O agronegócio brasileiro comemorou os 48 anos da Embrapa

Evento muito importante para o agronegócio nacional e conquista fundamental para a população rural e urbana do País, aconteceu no dia 29 de abril último, em Brasília.

Foi a comemoração dos 48 anos de fundação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que teve participação decisiva na transformação do País num dos maiores e mais competentes produtores, transformadores e exportadores de alimentos e matérias-primas agroindustriais do mundo.

Em cerimônia virtual, destacando a promoção da ciência na agropecuária, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou que a participação da Embrapa foi fundamental para tornar o Brasil uma potência agroambiental, reconhecida e valorizada em todo o planeta, no que concordamos plenamente.

Durante a solenidade, dirigentes e pesquisadores da instituição lembraram que há quase 50 anos, o Brasil assumia o desafio de desenvolver modelo de agricultura e pecuária tropical genuinamente nacional, superando barreiras que limitavam a produção de alimentos, fibras e energia, através da pesquisa e da moderna tecnologia.

A aposta esteve na criação da Embrapa, em abril de 1973, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a missão de desenvolver novos cultivares das principais culturas das diferentes regiões produtoras do País, além de novas técnicas e práticas para a conservação e melhoria da fertilidade do solo, combate às praças e inços e melhoria da qualidade dos produtos oferecidos por pequenos, médios e grandes agricultores. 

            “O Brasil é hoje potência agroambiental graças à participação da Embrapa com uma agricultura movida a ciência. Temos orgulho, como brasileiros, de ter uma empresa protagonista na segurança alimentar. Convoco os mais de 2,4 mil pesquisadores para os desafios dos próximos 48 anos”, disse a ministra Tereza Cristina, na oportunidade.

            O desenvolvimento tecnológico da agricultura e pecuária nacionais também foi destacado por diversos outros participantes do evento, recordando que na década de 1970 o Brasil teve verdadeira revolução a partir da pesquisa, inovação, tecnologia e da ciência aplicada.

Graças a esses avanços, entre outros benefícios, o peso da cesta básica diminuiu para os consumidores brasileiros, especialmente os de menor renda, como uma das principais políticas sociais de Estado.

Essa expansão prossegue, com a Embrapa agora contribuindo com a revolução século XXI, como é a Agricultura 5.0, digital e de precisão. Na época da criação da Embrapa, vale lembrar, o Brasil importava alimentos básicos, como leite e carne. Hoje, o agronegócio nacional garante acesso à alimentação a cerca de um bilhão de pessoas de todo o mundo, a partir da melhoria da saúde animal, sanidade vegetal, segurança dos alimentos e sustentabilidade na produção.

As pesquisas da Embrapa ajudaram a transformar o Brasil num dos maiores celeiros do mundo, com uma das agropecuárias mais eficientes e sustentáveis do planeta, responsável por mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), mais de 871,3 bilhões de reais em 2020.

Em 48 anos, a instituição gerou 152 novas tecnologias, além de novas cultivares de frutas, hortaliças, soja, trigo e algodão, entre outras culturas, cujos resultados positivos somaram mais de 61 bilhões de reais. Para cada real investido, a Embrapa devolveu à sociedade 17,77 reais. 

O autor é ex-deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

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