Editorial
A metáfora das cores

A declaração da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) sobre o uso das cores por meninos e meninas – ou piás e gurias, como prefiram – provocou urticária em determinados grupos, especialmente dentro da comunidade LGBT e, claro, de quem defende a ideologia de gênero nas escolas. Nada mais que uma metáfora, algo tão comum no Brasil desde os tempos em que apenas os índios habitavam estas terras. Mas como o momento é de tentar criar fatos onde não existem, então a reação foi viral, em especial na terra fértil das redes sociais, onde muita gente se torna um verdadeiro guerreiro de capa e espada.

Não se trata de adotar ‘uniformes’ para meninos e meninas, mas sim de mudar o foco dado nos últimos anos e que levou a situações extremas de crianças visitando exposições – patrocinadas com dinheiro público, frise-se – onde imagens bizarras de sexo com animais e completo desrespeito às questões religiosas eram expostas sem o menor pudor. No Brasil do ‘país de todos’ ser menino ou menina não era mais uma questão de escolha própria, mas sim algo errado sob a ótica ideológica implantada de maneira sutil no início e depois sem o menor constrangimento.

Seguindo essa linha daqui a pouco as princesas da Disney jamais poderiam colocar os pés no Brasil e suas histórias seriam modificadas, com a criação de princesas transexuais que batalham por seus direitos. Os contos de fada seriam transformados em contos de fados e as bruxas seriam boas e as princesas más. Os sapos, coitadinhos, não poderiam mais se transformar em príncipes, mas em borboletas psicodélicas. E olha lá! Nunca é demais lembrar sobre a crueldade contra os animais.

Na ótica ideológica cantar atirei o pau no gato é uma ofensa e contar carneirinhos para dormir um crime. Ai, ai, ai, cuidado com o homem do saco, se bem que este pensa em processar quem o discrimina dessa forma tão aviltante. E o que dizer do boi da cara preta, racismo puro! Batatinha quando nasce, no politicamente correto impregnado, não se espalha mais pelo chão porque tem muita gente passando fome. Uma fome de bom senso!