Editorial
Um alívio na saúde

O sentimento, durante entrevista coletiva dos médicos Hiroshi Nishitani, Manoel Joaquim de Oliveira e Christian Floriano e Silva, da diretoria da Unimed Costa Oeste – onde anunciaram que a cooperativa acertou o arrendamento do HCO pelo prazo de dois anos – era de alívio e tensão ao mesmo tempo. Alívio porque se findava uma negociação difícil, extensa (desde fevereiro vinha sendo costurado algum tipo de acordo entre as duas organizações), recheada de interesses pessoais e coletivos, enfim, uma negociação onde algum lado teria de ceder em algum momento.

E por falar em momento, não poderia terminar melhor o ano com este anúncio, o qual representa um alívio na saúde de Toledo e região, embora as arestas precisem ser aparadas o quanto antes para evitar que todo este esforço para a cooperativa assumir o hospital – reconhecidamente com sérias dificuldades para se manter aberto – não tenha sido em vão. O que acontecerá daqui por diante dependerá muito da cooperação interna, porque da parte externa certamente haverá diante da expectativa criada em torno do assunto.

Embora alguns não enxerguem dessa forma, ainda assim todos de certa forma ganham com esse arrendamento. Primeiro a própria Unimed, que passa a contar com um espaço administrado por ela própria, onde poderá aplicar alguns métodos que lhes parecem ser mais adequados à sua forma de trabalhar; depois para os funcionários do HCO, que passarão a contar com o respaldo de uma cooperativa sólida e deixarão de sofrer com alguns problemas sérios no cotidiano; os próprios médicos cooperados saem fortalecidos, pois terão um espaço mais adequado para trabalhar. Mas é preciso ressaltar que a grande vitoriosa é a sociedade de Toledo, até mesmo da região que depende do atendimento via Unimed e hoje precisa se deslocar a Cascavel diante da crise aguda na estrutura hospitalar local.

O desfecho positivo, embora complicado, representa sim um grande alívio para todos, pois reequilibra uma balança que começava a pender de maneira perigosa para levar Toledo a situações comuns em outros municípios, com hospitais super lotados e gente sendo atendida em corredores à espera de leitos.