Editorial
Adiamentos sem fim

O adiamento da votação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Toledo – referente à obra do Hospital Regional – é mais uma prova de que quantidade nem sempre representa qualidade e poderia reabrir o debate em torno do – alto – número de vereadores no Legislativo municipal. O aumento para 19 vereadores em nada contribuiu para o desenvolvimento do município e, em tempos de recursos públicos escassos, talvez fosse a hora de se rediscutir a matéria, entretanto, dois fatores pesam contra isso: primeiro o desejo corporativista que impera dentro da esfera política brasileira, não sendo esta uma prerrogativa local; o segundo é que os agentes que poderiam fazer isso estão alheios ao processo, assim como as entidades representativas da cidade com estrutura suficiente para fazê-lo.

Também, por outro lado, reforça a necessidade de ampliar a estrutura parlamentar, a qual poderia auxiliar na melhora da produção dentro da Câmara, hoje praticamente reduzida a Indicações, Requerimentos ou Moções de Aplauso. Um assessor apenas pode representar uma economia aos cofres públicos, entretanto, deixa o vereador ‘refém’ muitas vezes por não poder contar quem sabe com um corpo técnico mais qualificado ao seu redor.

Incompleto ou não, a verdade é que a votação sobre o relatório deverá acontecer nesta sexta-feira (23). Relatório que apontou algumas questões bastante preocupantes, como o desacordo com valores iniciais da obra, aditivos e projetos; irregularidades apontadas pela Sanepar; a vistoria do Corpo de Bombeiros que apresentou a necessidade de adequações no quesito de segurança, incêndio e pânico; recursos viabilizados para a aquisição de equipamentos que podem ser perdidos; difícil execução da obra; registros de boletins de ocorrência; supostos furtos de materiais da obra (cabos); instalação de materiais que promovem a segurança; irregularidades em diversos espaços da estrutura; placas solares que não foram instaladas, apenas para citar alguns.

O mais grave, entretanto, foi finalizar o relatório – e quem sabe a própria CPI – sem o depoimento do engenheiro civil José Carlos de Jesus, fiscal da obra do Hospital Regional e, quem sabe, o pilar central para entender bem aquilo que aconteceu durante a execução de uma obra que segue inacabada e desativada, mas que não pode mais ser usada de maneira demagógica como palanque eleitoral. Precisa, isso sim, ser usada pela população!

Enxugando gelo

É limpar num dia para aparecer sujo no outro. Assim tem sido a – dura – rotina das equipes da Secretaria do Meio Ambiente diariamente em Toledo. Áreas de proteção ambiental, as quais deveriam ser preservadas, acabam se transformando em depósitos clandestinos de lixo pela irresponsabilidade de criminosos, como bem disse o vereador Gabriel Baierle (PTB) esta semana na sessão ordinária da Câmara Municipal. Entre uma declaração e outra, o vereador deixou escapar que moradores de áreas próximas chegaram a ser ameaçados com armas por quem deposita de maneira irregular o lixo. Fato gravíssimo que precisa ser apurado.

De qualquer forma, é preciso enaltecer o trabalho desenvolvido pelo secretário Neudi Mosconi e, claro, por toda equipe da SEMA, afinal, de nada adianta uma boa ideia se ninguém a comprá-la. E nos últimos dez meses as boas ideias surgiram e foram compradas, resultando em recursos, equipamentos e projetos importantes para o setor, além da recolocação de Toledo na vanguarda quando se trata de questões ambientais.

Mas na questão do lixo, mesmo com todo investimento feito, está se enxugando gelo enquanto as pessoas não se conscientizarem do quão prejudicial é para a cidade como um todo este tipo de atitude irresponsável, seja pela proliferação de animais capazes de transmitir doenças letais, seja pela questão meramente estética, afinal, ninguém gosta de ver estampada na capa do JORNAL DO OESTE uma área preservada toda cheia de lixo.

É preciso o esforço de todos para evitar que cenas assim se repitam ou então que sejam reduzidas ao máximo. É preciso identificar – e punir de maneira exemplar – quem age dessa forma, até mesmo para servir de exemplo e evitar que outras pessoas assim o façam também. Hoje existe uma estrutura de atendimento na área ambiental bastante completa e eficaz, desde que se saiba utilizá-la e torná-la ainda melhor para esta e para as demais gerações, algo que apenas através da conscientização e da educação constante será possível atingir.

Cuidado com o adolescente

Toledo foi um dos três municípios do Paraná que teve o Plano Operativo Municipal (POM) aprovado pelo Ministério da Saúde e esta semana realizou o 1º Seminário de Atenção Integral à Saúde do Adolescente em Medida Socioeducativa de Internação. O evento reuniu profissionais da área de saúde e socioeducação com o objetivo de discutir alternativas que visam a melhoria da rede, a redução de danos e tratar assuntos delicados como o suicídio, assunto bastante pertinente quando se analisa a mudança comportamental dessa nova geração, acostumada com uma facilidade inimaginável de acesso às informações, entretanto, despreparada para as pressões rotineiras de uma sociedade cada dia mais exigente e exigida.

O Seminário foi o primeiro evento do Estado a ser realizado utilizando recursos do POM, um alento no cuidado com o adolescente dentro do Paraná, um Estado que está na vanguarda quando se trata da atenção ao menor e, neste sentido, Toledo uma vez mais sai na frente graças à sua estrutura bastante organizada e completa neste universo muito próprio da assistência aos menores.

O trabalho desenvolvido em parceria entre organizações não governamentais e poder público, com participação direta da sociedade organizada e da própria comunidade de maneira voluntária, tornaram Toledo uma referência no atendimento ao menor. Prova disso foi a construção não de um, mas de dois Centros da Juventude, do CEU das Artes e, claro, da ampliação dos serviços – e das próprias estruturas – através das entidades beneficiadas por uma rede capaz de oferecer o suporte necessário não apenas para a manutenção destes espaços, mas da própria ampliação e do envolvimento cada vez maior com os serviços lá oferecidos.

Há muito ainda a ser feito, sem dúvida, e talvez o POM venha auxiliar muitos municípios que sequer tenham ainda a noção exata de qual caminho percorrer, ainda mais quando se tratam de jovens, muitos dos quais ainda sem entender bem seu papel dentro do universo que ora ocupam. No caso de Toledo, o POM pode reforçar ainda mais a estrutura sólida e eficiente já existente.

Não são apenas nomes

Nesta segunda-feira (19), mais um nome foi confirmado para integrar o futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. E não se trata apenas de mais um nome, ainda mais por se tratar de indicação para uma das empresas mais visadas dos últimos tempos no Brasil: a Petrobras. A escolha do economista Roberto Castello Branco, para ocupar o cargo de presidente da estatal, é um recado muito claro daquilo que pretende o novo presidente a partir de janeiro de 2019.

A ele vem se somar outros nomes já anunciados e todos com o mesmo perfil: pessoas de altíssima capacidade reconhecida em suas respectivas áreas; com credibilidade para tomarem as decisões mais amargas que forem necessárias – e elas são – para as mudanças pretendidas pela maioria da população a fim de endireitar o país; alinhadas com o pensamento de Bolsonaro em relação a temas delicados e explorados durante a campanha eleitoral. É um duro – e direto – recado do presidente, que até o momento vem escolhendo a dedo e acertando no alvo, tal qual um excelente atirador de elite bem treinado.

Outro recado foi dado pelo futuro ‘super ministro’ da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, que confirmou também nesta segunda-feira ter trazido para o gabinete de transição dois nomes ligados à Operação Lava Jato, Rosalvo Ferreira Franco e Erika Marena.

Moro também garantiu que ainda esta semana será anunciado o nome do novo diretor geral da Polícia Federal. O principal nome cotado para assumir a função de diretor-geral é Maurício Valeixo, superintendente da Polícia Federal no Paraná e amigo de longa data do futuro ministro. Ele já atuou em Brasília na gestão do ex-diretor-geral Leandro Daiello, quando chefiou a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor).

Não são apenas nomes indicados por apadrinhamento político, indicação amiga ou pelo carinho que nutre o novo presidente por este ou aquele. São nomes de peso, técnicos conhecedores de suas respectivas áreas de atuação, profissionais testados à exaustão na dura missão de sobreviver no ambiente dos poderes constituídos no Brasil, assim como o próprio presidente, que conhece muito bem o terreno minado por onde já caminha desde sua eleição.

Grandeza de espírito

“Durante 24 anos me dediquei ao Estado e, de modo especial, a Toledo. Tenho a sensação de dever cumprido, principalmente, ao falarmos do Hospital Bom Jesus”. A frase é do deputado federal Dilceu Sperafico, durante evento para repasse de verbas à Hoesp, mantenedora do hospital referência para a área de abrangência da 20ª Regional de Saúde. Os valores, embora sejam importantes, devem ficar em segundo momento diante da grandeza de espírito de Sperafico, que muito bem poderia simplesmente deixar os dias passarem até o fim de seu último mandato na Câmara Federal.

Diante dos últimos acontecimentos eleitorais, com a derrota de seu filho na eleição para deputado estadual, Dilceu Sperafico poderia virar as costas para a cidade que sua família escolheu para viver há muitas décadas. Também ele poderia terminar sua carreira política assinando papéis como chefe da Casa Civil do Governo do Estado. Poderia, caso assim desejasse, dedicar-se apenas aos negócios particulares ou então aproveitar alguns dias ao lado da família na praia.

Ao contrário das hipóteses que a maioria das pessoas escolheria, ainda mais quando se trata de um agente público que decidiu se retirar do cenário político, Dilceu Sperafico optou por trabalhar um pouco mais por sua comunidade, em especial à unidade de saúde que evitou o colapso e o fechamento graças ao bom relacionamento com o também deputado federal Ricardo Barros quando este era o ministro da Saúde.

Independente de paixões partidárias, de cores ideológicas, é preciso ressaltar o esforço, o trabalho do deputado em obter recursos para Toledo – assim como para toda a região Oeste do Paraná. A maioria das principais obras de Toledo tem uma boa parcela de recursos intermediados por Sperafico.

Alguns poderão dizer que não passa de obrigação e que o sistema é injusto. Sim, verdade. Todavia, há muitos que sequer cumpriram com esta ‘obrigação’, isso sem mencionar os candidatos que aparecem na cidade apenas de tempos em tempos atrás de apoios e votos oportunistas, como aconteceu uma vez mais em 2018, deixando Toledo sem representação na Assembleia Legislativa depois de muitos anos e que por pouco não ceifou a única cadeira ocupada na Câmara Federal.

Preocupação com a dengue

O Ministério da Saúde lançou, há alguns dias, uma campanha nacional de conscientização em relação ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, febre chikungunya e zika vírus. A preocupação é com a chegada do verão e, com ele, as altas temperaturas e as chuvas comuns que aumentam os focos, embora em determinadas regiões isso já esteja ocorrendo, como é o caso de Toledo onde no mês de outubro o volume de chuvas foi muito alto, assim como também foram as temperaturas diárias, algo que ainda se mantém. O reflexo dessa combinação explosiva está no resultado do último Levantamento de Índice Rápido (Liraa), que mostrou números muito acima dos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, deixando em estado de alerta os responsáveis pelo setor.

Infelizmente há muito pouco a ser feito além do que já vem sendo conduzido em Toledo, onde campanhas são feitas com frequência, a limpeza da cidade tem sido uma preocupação constante, programas foram implantados visando reduzir os focos de proliferação, visitas dos agentes de endemias são realizadas com frequência, enfim, existe uma verdadeira teia protetora trabalhando o ano inteiro, entretanto, enquanto não houver a conscientização plena da maioria da sociedade, enquanto as pessoas não tiverem a dimensão exata do perigo de uma epidemia de dengue – ou de qualquer uma das outras doenças transmitidas pelo Aedes – todo este trabalho será em vão, até porque os resultados práticos dependem muito mais da participação social que propriamente dos agentes públicos.

No caso de Toledo não se pode reclamar do agente público, até porque este cumprido seu papel de maneira mais que satisfatória quando se trata do combate à dengue, seja agindo de maneira preventiva, seja atuando com rigor quando necessário. A culpa, se é que se pode colocar dessa forma, é de quem insiste em não aplicar conceitos básicos e amplamente difundidos no quintal de casa, deixando recipientes atirados de qualquer maneira ou então sequer colocando areia num simples vaso de planta. A preocupação com a dengue deve ser constante, assim como constante também precisa ser o engajamento de todos nesta luta eterna contra um adversário pequeno, mas letal.

Reforma, até que enfim!

Se tudo correr bem, em 2019, quando completa 20 anos, o Teatro Municipal de Toledo receberá sua primeira grande reforma externa, com previsão da troca de alguns vidros quebrados, além de uma pintura externa. Pouco diante da importância do espaço no cenário cultural e social da cidade, construído ao longo destas duas décadas de bons serviços prestados, aliado à localização privilegiada e, claro, à sua arquitetura imponente. Por outro lado a reforma poderá repaginar esteticamente hoje um dos principais espaços de grandes eventos não apenas de Toledo, mas de toda a região Oeste do Paraná graças à estrutura existente por lá.

Por dentro ainda seria necessário fazer mais algumas adaptações, alguns novos investimentos para tornar ainda melhor o bom – e simpático – Teatro Municipal, elogiado por figuras importantes do show biz nacional. Entretanto, diante da dificuldade financeira para isso, melhor contentar-se com aquilo que é possível no momento. Uma reforma, até que enfim! Uma reforma que devolverá o orgulho de quem lá trabalha e hoje se depara com paredes pichadas do lado de fora, vidros trincados e um aspecto que em nada combina com a grandeza daquele local onde se respira a arte e o entretenimento.

Importante frisar que esta imagem positiva do Teatro Municipal junto à sociedade toledana – e por que não dizer, da própria região Oeste – deve-se muito ao trabalho profissional dos servidores que lá atuam. Embora nem todos que por lá passaram mereçam créditos positivos, ainda assim no cômputo geral o saldo é muito maior que o déficit de ‘fantasmas’ que insistem em assombrar um espaço cujo reconhecimento poderia ser maior, na proporção da qualidade daquilo que ali é apresentado.

Oxalá esta reforma não se arraste por muito tempo diante da burocracia que impera no Brasil quando se trata de obras dessa natureza, até porque a festa de 20 anos precisa ser esteticamente tão bela quanto à beleza de tudo que ali se realiza. Independente do tamanho ou da história de quem lá se apresenta, a verdade é que pisar no palco do Teatro Municipal é uma honra muito grande, tão grande quanto sua importância para a cidade de Toledo.

Uma discussão infrutífera

Novamente a sessão da Câmara Especial criada para avaliar o projeto sobre a Escola Sem Partido terminou sem discutir absolutamente nada na Câmara Federal. Esta foi a terceira vez consecutiva que os trabalhos foram suspensos por manobras de quem insiste em não querer discutir o projeto, sabidamente deputados ligados à partidos de esquerda. E realmente estes deputados e deputadas – para usar o termo politicamente correto – têm razão, afinal, este é um assunto que realmente o Brasil sequer deveria estar discutindo, até porque escola não é lugar para debates políticos partidários ou ideológicos, mas sim do aprendizado em si. Das disciplinas como matemática, física, química, português, biologia, assuntos discutidos nos países onde o ensino não foi transformado em campo de batalha partidário ou ideológico, mas sim um campo fértil para a discussão de – boas – ideias e ideais capazes de transformar as respectivas sociedades para o bem.

Enquanto o Brasil patina numa discussão infrutífera, o restante do mundo preocupado com o desenvolvimento das nações e no crescimento de suas populações investe maciçamente não apenas em bons salários para professores no ensino básico, mas também em novas tecnologias capazes de atrair os jovens para as salas de aula; investem no ensino técnico e profissionalizante; em técnicas mais adequadas para o ensino no mundo atual.

Esse é o retrato atual de um país desequilibrado, onde universidades públicas recebem verbas cada vez mais vultuosas em detrimento do ensino básico, onde sequer existem profissionais capacitados para enfrentar uma sala de aula, quem dirá ensinar de verdade diante de condições tão precárias. Dentro e fora das salas.

A Escola Sem Partido é um projeto que resume bem o atual estágio da educação brasileira: perdida, sem noção de sua verdadeira responsabilidade, retrógrada em sua essência, desatualizada com aquilo que se prega mundo afora. Há exceções, sem dúvida. Exceções excelentes por sinal. Mas não passam disso: de exceções, até porque o escopo geral é de uma educação pobre. De verbas e de espírito!

Orgulho em ser o mais lembrado

A noite do último sábado foi de glória para centenas de empresários em Toledo, homenageados com os prêmios Toledo Destaque Empresarial e Destaque Empreendedor oferecidos pelo Conselho do Jovem Empreendedor, ligado à Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit). E orgulho pode ser o adjetivo mais adequado para expressar o sentimento de cada um que compareceu à festa organizada no Yara Country Clube, afinal, é sempre bom ser lembrado, no caso o mais lembrado em sua respectiva categoria, como foi o caso uma vez mais do JORNAL DO OESTE, que obteve o maior índice desde que o prêmio começou a fazer as pesquisas para saber qual empresa é a mais lembrada entre as centenas envolvidas no levantamento.

Independente de ser a primeira vez, quem lá compreende muito bem a grandiosidade da festa, hoje o maior evento empresarial realizado em Toledo e que praticamente sepultou as ‘pesquisas’ feitas apenas com a ótica financeira que premiavam quem se dispunha a pagar por um prêmio ilusório. Essa é a principal marca do prêmio Toledo Destaque Empresarial, pois nenhuma empresa contemplada é obrigada a comparecer ao jantar de premiação e seu prêmio lhe será entregue da mesma forma, mais uma prova da seriedade que ajudou a dirimir as dúvidas quando o prêmio foi lançado, na verdade um desafio imposto aos jovens empreendedores.

Desafio lançado e vencido com maestria, afinal, se no início ainda houve quem ousasse erguer voz contrária, hoje mesmo os derrotados compreendem ser o prêmio um retrato de determinado momento, daquilo que marcou na mente dos consumidores locais. Não necessariamente a empresa vencedora pode ser considerada “a melhor” em seu ramo de atuação, mas sim é a mais lembrada entre os consumidores.

De qualquer maneira, o prêmio ao longo destes anos tem ajudado muitas empresas a melhorarem processos, investirem em mídia ou então no próprio atendimento no sentido de elevar a qualidade do produto ou serviço e, dessa forma, ficar marcado de maneira positiva na mente dos toledanos.

Voo sem volta

Agora é oficial: a Azul Companhia Aérea promoverá em janeiro de 2019 o voo inaugural da linha regular entre Toledo e Curitiba a partir do Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho. Parece ser o último – e mais decisivo – passo rumo à retomada dos voos comerciais na cidade, algo que há tempos vinha sendo prometido, mas que agora parece enfim decolar. Um voo sem volta que não dependerá apenas da vontade da própria companhia ou das condições técnicas oferecidas a partir do aeroporto local – um dos melhores do país para operação.

A continuidade e uma possível ampliação dos voos a partir do Luiz Dalcanale Filho dependerão também do comportamento do consumidor, afinal, de nada adiantará o esforço desempenhado pelo poder público ao longo dos últimos anos se não houver o envolvimento da sociedade. Por envolvimento entenda-se a compra das passagens. Ah, sim, feliz ou infelizmente é assim que a banda toca. Se os voos a partir de Toledo forem viáveis sob a ótica econômica, certamente o barulho dos motores dos aviões será constante por um bom tempo. Caso contrário...

Portanto é imprescindível começar desde já um trabalho de conscientização, de convencimento sobre os potenciais clientes dessa nova linha, criada graças ao esforço conjunto de atores públicos e da iniciativa privada no sentido de estabelecer uma ligação mais ágil de Toledo com outros grandes centros urbanos e capaz de atrair para a região investimentos mais robustos no sentido da geração de novos postos de trabalho.

É importante frisar que esta não é uma conquista de agora. Vem sendo obtida de maneira gradual. Começou com investimentos para melhoria da pista e da própria estrutura do aeroporto desde a gestão de José Carlos Schiavinato à frente da Prefeitura de Toledo, passando por Beto Lunitti e agora com Lucio de Marchi. Houve ainda um forte envolvimento da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), dos governos Federal e do Estado, além de empresários do setor privado dispostos a arregaçar as mangas e lutar até esta conquista cada dia mais próxima e que, importante reforçar, que só será permanente com o envolvimento completo da sociedade.