Universidades como porta de entrada para o mercado de trabalho

Além de oferecer uma grade de conhecimentos específicos, a Universidade também pode proporcionar excelentes experiências e aprendizados que desenvolvem o crescimento pessoal e profissional do estudante. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2012 e 2018, o número de trabalhadores com ensino superior completo aumentou 48%.

A graduação é um dos sonhos do brasileiro, isso porque é como porta de entrada para quem deseja boas posições no mercado. Estudantes universitários e graduados possuem vantagens na hora da contratação, mas, apesar do diploma ainda ser uma das maneiras de competir nos processos de recrutamento em organizações, a graduação é apenas a ponta do Iceberg. Será que só concluir um curso garante um bom emprego? Como será que os jovens podem aproveitar os ambientes universitários?

A busca por conhecimento, as atividades dentro das faculdades e as que vão além das aulas, também são avaliadas e ponderadas pelas organizações. As empresas também têm apostado na educação continuada de seus estagiários e profissionais, permitindo que se mantenham atualizados, processo conhecido como lifelong learning.

Quem está saindo dos bancos das faculdades a ainda tem pouca experiência na área pretendida, fica atrás na corrida por uma vaga. Nesse cenário, a crise econômica e o aumento do desemprego complicam ainda mais a situação, não é à toa que a empregabilidade é a maior preocupação da comunidade acadêmica brasileira. A conclusão é do estudo elaborado pelo Instituto Ipsos para o Grupo Santander, ouvindo mais de 9 mil estudantes e professores em 19 países, cerca de 850 no Brasil. Para 54% dos entrevistados, é preciso melhorar a inserção dos recém-formados no mercado de trabalho, e 63% acreditam que as universidades não conseguem munir os alunos das competências exigidas pelas empresas.

A universidade é um meio extremamente necessário para melhores colocações e, mesmo que tenha crescido o acesso de mais profissionais ao ensino superior, ainda representa uma pequena parcela da população. Ainda assim, a entrada no mercado de trabalho está ficando cada vez mais competitiva e as experiências extracurriculares que desenvolvem as soft skills e aprimoram as hard skills são cada vez mais necessárias.

E é aí que o Movimento Empresa Júnior (MEJ), maior movimento de empreendedorismo jovem do mundo, surge como uma das principais alternativas para esse desenvolvimento, inclusive, extracurricular. Considerada como a maior ferramenta de educação empreendedora no ambiente acadêmico, há cada vez mais procura por parte de jovens universitários para participar de uma empresa júnior (EJ). A EJ possui finalidades educacionais, na medida em que capacita os acadêmicos para o mercado de trabalho por meio da realização de projetos, incluindo senso de responsabilidade e desenvolvendo habilidades.

Os universitários e estagiários serão os líderes e executivos daqui a alguns anos. Empresas que enxergam isso e desenvolvem o potencial desse profissional, junto aos conhecimentos técnicos adquiridos durante a graduação, saem na frente, mantendo um verdadeiro corpo técnico de qualidade.

Devido ao trabalho em rede e contato com o mercado ainda na faculdade, os estudantes universitários e profissionais que saem do Movimento Empresa Júnior costumam ter mais familiaridade com novas ferramentas, trabalhos complexos e em equipe. Acreditar no universitário é acreditar na prosperidade de milhares de negócios ao redor do mundo e nas próximas gerações de liderança do país. Esse grupo representa o pilar de continuidade de diversas empresas, trazendo inovação e renovando a cultura do mercado. Por isso, acredito que as universidades serão sempre a porta de entrada para o mercado de trabalho e com o aluno cada vez mais engajado, o cenário empreendedor do país deverá elevar os níveis de qualidade e competitividade.

**Fernanda Amorim tomou posse em 2021 do cargo de Presidente Executiva da Brasil Júnior – Confederação Brasileira de Empresas Juniores. Formada em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense, essa não é a primeira vez que participa ativamente como liderança no Movimento Empresa Júnior, Em 2019 atuou como Diretora de Expansão da RioJunior, Federação das Empresas Juniores do Rio de Janeiro. Fernanda passou por empresas como a Halliburton, e, em 2016 co-fundou a Engloba Consultoria, especializada em serviços em multi-engenharia. A executiva possui certificados em finanças pessoais, reaprendizagem criativa, white belt e gerenciamento de projetos