Editorial
Processo eleitoral tranquilo

O domingo de eleições foi tranquilo em Toledo e na região Oeste do Paraná. De forma geral, o Estado não registrou muitas situações irregulares e as autoridades policiais e da Justiça Eleitoral trataram o transcorrer do pleito como um dia sem grandes problemas. Isso é bom? Isso é ótimo.

A Polícia Militar do Paraná registrou 112 ocorrências nas eleições, sendo 70% por boca de urna e, ainda segundo a PM, não foram registrados casos de confrontos entre candidatos e eleitores.

Um bom sinal de que tanto os eleitores como os candidatos estão levando a sério a legislação e cumprindo adequadamente com o processo democrático evitando grandes transtornos como já ocorreram em eleições anteriores.

No entanto, via-se nas redes sociais o oposto do que se viu nas ruas e talvez, por um lado, as agressões verbais terem ficado apenas na rede tenha trazido essa paz durante o dia de hoje. Confessamos que de certa forma existia sim uma apreensão com relação aos ânimos dos eleitores mais fervorosos e defensores de lados A ou B. O que, com sorte, não ocorreu.

E com todas as postagens realizadas sobre urnas fraudadas, o Supremo Tribunal Eleitoral se manifestou dizendo que as urnas são seguras e a PM-PR também se posicionou afirmando que as redes estavam sendo monitoradas e os possíveis disseminadores de fake news podem sofrer consequências depois do pleito.

Algo que agradou a grande maioria dos eleitores foi o fato de não ter sujeira nas portas dos colégios eleitorais, onde em outros anos, muitas vezes, se enxergava um mar de papéis dos santinhos dos candidatos. Mais uma vez, palma para eles, por terem respeitado a lei eleitoral e mantido a cidade limpinha.

Esperamos que o eleitor e os candidatos estejam aprendendo bem sobre como fazer um dia de eleição acontecer de forma calma e democrática, em respeitar e tolerar a opinião alheia e nos casos de segundo turno, que o dia eleitoral seja parecido com o de hoje ou melhor e que após os resultados desse domingo, não vejamos ocorrências de violência por conta de diversidade de opiniões. A democracia está aí e deve ser respeitada por todos, incluindo aqueles que tiverem os seus candidatos fora das posições as quais estavam pleiteando.

Família e amigos ficam

E as eleições enfim chegaram. Cada um poderá, neste domingo, exercer a democracia e votar nos candidatos escolhidos. E depois disso, a vida volta ao normal. Normal se durante o período eleitoral não houve nenhum atrito com familiares e amigos por conta das opiniões diversas, por defender um candidato com tanto fervor a ponto de brigar com aquele amigo querido da infância ou com aquela tia que sempre fez os doces deliciosos para agradar. Normal para quem soube entender que num processo democrático todos têm direito à escolha e elas podem sim ser diferentes, afinal, isso é a democracia.

Sabemos que o país passa por uma situação delicada e não será esse fervor ao defender o candidato A ou B que mudará algo além da rotina com as pessoas que rodeiam. O que pode restar disso é mágoa das palavras ditas num momento mais caloroso de uma discussão. Entendimentos podem e devem ser dialogados, mas brigar e cortar relações já é um pouquinho exagerado, não acham?

Muito se viu nessas eleições: pessoas escrevendo nas redes sociais que estavam excluindo amigos de seus perfils por postarem pensamentos diversos aos seus politicamente. Aí vem a pergunta mais simples de responder: precisava excluir? A pessoa vai estar sentada na mesma mesa de domingo e não irá olhar pra ela? Algumas dessas redes sociais até dão a opção de escolha de não ver o que os amigos postam. Simples assim. Se tanto irrita ver os pensamentos diversos, depois das eleições é só voltar a seguir e a amizade continua. Leva-se muito a sério a mídia social e leva-se mais a sério ainda tudo que lá é feito.

Reflita, repense se essa foi sua atitude durante essas eleições. O almoço de domingo com a família estará lá, todos os domingos ou a pelada do sábado com os amigos e os “excluídos” também. A tolerância deve estar presente em todos os momentos e deve ser exercida, principalmente, em horas de tumulto e grandes discussões.

Vote bem, vote consciente e eleja para sua vida a harmonia. 

Sai desse celular...

Frase que está cada dia mais comum na boca dos pais de hoje “sai desse celular” atinge a toda uma geração que não sabe mais viver sem olhar o que os outros estão postando e postar coisas para mostrar o que estão fazendo ou até mesmo postar algo só porque os outros postam, mesmo esse jovem não gostando de determinada coisa ou situação. Mas é moda né. E nesse modismo desenfreado, todos saem prejudicados.

Não existe concentração que resista quando se trata de verificar, quase que a cada cinco minutos, o que as pessoas estão achando daquilo que postou. Na vida real ou comum, estar online quase 24 horas do dia prejudica nos estudos, autoestima, causa depressão, rendimento e por aí vai. Na vida das autoridades e celebridades não é nada diferente disso.

As manchetes esportivas do dia ontem revelaram que Neymar está recuperando o prestígio do time e dos torcedores do PSG, tendo feito uma média 10 gols em 10 jogos no campeonato local. O time francês andava meio com o pé atrás depois da Copa do Mundo, onde Neymar não apresentou bom rendimento e focou mais nos problemas que as suas redes sociais lhe traziam do que nos treinos. Também ficou bem abalado com todos os boatos de uma possível rescisão de contrato. Sabe-se lá se esses boatos não surgiram por conta de fofocas... e mais uma vez, vale mais o que se fala nas redes do que ao vivo.

Com esse cenário estranho que surgiu fortemente nos últimos 10 anos, viver a vida em modo off line está ficando cada vez mais difícil e para essa juventude, estar longe de seus celulares é quase a morte. E o que fazer para mudar um pouquinho essa realidade? Será que alguém tem culpa da formação desse novo cenário?

Olha, culpa diretamente ninguém tem, mas incentivo, bom esse vem principalmente de casa. Para os pais preocupados, uma das principais dicas dos terapeutas de várias partes do mundo é o incentivo de momento juntos, dos pais deixarem seus aparelhos de lado e darem atenção real ao filho que está ali do lado. E por que isso parece não ocorrer ou tão difícil de ser realizado? Talvez porque esses pais que não conseguem conversar com seus filhos e familiares em relações presenciais ligarão o modo “deixa acontecer” ou “assim é essa nova geração” tornando essas frases pilares para facilitar o que não se quer ajustar e para esse ajuste acontecer exige esforço, e para esse esforço ocorrer exige vontade de fazer e para essa vontade existir vai exigir dos pais atenção. E será que queremos dar essa atenção? Será que escrever algumas palavras básicas seguidas de alguns emojis não bastam? 

Não, não bastam. Ainda somos seres humanos, ainda precisamos de contato físico e visual, atenção direcionada e afeto. Então, deixemos os celulares e olhemos nos olhos dos nossos filhos para entender melhor o que essa geração precisa. Afinal, tanta exposição só pode ser necessidade de chamar atenção.

Eleição das pesquisas

Nunca foi visto em outras eleições um panorama como o atual: a decisão das urnas, ao que tudo indica, está baseada em pesquisas eleitorais e não em ideias, propostas e, o principal, confiança.

As pesquisas têm sido termômetro até para o mercado financeiro: se um determinado candidato sobe, o dólar baixa e por aí vai. Instabilidade talvez seja a palavra que mais define nosso momento atual. A descrença da população com o Poder Público aliada aos nomes que estão concorrendo ao cargo máximo do Executivo vem deixando um ponto de interrogação em todas as alas da sociedade.

Há aqueles que não sabem ainda se votam em quem desejam ou em quem precisam votar para combater o que não acreditam. Durante esses dias de campanha eleitoral, ouviu-se de tudo, mas poucos debates de ideias para tirar o país da situação em que se encontra. E, diante desse panorama, as pesquisas levam muitos desacreditados a optar pelo voto útil. A ideia é: “tal candidato não me representa, vou votar no outro que não me representa também, para o que não me representa não se eleger”. 

Confuso? Pois é. O cenário para a maioria da população nesta reta final das Eleições 2018 é esse e também de indecisão. Com treze candidatos, a corrida pelo Palácio de Planalto é a mais concorrida e pulverizada desde 1989, a primeira da redemocratização, quando foram 22 os presidenciáveis, mas, no entanto, neste momento, parece só haver duas opções. Como chegamos a esse ponto? Como a escolha passou a ser entre duas frentes tão polarizadas como nunca antes havia sido visto?

Com essas indagações, fechamos com o início: baseado nas pesquisas, grande parte da população irá votar contra e não a favor de um candidato. E qualquer que seja o resultado das urnas, o presidente eleito terá muito trabalho para provar que merece a confiança daqueles que, mesmo sem acreditar, resolveram colocá-lo na Presidência. Quem quer que seja eleito também terá que garantir um futuro menos turbulento e com mais prosperidade. Afinal, esperança ainda nos move.

Prevenir ainda é o melhor remédio

Esse ditado popular antigo vale muito e para muitas situações de nossas vidas e do nosso dia a dia. Pois bem, para o mês que estamos entrando vale muito mais ainda. O Outubro Rosa, mês criado para a conscientização da mulher em fazer exames periódicos das mamas para prevenção e diagnóstico precoce de câncer, vem para lembrar, mais uma vez, que prevenir é sim o melhor remédio.

A prevenção é simples e não custa nenhum real. Basta se conhecer, conhecer seu corpo, fazer o autoexame regularmente e pronto, ao sinal de qualquer diferença, ir ao médico.

Agora vem o x da questão. Se é tão simples, por que muitas mulheres ainda não fazem? Tabu? Medo? Bom, na era da informação e da tecnologia isso já deveria ter ficado de lado, mas ainda não ficou. Para essas mulheres que ainda têm vergonha de sentir seu próprio corpo, de se tocar, pare e pense nos benefícios que deixar a vergonha de lado podem lhe trazer. Além de evitar qualquer situação mais preocupante, se diagnosticado no início, as chances de cura do câncer de mama são maiores. Não sinta vergonha de si, aprenda a se orgulhar de quem é, do corpo que tem, afinal, não vai querer esperar descobrir algo mais grave para juntamente descobrir que poderia ter evitado e começar a dar mais valor a vida, a família, aos filhos e por aí vai.

Outra coisa comum de ouvir é que tem medo de se tocar e descobrir que tem algo. Medo vem pra todos que amam viver, é normal. E descobrir o quanto antes qualquer problema de saúde, ajuda no tratamento mais rápido e eficaz.

Num pensamento prático: mais fácil descobrir o que tem e tratar do que descobrir só na situação onde o tratamento é paliativo e sem bons resultados.

Acredite, fazer o autoexame de toque nas mamas não vai afetar tua crença religiosa, não afeta a tua vida pessoal, ninguém nem precisa saber que fez além de você. Frequentar um médico especializado, no mínimo uma vez por ano, também auxilia na prevenção desse e outros tipos de cânceres femininos como é o caso do colo de útero. Ah... e para quem tem vergonha, fique tranquilo, nem você nem o médico contarão que esteve lá. Fica a dica. Cuide-se, nem que seja em silêncio, por medo ou vergonha, por receio ou por tabu. Ame-se acima de todos esses sentimentos.  

Novo espaço

A população de Toledo ganhou, nesta segunda-feira, um novo espaço na área de saúde. Foi inaugurado o Centro de Especialidades ao lado do Mini-hospital, ampliando o Complexo de Saúde que está sendo erguido na região da Grande Pioneiro que, além do Mini e deste Centro de Especialidades, conta ainda com a Farmácia Básica, a central do SAMU e em breve a Central de Fisioterapia que, quando estiver em funcionamento, permitirá atender a população de maneira completa num espaço único, algo que poderia ser levado a outras regiões da cidade, reduzindo as estruturas menores que nem sempre conseguem atender a pessoa em sua necessidade, por menor que seja.

E como é importante também perceber que a administração da cidade não se esquece de pessoas que, seja através do seu exemplo pessoal ou do trabalho que exercem ou exerceram, conseguem deixar uma marca, como foi o caso do radialista Osvaldo Luís Ricci, homenageado com seu nome nesta nova estrutura. Não apenas nova, como mais ampla, que poderá realmente atender a população de maneira mais ágil e confortável.

Evidente que o prédio em si não resolve todos os problemas, entretanto, quando o servidor público chega para trabalhar num ambiente novo ou em boas condições ajuda a criar um ambiente cuja imagem reflete no atendimento ao público. Com o cidadão acontece a mesma coisa. Além disso, mostra ao povo onde está sendo aplicado o dinheiro público e neste caso bem aplicado, com apoio da Apler, que destinou um valor considerável para ser reformado o espaço onde hoje funciona este novo Centro.

Para quem criticou a mudança de endereço, pois o espaço estava funcionando junto à Secretaria de Saúde, basta visitar a nova estrutura para perceber a diferença entre o antes e depois. No antigo prédio o espaço era pequeno e a precariedade era a marca, tanto para quem trabalha como para quem necessita do atendimento. E para quem não se lembra, o Centro de Especialidades retorna à sua antiga casa, pois onde hoje funciona o SAMU era a antiga casa dos especialistas. O bom filho à casa torna e, neste caso, volta para uma casa ampliada e reformada para melhor atender a todos.

A importância da proximidade

Na quinta-feira o prefeito Lucio de Marchi prestou contas sobre o desempenho econômico da Prefeitura de Toledo no último quadrimestre deste ano. Os números, embora positivos, mostraram a necessidade de se manter os pés firmes no chão e seguir administrando com austeridade e responsabilidade, haja vista não haver muito espaço para loucuras ou ousadias. Neste sentido, um dia depois, ganha um significado ainda maior a cerimônia para assinatura de autorização de licitação da urbanização do Parque Diva Paim Barth no valor de R$ 1.969.000,00, reforma do Centro de Eventos Ismael Sperafico no valor de R$ 2.207.000,00, e a formalização de novo convênio para compra de dois caminhões e uma retroescavadeira no valor de R$ 905.000,00, além da entrega de um veículo, equipamentos e instrumentos para a Secretaria da Juventude, tudo com a parceria do Governo do Estado, simbolizado no ato pela presença do chefe da Casa Civil Dilceu Sperafico.

Os atos no prédio da Prefeitura de Toledo foram complementados com a presença do secretário de Segurança Pública do Paraná, Júlio César dos Reis, que veio a Toledo entregar novas viaturas, assim como também foi importante a presença da secretária Lucia Aparecida Cortez Martins esta semana ainda, quando foram anunciados novos projetos para o setor da Educação. Num espaço de poucos dias foram vários os eventos reforçando a boa relação entre o município de Toledo e o Governo do Estado, isso pela representatividade política junto à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Importante voltar a esse assunto pois resta apenas uma semana para a disputa eleitoral acontecer e é cada vez mais necessário que o chamado voto útil prevaleça nas urnas, sob pena de Toledo ficar à mercê das decisões políticas que tanto impactam na vida das pessoas mais uma vez, como já aconteceu no passado, quando não se tinha essa força e era preciso se contentar com as migalhas restantes.

Por seu posicionamento econômico, social e, claro, político, a cidade precisa ser tratada com o devido respeito, respeito que esta semana ficou muito claro haver por parte do Governo do Paraná. Também é necessário destacar que boa parte destas ações só acontece pelo equilíbrio na administração municipal, embora algumas áreas precisem ser melhor geridas pelos devidos responsáveis para que a maioria da população perceba esse movimento que, espera-se, seja permanente e não sofra uma interrupção por causa de aventureiros políticos que usam o sistema apenas para satisfazer os próprios egos.

Voltando a respirar

Da prestação de contas apresentada nesta quinta-feira (27) na Câmara Municipal de Toledo, um dado importante diz respeito à queda – tênue – no limite prudencial da folha de pagamento, prova de que as medidas administrativas tomadas pelo prefeito Lucio de Marchi ao longo deste pouco mais de um ano e meio de gestão estão surtindo o efeito desejado. Talvez não na medida desejada, mas ainda assim permitindo à administração voltar a respirar e não ser obrigada a tomar ações mais drásticas.

A queda vem sendo percebida a cada nova prestação de contas. De quando assumiu, como um índice de 53,45% do orçamento, com pico de 53,52%, hoje o patamar é de 51,81%. Ainda alto quando se pensa no que sobra para os demais setores ou para investimento, entretanto, um índice aceitável diante do tamanho da máquina pública em Toledo e de algumas amarras difíceis de serem quebradas diante do protecionismo em torno do funcionalismo público.

Também é positivo perceber o investimento em saúde e educação acima do mínimo estabelecido em lei. Até o 2º quadrimestre deste ano a Prefeitura de Toledo investiu 23,41% em educação e 26,65% em saúde. O que precisa aumentar não é o índice, mas sim a proporção que se gasta deste dinheiro justamente com a folha. De qualquer forma são números positivos e que demonstram a preocupação da gestão em não apenas ampliar serviços, mas de melhorar o atendimento prestado à população que paga seus impostos e quer justamente observar sua devolução de maneira eficiente.

Além disso, o valor da dívida fundada, em torno dos R$ 70 milhões, mostra uma boa saúde financeira dentro da Prefeitura de Toledo, porém, isso não permite fazer loucuras ou cometer extravagâncias, haja vista a crise política, econômica e social que assola o país e tem feito muitas administrações públicas reduzirem serviços ou interromperem obras diante da falta de recursos, algo que felizmente em Toledo não aconteceu e, pelos números apresentados até agora, dificilmente será necessário para manter o equilíbrio obtido graças ao bom senso de ações cirúrgicas e eficazes.

Voto útil

A diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit) encerrou nesta quarta-feira (26) o ciclo de encontros com os candidatos por Toledo. Foram ouvidos rigorosamente todos aqueles que disputam a eleição, seja para deputado estadual, deputado federal ou ao Senado, numa prova do quanto a democracia pode ser muito mais ampla que o discurso raso do ‘coxinha’ ou mortadela, do azul ou vermelho, do ‘bandido’ ou do ‘mocinho’, o #elenão ou #elesim, enfim, a associação comercial mostra uma vez mais o quanto é possível ampliar o discurso sem potencializar o ódio entre as pessoas.

Para muitos a campanha pelo voto útil soa ao bairrismo puro e simples, quando na verdade reforça a questão da necessidade da representatividade política no auxílio ao desenvolvimento local e regional, uma das preocupações da Acit ao longo de seus 50 anos de história. A campanha “Toledo, Meu Candidato é Daqui” é uma forma de mostrar à sociedade o quão prejudicial é votar em pessoas não comprometidas com a cidade, que aparecem apenas em épocas como essa, quando a eleição bate à porta. A questão de votar em candidatos de outra cidade é uma decisão pessoal, todavia, deve-se ter em mente a reflexão sobre os benefícios advindos desse voto para o crescimento da cidade. Se um candidato de outra cidade ou região veio aqui com frequência, manteve laços capazes de justificar esse voto, então vá lá; do contrário é literalmente jogar o voto fora.

Se na campanha de 2014 a Acit obteve excelentes índices de retenção, quem sabe este ano não se amplie essa confiança não apenas nos candidatos ouvidos, mas na própria entidade que demonstra ser essencial seu maior envolvimento em outras questões que somente aquelas ligadas ao movimento empresarial. A participação política da associação comercial é fundamental para fortalecer laços com a comunidade e estabelecer parâmetros menos demagógicos quando das campanhas eleitorais.

Não se trata em transformar a entidade num palco para debates acalorados ou a defesa desta ou daquela proposta, até porque quem ousou tentar isso no passado sucumbiu diante da grandiosidade deste espírito democrático que rege a Acit, mas que precisa ser levado de maneira mais efusiva à sociedade de Toledo e do extremo oeste paranaense.

Pura energia da arte

Empurrada por uma força imperceptível, a água segue seu caminho; transita entre microscópicos caminhos; orbita na física e gera uma química perfeita. A água, o vento e o sol se unem, dançam sobre placas, cavalgam numa velocidade espantosa em busca da energia. Uma explosão de reações concentrada em fios. Gigantes de aço cortam o infinito. Corações batem acelerados quando os enxergam e percebem ser, o destino final, o lar de cada um.

Descrita dessa forma a geração de energia pode ser considerada uma verdadeira arte, um espetáculo restrito a quem trabalha no setor, mas percebido facilmente por onde se anda. E ao longo de décadas a Copel vem contribuindo com essa arte da energia, seja buscando novas tecnologias, seja melhorando seus índices ou estando mais presenta na vida dos paranaenses de uma forma mais positiva. Tanto assim que a empresa vem sendo premiada com frequência dentro do setor e reconhecida como uma das mais importantes – e lembradas – pelos paranaenses.

Mas a empresa vai muito além! Com ações como a manutenção do Coral da Copel, a estatal dá um ótimo exemplo de que, quando bem aplicado, o dinheiro público pode render não apenas escândalos, mas verdadeiros espetáculos como o visto em Toledo no último domingo, quando o “Le Cirque Coppelius” foi apresentado. Um verdadeiro musical de altíssima qualidade e que encantou o público que compareceu ao Teatro Municipal para assistir pessoas comuns que dedicam parte do seu tempo em cantar...e encantar!

Há 30 anos o coral é mantido para funcionários, aposentados e familiares, numa prova de que as empresas podem muito mais quando o assunto é o bem-estar de quem lhes dedica tanta energia. Quantas empresas mais não poderiam ter seus corais, grupos de teatro ou dança, uma companhia de circo, clubes de leitura, enfim, iniciativas que ultrapassassem os limites rasos da relação de trabalho, incentivando a cultura, como bem faz a Copel.

A Copel, com seu coral, mostra não ser apenas uma empresa que gera energia elétrica, mas sim se concretizar como a pura energia também da arte. Bravo Copel! Bravo!