Editorial
Por que não?

Na semana passada, no Biopark, houve um encontro com potenciais produtores de queijos em Toledo e região. Não que esse tipo de produção já não aconteça, afinal, dona de uma das maiores bacias leiteiras do Paraná, Toledo produz muito queijo. A diferença é que agora a proposta é não apenas manter ou até aumentar o já existente, mas tornar essa produção mais refinada, seguindo padrões mundialmente conhecidos e que podem fazer da cidade uma referência neste segmento que tem mercado certo no mundo do agronegócio, mas ainda é pouco explorado diante das ‘facilidades’ que outras culturas representam.

Como há uma característica muito peculiar na maioria das propriedades agrícolas nesta região, com uma diversidade bastante intensa, por que não implementar mais esta? Por que não apostar num produto refinado e com alto valor agregado? Por que não ousar?

É essa ousadia benéfica que aos poucos o Biopark vai demonstrando ter e, mais importante, começa a espalhar essa vontade, esse desejo de crescer, de se aprimorar a outros segmentos que não apenas o campo da saúde, como num primeiro momento se pensava. Essa vontade de crescer, de diversificar, de buscar novos mercados e de tornar Toledo uma referência é que precisa ser cada vez mais disseminada, mais verbalizada.

Durante anos a cidade ficou refém da mesmice e, embora tenha crescido e construído uma estrutura invejável, ainda assim precisa mirar voos mais altos, seja através de novos negócios ou então do seu agronegócio que é fortíssimo e capaz de produzir um Valor Bruto acima dos R$ 2 bilhões já faz algum tempo. Mas ainda assim um agronegócio pautado de maneira muito intensa nas commodities sem valor agregado. O que se produz aqui vai para fora e lá é processado, deixando de gerar muito mais empregos e renda para uma das maiores produtoras de grãos do país em termos proporcionais. Mudar esse cenário, seja com investimentos em queijos finos ou em outros setores é primordial para que Toledo se mantenha como uma das melhores cidades para se viver e investir.