Editorial
Fonte promissora na geração de energias renováveis

Potencialidade. Quando o assunto é a produção de energias renováveis, o município de Toledo tem potencial inquestionável na geração de biogás, por exemplo. A cadeia de suíno representa mais de 20% dos 51% da produção concentrada no Oeste do Estado. Alavancar a utilização dos dejetos animais na transformação de biogás é uma das preocupações das autoridades, entidades e empresas. Essa alta produtividade proporciona desenvolvimento econômico e social, mas também gera consequências ambientais, devido os níveis de produção de resíduos altamente poluentes. Com a produção do biogás, uma das consequências é minimizar o passivo ambiental no município. Dessa forma, o meio ambiental, tão explorado pelo homem, também sai ganhando nessa corrida. Todos lucram com essa iniciativa, essa é a ideia.

Toledo deu um ‘ponta pé’ nessas tratativas com a realização da Conferência sobre Cooperação Econômica com Energias Renováveis. Com o tema “Nós podemos fazer mais juntos”, autoridades estiveram reunidas para discutir modelos que visam atender as necessidades dos produtores, empresas e meio ambiente.

A ideia é fomentar o incentivo de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento das atividades agropecuárias do biogás. Visto que o biogás é uma forma de aproveitamento das matérias orgânicas utilizadas como fontes de energia renováveis e sustentáveis. Essa biomassa é considerada barata e abundante nesse amplo necessário de produção.

O Governo do Estado se mostrou animado e participativo. Durante a videoconferência, o governador Ratinho Júnior destacou que o Paraná está aberto para propor essas discussões e buscar o modelo que irá atender as necessidades dos envolvidos. Já o diretor-presidente do Tecpar Fabio Cammarota reforçou que deverão ocorrer ajustes que visem a segurança jurídica dos investidores.

Diversos pontos rodeiam essa discussão. O fato é que os produtores têm medo de investir nos modelos já sugeridos, devido a insegurança legal. Enquanto isso, o meio ambiente arca com as consequências a sustentabilidade fica no papel. O Paraná visa firmar parceria com o estado alemão de Mecklenburg-Vormpommern – referência no assunto. Se a união der certo aumentam as chances do sistema passar a funcionar efetivamente e, no futuro, também colocar o município em destaque nesse setor.