Editorial
Oportunidades

Último trimestre do ano está aí e vivemos uma correria danada que quando piscarmos um pouco mais longo já será natal: o comércio estará decorado e musicas festivas tocando nas ruas. Talvez você já viu uma loja com decorações natalinas para vender e pensou “mas já?”. Sim, já!

A indústria e o comércio já se preparam para o movimento das festividades de fim de ano e conta com isso para ampliar o caixa. Nesse sentindo, também já estão com vagas abertas para contratos temporários, visando treinamento rápido e boa produção para darem conta das demandas desta época do ano.

E os profissionais desempregados começam a contar os dias para a abertura dessas vagas e a oportunidade do trabalho temporário e quem sabe a efetivação de serviço após o período de muita produção e vendas.

Alguns desses já vão se adiantando e seguem em busca de aprimoramento e capacitação para estarem bem preparados para ocuparem vagas, mesmo que temporárias. Outros vão em busca, podem até conseguir a vaga, só que infelizmente podem não conseguir se manter dentro da empresa. E a razão disso? Na maioria dos casos, realmente, por falta de oportunidade. Em outros tantos, por falta de vontade mesmo.

Ah... você que está lendo isso com certeza já se deparou com pessoas assim. Muitos fazem dessa a rotina de vida para conseguir sobreviver ao resto do ano, ou seja, conseguem empregos temporários no Natal, na Páscoa, no Dia das Crianças.

Cabe a reflexão se isso é uma questão de escolha de vida de cada um ou são essas as oportunidades que aparecem para grande maioria dos brasileiros? Afinal, o Brasil é um dos países da América do Sul que mais tem empregos informais, os chamados bicos e também o país com a população cheia de criatividade para dar um jeito de sustentar a casa e a família.

Um exemplo disso é estar nas grandes cidades e se deparar com pessoas vendendo café da manhã no sinaleiro. Tem criatividade e percepção de necessidade para tudo.

O bom disso é que o brasileiro, bem ou mal, com ou sem vontade, sempre tem um jeito de conseguir viver, sorrir e dar a volta por cima. Colocar a culpa nos outros ou no governo, já está se vendo que não adianta muito. Viver é necessidade básica de todos aqueles que aqui estão.