Editorial
Prevenção sempre é o melhor caminho

Durante o mês de novembro as atenções se voltam para a prevenção à saúde do homem, com destaque maior para a questão do câncer de próstata, doença que atinge milhares de brasileiros todos os anos e, por isso, requer uma atenção maior por parte das autoridades competentes. Embora o Novembro Azul tenha um foco maior nesse aspecto, ainda assim há muitas outras doenças tão ou mais necessárias de serem prevenidas, como tem demonstrado ações frequentes em Toledo.

Dados da 20ª Regional de Saúde de Toledo apontam que em 2017, foram realizados 147 internamentos por câncer de boca e adjacências. Infelizmente, nem todos os pacientes obtiveram sucesso no tratamento e 18 faleceram. Neste ano, os índices de janeiro a outubro indicam que foram constatadas dez mortes, como mostra reportagem do JORNAL DO OESTE nesta edição.

E por que tantos casos? A resposta é muito simples e corrobora com a mesma sensação de tantas outras doenças: a falta de exames periódicos, os quais poderiam identificar de maneira precoce o câncer de boca e facilitar o tratamento. Na maioria das vezes, quando a doença é descoberta, é tarde demais e os efeitos do tratamento nem sempre demonstram a eficiência pretendida ou conquistada quando o diagnóstico é obtido no início de um processo cujos efeitos são devastadores, como revelam os números da RS.

A prevenção sempre é o melhor caminho e deveria ser instigada com maior frequência por parte das administrações públicas país afora, até porque seria necessário gastar muito menos dinheiro do que acontece hoje, com a cultura da saúde curativa presente no Brasil. Em geral no país as campanhas são esporádicas – Outubro Rosa, Novembro Azul e daí em diante – assim como acontece com a Aids em dezembro. Este ano a vacinação básica precisou ter o prazo prorrogado várias vezes até se atingir o índice mínimo previsto de crianças imunizadas, prova do quanto o cidadão brasileiro ainda precisa evoluir para ter plena consciência do quanto a prevenção é importante para evitar não apenas gastos futuros desnecessários, mas principalmente mazelas pesadas demais para serem carregadas pela falta de exames muitas vezes simples, mas de extrema relevância para uma boa saúde.