A nova Ferroeste

A presença esta semana de uma comitiva para debater a Nova Ferroeste e a possibilidade de instalação de um terminal de transbordo em Toledo mostra a necessidade – urgente – da região em criar alternativas para escoamento da produção. E aqui não apenas a do agronegócio, que ainda é o carro-chefe da economia local e regional, mas de tudo produzido no setor industrial, um dos mais fortes do estado.

Um novo terminal ferroviário e, quem sabe num futuro não tão distante, um aeroporto com capacidade de cargas pode reduzir um atraso crônico do oeste na questão do transporte e da logística. Hoje, pautado exclusivamente no transporte rodoviário – que sim, tem extrema importância, mas que pode (e precisa) ser usado de maneira diferente – o custo operacional para qualquer empreendimento na região se torna caro, tendência que deverá piorar com as novas praças de pedágio previstas no modelo de concessão elaborado pelo Governo Federal e com prazo de entrar em vigor até o fim deste ano no Paraná.

Neste sentido, quem sabe as lideranças políticas e empresariais de Toledo não poderiam iniciar uma campanha não pela retomada dos voos de passageiros através do Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho, mas sim transformá-lo num aeroporto executivo e de cargas, como existe em vários países mundo afora e com retorno muito positivo para as respectivas economias. Possível é e hoje o aeroporto toledano é um aeroporto executivo, até porque o Aeroporto Regional nosso é o de Cascavel, pelos investimentos lá feitos é hipocrisia demais prometer a retomada dos voos comerciais de passageiros diante de uma crise sem fim causada pela pandemia do novo coronavírus.

A nova Ferroeste precisa estar atrelada a outros investimentos para a movimentação de cargas, quem sabe até mesmo com uma interligação com o sistema Tietê-Paraná, buscando alternativas hidroviárias capazes de fazer baixar o custo operacional e tornar ainda mais competitivas as indústrias instaladas nessa região tão próspera, mas que durante décadas não teve o retorno merecido no campo de transporte.