Editorial
Inteligência para combater a burrice

“A Inteligência é o segredo de tudo. A partir dela conseguimos produzir conhecimento efetivo para planejar e fazer operações cirúrgicas. A Inteligência procura sempre se antecipar em relação às ações, principalmente do crime organizado. A ideia é caminhar sempre a frente para que a polícia tenha uma atuação proativa”. A frase é do diretor da Agência de Inteligência da Polícia Civil do Paraná Silvio Rockembach, que esteve em Toledo, onde se reuniu com o delegado da 20ª Subdivisão Policial (SDP) Donizete Botelho e a delegada da Mulher Fernanda Lima Moretzsohn, é importante porque demonstra a preocupação em não apenas manter o sistema que tão bons resultados tem apresentado em Toledo, mas de unir forças e, dessa forma, combater de maneira mais organizada o crime.

A visita, claro em caráter formal, também é importante porque serviu para os delegados apontarem os problemas enfrentados no cotidiano, entre eles a falta de efetivo. Hoje o déficit chega a quase 50% na Polícia Civil do Paraná. O número é gigantesco, entretanto, pegando a realidade da 20ª SDP, é preciso enaltecer que apesar do efetivo reduzido, ainda assim os números são extremamente positivos, graças ao empenho de quem ali trabalha. Situação semelhante ocorre na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros.

A estratégia de unificar o trabalho de inteligência seja, talvez, a melhor notícia deste novo momento vivido em termos de segurança pública no Brasil, afinal, é uma estratégia inteligente de combater a burrice gerada por anos de descaso para com as forças policiais e a burocracia que impera e não permite que forças complementares complementem seus serviços. Mais que investir em inteligência é preciso antes gerenciar os egos de quem muitas vezes ocupa cargos para os quais não estão preparados.

Em Toledo esse exemplo de união entre as forças tem apresentado resultados muito satisfatórios. E não apenas no campo da segurança pública, pois há algum tempo os agentes públicos perceberam ser possível estender a inteligência para outras áreas, onde muitas vezes se pode combater a criminalidade com palestras, diálogo e troca de informações.