Editorial
Coluna do Editor 19/01/19

Asfalto

Divulgação

O novo director-administrativo da Emdur, Lídio Michels, enviou fotos do recapeamento asfáltico que está sendo realizado no Jardim Copagro. Um trabalho excelente!

 

Orçamento do Povo

A Prefeitura de Toledo lançará em fevereiro, o Programa Orçamento do Povo 2020. O objetivo é reunir todas as lideranças das comunidades para discutir e decidir como aplicar os recursos em cada localidade.

 

Alterações

O prefeito Lucio de Marchi (PP), durante a semana, discutiu a proposta de alteração dos cargos e funções gratificadas (as famigeradas FG’s) para envio à Câmara Municipal.

 

Reforma

A reforma administrativa segue acelerada dentro da Prefeitura de Toledo. O secretário de Recursos Humanos Marcio Munchen foi exonerado nesta sexta-feira (19). Entre os nomes cotados para assumir o posto o de maior destaque nos bastidores é o de Claudia Carneiro da Silva, ex-mulher do assessor de governo Carlos Alberto Piacenti.

 

Também saiu

O diretor de Habitação e Urbanismo Marco Antonio Botegga também foi exonerado na sexta-feira.

 

Cultura

Já na Cultura, o nome mais cotado para assumir a pasta é do diretor Odemilson Santos.

 

Funtec

Ainda no campo das mudanças na Prefeitura de Toledo, Lourival Neves Junior deverá ser confirmado como novo diretor da Funtec.

 

Críticas

Coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que a pedido do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), suspendeu a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre as movimentações financeiras de Fabricio Queiroz considerada "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

 

Sem foro

"Com todo o respeito ao Min. Fux, não há como concordar com a decisão, que contraria o precedente do próprio STF", comentou Dallagnol em uma publicação em sua conta no twitter. "Tratando-se de fato prévio ao mandato, não há foro privilegiado perante o STF. É de se esperar que o Min. Marco Aurélio reverta a liminar", defendeu o procurador.

 

Lotado

O segundo voo da Azul, entre Curitiba e Toledo – e vice-versa – estava lotado.

 

Oportunidade

E com a chegada dos voos mais um negócio parece estar surgindo: o transporte de passageiros entre o Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho e a área urbana de Toledo. Nesta sexta-feira (18), em um dos grupos de WhatsApp que participo, era grande a troca de mensagens a respeito do assunto.

 

Hotel

Da solenidade no Biopark, nesta sexta-feira (18), o anúncio do protocolo de intenções da rede hoteleira Íbis se instalar em Toledo é muito positiva, pois abre um leque muito grande de opções no mercado e amplia uma rede que hoje não perde em qualidade para nenhuma outra no Paraná.

 

Conversa

A vereadora Olinda Fiorentin (PPS) se reuniu esta semana com o prefeito Lucio de Marchi e saiu muito animada do encontro. Segundo ela, foram diversos assuntos tratados, em especial políticas para as mulheres vítima de violência, autismo, segurança e saúde pública.

 

Retomada

Com relação à política para as mulheres, a vereadora elogiou o prefeito ao que ela chamou de retomada da Secretaria de Política para as Mulheres, com a nomeação da psicóloga Larissa Ribeiro. Ainda de acordo com Olinda, a nova ocupante é uma “pessoa preparada e com todas as condições de desenvolver um bom trabalho”.

 

Propostas

Haverá, também de acordo com a vereadora, um esforço conjunto para implementar em Toledo duas ações que serão de grande importância: a casa abrigo para mulheres em situação de violência doméstica e a implementação da lei do botão do pânico, além do reforço e melhores condições de trabalho para a equipe da Patrulha Maria da Penha, composta por guardas municipais.

Não apenas um parque...um Biopark

Um parque não apenas para o futuro, para o desenvolvimento econômico e social, para a geração de emprego e renda...A cerimônia realizada nesta sexta-feira (18), um marco na história ainda recente do Biopark, mostrou que este espaço será um parque...pela vida, como indica sua etimologia. Ali não apenas se estão criando empresas onde serão produzidos medicamentos e outros produtos, mas se está criando um espaço diversificado, pensado para as futuras gerações, as verdadeiras beneficiadas por um projeto ousado, visionário. Não muito à frente do seu tempo porque isso tem acontecido em tantos outros países que é de estranhar o Brasil estar tão atrasado neste conceito de desenvolvimento pleno e com alto valor agregado.

Até mesmo quem não gosta do etilo de seu criador, o empresário Luís Donaduzzi, precisa abrir os olhos para o potencial de desenvolvimento que o Biopark representa não apenas para Toledo – claro, a maior beneficiada com sua implantação total – mas para a microrregião como um todo, haja vista a diversidade de investimento ali previstos e que começaram a tomar forma nesta solenidade simples, mas carregada de simbologias, como a chegada da rede de hotéis Íbis, que já possui unidades em outras cidades do Estado e que pretende se instalar justamente no Biopark por sua localização estratégica para os planos da rede de expansão e consolidação dentro do Paraná.

Além disso, o fato da Garantioeste assinar contratos para o fomento de novos negócios é, sendo redundante, a garantia de que o projeto tem tudo para ampliar seu ritmo a partir deste ano. Se até hoje o Biopark mal passa de placas colocadas à beira da rodovia, com as construções previstas e a consolidação do campus da Universidade Federal do Paraná, através de seu curso de Medicina esse cenário tende a mudar de uma forma muito rápida.

A facilidade dos voos diários da Azul entre Toledo e Curitiba – prometidos para iniciarem em abril – será outro fator que pesará em favor do parque. Se hoje, com apenas um voo semanal muita coisa já se conseguiu agilizar, certamente a perspectiva futura é ainda mais positiva.

O projeto é grandioso, ousado e arriscado, entretanto, não fossem essas características de seu criador certamente a Prati, Donaduzzi não teria se transformado na potência que hoje é. Basta apenas um maior envolvimento com a sociedade que a cerca para que mais e mais pessoas passem a encampar este sonho e torná-lo algo coletivo.

A pressão dos governadores

Não demorou muito tempo para os governadores iniciarem uma pressão sobre o Governo Federal pela liberação de verbas a fim de socorrer as combalidas economias na maioria das unidades da federação. São dívidas – algumas bilionárias – que foram sendo ao longo do tempo empurradas com a tradicional parcimônia brasileira ‘com a barriga’. Ao invés de medidas mais duras serem adotadas para o caixa se reequilibrar, os gastos estatais foram mantidos, as dívidas prorrogadas, renegociadas, esquecidas, perdoadas, enfim, qualquer coisa menos o necessário para efetivamente se resolver um problema crônico e de extremo impacto sobre as contas públicas.

A solução, em geral, era aumentar impostos, criar taxas, iludir com medidas paliativas. Como o limite chegou e aumentar impostos hoje é quase a mesma coisa que cometer um pecado para lá de mortal, restou aos atuais governadores, recém-empossados nos cargos, retomar a caravana tradicional em direção ao planalto central com o pires na mão. Isso acontece também porque o sistema tributário no Brasil não é injusto. É muito mais do que isso!

Se é nos municípios onde se gera a receita maior do bolo, na contramão são as cidades que menos recebem, assim como os estados. É uma República Federativa onde seus integrantes não decidem quase nada, sendo o poder centralizado numa Brasília velha e decadente.

Ao menos dessa vez o ‘toma lá, dá cá’ está sendo conduzido com um pouco mais de civilidade e coerência. E o acordo atende pelo nome de reforma da Previdência, assunto que teria impacto direto não apenas em Brasília, mas nos estados e municípios, os quais acabam tendo de assumir serviços cuja origem deveria vir dos estados e da União, mas que acabam mesmo é no colo dos mais de cinco mil prefeitos país afora, muitos deles sem a menor noção da importância em manter as contas em dia.

A pressão dos governadores está apenas começando, sendo que o foco por enquanto é em Brasília, mas nos próximos dias será sobre as bancadas de deputados federais eleitos e prestes a serem empossados nos cargos. É esperar para ver qual lado sairá vitorioso.

Adeus Jean! Obrigado e boa sorte...

Há apenas uma certeza que qualquer ser humano, em qualquer atividade, tem na vida: que um dia sua jornada chegará ao fim. Isso vale desde o mais simples até o mais bem sucedido profissional. E nesta quinta-feira (17), após 25 anos, chegou ao fim a trajetória do jornalista Jean Carvalho junto ao JORNAL DO OESTE, que só tem a agradecer pelo tempo dedicado desde quando era um simples digitador, ainda ‘piá’, que cresceu, amadureceu e se consolidou como um dos melhores colunistas da região Oeste do Paraná em todos os tempos.

Uma história, uma vida que chegou ao fim porque assim quis o destino. Ao longo do tempo Jean Carvalho escreveu seu nome na história do jornalismo de Toledo e região com competência, tenacidade, ousadia, criatividade. Foi, passo a passo, de maneira gradual, ocupando e criando um espaço só seu. E foi justamente essa sua maneira de enxergar as coisas que o fizeram um grande empreendedor que cresceu ao mesmo tempo em que o JORNAL DO OESTE consolidava seu nome na história do jornalismo local.

Em todo este tempo Jean Carvalho não foi uma unanimidade. Criou polêmicas, lançou moda, gerou conteúdo com exclusividade como poucos profissionais conseguiram. Inquieto por natureza, este colunista deixou sua marca nas páginas em preto & branco e depois no colorido que ajudou a emprestar durante tantos anos dedicados ao jornalismo e ao colunismo social.

Hoje essa parceria chega ao fim.

Momento apenas de agradecer por tantos anos de dedicação, de paciência, de persistência. Mesmo nos momentos mais difíceis da história deste veículo de comunicação Jean Carvalho o defendeu com a mesma dedicação com a qual produzia sua coluna diária. Bela, única, singular...

Hora de se despedir porque a certeza do fim, enfim, chegou. Uma pena! Por um lado fica a tristeza por deixar de ter no convívio diário um grande profissional, apaixonado pelo que faz. Por outro, resta a certeza de que, onde estiver, Jean Carvalho será bem sucedido porque é um ser iluminado, predestinado ao sucesso e às vitórias.

Boa sorte Jean. Adeus e muito obrigado!

Revitalizar é necessário

Para aqueles que moram ou visitam Toledo um lugar é apontado pela maioria esmagadora como sendo um verdadeiro cartão-postal da cidade: o Parque Ecológico Diva Paim Barth. O projeto foi um sucesso desde o início, sendo o ponto de encontro de centenas, milhares de pessoas todos os dias, em especial nesta época do ano, quando as altas temperaturas do verão levam muita gente ao parque para a prática do exercício físico ou apenas do lazer com as brincadeiras típicas da infância ou então simplesmente o dolce fa niente de tomar um tereré e comer pipoca olhando a bela paisagem do lago municipal.

Mas, como todo espaço público, a ação do tempo deixa marcas profundas. E no Parque Ecológico não é diferente. As calçadas já não apresentam o mesmo frescor de outros tempos, as grades de proteção do horto florestal estão remendadas diante de tantos acidentes, as construções carecem de uma revitalização, prevista para acontecer ainda este ano.

E revitalizar é necessário, assim como manter a essência do mais democrático espaço existente em Toledo, onde famílias inteiras têm acesso a uma bela paisagem e também a muitas oportunidades de diversão gratuita. Manter em boas condições este espaço não é apenas uma obrigação do poder público, mas também uma necessidade diante de tudo que o Parque Ecológico Diva Paim Barth representa para a cidade, seja por seu caráter histórico, seja por sua ocupação maciça e pela diversidade de eventos que ali acontecem.

Felizmente existe esta preocupação da atual gestão, cujos reflexos dessa ampla reforma não serão sentidos apenas de imediato, mas também no futuro justamente pela não necessidade de investimentos maiores dentro de um espaço de tempo mais curto, além, é claro, de manter uma boa imagem entre seus frequentadores, o que poderá aumentar ainda mais esta frequência, afastando dessa forma quem pensa em destruir de maneira total ou parcial, como tem acontecido com frequência no local de uns anos para cá, com pichações e vandalismo por todos os cantos.

O Parque Ecológico é um patrimônio da cidade e precisa ser mantido dessa forma para que as novas gerações compreendam sua importância econômica e social para a vida de Toledo.

O fim da vergonha

Para os italianos acabou uma agonia que durava 40 anos. Para os brasileiros uma vergonha que durou bem menos. A chegada do italiano Cesare Battisti ao aeroporto de Ciampino, em Roma, nesta segunda-feira (14) pôs fim a um martírio que começou em 1993, quando Battisti foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas nos anos 70, contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro. Em sua defesa o italiano afirma se tratar de perseguição política.

O antigo integrante do grupo Proletários Armados usou essa conversa para se refugiar no Brasil durante décadas, onde contou não apenas com a benevolência do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como também com a parcimônia que parecia envolver o Itamaraty e a própria Polícia Federal. Com documentos legais ele foi preso na Bolívia, sendo levado direto para a Itália, corando de vergonha uma vez mais as autoridades nacionais diante da incapacidade em encontrar Cesare Battisti antes dele ser preso no país vizinho.

“Agora tenho certeza que irei para a prisão”, disse ele ao desembarcar em sua terra natal. Diferente da vida boa que levava no Brasil, com direito a compra de imóveis, desfile em praias e a ostentação típica de quem sabe o esculhambo que prevalece no país tropical. Felizmente a prisão de Battistio coloca fim a mais este capítulo vergonhoso que a nação brasileira terá de carregar até a história se encarregar de amarelar a memória sobre o caso.

Na história brasileira há outros relatos de criminosos que vieram se esconder no Brasil, contando com o fato da impunidade. No cinema, cenas de escapadas para a terra brasilis também se eternizaram e é justamente esta a imagem que o país tem no exterior. E por culpa absolutamente única de quem vive aqui e corrobora para esse tipo de imagem se fortalecer, assim como das praias onde índias desfilam suas vergonhas sem a menor vergonha ou então com macacos passeando pelas ruas sem serem importunados, como fosse o Brasil inteiro uma grande floresta amazônica.

O fator Previdência

Entre tantos desencontros deste início de governo de Jair Bolsonaro na Presidência da República – alguns deles naturais diante da natureza do capitão, outros nem tanto – há ao menos um discurso onde a unidade impera em todos os setores: a necessidade de se fazer a Reforma da Previdência o quanto antes. Mas nem mesmo aí o novo governo consegue ser uníssono. O próprio presidente defendeu uma idade mínima diferente da pretendida pela equipe econômica, enquanto o setor militar quer ficar fora ou ter um impacto infinitamente menor quando – e se – houver a reforma.

Ao menos dessa vez o governo federal parece contar com aliados importantes. Nem tanto pela benevolência, mas sim pelo interesse que o assunto gera na maioria dos estados e municípios onde a pressão sobre a folha de pagamento cresce ano após ano diante das benesses do serviço público, diferente da iniciativa privada onde o teto se achata cada dia mais. O mais recente exemplo desse apoio veio do governador de São Paulo João Dória, que sinalizou com os 35 votos de sua bancada federal em favor de uma eventual reforma, a qual deverá atingir em cheio, pelo chamado efeito cascata, os regimes previdenciários dos estados e municípios.

Certamente a pressão dos prefeitos sobre seus deputados federais eleitos será igualmente intensa a partir de fevereiro, quando o Congresso Nacional retornará do recesso parlamentar e o ritmo de trabalho deverá ser bem mais intenso em função da mudança significativa, em especial no Senado. Na Câmara tudo dependerá da escolha do novo presidente, processo que caminha a passos largos para a manutenção de Rodrigo Maia no cargo, algo igualmente benéfico para o governo Bolsonaro.

O fator Previdência pode ser apenas o primeiro de uma série de medidas duras – e urgentes – que precisarão ser tomadas pelo novo governo se efetivamente pensa em fazer algo de diferente em relação aos mais recentes ocupantes do Palácio do Planalto. Primeiro, mas crucial para determinar muitas das demais ações pretendidas e que servirá para medir a febre não apenas da popularidade do presidente, que continua alta, mas de seu poder de negociação com um Congresso ao qual ele, enquanto deputado federal por tantos anos, deveria estar acostumado.

Um recado muito claro

Nesta quinta-feira (10), logo cedo, o prefeito Lucio de Marchi (PP) fez uma reunião muito breve e a portas fechadas para assinar as portarias de nomeações de alguns novos cargos comissionados. A ideia é completar o time, desfalcado desde o início em função do limite prudencial da folha de pagamento, herança deixada com quase 54% de comprometimento da gestão anterior e que, sim, atrapalhou bastante o ritmo de alguns setores que agora passarão a contar com titulares e não mais suplentes.

O uso do termo time não é por acaso, até porque o próprio prefeito pregou maior harmonia entre seus novos comandados e frisou que um time bem entrosado e motivado leva qualquer equipe à vitória. No caso de sua gestão, Lucio sabe que no ‘returno’ precisará de resultados melhores – ao menos aos olhos da população – em campo. O time da prefeitura vem vencendo algumas partidas, mas sem ainda encantar a maioria da torcida. Quem sabe com os reforços contratados esta semana seja possível agradar esta parte que ainda não conseguiu perceber que muitas mais vale o resultado que a apresentação em si.

As mudanças promovidas ontem – e as que serão feitas até o fim deste mês – não servem apenas para mostrar à sociedade o desejo do prefeito em dar novo ritmo à sua gestão. É um recado muito claro também a quem está há mais tempo no time e, de certa forma, acomodou-se no banco ou nos treinos, mas na hora do jogo foge do compromisso. As mexidas mostram que Lucio está disposto a fazer o que for preciso para vencer e convencer, nem que para isso seja preciso dispensar jogadores que se consideram intocáveis, mas que na prática não estão dando conta do recado como deveriam.

E é bom isso acontecer porque quem ganha com isso é o município como um todo, afinal, quando se tem um gestor comprometido e disposto é importante para a conquista de novos investimentos, da realização de novos projetos e ainda a concretização de obras iniciadas ou deixadas pela metade no passado. A disposição do prefeito pode ser o combustível que faltava para que este time arranque em direção ao título ou ao menos deixe uma melhor impressão ao fim do campeonato.

As asas de um sonho

Não foi a primeira vez de um voo comercial no Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho; tampouco foi o primeiro pouso realizado no local; muito menos se observou tanta gente naquele espaço, entretanto, a quarta-feira, 9 de janeiro de 2019, será uma data a ser lembrada para sempre na história de Toledo e região em função do primeiro voo comercial da Azul Linhas Aéreas usar as instalações e embalar uma região inteira nas asas de um sonho que parecia ser impossível de se concretizar, mas que ontem começou a dar passos sólidos neste sentido. O otimismo visto em quem participou da empreitada é o combustível para alimentar ainda mais este sonho.

Talvez nunca na história do município se apostou tanto na ligação aérea quanto agora. Talvez este seja o momento certo para tudo isso ter acontecido. Somente o tempo será capaz de confirmar ou não se realmente era assim que deveria ter acontecido ou se será apenas mais uma loucura coletiva temporária, a exemplo de tantas outras que já pousaram e decolaram no bom aeroporto toledano. Evidente que é preciso deixar claro que a empresa vive de bons ventos e a ocupação regular dos voos, numa escala que os viabilize, será crucial para manter ou até ampliar a operação através do Luiz Dalcanale Filho. Para isso é importante o envolvimento da comunidade regional, pois esta não é uma conquista que trará dividendos apenas a Toledo, mas a muitas outras cidades da microrregião que poderão se servir desta ligação rápida e fácil com a capital e dali para qualquer parte do imenso planeta.

As asas deste sonho finalmente pousaram em Toledo e agora, semana após semana, será preciso acompanhá-las de perto para ver se estarão consolidadas o suficiente para permitir novos voos, mais altos e mais ousados. Potencial para isso acontecer não falta, basta apenas que a sociedade compreenda a importância do gigantesco passo dado numa quarta-feira que tinha tudo para ser como qualquer outra num início de ano, mas que entra para a história como uma quarta-feira Azul.

O Estado apenas onde se deve

O ano começou realmente diferente no Brasil. Cortes de cargos, redução de secretarias, corte nas despesas, necessidade de prestação de contas, anúncios de privatizações, enfim, medidas necessárias para reduzir o tamanho do paquidérmico Estado brasileiro em todas suas esferas administrativas, dando a impressão de que os atuais novos gestores – ao menos a maioria – entenderam o recado das urnas, onde os cidadãos demonstraram a insatisfação com o modelo que ali estava posto. É a mentalidade de manter o controle do Estado apenas onde ele realmente é necessário.

O melhor exemplo dessa necessidade é o campo da telefonia. Até a década de 90, quem tinha um telefone fixo – até porque celulares eram mera peça de ficção científica no Brasil – era um verdadeiro vencedor. As ações da telefonia transformaram a vida de muitas pessoas até a privatização do setor, que não apenas aumentou a quantidade de acessos, como melhorou e muito a qualidade do sistema. Hoje, apesar das falhas, é inegável o quanto avançou o setor. Basicamente só não tem telefone hoje no Brasil quem realmente não quer.

O corte de cargos comissionados e a redução de secretarias e ministérios eram outras medidas aguardadas pela maioria da população, ao menos por aquela parcela que tem consciência sobre a necessidade de reduzir o custo operacional da máquina pública. Pena que nem todos pensem assim, preferindo manter benefícios que custam muito caro ao país, não apenas na ótica financeira, mas principalmente na social, ampliando ainda mais o abismo entre as classes. E não se trata de um discurso ideológico, mas apenas a simples constatação de uma realidade que só não enxerga quem não quer.

A esperança agora é que estas medidas adotadas no início da maioria das gestões país afora não sejam apenas modismo de quem está chegando agora ao poder, mas sim uma onda duradoura capaz de criar uma cultura consciente sobre qual o papel do Estado e aquilo que pode ser destinado à iniciativa privada. Dessa forma ainda é possível sonhar com um país mais justo, democrático e desenvolvido.