Editorial
O papel do Ministério Público

No auge da crise política brasileira, o Ministério Público Federal apresentou 10 medidas para o combate á corrupção, que acabaram sendo mexidas quando na votação no Congresso Nacional com o objetivo de ‘frear’ o poder de promotores públicos país afora. Apesar, é preciso reconhecer, de alguns abusos serem cometidos, é necessário destacar a importância do trabalho do Ministério Público – em todas suas esferas – no sentido de tentar preservar minimamente o respeito às leis. Em Toledo, por exemplo, poderiam ser citados inúmeros casos onde a ação dos promotores e promotoras auxiliou na resolução de problemas ou na manutenção da lei.

O caso mais recente veio à tona esta semana: a questão dos super salários dentro da Câmara Municipal, assunto que o JORNAL DO OESTE denunciou e acompanha não de hoje, até porque esta é uma prática recorrente dentro do Legislativo local. O Ministério Público ajuizou uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão deste reajuste e a devolução da diferença recebida por parte dos ocupantes dos cargos. É a velha máxima da administração pública onde o legal nem sempre é moral e vice versa.

Este é o papel do Ministério Público, de onde se esperam atitudes coerentes e não apenas impositivas, como acontece muitas vezes em áreas delicadas como a saúde pública. É fácil – e cômodo – mandar internar, construir, resolver. Mas como? Coerência deve ser a marca que norteia o trabalho do Ministério Público, tal qual vem sendo desempenhado com maestria pelo promotor Sandres Sponholz à frente da área de Proteção ao Patrimônio Público neste caso específico dos salários reajustados sem qualquer critério técnico e sim apenas em critérios já questionados no passado.

O papel do Ministério Público deve ser rigorosamente este: apurar eventuais irregularidades e enviá-las da forma correta para o julgamento na Justiça, este sim o poder criado para resolver os conflitos, sejam eles quais forem. Houvesse no Brasil outros bons exemplos como estes de Toledo, certamente a administração pública seria elevada a outro patamar, haja vista a determinação na busca do que é correto, independente de cores partidárias ou de ideologias baratas.

Debate da demagogia política

O projeto de lei propondo alterações na forma do aporte suplementar do Fundo de Aposentadoria dos servidores públicos, que culminou com a suspensão da sessão ordinária na tarde de segunda-feira e ampla discussão nesta terça-feira – com direito a intensa manifestação por parte dos servidores – é uma prova do quanto a política brasileira precisa avançar em todos os níveis. Até agora pode-se perceber claramente um misto de demagogia, irresponsabilidade e desconhecimento completo por parte da imensa maioria dos vereadores, muitos deles usando o assunto como ferramenta não apenas para catapultar seu próprio futuro político, como também para promover um ambiente caótico dentro e fora da administração.

A proposta em nenhum momento trata sobre uma eventual retirada dos valores já depositados – garantidos por lei. Somente esta informação, errada por completa, já seria motivo de estranhamento, ainda mais partindo de pessoas cujo passado falam por si só e quando o servidor mais foi prejudicado, não apenas com salários atrasados, mas com a completa extinção do fundo, recriado mais tarde.

Por outro lado, a atual gestão peca no mesmo ponto que as últimas fizeram. Nem José Carlos Schiavinato (PP), muito menos Beto Lunitti (PMDB), tampouco agora Lucio de Marchi (PP) foram capazes de apresentar uma demonstração que existe viabilidade econômica dessa mudança na forma do aporte. Em resumo é fazer um estudo de longo prazo para saber se a Prefeitura de Toledo terá ou não condições financeiras, com estimativa da receita em 2030. Se aportando R$ 21 milhões, R$ 23 milhões está difícil, imaginem daqui um longo período. Frise-se: esse processo não foi feito em nenhuma das gestões anteriores, algo malandramente esquecido pelas vozes vociferantes da oposição e pelas claudicantes da situação durante o intenso debate.

Um debate que deveria ser feito com a consciência técnica e pautada dentro do respeito político que não se percebeu até agora em nenhum momento desde o início desta nova gestão, muito também por decisões equivocadas e que abrem brechas tão comumente usadas no cenário político tupiniquim por quem defende projetos pessoais de poder e em momento algum pensam na comunidade onde se está inserido. Triste!

Pensar 2018

O fim de ano vai se aproximando e com ele é comum as pessoas refletirem sobre tudo que aconteceu no transcorrer de 12 longos meses. É momento de começar a pensar no futuro e analisar os eventuais erros de um passado que ainda não terminou, mas está prestes a acontecer. E assim deve ser também na administração pública, especialmente após um ano tão movimentado como tem sido em Toledo desde que Lucio de Marchi (PP) e Tita Furlan (PV) assumiram a gestão municipal. Ambos devem parar e pensar 2018, um ano crucial para ambos. Por diferentes motivos.

Assim como em outras gestões, o primeiro ano da dupla foi recheado de erros e acertos, com a variedade de um e de outro dependendo da ótica de quem enxerga os dados. Houve melhoras significativas em alguns pontos, assim como houve erros tão grosseiros que fica difícil imaginar os reais motivos para eles terem acontecido. Normal diante de um primeiro ano de gestão quase sempre amarrada pelas amarras (sic) deixadas pelo gestor anterior. Orçamento e projetos muitas vezes difíceis de serem mexidos já na largada, isso sem mencionar as ‘surpresas’ de uma herança cujo real conteúdo muitas vezes só aparecem no decorrer da competição chamada política brasileira.

Mas se aproxima o fim de um ano completo de gestão e, tanto o prefeito quanto o vice, precisam entender onde erraram e fazer as mexidas necessárias para o avião decolar de vez. Em muitos setores era preciso ter mexido logo, cedo, até para evitar comentários que surgem inevitavelmente quando são necessárias acomodações políticas, as quais precisam ficar em segundo plano a partir de agora, sob pena de castigar ainda mais a gestão.

Além disso, Lucio e Tita precisam reavaliar a posição da base de apoio dentro da Câmara Municipal, uma base tão sólida quanto uma gelatina, a qual balança de acordo com o sabor dos ventos. Em política – e mundo afora – é preciso escolher lados. Certos ou errados não cabe aqui a discussão, entretanto, ou se está num grupo ou não se está. Simples assim!

Lucio e Tita chegaram ao ponto não apenas de pensar 2018, mas de avaliar até mesmo as pretensões futuras no sempre complexo e dinâmico mundo da política tupiniquim.

Todo mundo quer...De graça!

Não, ninguém gosta de pagar impostos ou taxas. Aliás, o nome traduz bem: é imposto, portanto, não se trata de uma contribuição espontânea, de uma caridade. Paga-se o imposto para manter o Estado funcionando e aqui se entenda Estado em toda sua complexa estrutura administrativa em todas as instâncias. A diferença é quanto se paga em imposto e qual o retorno obtido pela população em serviços essenciais e para os quais o Estado deveria olhar com um pouco mais de atenção, como segurança pública, saúde e ensino básico.

No restante o Estado deveria intervir no mínimo possível, deixando a cargo da sociedade resolver seus próprios problemas. É assim que as coisas funcionam nas democracias mais avançadas do mundo e onde a livre iniciativa dá as cartas. Onde o Estado é onipresente, como é o caso do Brasil, tem-se a impressão das coisas andarem amarradas, num sistema burocrático de cansar até mesmo o mais paciente do cidadão.

E no caso do Brasil, com as políticas eleitoreiras tão comumente adotadas e onde o sistema político prioriza o ‘pires na mão’ e o fisiologismo tupiniquim, a situação é ainda mais grave, com o Estado sendo o eterno provedor, o paternalista benevolente que custa caríssimo ao bolso do cidadão, o qual quer tudo...e de graça! No serviço público então é pior, com o sonho do concurso público, da estabilidade e da aposentadoria muito acima dos padrões do trabalhador comum.

Toledo passa por uma discussão muito séria neste momento a respeito da revisão da planta de valores, assunto que deveria ter sido tratado pela gestão passada, a qual preferiu apenas manter o reajuste inflacionário do IPTU e não mexer num assunto cujos dividendos políticos nem sempre são os esperados por quem navega na fácil esteira do populismo desmedido. Um assunto tão importante sendo tratado de maneira rasa por vozes de lideranças cujo único pensamento reside em pulverizar informações nem sempre condizentes com a verdade ou então meias verdades com o propósito de tornar o ambiente administrativo o pior possível.

Mas assim caminha o povo brasileiro, em todos os cantos. Caminha com a ânsia desmedida de querer receber tudo...Mas de graça!

Mês solidário

Nos últimos dias o JORNAL DO OESTE tem noticiado uma série de ações que, via de regra, buscam o mesmo objetivo: a solidariedade ao próximo! Inúmeras entidades, clubes de serviços, organizações, empresas ou pessoas de maneira individual estão se organizando ou desenvolvendo campanhas para arrecadação de alimentos, produtos de higiene ou limpeza, brinquedos, entre outros itens com o propósito de entregar isso a entidades assistenciais de Toledo ou então de fazê-lo de maneira direta a famílias em necessidade. É o tal ‘espírito natalino’ tomando conta dos corações dos moradores da cidade numa corrente do bem.

E como Toledo carrega consigo essa marca. Ao longo destes 65 anos a cidade sempre se caracterizou por manter entidades assistenciais atuantes, graças a uma sociedade que não apenas entende e acredita nas campanhas desenvolvidas, mas principalmente participa! E participa porque a solidariedade é uma característica muito forte desde os tempos da colonização, quando ajudar ao próximo não era apenas uma questão de ser ou não solidário: representava até mesmo a própria sobrevivência ou permanência numa terra ainda a ser desbravada e inóspita muitas vezes com quem chegava despreparado.

A realidade hoje é completamente diferente, entretanto, tratar bem as pessoas, ajudá-las quando necessário está no cerne de sua gente. É algo arraigado no coração de cada um dos milhares de toledanos – sejam eles de nascença ou de coração. Pessoas que entendem a dificuldade alheia e trabalham com afinco para tentar minimizar um eventual sofrimento ou então oferecer condições mínimas de dignidade, numa verdadeira maré de bom senso e de amor ao próximo vista em poucas cidades, embora o brasileiro seja diferenciado neste sentido.

Se dezembro é um mês especial pelos festejos por causa do fim de um ano e o início de outro, também o é pela quantidade de campanhas cuja finalidade é trazer conforto a famílias, a pessoas que precisam de ajuda, venha ela de onde vier, como vier. Uma solidariedade que torna Toledo uma cidade ainda mais diferenciada por carregar, ainda que de maneira simbólica, tanto simbolismo que representa o Natal e o Ano Novo.

O aumento do mais caro do mundo!

Os motoristas que trafegarem pelas estradas do Paraná neste fim de semana precisam estar com os bolsos preparados, isso porque entrou em vigor o reajuste das tarifas em todas as praças de pedágio que fazem do Estado um verdadeiro paraíso às concessionárias. Reajustes, importante destacar, acima do valor oficial da inflação. É o aumento da tarifa do pedágio mais caro do mundo! Um escárnio contra a sociedade onde, infelizmente, nada pode ser feito graças à herança de contratos amarrados de tal forma a não deixar brechas para qualquer tipo de redução.

Herança da bravata do ou baixa ou acaba, a qual acabou mesmo é com uma série de ações na Justiça e com a conta sendo paga – mais uma vez – pela população, sem mencionar a redução de obras estruturais importantes, algumas delas sendo feitas agora, entretanto, com o custo sendo pago pelo consumidor.

As concessionárias alegam que o reajuste é justo e serve para reequilibrar os contratos. Contratos desequilibrados desde sua essência e que atendem apenas aos interesses de quem os controla. Afirmar que os pedágios trouxeram benefícios aos paranaenses é somente meia verdade, afinal, de tantos remendos feitos desde o início, hoje a condição deveria ser muito melhor.

Basta pegar o exemplo da BR-277, uma das mais importantes ligações dentro do Estado e onde se trafega por centenas de quilômetros em pista simples e, pior, sem qualquer ponto de ultrapassagem. Quem viaja enfrenta a estrada e não a ‘curte’, até porque qualquer descuido é sinônimo de tragédia. Os poucos pontos onde hoje a 277 é duplicada foram construídos à fórceps e graças a acordos cuja conta está aí, embutida num reajuste absurdo diante da realidade apresentada pelas estradas paranaenses.

Alegar, como o fazem as concessionárias, que apenas paga o pedágio quem utiliza a estrada é outra meia verdade, até porque esse custo acaba sendo absorvido em toda cadeia produtiva, seja na indústria ou na prestação de serviço, fazendo com que o Paraná perca uma boa fatia de sua competitividade em relação a outros Estados. Menos mal que este acordo vigente está prestes a acabar e o que a sociedade espera é a realização de novas licitações para a conta ser menos pesada aos bolsos de quem trafega pelo Estado. Infelizmente, porém, nem sempre aquilo que a sociedade espera a classe política é capaz de entregar.

Comemorar e pensar

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras tem o prazer de informar, para os devidos fins, que tem interesse em estabelecer voos alternados e regulares no aeroporto desta cidade, provavelmente a partir de maio de 2018, quando iniciamos nossa malha de inverno no sul do país. Este é o trecho inicial da carta enviada ao prefeito de Toledo Lucio de Marchi pelo diretor de distribuição da companhia aérea Marcelo Bento Ribeiro no último dia 22. O documento comprova as informações trazidas há alguns dias sobre o início das operações da Azul em Toledo, reabrindo a operação comercial do Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho.

Para isso basta apenas que, até o mês citado no documento, todas as adequações solicitadas pela empresa ao município sejam atendidas a fim de deixar o aeroporto devidamente homologado junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). É uma verdadeira corrida contra o tempo, mas de extrema valia porque é um começo. Que seja lá com um voo esporádico, mas ainda assim, na verdade, um recomeço até porque Toledo ao longo dos anos contou durante um bom tempo com uma ligação aérea com centros urbanos maiores, graças às condições técnicas únicas do aeroporto local.

O momento é, sim, de celebração. Entretanto, deveria ser também um momento para as lideranças locais e regionais pensarem nos motivos de tamanha dificuldade para esse processo acontecer. E uma parte desse processo não está relacionada ao fato de Cascavel estar logo ali, ainda mais quando se considerar que durante muito tempo ali o aeroporto também não operava.

É algo que deve acontecer também com o Hospital Regional antes de sua abertura: a discussão ampla sobre a finalidade da estrutura. Tivesse Toledo ousado um pouco mais e transformado o aeroporto numa unidade especializada para transporte de cargas, quem sabe hoje não apenas a Azul demonstrasse interesse em operar na cidade.

Ainda há tempo para ajustes neste sentido, desde que haja um esforço conjunto no sentido de atrair os investimentos necessários – e que não são poucos – para que a região Oeste não fique ainda mais refém da falta de uma infraestrutura condizente com a necessidade quanto ao transporte de cargas, um sonho hoje que poderá representar um grande diferencial dentro de poucos anos.

Feliz aniversário Certi!

Centenas de pessoas – entre idosos e familiares – lotaram as dependências do Centro de Revitalização da Terceira Idade (Certi) na Grande Pioneiro para celebrar os 10 anos de uma história que começou meio assim, com muito ceticismo em relação ao seu futuro. Para muitos era apenas mais uma obra que, como tantas outras Brasil afora, criada para agradar os egos politiqueiros que movem uma infinita quantidade de gestões públicas na terra dos guaranis e tupinambás. Porém, esta máxima não se aplica muito a Toledo, uma cidade que viu surgir muitas boas administrações públicas que, cada uma ao seu tempo, foi construindo uma rede estrutural sólida e capaz de atender ao cidadão em sua plenitude.

Embora tenha sido parcialmente abandonado nos últimos anos, ainda assim o Certi resistiu. Ao tempo e ao descaso! Ou melhor, os Certis, sim, porque são duas unidades: Grande Pioneiro e Jardim Coopagro. Se possuir um só é luxo para a esmagadora maioria dos mais de 5 mil municípios tupis, ter dois é uma exclusividade toledana, assim como ter duas piscinas públicas cobertas e aquecidas, como ter ginásios de sobra para receber eventos grandiosos e com qualidade ou como ter dois Centros da Juventude, entre tantas outras estruturas públicas criadas para a comunidade, para promover o  verdadeiro bem-estar da população.

Mas o Certi merece um destaque especial porque atende uma parcela dessa gente toledana que, como bem disse a secretária Marisa Cardoso (Assistência Social), uma gente que fez muito pelo desenvolvimento da cidade, que emprestou muita energia para ajudar a construir a Toledo que hoje tanto enche de orgulho seus mais de 135 mil habitantes. Uma gente que merece ser tratada de forma especial porque já viveu muito e precisa de atenção, de carinho, de atividades pensadas para suas necessidades e não de projetos cujo maior propósito era apenas apresentar números fictícios.

Feliz aniversário Certi! Ou melhor, feliz aniversário a quem, durante estes 10 anos, lá trabalhou – ou ainda trabalha – e, principalmente, a quem frequenta as duas unidades porque de nada adianta apenas uma estrutura física se nela não estiverem as mentes e os corações das pessoas.

A cinquentenária Associação Comercial

A noite de quinta-feira (23) ficará para sempre marcada na mente e nos corações das centenas de convidados para a festa em comemoração aos 50 anos da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), hoje uma das maiores e mais representativas entidades do Estado do Paraná, reconhecida como uma das mais ativas e mais completas do país. E alguns dos motivos de porque isso aconteceu neste cinquentenário estavam no salão de inverno do Olinda Hotel & Eventos, vestido a caráter para a noite de gala.

Ex-presidentes, ex-diretores, ex-colaboradores se juntaram aos atuais, numa festa repleta de emoção, de história, de memória viva de uma entidade pulsante, cheia de muita energia ainda para servir à sociedade e aos seus mais de 3 mil associados.

Servir não apenas com a prestação de serviços ou com os eventos tão marcantes que organiza. A Acit serve a Toledo ao colocar em prática seu empreendedorismo tão característico, ao defender bandeiras importantes para o desenvolvimento não apenas da cidade, mas de toda a região. Bandeiras como a instalação de uma emissora de TV ou a melhoria do sinal de telefonia móvel, sem mencionar em estradas e no aeroporto, onde a entidade até dinheiro colocou na reforma e ampliação do terminal de passageiros.

Bandeiras que tornaram a Acit uma referência para quase todos os assuntos em Toledo, desde os mais simples, como a decoração de Natal, passando pela indicação de secretários para a Prefeitura, surfando na onda da política com campanhas como a do voto útil, até a briga para baixar a tributação dos associados. E isso não de hoje! Desde o início este espírito inquieto tem sido uma marca da entidade.

Cada presidente, ao seu tempo e ao seu estilo conseguiu deixar sua marca, consolidar este papel de liderança natural e de destaque dentro do contexto local e regional, mas que há algum tempo tem ultrapassado estas barreiras, levando este conhecimento e outros Estados e outras entidades, prova da capacidade não apenas dos presidentes que por ela passaram, mas de diretores e funcionários, muitos deles anônimos, mas tão fundamentais quanto quem está à frente da agora cinquentenária Associação Comercial.

O custo do vandalismo

É um poste quebrado aqui, uma placa arrancada acolá, uma pichação de muro por lá, um vidro quebrado por ali. Os sinais são os mais variados, entretanto, nos últimos anos o vandalismo em Toledo vem tomando proporções inimagináveis há algum tempo. A cidade, antes limpa e organizada, hoje sofre com a quebradeira, com a sujeira, com o roubo e com as pichações em vários pontos. Além do aspecto negativo, este tipo de crime traz inúmeros prejuízos à sociedade como um todo. Quem tem um muro pichado gasta para limpá-lo, assim como o poder público gasta – e não é pouco – para consertar, limpar, comprar ou arrumar aquilo que uma parcela da sociedade estraga.

Nos últimos dias o JORNAL DO OESTE trouxe uma série de matérias em relação ao tema, mas o exemplo mais claro do quanto a situação se deteriorou em Toledo nos últimos anos é o banheiro público no Parque Ecológico Diva Paim Barth. Embora ali não fosse o melhor exemplo de conservação, ainda assim existia uma limpeza mínima, uma manutenção que emprestava ao local condições mínimas de uso. Entretanto, a falta de fiscalização e de manutenção nos últimos quatro anos levaram à completa degradação. Vidros quebrados, paredes pichadas do chão ao teto, sujeira, mau cheiro, torneiras roubadas. Um lixo!

Houve um trabalho de recuperação emergencial tão logo a nova administração assumiu. Lastimável, porém, que a situação uma vez mais exija investimentos pesados para a recuperação, assim como é lamentável uma associação ainda em construção já ter sido roubada e parcialmente destruída por uma escória que se esconde atrás do anonimato, do medo que a população tem em denunciar criminosos. Enquanto a boa parte da sociedade se cala os maus ocupam os espaços, como já alertava por sinal o sábio Rui Barbosa, ainda no século 19.

O custo do vandalismo é alto, muito alto e só vai baixar quando o cidadão compreender seu papel dentro da sociedade e ajudar a preservar aquilo que é comprado com o dinheiro de cada contribuinte, um dinheiro suado e arrecadado durante meses a fio através do pagamento de taxas e impostos sem fim.