Editorial
Cerco aos ambulantes

Com a proximidade das duas datas que atraem um número muito acima do comum ao Parque Ecológico Diva Paim Barth, a Prefeitura de Toledo resolveu apertar o cerco contra a presença de vendedores ambulantes no entorno do lago municipal. Não que estas pessoas não possam comercializar seus produtos. Poderão, desde que agindo dentro dos preceitos legais estabelecidos. Para venderem seus produtos em área de domínio público em Toledo, os vendedores ambulantes precisam ter alvará, ponto fixo e estarem devidamente legalizados. Aqueles que foram surpreendidos em situação irregular poderão ser autuados e terem as mercadorias recolhidas.

E já passou da hora da prefeitura começar a agir com maior rigor, haja vista as cenas frequentes de ‘bancas’ estabelecidas no Centro da cidade com produtos diversos e de origem duvidosa, isso sem mencionar os caminhões que ficam estacionados um dia inteiro – em especial na avenida Parigot de Souza – oferecendo uma gama de produtos variada, desde sofá, passando por redes, frutas e até mudas de árvores. Uma concorrência desleal contra quem tem seu comércio devidamente instalado e paga seus impostos e taxas de maneira regular.

Não que os ambulantes não possam trabalhar. Podem, desde que respeitem as leis e paguem suas taxas. O que não se pode mais tolerar é essa venda descabida, sem fiscalização alguma. E uma venda que incomoda, ainda mais na região do lago. Basta se atentar um pouco mais para perceber quantos são os vendedores que aparecem. E pior: próximo ao parque infantil, uma covardia contra pais que muitas vezes apenas querem passear com seus filhos e são bombardeados pela oferta excessiva de doces, sorvetes, balões, brinquedos e outros atrativos.

Hoje, com a possibilidade dos microempreendedores individuais, os chamados MEIs, tornou-se mais fácil estar em dia com as questões legais que, caso não sejam cumpridas, tornam a vida de quem opta pelo caminho correto ainda mais difícil num país em que o ‘jeitinho’ ainda é moda.