Editorial
Vai começar!

A partir desta segunda-feira (4) vai começar para valer a gestão de Antonio de Freitras (PSL), o popular ‘Zóio’, à frente da Câmara Municipal de Toledo. Ao seu lado uma Mesa Diretora que mescla a juventude e a experiência, talvez o ponto de equilíbrio para tentar resgatar um pouco a credibilidade do Legislativo local, abalada diante de uma ação pouco efetiva da atual legislatura no sentido de estabelecer políticas públicas mais eficazes ao invés de uma boa maioria ficar numa verborragia vergonhosa para a história da cidade e da própria Câmara.

Para quem não acompanha mais de perto a rotina da Câmara pode pensar se tratar de exagero tamanha preocupação quanto aos destinos da Mesa Diretora, entretanto, é preciso estar atento aos próximos atos, pois será uma prévia do embate eleitoral que acontecerá no próximo ano. Este 2019 é um ano fundamental dentro do sempre complexo e nem sempre translúcido xadrez político que move muitas peças numa direção quando se esperava movimento contrário. Basta observar as negociações em torno das presidências da Câmara Federal e do Senado, com tantas idas e vindas, articulações, conjecturas e por aí afora. Todo movimento muito bem calculado porque o resultado pode sim refletir diretamente na condução dos destinos do governo federal. O mesmo se repete no âmbito municipal.

Ao menos até agora, no digamos, ‘aquecimento’, ‘Zóio’ tem se mostrado muito fiel ao que prometeu desde suas primeiras – polêmicas – palavras, quando anunciou que ali, na Câmara, era lugar de vereador e que “deputado não mete a colher”, num claro recado. Também disse que seria fiel aos preceitos legais. E assim tem sido. Mas treino é treino e jogo é jogo. Ainda mais quando se trata de política.

Será preciso descobrir se o atual presidente, quando as pressões começarem, será capaz de suportá-las, segurar as rédeas e ainda salvar o que resta desta legislatura que precisa sim dar uma resposta à sociedade. Quem sabe um perfil inesperado e bem diferente de todos que ocuparam a cadeira possa ser o combustível que faltava para a atual legislatura acender de vez ou, e perdão pelo trocadilho, abrir os olhos dos demais 18.