Editorial
Acelerar o passo

Passado 1 ano e 2 meses da gestão Lucio de Marchi/Tita Furlan à frente da Prefeitura de Toledo, algumas pastas começam a ser pressionadas para oferecer mais resultados à população. Uma delas é a da Segurança e Trânsito. Não que os projetos não estejam caminhando, entretanto, a cobrança é por uma celeridade ainda maior, especialmente num setor onde qualquer deslize aparece de maneira mais contundente.

Na edição de hoje o JORNAL DO OESTE aborda alguns dos desafios impostos ao setor para 2018, como o projeto de educação no trânsito, o armamento da Guarda Municipal, estratégias para a diminuição de acidentes de trânsito, tornar o transporte coletivo mais atrativo. São ações que trarão não apenas melhor qualidade de vida para o cidadão, mas também tornarão a cidade mais equilibrada num setor onde o desequilíbrio tem sido a tônica nos últimos anos, com grupos sendo criados dentro da corporação e a imposição de uma escala apenas para alguns em detrimento do todo.

Não será tarefa fácil colocar em prática todos os projetos previstos. Embora todos sejam interligados, ainda assim é muito vasto o campo de atuação e os agentes envolvidos, nem todos com a mesma disposição de fazer a máquina pública andar no ritmo necessário, não pelos gestores políticos, mas pela população em geral que sofre no ritmo intenso do cotidiano pelas falhas impostas por um sistema que precisa de constante atualização, mas que esbarra na falta de consciência, de vontade ou de conhecimento, sem mencionar a burocracia.

De qualquer forma, é importante perceber a vontade em estabelecer projetos sólidos e voltados às necessidades da sociedade como um todo e não apenas propostas vazias e segmentadas para grupelhos mais interessados em satisfazer o ego do próprio umbigo a pensar em políticas de governo sérias e constantes.

Agora é hora de acelerar o passo, até porque a população não aceita mais ouvir as mesmas desculpas de sempre, os mesmos problemas de sempre, as mesmas figuras de sempre discutindo em vão. A hora exige ação, mão na massa e vontade de trabalhar pelo cidadão comum, aquele que paga seus impostos com extrema dificuldade diante de um país onde a desigualdade apenas aumenta.