Editorial
Chega disso

Em busca de uma felicidade muitas vezes projetada no outro e no que esse outro pode nos trazer, as pessoas acabam se afundando mais num poço sem fundo de tristeza, depressão e aceitação de que isso é o que você tem e isso é o que merece ter.

E na verdade as coisas não são assim. E não são mesmo. Esse fim de semana, com a visita do Ônibus Lilás e a ação da Secretaria de Ação Social, esse assunto vira à tona com bastante intensidade através das conversas sobre violência contra mulher e todas as formas que elas se apresentam.

Muitos podem estar meio cansados de ouvir sobre o assunto, está na mídia a todo tempo. Só que essa talvez seja a diferença para quem sofre qualquer tipo de violência e essa é a forma de informar a população o que são essas violências. Tem mulheres que aceitam os primeiros sinais de violência abusiva ou moral achando ser ciúmes do namorado, que é uma forma dele demonstrar que ama. E isso tende a ir piorando gradativamente sem ela nem perceber e muitas vezes nem parte para violência física, só que deixam marcas profundas na essência dessa mulher gerando tristezas e outras situação de risco.  Aí podemos nos perguntar: “mas e por que ela não sai dessa relação? Por que ela não faz nada?” E a resposta pode não agradar, porém é um fato: muitas vezes por não saberem que essa forma de relação é inadequada e talvez por se sentirem culpadas, acharem que aquilo só acontece porque ela fez algo que muitas vezes não fez.

Os apoios oferecidos pelos municípios são direcionados, portanto, conforme o tipo de violência, a mulher será auxiliada e muitas vezes a família toda sai ganhando, inclusive o companheiro que pode aprender uma nova forma de amar, de estar presente, de ser diferente com sua parceira e transformar o ambiente familiar em lugar de paz e tranquilidade, de aconchego e acalento.

Por isso, em situação assim, vale o apoio, a orientação, convidar essa mulher para ir fazer uma visita a um local especializado de ajuda, ir junto, se fazer presente. E se é você que está sofrendo por algum tipo de violência, não tenha medo de procurar ajuda especializada, se não consegue chegar e pedir ajuda a alguém mais próximo, procure as instituições de assistência social de sua cidade, as equipes estão lá para ajudar e jamais com um pré-julgamento formado a respeito do que for contado a elas. O sigilo também está presente no trabalho desses profissionais. Não sofra mais sozinha. Vá em busca de novos rumos.

Dias especiais

Esta semana, tivemos a comemoração de duas profissões muito importantes e que não há comparação alguma entre elas. O Dia do Professor e o Dia do Médico são sempre recordados com carinho especial. Um por nos orientar na educação geral, nos conceitos pedagógicos necessários para formação de nossa base e evolução, escolhas profissionais e tantas outras coisas. E o outro por nos passar as orientações de cuidado com a vida, com a saúde.

Um destaque muito especial ao professor, sem ele não teríamos a capacidade de ler, escrever, fazer contas, nos dedicarmos ao vestibular da profissão dos sonhos. Sem o professor, não poderíamos estar onde estamos, seja qual a profissão escolhida para trabalhar, seja essa profissão graduada ou apenas técnica, seja ela uma profissão que exija menos das formações acadêmicas, mas todas exigem o básico que é a alfabetização e esse básico só temos porque um professor ensinou.

A eles devemos muito, pois mesmo depois de escolhermos nossa profissão e entrarmos na universidade, lá estão eles, dedicando tempo quase integral, tempo esse que muitas vezes não vemos e não estamos ao lado deles, mas que estão lá, debruçados no aprender para nos ensinar.

Fazem parte de inúmeras fases de nossas vidas, mesmo quando não mais estamos sentados nas carteiras escolares. Quando nossos filhos nelas estão, contamos com o apoio deles para boas orientações, aprender, estudar e carinho, muito carinho.

Fazem parte também de grande parte de nossas recordações, afinal, quem não se recorda de orientação passada repetidamente em sala de aula, do estilo da professora de matemática, do jeito que o professor de ciências falava, das saias coloridas da professora de português?

Aos nossos professores, que passaram e passam por nossas vidas, nosso carinhoso muito obrigada. Muito obrigada por passarem grande parte do seu tempo dedicando a vida ao ensinar, mesmo com birras, mesmo com notas, baixas, mesmo precisando estarem atentos aos externos e que muitas vezes não fazem parte de suas funções, somos gratos por tanta dedicação. 

Branco é mais fácil

Em época de intolerância quase geral da população, é de se pensar o que passa na cabeça daqueles que ainda acreditam que votar em branco ou nulo trará algo de bom ou ruim para o país?

Se a intolerância está tão aflorada, essas pessoas têm noção de que, ao apertar o botão BRANCO na urna, terão que ser tolerante a tudo que vier?

Será que se manterão quietas e sem opinar absolutamente nada nos próximos quatro anos? Bom, esperamos que sim, afinal, por escolha própria, resolveram se omitir diante de uma escolha.

Aos que ainda pensam que ao votar em branco ou nulo estará deixando de favorecer algum candidato, o Tribunal Regional Eleitoral deixa claro que esses votos não computam nem para um e nem para outro. São apenas os votos válidos, ou seja, aqueles que colocaram um número de candidato e apertaram o CONFIRMA, é que são computados.

Com o aumento dos votos brancos e nulos, algumas empresas e até o Tribunal Superior Eleitoral estão investindo pesado em propagandas para conscientização do voto válido. Uma grande multinacional elaborou um teaser que circulou nas redes sociais de todo o Brasil sobre a consequência da escolha, usando seus sanduíches como exemplo. O TSE está com propaganda no ar falando bem sobre isso, engolir o que vier e sem reclamar depois, fazendo esse eleitor refletir sobre sua escolha.

E o eleitor que pensa em votar desta forma tem uma desculpa. Talvez não muito convincente, mas em sua grande maioria diz que é por estar insatisfeito com o cenário político atual, não concordar com os candidatos que ali estão e por isso optam pelo voto em branco. Porém, esquece que para mudar há necessidade do manifesto do voto de forma concreta e válida. Pode não gostar, mas há de ter um candidato que se faça mais prudente aos seus olhos para votar.

A omissão só fará com que precise se manter em silêncio e se achar que a coisa está feia e que pelo menos não contribuiu com seu voto para que isso ocorresse, será ainda mais cômodo para que o país continue da forma que está. Pense que pelo menos tentou, acreditou em algo que pudesse ser o melhor. As frustrações estão aí para serem digeridas e entendidas. Nem tudo são só flores.

Na paz

Já pensou na possibilidade de um dia conseguir deixar para trás todas as crenças negativas existentes dentro de si e conseguir viver mais leve, mais calmo e melhor a partir disso? Deixar de lado as queixas, as desculpas que lhe impedem de seguir adiante? Viver numa intensidade nova?

Não, não é um milagre e nem tecnologia Avon. É, única e simplesmente, a sua força e determinação para fazer isso acontecer. Simples, né?

Não, não é tão simples assim, até porque, já falamos aqui sobre zona de conforto, muitos ficam estacionados nela com medo do próximo passo.

Mas vamos falar com aqueles que já resolveram dar os passos iniciais para essas mudanças ocorrerem.

Tivemos uma visita na redação do JORNAL DO OESTE ontem, a qual entrevistamos, que nos trouxe ainda mais perguntas sobre o porquê das pessoas continuarem achando culpados para tudo que ocorre na vida e o porquê das pessoas não conseguirem ver que grande parte de suas soluções dos problemas estão nelas mesmas. A dedicação a algo direcionado para si ainda é uma crença forte em não poder dedicar esse tempo sempre com a velha frase “eu não tenho tempo”.

Pois bem, isso levantou mais uma série de questionamentos, pois por conta desta forma quase geral do ser humano pensar, muitos problemas que envolvem a sociedade estão diretamente ligados à falta de vontade de nos resolvermos, de nos ajustarmos e evitar o pensamento de que nossas crises devem ser resolvidas pelos outros e não por nós.

E por que as pessoas, sabendo disso, ainda assim preferem ficar carregando o fardo pesado e sendo vítima ao invés de dona das rédeas de sua vida? Aí essa resposta nós não temos e não conseguimos respostas. O que temos mesmo é o desejo de que todos consigam olhar para seu interior e realmente ir em busca de soluções para situações que muitas vezes são geradas por repetição e por si mesmas, podendo evitar várias outras formações desagradáveis de conflito em suas rodas de relacionamento. Amar-se mais e viver mais, talvez essas sejam as pequenas palavras necessárias para motivação do mudar.

Informação

Atualmente, com tudo que estamos vendo na grande mídia, o que menos se vê das pessoas é a busca por sua opinião própria. O conteúdo está pronto, pensado e elaborado ali, na frente de quem quiser ler, ver, ouvir. Para que ir atrás de saber se tudo aquilo é realmente verdade? Ah... vamos acreditar né, está na televisão, ou pior, está na internet.

E baseado nisso já forma uma opinião e sai defendendo-a. Sem muitos argumentos, sem muito saber porque ela está ali, daquela forma, daquele jeito. Esquecendo que para ela estar quase “pronta” passou pelo crivo da opinião de alguém, que esse talvez saiba um pouco mais da história que aconteceu para escrever aquilo que ali está. Mas vale reforçar a palavra “talvez”. Pois muitos que escrevem essas tais opiniões públicas hoje, mal sabem a linha do tempo de fatos acontecimentos para dar vazão ao que se está sendo dito.

Estamos na era do só se lê o que se deseja, só se vê o que se quer. Esquecendo a necessidade de buscar informação. Esquecendo que o mundo tem suas realidades mais fortes, e bem mais fortes, que as ditas num simples vídeo do Youtube. Que existe o “ter que fazer o que não se gosta também” e que a vida é feita de situações desagradáveis sim, de decepções.

As pessoas estão criando ao seu redor uma grande redoma de vidro para se protegerem do que não querem saber, ver, ouvir ou até mesmo fazer parte, afinal, não se envolvendo não precisa ser responsável por aquilo. Mas, esquecem que numa cidade vale a ação de todos, num estado ou país, a mesma coisa. Até dentro da família, que é um ambiente menor e mais exigente de suas atenções.

Vale lembrar aqui que somos responsáveis por nós, e também por aqueles que estão ao nosso redor e, muitas vezes, uma decisão tomada por nós, atinge os demais que nem conhecemos. Vale lembrar que decisões devem ser tomadas baseadas em opinião própria e não na opinião própria de outra pessoa que escreveu ou gravou um vídeo. Esses conteúdos prontos podem te auxiliar a formar sua opinião, mas não devem ser só eles.

Buscar saber se aquilo é daquele jeito mesmo, para depois concordar, é válido e necessário.  Então vamos lá, no que gera dúvida, vem a pesquisa. No que gera pesquisa, forma opinião. Pesquise, leia, vá atrás e não se deixe levar pela facilidade de receber conteúdos prontos.

Tecnologia para um mundo melhor

Quem tem mais de 30 anos, certamente, lembrará da série animada de televisão “The Jetsons”. A animação dos anos 60, relançada em 84, introduziu no nosso imaginário o que seria o futuro da humanidade: carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, toda sorte de aparelhos eletrodomésticos e de entretenimento, robôs como criados.... Os Jetsons eram uma família de 2062 que conviviam com um grande avanço tecnológico.

E, apesar de ainda estarmos distantes 44 anos, muitas das inovações previstas por Hanna Barbera, criador da série, já se concretizaram ou podem vir a acontecer. É o caso dos robôs criados, de vídeo chat, clonagem humana, smart tv... Uma das coisas de maior importância para nós atualmente e que não foi transmitida dessa forma no programa é a poderosa tecnologia de telefonia móvel e seus dispositivos que nos permitem ainda constante acesso à internet.

Mas esse é um detalhe diante da gama tecnológica que cientistas pensam, planejam e propõem para fazer deste um mundo melhor, com qualidade de vida e, principalmente, respeitando os recursos naturais que não se renovam. Neste contexto, na edição do JORNAL DO OESTE de hoje temos três matérias que abordam assuntos ligados à tecnologia e à inovação. São ações que foram desenvolvidas durante essa semana no nosso Estado e também na região Oeste. 

Uma delas trata do lançamento do Centro de Tecnologia de Veículos Híbridos e Elétricos, que aconteceu durante a programação do Encontro de Inovação em Eletromobilidade, realizado no Campus da Indústria da Fiep, em Curitiba. O novo Centro de Tecnologia vai contar com oito laboratórios modernos, equipados com máquinas de última geração, Espaço Maker e 13 salas que receberão aulas teóricas.

Também em na região leste do Estado, o Tecpar, em parceria com a Cohapar e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, apresentou, o protótipo da Casa Sustentável, que testa tecnologias verdes em uma moradia de 44 metros quadrados com custos que podem ser enquadrados nas condições do Minha Casa, Minha Vida. O protótipo será usado como referência para construções de moradias sociais no Paraná.

Já em Foz do Iguaçu, universitários, por meio de uma competição, tiveram o primeiro contato com a robótica, amadurecendo suas habilidades até que possam elaborar protótipos cada vez mais autônomos.

Assim superficialmente, você, leitor, pode até questionar de que forma essas ações se assemelham aos Jetsons. Toda a evolução em inovação e tecnologia tem um início, com ações práticas que com certeza irão mudar o nosso dia a dia no futuro. Talvez não igual aos Jetsons, mas ainda melhor.

É tão bom ser criança

Quem recorda de como era bom acorda cedo, disposto a brincar, correr, pular e se divertir o dia todo sem se preocupar com nada além das lições de casa e das provas para estudar na escola? A infância com certeza é a fase mais doce de se recordar. Ela traz à tona momentos vividos com alegria ingênua, com emoções reais, com decepções concretas e sem a manipulação do externo. Apenas o sentimento, puro e verdadeiro, que está dentro de cada criança.

A inocência da criança é algo bonito de ver e, para nós que já estamos adultos, quando presenciamos uma cena de inocência infantil automaticamente pensamos “como é bom ser criança e pensar assim”.

O dia de hoje vale para refletirmos um pouquinho sobre o que pensávamos que seríamos quando adultos? Alcançamos nossos objetivos? Somos mais ou menos do que achávamos que seríamos quando crescêssemos? Conseguimos chegar na profissão desejada? Fizemos escolhas melhores que aquelas sonhadas pela cabeça límpida de quando éramos crianças? Com essas escolhas feitas ou não, estamos onde gostaríamos de estar ou lutando para chegar lá?

Muita coisa né, mas nossa cabeça quando pequenos não parava de sonhar e sonhar alto para esse futuro que chegou e é vivido em nosso presente.

Vale lembrar que mesmo que não esteja onde desejava estar ou não tenha conseguido alcançar os objetivos estabelecidos na infância, sempre é tempo de mudar. Se aquele sonho de viajar ainda permanece, ou de estudar uma coisa diferente, ou viver uma grande aventura, permanecem em sua vida, as chances estão sempre disponíveis para tentar e resta colocar em prática os primeiros passos para concretizá-las. E agora, adultos, sabemos que isso só depende de nós mesmos.

E o que mais te faz sorrir aquele sorriso largo e solto do que lembrar das peripécias da infância? Neste dia especial, ligue para um amigo, primo ou até mesmo irmão que fez parte disso. Dê risada, relaxe, renove, areje seus pensamentos e lembre o quanto é bom ser feliz, sem nada além da vivência, nada além do agora.

Viva cada dia como uma criança pensa: no aqui e agora e com a responsabilidade que a fase adulta pôde te ensinar a administrar. Um passo de cada vez, com zelo, alegria e amor.

Oportunidades

Último trimestre do ano está aí e vivemos uma correria danada que quando piscarmos um pouco mais longo já será natal: o comércio estará decorado e musicas festivas tocando nas ruas. Talvez você já viu uma loja com decorações natalinas para vender e pensou “mas já?”. Sim, já!

A indústria e o comércio já se preparam para o movimento das festividades de fim de ano e conta com isso para ampliar o caixa. Nesse sentindo, também já estão com vagas abertas para contratos temporários, visando treinamento rápido e boa produção para darem conta das demandas desta época do ano.

E os profissionais desempregados começam a contar os dias para a abertura dessas vagas e a oportunidade do trabalho temporário e quem sabe a efetivação de serviço após o período de muita produção e vendas.

Alguns desses já vão se adiantando e seguem em busca de aprimoramento e capacitação para estarem bem preparados para ocuparem vagas, mesmo que temporárias. Outros vão em busca, podem até conseguir a vaga, só que infelizmente podem não conseguir se manter dentro da empresa. E a razão disso? Na maioria dos casos, realmente, por falta de oportunidade. Em outros tantos, por falta de vontade mesmo.

Ah... você que está lendo isso com certeza já se deparou com pessoas assim. Muitos fazem dessa a rotina de vida para conseguir sobreviver ao resto do ano, ou seja, conseguem empregos temporários no Natal, na Páscoa, no Dia das Crianças.

Cabe a reflexão se isso é uma questão de escolha de vida de cada um ou são essas as oportunidades que aparecem para grande maioria dos brasileiros? Afinal, o Brasil é um dos países da América do Sul que mais tem empregos informais, os chamados bicos e também o país com a população cheia de criatividade para dar um jeito de sustentar a casa e a família.

Um exemplo disso é estar nas grandes cidades e se deparar com pessoas vendendo café da manhã no sinaleiro. Tem criatividade e percepção de necessidade para tudo.

O bom disso é que o brasileiro, bem ou mal, com ou sem vontade, sempre tem um jeito de conseguir viver, sorrir e dar a volta por cima. Colocar a culpa nos outros ou no governo, já está se vendo que não adianta muito. Viver é necessidade básica de todos aqueles que aqui estão.

Vai, não vai

Comum, e mais comum do que podemos imaginar, ouvirmos as pessoas falando: “agora tudo será diferente”, “vou mudar algumas coisas em minha vida”, “vou melhor minha forma de trabalhar e me relacionar com os colegas”, “vou começar uma faculdade” e por aí vai.

O vai, não vai é grande e, normalmente, ao final de toda essa vontade imensa, o “não vai” acaba ganhando e dando espaços a uma porção de frases como: “dessa vez não deu”, “estou sem tempo”, “eles são muito chatos mesmo” e outras centenas de desculpas que às vezes ficam até repetitivas e se vindas da mesma pessoa então, já dá até para imaginar qual delas ela falará.

Pois bem, isso se chama comodismo. A pessoa sabe que precisa mudar, deseja a mudança, acredita que será melhor para ela, pois não aguenta mais viver aquilo que se passa, mas não consegue largar sua zona de conforto. Por que isso? Porque o cérebro está especialmente treinado a ficar onde ele já está acostumado a lidar. A psicologia explica bem isso.

Para toda mudança é necessário o primeiro passo para ela acontecer. E quem pode definir quando e como dar esse passo é aquele que define a necessidade de sair da zona de conforto. Para entender bem como seria isso é simples, imagine você, no centro do mundo e ao teu redor, numa questão de 100 metros existe um círculo delimitando teu espaço. Nesse círculo, estão todas as coisas que definitivamente você conhece e os problemas que, mesmo que incomodem muito, você já sabe lidar. Fora dele, um grande vazio, tudo meio em branco, sem ter muita noção do que lhe espera. Não querendo mais esses problemas existentes, você resolve ir para outros lados, ver o que neles existem e como melhorar, deixar aquilo para trás, evoluir. Para isso existe a necessidade de passar o círculo, dar um passo no branco, no novo, no diferente. Alguns tentam e não conseguem, afinal têm medo de não saber lidar com esse “novo” e tem aqueles que vão, mas voltam. Esses terão mais chances de ir novamente e acabar ficando com o novo.

O que desejamos reforçar aqui é que a vida é um ciclo e que nela vale a pena tentar o novo para uma reciclagem, uma reforma, uma mudança positiva. O que passou, lhe trará boas experiências de como lidar com esse novo sem errar com as mesmas coisas. O que virá lhe trará a possibilidade de viver melhor e novos horizontes. Portanto, o que deseja para você? O que já conhece e talvez não esteja satisfeito? Ou tentar os novos passos e com eles trazer benefícios a sua vida, de sua família e até mesmo no teu trabalho?

Imposto revertido em solidariedade

O JORNAL DO OESTE traz na edição de hoje uma matéria sobre o lançamento da Campanha Legal 2018 que aconteceu no auditório principal da Associação Comercial e Empresarial de Toledo. E sobre isso que queremos conversar.

O programa é direcionado para captação de recursos para entidades não governamentais através de percentuais do imposto de renda e conta com a participação dos contribuintes.

Pois bem, esse dinheiro repassado não se trata de uma parte da sua restituição e sim uma porcentagem do que você já pagou ao governo e não receberá em troca. Então, por que não destinar esse percentual a uma entidade da sua cidade que realmente necessite?

Já entrevistamos diversos ramos de entidades beneficentes aqui do município e eles sempre relatam a importância desse apoio da comunidade quando se cadastram em programas como esse ou até mesmo, na hora da compra, quando não coloca o CPF na nota e deposita o cupom fiscal nas urnas de arrecadação existentes em mercados e lojas do município. Esse pequeno valor, que parece ser quase nada, vale muito para as instituições, pois é dessa forma que eles conseguem fazer a casa continuar em pé e atender a comunidade que necessita daquele determinado serviço.

Ajudar ao próximo, nesses casos, não custa nada, nadinha. É só ter vontade. E só isso. Teu trabalho, teu esforço e parte dos impostos arrecadados por isso estarão sendo destinados para algo que você também pode acreditar cada dia mais e mais que é a solidariedade.

Sabemos que alguns pensam não ser sua responsabilidade e sim do governo auxiliar essas instituições, mas sabemos também que o governo não tem perna para tudo e essa também foi uma forma que o Governo encontrou para ajudar de forma pontual as entidades de todos os municípios e para que isso aconteça, o contribuinte tem que fazer a sua parte.

E como já reforçamos aqui, é simples. Converse com teu contador, ele saberá como proceder tua participação. Participe!