Carnaval consciente

Para uma país acostumado a funcionar apenas depois do Carnaval, eis que o Brasil vive um ano completamente atípico, com muitos locais funcionando normalmente em plena segunda-feira do período momesco. Ao invés de mulheres e homens desnudos, gente ‘trêbada’ e plumas e paetês sacudindo, não ao som de um bolero, mas de surdos e agogôs, os noticiários foram sido dominados por uma fantasia que insiste em não perder a purpurina, muito menos errar a cadência do samba enredo que vem sendo desenhado desde o fim de 2019.

As mortes pelo novo coronavírus ao longo da pandemia no Brasil aproximam-se da marca de 240 mil. Em 24 horas, as autoridades de saúde notificaram 713 novos óbitos, totalizando 239.245. Ainda de acordo com a atualização do Ministério da Saúde, os casos de Covid-19 totalizam 9.834.513. Em 24 horas, foram registrados 24.759 novos diagnósticos. No domingo, o painel de estatísticas marcava 9.809.754 casos acumulados. O balanço apontou também 849.844 pacientes em acompanhamento e 8.745.424 que já se recuperaram da doença.

Os estados com mais mortes incluem São Paulo (56.266), Rio de Janeiro (31.487), Minas Gerais (16.879), Rio Grande do Sul (11.739) e Ceará (10.822), este último um ‘tiquinho’ a mais que o Paraná com suas 10.738 mortes de acordo com o último dado oficial. As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (921), Roraima (976), Amapá (1.102), Tocantins (1.455) e Rondônia (2.509).

Em Toledo, apesar dos avisos, o enredo dessa tal liberdade com responsabilidade pregada pela atual gestão municipal atravessou o samba na avenida, deixando clarões na harmonia e na evolução. Ao invés da nota 10, o Carnaval em Toledo merece, no máximo, um 4, tamanha a irresponsabilidade de tanta gente que não apenas tem frequentado bares e similares, mas também tem promovido festas. Nem todas escondidas, como aconteceu no fim de semana no Clube de Caça e Pesca.

Se a suspensão de desfiles e outros eventos comuns no Carnaval era uma tentativa de manter o ritmo da bateria a fim de que o mestre sala coronavírus desse uma trégua, o tiro saiu mesmo pela culatra, pois ao invés do Brasil viver um Carnaval consciente, viveu mesmo apenas um Carnaval sem eventos oficiais, pois os tamborins não paravamm de tocar.