Editorial
(Mais uma) Semana decisiva!

O Congresso Nacional vive (mais uma) semana decisiva. Nesta terça-feira (17), depois de muitas reuniões para lá e para cá, será votado se o senador Aécio neves (PSDB-MG) será ou não afastado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) o ter imposto, assim como o recolhimento noturno do tucano. O senador é citado nas delações dos executivos da J&F, que controla a JBS, em mais uma das etapas da Operação Lava Jato. Já na Câmara Federal, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) fará, quinta-feira (19), a discussão do parecer que recomenda a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Serão momentos de extrema tensão em ambos os casos, até porque a sociedade estará de olho em tudo que acontecer esta semana, tanto dentro quanto fora do Congresso, isso porque dependendo o resultado estará muito claro qual o recado daqui até a eleição geral do próximo ano.

Para o Governo Temer é primordial manter Aécio onde está. Nem tanto por simpatia ao tucano, mas sim porque um eventual afastamento seria determinante para outro: o do PSDB do bloco governista. Embora essa postura tenha dias contados, ainda assim é melhor hoje ao presidente mantê-lo a eclodir de vez a tênue base que lhe dá sustentação.

Para o PSDB a manutenção de Temer é essencial ao planejamento para tentar uma vitória nas urnas em 2018, até porque com o presidente mantido algumas medidas impopulares deverão ser votadas até lá, evitando um eventual desgaste num eventual novo governo tucano.

Caso ambos seja mantidos em seus cargos o recado estará dado: é melhor continuar como está a sofrer um novo processo de escolha presidencial que sabe-se lá no que vai dar, ainda mais quando a combalida economia tupiniquim dá escassos sinais de recuperação em mais um ano perdido sob a ótica política, moral, institucional, econômica e social.

No Brasil do toma lá, dá cá, é possível esperar qualquer coisa do Congresso Nacional, porém, menos a coerência que tanto se sonha, até porque a própria sociedade é incoerente na hora de votar e de cobrar.