Bendito teste do pezinho

No dia 26 de maio deste ano, foi sancionado um projeto de lei, pelo Governo Federal, que visa a ampliação do teste do pezinho realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo para a implementação ainda é longo, contudo, esse avanço é muito importante, pois pode evitar óbitos e melhorar a qualidade de vidas das crianças.

O teste consiste em uma triagem que permite detectar diversas doenças e promover o tratamento específico com o intuito de diminuir ou eliminar lesões irreversíveis. O sangue é coletado rapidamente e em alguns dias o resultado do teste do pezinho já está disponível.

No teste vigente são detectáveis apenas seis doenças congênitas.  Já com o ampliado é possível detectar precocemente um maior número de doenças que podem afetar a vida do recém-nascido. A triagem ampliada detecta precocemente 53 doenças, tais como: genéticas, metabólicas, endócrinas ou infecciosa que pode prejudicar o desenvolvimento somático, neurológico ou psíquico do recém-nascido.

A triagem é uma forma de saúde preventiva, nos casos que apresentam alguma anomalia – resultados positivos – a indicação é sejam realizados procedimentos de confirmação por meio de testes confirmatórios. Isso permite que logos nos primeiros dias de vida, os familiares estejam cientes das condições de saúde do bebê, que a equipe médica possam dar as orientações e encaminhamentos necessários e que esse recém-nascido possa ter a chance de receber o tratamento pertinente para que tenha mais qualidade de vida.

Com a realização do teste do pezinho, é possível promover o tratamento específico. Os atendimentos necessários reduzem e, em diversos casos, ajudam a eliminar lesões irreversíveis, como a deficiência mental, deficiência física e até mesmo evitar situações de óbitos.

O teste é obrigatório. Mesmo o bebê que nasce totalmente saudável, logo após o nascimento, precisa passar por essa triagem, pois os primeiros sintomas de algumas doenças, podem demorar meses ou anos para se manifestarem. Se o teste já apontar a doença, a criança já passa a ser tratada. Menos sofrimento para o pequeno; menos sofrimento para a família; mais saúde; mais qualidade de vida.