Editorial
Liderança da indefinição

A primeira pesquisa de intenção de voto à corrida eleitoral no Paraná mostrou – como já era esperado – o nome de Ratinho Junior (PSD) à frente da governadora Cida Borghetti (PP) na disputa pelo Palácio Iguaçu. Natural diante da exposição – e disposição – de um e de outro. Isso quando se trata da pesquisa estimulada, aquela onde o eleitor tem tempo de pensar e enxergar os nomes à sua disposição, porque quando se trata da pesquisa espontânea, aí pode-se dizer que a eleição no Paraná ainda tem muito caminho a ser percorrido diante da liderança da indefinição.

O levantamento revelou que a maioria dos paranaenses ainda não definiu em quem vai votar para o Governo do Estado. Na consulta espontânea, em que o eleitor informa sua preferência sem a lista dos candidatos, nada menos do que 78,6% dos entrevistados afirmam não ter candidato.

Entre os que citam um candidato, Ratinho Júnior, do PSD, é o mais lembrado, com 8,3%, seguido da governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti, com 3,6%. O senador Roberto Requião (MDB), que é candidato à reeleição e não concorre ao governo, aparece em terceiro. Ele apoia João Arruda, que acaba de entrar na disputa, ocupando o lugar de Osmar Dias, do PDT, que desistiu de concorrer. O próprio Osmar aparece na pesquisa, assim como o irmão Alvaro (Pode), que disputará a Presidência da República.

O IRG, que realizou a pesquisa, ouviu 1.250 eleitores em 75 cidades paranaenses, entre os dias 9 e 14 de agosto. A margem de erro é de 2,8% e o grau de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número PR-09806/2018.

Engraçado observar que tanto um lado, quanto o outro, comemoraram os números da pesquisa, como fosse o índice de quase 80% das pessoas sem saber em quem votar, assim, de ‘supetão’ como algo positivo. O absurdo número mostra apenas o quanto o eleitor paranaense, assim como o de vários outros estados do país, anda desanimado quando o assunto é política. Quem sabe quando a campanha começar a esquentar esta indefinição vá caindo gradativamente, porque hoje, somados todos os candidatos, na espontânea os indecisos lideram com uma folga preocupante.