Editorial
Bons números em meio à tempestade

A economia do Paraná confirmou a tendência de retomada e fechou o primeiro semestre com crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No fim do primeiro semestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná somava R$ 233,86 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). O desempenho paranaense, fortemente influenciado pelo crescimento da agropecuária, ficou acima da média da economia brasileira. O PIB do Brasil teve variação nula no primeiro semestre, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em meio à tempestade política, econômica e social que assola o Brasil há pelo menos três anos, este tipo de notícia é um alento, afinal, mostra que não tivessem sido tomadas as medidas drásticas – e a maioria impopular – por parte do Governo do Estado, quem sabe o Paraná também não estaria patinando neste mar de problemas das administrações públicas país afora. Evidente que os bons números do agronegócio ajudaram, tanto que o Porto de Paranaguá uma vez mais bateu recorde de movimentação de cargas. Mas apenas isso não basta.

Um dos principais motivos é a segurança oferecida em termos de administração pública para o empresário instalar seu empreendimento e neste sentido o Paraná vem se destacando também, haja vista nos últimos anos ter atraído grandes investimentos e mantendo o grau de investimento na infraestrutura capaz de completar o ciclo de desenvolvimento.

Há ainda gargalos importantes a serem sanados, principalmente na região Oeste, a principal produtora do Estado – e uma das maiores do país – que ainda enfrenta a questão do pedágio, da Ferroeste e sua dificuldade de expansão e rodovias sem duplicação.

De qualquer forma o anúncio positivo da economia anima para a reta final de um ano uma vez mais complicado sob a ótica política e econômica, deixando no ar uma perspectiva mais positiva para que 2018 represente a consolidação paranaense como uma verdadeira potência que pode, sim, expandir suas fronteiras, desde que deixe de lado a autofagia tão comum quando se trata do nosso Estado.