Editorial
Sexta-feira 13!

Para os mais supersticiosos o dia de hoje nem precisaria existir. Poderia perfeitamente ser riscado do calendário sem prejuízo algum, afinal, se tem algo para dar errado é hoje! Ainda mais numa sexta-feira, 13, em outubro, considerado o mês das bruxas. A superstição de coisas ruins acontecendo serviram até mesmo de inspiração para os sangrentos filmes da série cinematográfica onde tudo, literalmente tudo poderia acontecer de ruim.

Mas de onde vem esse medo do 13, um medo que o folclórico técnico de futebol Mário Jorge Lobo Zagallo caricaturou com uma superstição exagerada, mas normal para quem acredita nela. Em geral o número 13 tem sido mal interpretado há muito tempo.

Em algumas culturas era considerado número de sorte. Não há nenhuma evidência de que o 13 tenha sido considerado um número de azar pelas culturas antigas. Pelo contrário, muitos povos o consideravam um número sagrado. Para os egípcios, a vida era composta por 12 diferentes estágios para que o ser humano alcance o 13º, que era a vida eterna. Dessa forma, o número 13 foi assimilado com a morte, mas não com uma conotação negativa, mas como uma gloriosa transformação. Essa ligação com a morte permaneceu e foi distorcida por outras culturas que nutriam o medo da morte e não a viam como algo presente no destino de qualquer vida, em especial a Igreja Católica.

Mas há outras superstições que não têm ligação com o número do azar, como passar debaixo de uma escada, ver um gato preto cruzar seu caminho, quebrar um espelho, entre tantas outras que permeiam a imaginação humana, umas mais levadas a sério, outras nem tanto.

De qualquer forma, hoje é um dia que, pelo sim, pelo não, é melhor não arriscar e fazer aquilo que evite trazer má sorte. Até mesmo entre os políticos seria bom evitar ações que tragam uma maré negativa, embora para alguns pareça que o ano inteiro tenha se transformado numa Sexta-feira 13 interminável, sem fim.

Como superstição não se discute, mas se respeita, quem sabe entre a classe política em todas as esferas do poder – e aí incluindo ocupantes de cargos de confiança – não esteja na hora de oferecer um sacrifício para, quem sabe, os deuses do setor ficarem felizes e trazer uma maré de sorte. Quem sabe. Com Sexta-feira 13 não se brinca! Ou se brinca?