabriel Baierle (PTB) esta semana na sessão ordinária da Câmara Municipal. Entre uma declaração e outra, o vereador deixou escapar que moradores de áreas próximas chegaram a ser ameaçados com armas por quem deposita de maneira irregular o lixo. Fato gravíssimo que precisa ser apurado.

De qualquer forma, é preciso enaltecer o trabalho desenvolvido pelo secretário Neudi Mosconi e, claro, por toda equipe da SEMA, afinal, de nada adianta uma boa ideia se ninguém a comprá-la. E nos últimos dez meses as boas ideias surgiram e foram compradas, resultando em recursos, equipamentos e projetos importantes para o setor, além da recolocação de Toledo na vanguarda quando se trata de questões ambientais.

Mas na questão do lixo, mesmo com todo investimento feito, está se enxugando gelo enquanto as pessoas não se conscientizarem do quão prejudicial é para a cidade como um todo este tipo de atitude irresponsável, seja pela proliferação de animais capazes de transmitir doenças letais, seja pela questão meramente estética, afinal, ninguém gosta de ver estampada na capa do JORNAL DO OESTE uma área preservada toda cheia de lixo.

É preciso o esforço de todos para evitar que cenas assim se repitam ou então que sejam reduzidas ao máximo. É preciso identificar – e punir de maneira exemplar – quem age dessa forma, até mesmo para servir de exemplo e evitar que outras pessoas assim o façam também. Hoje existe uma estrutura de atendimento na área ambiental bastante completa e eficaz, desde que se saiba utilizá-la e torná-la ainda melhor para esta e para as demais gerações, algo que apenas através da conscientização e da educação constante será possível atingir.

Cuidado com o adolescente

Toledo foi um dos três municípios do Paraná que teve o Plano Operativo Municipal (POM) aprovado pelo Ministério da Saúde e esta semana realizou o 1º Seminário de Atenção Integral à Saúde do Adolescente em Medida Socioeducativa de Internação. O evento reuniu profissionais da área de saúde e socioeducação com o objetivo de discutir alternativas que visam a melhoria da rede, a redução de danos e tratar assuntos delicados como o suicídio, assunto bastante pertinente quando se analisa a mudança comportamental dessa nova geração, acostumada com uma facilidade inimaginável de acesso às informações, entretanto, despreparada para as pressões rotineiras de uma sociedade cada dia mais exigente e exigida.

O Seminário foi o primeiro evento do Estado a ser realizado utilizando recursos do POM, um alento no cuidado com o adolescente dentro do Paraná, um Estado que está na vanguarda quando se trata da atenção ao menor e, neste sentido, Toledo uma vez mais sai na frente graças à sua estrutura bastante organizada e completa neste universo muito próprio da assistência aos menores.

O trabalho desenvolvido em parceria entre organizações não governamentais e poder público, com participação direta da sociedade organizada e da própria comunidade de maneira voluntária, tornaram Toledo uma referência no atendimento ao menor. Prova disso foi a construção não de um, mas de dois Centros da Juventude, do CEU das Artes e, claro, da ampliação dos serviços – e das próprias estruturas – através das entidades beneficiadas por uma rede capaz de oferecer o suporte necessário não apenas para a manutenção destes espaços, mas da própria ampliação e do envolvimento cada vez maior com os serviços lá oferecidos.

Há muito ainda a ser feito, sem dúvida, e talvez o POM venha auxiliar muitos municípios que sequer tenham ainda a noção exata de qual caminho percorrer, ainda mais quando se tratam de jovens, muitos dos quais ainda sem entender bem seu papel dentro do universo que ora ocupam. No caso de Toledo, o POM pode reforçar ainda mais a estrutura sólida e eficiente já existente.

Não são apenas nomes

Nesta segunda-feira (19), mais um nome foi confirmado para integrar o futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. E não se trata apenas de mais um nome, ainda mais por se tratar de indicação para uma das empresas mais visadas dos últimos tempos no Brasil: a Petrobras. A escolha do economista Roberto Castello Branco, para ocupar o cargo de presidente da estatal, é um recado muito claro daquilo que pretende o novo presidente a partir de janeiro de 2019.

A ele vem se somar outros nomes já anunciados e todos com o mesmo perfil: pessoas de altíssima capacidade reconhecida em suas respectivas áreas; com credibilidade para tomarem as decisões mais amargas que forem necessárias – e elas são – para as mudanças pretendidas pela maioria da população a fim de endireitar o país; alinhadas com o pensamento de Bolsonaro em relação a temas delicados e explorados durante a campanha eleitoral. É um duro – e direto – recado do presidente, que até o momento vem escolhendo a dedo e acertando no alvo, tal qual um excelente atirador de elite bem treinado.

Outro recado foi dado pelo futuro ‘super ministro’ da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, que confirmou também nesta segunda-feira ter trazido para o gabinete de transição dois nomes ligados à Operação Lava Jato, Rosalvo Ferreira Franco e Erika Marena.

Moro também garantiu que ainda esta semana será anunciado o nome do novo diretor geral da Polícia Federal. O principal nome cotado para assumir a função de diretor-geral é Maurício Valeixo, superintendente da Polícia Federal no Paraná e amigo de longa data do futuro ministro. Ele já atuou em Brasília na gestão do ex-diretor-geral Leandro Daiello, quando chefiou a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor).

Não são apenas nomes indicados por apadrinhamento político, indicação amiga ou pelo carinho que nutre o novo presidente por este ou aquele. São nomes de peso, técnicos conhecedores de suas respectivas áreas de atuação, profissionais testados à exaustão na dura missão de sobreviver no ambiente dos poderes constituídos no Brasil, assim como o próprio presidente, que conhece muito bem o terreno minado por onde já caminha desde sua eleição.

Grandeza de espírito

“Durante 24 anos me dediquei ao Estado e, de modo especial, a Toledo. Tenho a sensação de dever cumprido, principalmente, ao falarmos do Hospital Bom Jesus”. A frase é do deputado federal Dilceu Sperafico, durante evento para repasse de verbas à Hoesp, mantenedora do hospital referência para a área de abrangência da 20ª Regional de Saúde. Os valores, embora sejam importantes, devem ficar em segundo momento diante da grandeza de espírito de Sperafico, que muito bem poderia simplesmente deixar os dias passarem até o fim de seu último mandato na Câmara Federal.

Diante dos últimos acontecimentos eleitorais, com a derrota de seu filho na eleição para deputado estadual, Dilceu Sperafico poderia virar as costas para a cidade que sua família escolheu para viver há muitas décadas. Também ele poderia terminar sua carreira política assinando papéis como chefe da Casa Civil do Governo do Estado. Poderia, caso assim desejasse, dedicar-se apenas aos negócios particulares ou então aproveitar alguns dias ao lado da família na praia.

Ao contrário das hipóteses que a maioria das pessoas escolheria, ainda mais quando se trata de um agente público que decidiu se retirar do cenário político, Dilceu Sperafico optou por trabalhar um pouco mais por sua comunidade, em especial à unidade de saúde que evitou o colapso e o fechamento graças ao bom relacionamento com o também deputado federal Ricardo Barros quando este era o ministro da Saúde.

Independente de paixões partidárias, de cores ideológicas, é preciso ressaltar o esforço, o trabalho do deputado em obter recursos para Toledo – assim como para toda a região Oeste do Paraná. A maioria das principais obras de Toledo tem uma boa parcela de recursos intermediados por Sperafico.

Alguns poderão dizer que não passa de obrigação e que o sistema é injusto. Sim, verdade. Todavia, há muitos que sequer cumpriram com esta ‘obrigação’, isso sem mencionar os candidatos que aparecem na cidade apenas de tempos em tempos atrás de apoios e votos oportunistas, como aconteceu uma vez mais em 2018, deixando Toledo sem representação na Assembleia Legislativa depois de muitos anos e que por pouco não ceifou a única cadeira ocupada na Câmara Federal.