A eficácia da vacina

Para quem ainda duvida da eficácia da vacina contra a Covid-19, à medida que a campanha avança os números se mostram menos agressivos em Toledo, principalmente quanto à internação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a óbitos entre a população mais idosa. De acordo com reportagem do JORNAL DO OESTE de hoje, quase seis meses após o início da vacinação contra a Covid-19, o município de Toledo já vacinou 61.486 pessoas com a primeira dose e 3.086 com a dose única, segundo dados do Vacinômetro contabilizados até a última segunda-feira (12). As informações apontam que o município está alcançando a marca de quase metade da população com pelo menos uma dose ou a dose única do imunizante. O problema ainda é a baixa adesão sobre a segunda dose. Apenas 17.776 pessoas foram imunizadas.

Segundo dados da Secretaria da Saúde, dentro deste grupo estão os trabalhadores da área da Saúde e os idosos de 70 anos ou mais. Atualmente são vacinados com a segunda dose os idosos com idades entre 60 a 69, gestantes e puérperas e uma parcela das pessoas que fazem parte do grupo trabalhadores de forças de segurança e salvamento.

Apesar dos bons números, é inegável que Toledo ainda segue atrás de outras cidades quanto à faixa etária, entretanto, é preciso reconhecer o esforço dos profissionais de saúde do município para agilizar a imunização que só não está melhor por falta de mais doses ou então pelo desinteresse de uma parcela da população que ainda não percebeu a importância de receber a imunização.

Basta observar os países onde hoje a vida é quase normal após a vacinação em massa. Apesar de novas variantes surgirem, ainda assim não existe mais a pressão inicial sobre o sistema de saúde, prova da eficácia da vacina, independente de qual laboratório a produza. Mas o brasileiro adora inventar e agora existe até mesmo somellier de vacinas, ou seja, aquele que gosta de ficar escolhendo qual imunizante receber, como fosse fazer alguma diferença no fim do caminho que é um só: a prevenção da saúde de todos.