Bom para todos

Não fosse a ignorância, o egocentrismo e a disputa politiqueira, quem sabe hoje no Brasil haveria um número bem maior de pessoas vacinadas contra a Covid-19, isso porque alguns estados e municípios teriam condições de comprar a vacina de forma direta, sem a necessidade de interferência do Governo Federal, através do Ministério da Saúde, e seus erros crassos no que tange à pandemia. O próprio agora ex-ministro Eduardo Pazuello, numa de suas últimas aparições públicas quando esteve em Cascavel, foi taxativo: qualquer vacina comprada ‘por fora’ seria confiscada pelo Ministério para manter a vacinação mais ou menos igualitária. Uma burrice sem tamanho.

Seria melhor para todos se cada um pudesse comprar a vacina de maneira individual, como agora pretendem fazer governadores e prefeitos. Vamos pegar o exemplo de Toledo, onde já na gestão passada havia sido deixado um recurso para compra da vacina dentro do orçamento, como também havia feito o governador Carlos Massa Ratinho Junior. Pois bem, diante da intransigência do Ministério da Saúde, hoje os estados e município são reféns de uma política centralizadora, a velha do ‘pires na mão’ que tanto é nociva ao desenvolvimento pleno da nação.

Hoje Toledo teria R$ 5 milhões para comprar vacinas através de um consórcio que seria formado pelos integrantes da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná, que poderia desafogar o próprio Ministério para destinar doses a outros estados e municípios em condições piores. Quem sabe hoje o Paraná poderia ter quase metade de sua população imunizada e não estaríamos vivendo esse colapso completo no sistema de saúde em relação à Covid-19.

É somente a vacinação em massa a ação mais efetiva para fazer cair os números de casos e o de óbitos que a cada novo dia bate recorde atrás de recorde, graças ao pensamento retrógrado de quem comanda as decisões em Brasília neste campo. Que se libere logo a compra individual ou coletiva – como pretendem fazer os municípios da Amop – pois esta seria uma decisão acertada e que só traria benefícios, ainda que a demagogia política, claro, se faria presente. Mas esse é outro problema que precisa ser resolvido depois, pois o objetivo maior agora é preservar vidas e vacinar as pessoas o quanto antes, venha de onde vier, seja de quem for o imunizante e independente de quem o comprar.