Editorial
Finados

“A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho”. Esse é o início da oração de Santo Agostinho chamada ‘A morte não é nada’. Reflexão forte e difícil quando se trata de um assunto tão delicado.

Ouvir algo assim num momento de perda, muitas vezes, pode não fazer sentido. Naquele momento muita coisa está deixando de existir, muita coisa morre junto. Não vai mais se ouvir o ‘bom dia’ corriqueiro, o jeito de fazer aquela lasanha especial ou os lembretes de cuidados muitas vezes julgados chatos, mas que na hora da partida, você faria de tudo para tê-los ali novamente.

A morte deve ser o assunto mais delicado de se falar, de se tratar. Cada um pensa de uma forma diferente sobre o assunto e reage de formas ainda mais diferentes ainda. Temos o dever de respeitar esse momento único de luto de cada ser humano.

Hoje, dia de Finados, podemos observar claramente isso, a final, tem os que visitam cemitérios, tem aqueles que vão rezar em igrejas, tem os que resolvem ficar em casa em momento reflexivo, os que acreditam que a alma é eterna e em processo evolutivo e por isso a morte não é algo tão ruim e por aí vai.

Mas talvez, esse seja um momento único e igual para todos, o da saudade. A saudade é algo que atinge a qualquer pessoa que já perdeu alguém querido e isso independe da crença religiosa.

Em respeito a essa saudade, no dia de hoje, vale a boa reflexão das coisas que essa pessoa que partiu deixou, das coisas que poderá sempre seguir como exemplo ou mesmo tomar como base para evitar erros, das boas orações e pensamentos direcionados ao bem dos que aqui ficaram. A libertação de sentimentos que ainda sejam guardados como mágoas profundas que não mais poderão ser discutidas com os que já se foram, mas que ainda perpetuam no coração e não fazem bem.

Vale também a lembrança de que todos que passaram por nossas vidas deixam marcas diretas e indiretas, constroem nossa história, a qual devemos honrar cada detalhe, pois fizeram o melhor que poderiam ter feito em suas vidas. Deixar de lado os julgamentos e reverenciar o esforço dedicado ao melhor. 

Ranking

Nossa cidade mais uma vez figurou no ranking das 100 melhores cidades do Brasil, com mais de 100 mil habitantes, para investir, empreender e negociar. Isso é muito bom para nós que aqui moramos, bom para nossos empreendedores, bom para o setor agropecuário, que vem ganhando destaque diário em todo Paraná.

De uma forma geral isso, envaidece ainda mais os moradores da cidade e como o prefeito mesmo ressaltou em entrevista aqui no JORNAL DO OESTE: as pessoas escolhem Toledo para morar por conta da qualidade de vida que muitos julgam ser adequada.

Mas aí vem a pergunta: a cidade está pronta pra isso? Nós temos infraestrutura suficiente para comportar tantas pessoas que desejam vir e se instalar no município? Temos escolas, postos de saúde, atendimento social suficiente para todos? Ou temos um planejamento organizado em parceria com as empresas para ampliar esse atendimento necessário?

Com esses questionamentos, a posição no ranking, ao mesmo tempo que nos orgulha, nos preocupa. A cidade ganha destaque trazendo assim mais geração de renda e, automaticamente, mais empregos.

O que nos tornará ainda melhores é a própria população se interessar por isso e buscar aperfeiçoamento profissional, procurar estudar e se qualificar, encaminhar os filhos para escola orientando-os para que tenham boas notas, afinal, serão eles o futuro da cidade, o retrato positivo e que manterão a cidade nesse ranking, pois esse resultado é fruto de muito trabalho e anos e anos de empenho, não nasce do dia para noite.

A população precisa ser a principal interessada na melhoria e na produtividade local, precisa se engajar no coletivo, evitar olhar apenas para nossos interesses e necessidades pessoais e pensar que todo empenho implantado será colhido com mérito no futuro.

Mas não é só isso. Os indicadores que levam Toledo a figurar no ranking precisam ser analisados a fundo. É preciso que os gestores não se acomodem com a posição. É preciso saber verificar onde estão as falhas para, assim como a população, procurar melhorar sempre. Não se pode permitir que um atrativo como esse se torne, no futuro, um problema para a cidade. O orgulho não deve prevalecer diante de tudo que ainda precisa ser aprimorado.

Tolerância

“Ação de tolerar, de aceitar ou suportar, com indulgência; clemência.

Disposição para admitir modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos; liberação de uma regra, preceito, norma; licença: tolerância de prazo”. Essa é a definição no dicionário para tolerância e “sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas, regime em que há liberdade de associação e de expressão” é a definição de democracia.

Pois bem, ambas andas juntas, de mãos dadas, grudadinhas, ou será que há necessidade de colocar mais algum sinônimo? A partir do momento que se tem um país com regime democrático, devemos, e reforçamos aqui, devemos tolerar a opinião alheia, mesmo que seja adversa a nossa. Devemos aceitar as decisões do coletivo maior, que no caso das eleições, são os votos dos eleitores.

Novamente falando sobre esse assunto de tolerância, sim, novamente, com repetição, sim, com repetição. Pois os atos de intolerância registrados em todo o país nas últimas 24 horas são assustadores. E daí a necessidade da repetição, assim como fazemos com as crianças quando ainda estão aprendendo o que podem ou não podem fazer.

Ambos os lados precisam ter mais diplomacia para lidar com a decisão do processo democrático. Nós brasileiros ainda estamos engatinhando nesse quesito, mas temos que dar o nosso melhor para aprender a sermos realmente democráticos e assim poder exigir que a democracia prevaleça dentro dos nossos espaços. E não será lendo livros direcionados para a esquerda ou direita que conseguiremos aprender sobre como ser democráticos.

Aos manifestantes na porta das universidades impedindo os alunos que votaram no candidato que não lhes agrada, um pouco mais de tolerância, diplomacia e aceitação. Os alunos que ali estão, querendo adentrar o espaço físico, entraram na universidade da mesma forma que os demais, fizeram vestibular e estão frequentando o banco universitário em busca de um mesmo objetivo: ter uma profissão qualificada. E tantas outras situações relatadas nas redes sociais Brasil a fora, tolerância pessoal.

Ainda isso...

Pois é, ainda isso. Temos vistos vários posts nas redes sociais com comentários achando que o assunto sobre a eleição iria acabar assim que passasse o domingo. E não acabou e sentimos informar para aqueles que não aguentam mais, não vai acabar tão cedo, e isso por um lado é bom. O brasileiro deve mesmo ficar mais atendo, saber cobrar os resultados dos progressos prometidos por seus candidatos eleitos.

E não é só isso. Outra situação que tem desagradado bastante são os comentários desejando que o novo presidente eleito tenha um péssimo governo, que tudo de errado para ele. Sério? Que tudo de errado para ele? Viu, para ele não dá tão errado assim. Dá para nós, povo brasileiro, que vivemos aqui num coletivo, pagando os impostos, precisando dos serviços públicos para nossas necessidades básicas. Dá errado para quem investe pesado em negócios próprios aqui no país e vê tudo que tinha ser jogado ralo abaixo por falta de boa administração da economia brasileira. Dá errado para aquele que se vê desempregado, om contas para pagar e família para sustentar. Para esses, dá errado.

Independentemente de ser A ou B o vencedor de uma eleição, seja o cargo que for, o desejo coletivo deveria ser de prosperidade, de bons resultados, de consenso democrático, de saber ganhar e perder, até porque ninguém sai e entra do país porque o candidato que queria não ganhou. Fazer birra é coisa de criança e pelo que está na legislação, criança não vota.

Então, você que está aí desejando que o novo presidente, Jair Bolsonaro, tenha um péssimo governo, está desejando que sua própria vida fique péssima. Só nos faz pensar que tipo de pessoa deseja o mal a si mesmo só por raiva e por não conseguir aceitar os fatos da derrota democrática. Afinal, a democracia é isso, candidatos se apresentam para um cargo, disputam uma eleição, são escolhidos pela maioria da população apta a votar e apenas um ocupará a vaga.

Em um momento que se ouve tanto falar em energias que pairam no ar, faça a energia que paira ao seu redor ser um pouco mais positiva, para não atingir aqueles, que mesmo não satisfeitos como resultado eleitoral, ainda desejam um país melhor e para aqueles que estão contentes com o resultado, também possam fazer suas reflexões, orações, dispensar energias boas para o novo momento que o país está para encarar.

Esperança

Nesse domingo, chegou ao fim o período eleitoral mais truculento da nossa era democrática. Tivemos de tudo um pouco nessas eleições e muitas notícias falsas e muitas brigas familiares e muita desavença. Enfim, acabou. A maioria da população brasileira elegeu o nosso novo presidente. Discordando ou concordando com a maioria, venceu a democracia.

Afinal, a palavra democracia tem esse significado: poder do povo. A população teve o poder de eleger o nosso representante, pois a partir de hoje não existe o seu presidente ou o meu presidente. Existe o nosso presidente, democraticamente, eleito. A partir de hoje o que nos resta é torcer para que tudo melhore.

Esperamos que o presidente eleito consiga feitos que sejam bons para todos os brasileiros. Esperamos que a Constituição Federal continue sendo respeitada e que os direitos fundamentais sejam levados a sério, de fato, e não só por meio de palavras bem-ditas. Esperamos que a justiça seja precisa e que os criminosos, de colarinho branco ou não, cumpram suas penas, conforme a legislação prevê.

Esperamos que a economia tenha uma recuperação. Não lenta, nem branda. E que essa guinada seja boa para todos, que haja geração de empregos, que as indústrias, a agricultura, o comércio e o terceiro setor estejam novamente aquecidos. Esperamos que o país não fique paralisado, novamente, por escândalos políticos.   

Esperamos dias melhores, não para poucas pessoas, mas para todos os cidadãos. E que todo esse período de brigas e desavenças fique para trás. Que a partir de hoje consigamos respeitar o resultado desse processo eleitoral sem mais discussões raivosas.

Esperamos que, daqui quatro anos, possamos olhar para trás e ver que, independente do resultado deste 28 de novembro de 2018, a escolha da maioria foi acertada, que avançamos muito e que mais uma vez estaremos, democraticamente, indo às urnas com a mesma esperança e sabendo que o melhor aconteceu.

Pois essa é a esperança que nos move, que nos levou às urnas nesse domingo. Todos querem o melhor para o país. E que essa prece em forma de torcida seja atendida, pois os desafios a partir de 1º de janeiro de 2019 serão muitos, mas jamais poderemos perder a fé.

Ler e ler

Ah a leitura. Ela nos carrega para todas as partes do mundo, do universo, leva para lugares onde nem imaginamos que pudessem existir. Nos faz refletir, nos faz rir e chorar, sentir raiva e paixão, nos faz não desgrudar das páginas do livro até que algo do enredo não se desenvolva. Nos transporta, nos auxilia, nos desfoca dos problemas reais naquele momento necessário de dar um tempo para cabeça. Nos evolui.

Este fim de semana, estamos comemorando em nosso especial do Dia do Livro. E olha que esse objeto tem história viu. Já foi artigo de luxo, artigo proibido, alguns títulos só lendo escondido. Já pesou quilos e hoje, num simples aparelho com menos de 300 gramas, pode-se carregar mais de 800 títulos.

A modernidade avançou até para o livro, que cada dia mais e mais tem ocupado o mundo digital com sua praticidade de economizar espaços em casas e escritórios, carregar na bolsa ou no bolso sem ocupar espaço, ler em qualquer lugar, a qualquer hora. Mas para os verdadeiros amantes de livro, a praticidade dos e-Books pode ser incrível, mas o cheiro, as páginas de um bom livro, esses são impagáveis.

O bom é que o livro permanece frequente na vida de todos, seja ele digital ou impresso, leve ou pesado e o novo desafio dessa nova era é fazer com que as crianças continuem se interessando por literatura, continuem procurando nas páginas dos livros o conhecimento e a informação, continuem usufruindo deste bom vício que é a literatura da forma mais saudável.

E as escolas atuais fazem roda de literatura, ciranda de leitura e outras atividades para cultivar o hábito da leitura, que começa desde bem pequenos, quando nem as letras se entendem, mas a imaginação já voa longe quando veem os desenhos ilustrados.

Leia, leia muito, leia mais e mostre aos seus filhos o quanto a leitura é enriquecedora, constrói, aumenta vocabulário e o senso crítico de cada um.

Competição

Dedicação, suor, dores, coragem, vontade, desistência, medo. Todas essas e muitas outras palavras passam pela cabeça dos atletas que participam de competições internacionais ou até mesmo daqueles que praticam algum esporte só por desejo de se manter bem com a saúde.

Hoje o destaque vai aos esportistas da ginástica. O Campeonato Mundial de Ginástica Artística iniciou ontem (25) e vai até 3 de novembro, em Doha, no Qatar. São 12 atletas dedicados desde muito pequenos a alcançar bons resultados e conseguir uma vaga pré-olímpica para o ano que vem.

Toda uma dedicação e esforço direcionados para menos de 10 dias de competições, na torcida e desejo por uma vitória, por apresentações perfeitas, por um lugar no pódio.

Quando uma pessoa resolve seguir a carreira de algum esporte de rendimento, ela não está apenas escolhendo esse esporte e sim uma condição de vida, pois a partir disso, tudo irá rodar ao seu redor. Sua prioridade passa a ser isso, os estudos acabam ficando num segundo plano, vida social e pessoal, esquece. Serão poucos os momentos que poderá se fazer presente em festa de amigos e familiares, afinal, o esporte é sua prioridade e nisso inclui dormir cedo, acordar cedo, boa alimentação, exercícios diários e por aí vai. Parece ser um sacrifício? Parece, para nós que não temos isso como foco, pois para aqueles que querem, essa é a vida e a rotina deles baseada e sustentada por seus sonhos.

E para esses esportistas que vestem a camisa, conseguem uma vaga na seleção brasileira do seu esporte e seguem firmes querendo levantar a bandeira verde e amarela no pódio, nossos sinceros parabéns. Aos que estão começando, fica todo nosso apoio. Aos que já passaram por isso, que suas recordações sejam positivas assim como para quem torceu por vocês foi. 

A equipe da ginástica artística que está neste momento disputando vagas com atletas do mundo todo, força a vocês, pois sabemos que mesmo com a vitória e a vaga, o trajeto ainda é grande até chegar nas Olímpiadas de 2019.

Lá no espaço

É quando nos encontramos limitados a algo ou alguma coisa que pensamos sobre tudo que estamos fazendo de nossas vidas e o que realmente vale a pena seguir e o que vale a pena deixar para trás. Seria bom se conseguíssemos fazer isso em nossa rotina, sem precisar passar por uma dificuldade maior. Mas infelizmente o ser humano ainda está aprendendo e nesse aprender precisa incluir que não se aprende só com a dor. E talvez o caminho do aprender pelo amor seja bem mais fácil.

Grandes empresas e instituições, pensando nesses momentos frágeis do ser humano, auxiliam tentando amenizar os dias difíceis. Citamos assim as situações nos hospitais de tratamentos de câncer ou específicos para tratamentos infantis ou até mesmo de problemas causados por doenças graves como Alzheimer. Bom, são infinitas as ajudas humanitárias e várias áreas e quando nos deparamos na situação delicada desses que lá estão, pensamos em muitos momentos o porquê de reclamar tanto de nossas vidas, que numa breve e nada justa comparação, é perfeita, se tem comida, água e saúde.

Esta semana, o astronauta Nikolai Tikhonov, da Agência Espacial Federal Russa, passou pelo Hospital de tratamento de câncer, em Krasnoyarsk, para auxiliar os pequenos pacientes a fazerem o traje de astronauta. O projeto trabalha com as crianças que desenham em pedaços de tecidos que vão compor um traje espacial. Três trajes elaborados pelas crianças já foram ao espaço. Outros astronautas já participaram do projeto e as crianças se sentem literalmente no espaço, enquanto o sonho da cura não se concretiza, eles usam sua imaginação para entusiasmar e animar o universo com a alegria de suas cores.

Projetos assim e como tanto outros nos fazem perceber diante tantas notícias ruins que o mundo vale a pena, que as coisas boas que acontecem ainda são superiores às ruins e nos deixa uma boa reflexão: por que ainda a maioria das pessoas dá margem e audiência apenas para as coisas trágicas e polêmicas? Por que as pessoas não procuram ler o que é bom e manter ao seu redor a energia do bem? Esse ainda é um grande mistério e que gostaríamos muito de desvendá-lo. Nossa sugestão? Comece procurando coisas boas para ler, isso fará teus sorrisos e tua energia melhorar naturalmente e quem sabe, aos poucos, o trágico não faça parte das primeiras leituras matinais. Deixa isso lá para o fim ou nem deixa.

Empatia

“Atire a primeira pedra quem nunca errou”. Para todo cristão, essa frase faz parte dos ensinamentos religiosos desde muito pequeno. Julgar é um ato comum, não correto, mas comum. E tem como mudar isso? Tem, aos poucos, devagar, mas tem. E isso começa em si, numa olhada interna e no simples exercício de que quando vier o julgamento da ação do outro, evite-o, deixe de lado, não de vazão.

Difícil está arte de dominar o julgamento, afinal quando algo acontece é quase que imediato o julgamento do certo e errado. Já dizia Giacomo Leopardi: “A alma sempre tende a julgar os outros segundo o que pensa de si mesma”, ou seja, muitos dos julgamentos que fazemos podem ser desejos interiores ou até mesmo por fazermos esse erro, mas aí vem mais um grande ditado popular ‘faça o que digo, mas não faça o que eu faço”.

E para esses que adoram julgar, já se sentiram injustiçados por um julgamento externo que não condizia com o real acontecimento ou com os sentimentos reais envolvidos na situação? E mesmo assim resolveu continuar apontando o dedo e julgando o próximo? Vale a pena?

Partamos do pressuposto que ninguém estava lá pra saber o que fez a pessoa tomar aquela decisão e lembremos que na hora que algo está acontecendo temos a somatória do medo, adrenalina, insegurança e faz com que nossas ações são impulsivas e nada racionais. Quando essa pessoa nos conta o ocorrido, estamos neutros a esses sentimentos e talvez venham sim soluções mais plausíveis, mas não autoriza o julgamento.

A empatia é um sentimento raro e necessário a ser desenvolvido no ser humano. Nos colocarmos no lugar do outro facilita a ausência de julgamento. Todas as visões sobre a situação são válidas, ninguém é dono da razão e do correto. Cada um traz consigo uma bagagem longa e cada um terá sempre uma visão diferenciada sobre a mesma situação. O certo ou errado andam lado a lado nessas horas.

O que se deve pensar sempre antes de julgar ou antes de falar o que se pensou é se isso traga algum benefício à situação, se vai ajudar ou apenas trazer a pessoa mais para baixo ou aumentando os sentimentos desculpa diante ao ocorrido.

E já que hoje foi o dia de usar frases feitas, deixem de lado o “ela(e) precisa ouvir umas verdades” afinal, o que é verdadeiro e correto para você pode não ser para o outro. Deixemos os julgamentos apenas para os casos legais, lá no júri. Aqui, no dia a dia, preservemos um pensamento mais limpo e sem a necessidade de apontar o dedo ou atirar as pedras.

Reta final...

Está chegando a hora da população ir às urnas e aplicar seu voto para presidência do Brasil. Está chegando a hora de sabermos que rumos o país irá tomar após tantas coisas ocorridas durante essa campanha eleitoral. Além de difamações, calúnias, relatos, denúncias, prisões, intolerâncias, tivemos nesta campanha candidato que está preso, troca de candidato do partido, candidato esfaqueado, mudanças drásticas no perfil dos eleitores e por aí vai.

Só que existe algo que após domingo continua e não tem como mudar: a vida. A vida de cada um, essa seguirá, com o candidato x ou y tendo vencido. Vai ter que acordar cedo, trabalhar, estudar, pagar contas, fazer tratamento de saúde, encontrar amigos, familiares.

E essa vida que continua será no mesmo lugar, na mesma casa, mesmo local de trabalho, ou seja, se ainda não se meteu em nenhuma discussão política nesses locais, o que parece ser meio difícil nestas eleições com ânimos aflorados, não se meta, evite brigas, evite ter discussões desnecessárias. E não é para tolir o direto democrático de expressar sua opinião e sim para garantir o seu direito democrático de ir e vir em paz nos ambientes que lhe proporcionam a vida.

Se você é um desses que prefere selar a paz, votar como a constituição e as leis preveem, em sigilo, ou que até declara seu voto, mas não discute se é bom ou ruim teu candidato, ótimo. Parece que entendeu bem o que é o processo democrático. Agora, se optou por brigar, desfazer amizades, discutir com familiares, repense bem as ações e o quanto elas valem à pena. Divergências vão ocorrer em qualquer situação da vida, seja ela na política, na religião, na escolha do carro, da cor da blusa para festa de natal. O processo democrático está presente o tempo todo em todas as ações do nosso dia a dia e ele deve ser exercido. Dê sua opinião apenas quando lhe é questionado. Fale a respeito do que pensa apenas quando aquilo for para construir e não causar mais estragos. Veja se existe a real necessidade de entrar em pé de guerra sobre uma divergência.

Fazer campanha para aquele que se acredita ser bom é muito válido, só que usar do respeito e dos limites necessários à boa convivência também são.

Reflita, respire e fale, fale muito, sem agressões, sem discussões e sem querer ser o dono da verdade, pois essa verdade ninguém sabe ao certo quem tem.