Cejusc: as portas para resolução dos conflitos

Ele foi pioneiro na região e continua em destaque. O Centro Judiciário de Solução e Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Toledo superou novos desafios neste turbulento 2020. Parece simples promover a mediação, a conciliação e a prática restaurativa, contudo, nada acontece sem reforço de todas as partes.

Para atender a demanda, o Cejusc precisou adotar sistemas remotos. A consolidação do funcionamento virtual do Centro foi uma das iniciativas que marcaram o desafiador 2020. O balanço geral trouxe resultados satisfatórios: 34% dos envolvidos ficaram muito satisfeitos com os trabalhos; 58% satisfeitos; 6% insatisfeitos e 2% muito insatisfeitos. Neste ano, 321 audiências foram agendadas; 76 resultaram em acordo e 70 foram prejudicadas. Aproximadamente 96% recomendam a conciliação/mediação.

Os dados refletem a transição para o universo digital. O Cejusc da Comarca foi autorizado a realizar o atendimento de forma online dos pedidos pré-processuais através do Cejusc Virtual – que tem o intuito de receber pedidos de cidadãos que desejam participar da sessão de mediação ou conciliação como forma de resolver conflitos consensualmente nas áreas cível ou empresarial – e esses atendimentos são, em sua totalidade, realizados de forma virtual.

Essa medida – virtualização das audiências – trouxe comodidade e segurança para todas as partes envolvidas, já que as audiências passaram a ser realizadas no conforto do lar ou dos escritórios, evitando assim, aglomerações desnecessárias. A previsão é que esse modelo continue em ascensão no próximo ano, diante de todos os resultados obtidos.

Seja presencial ou virtual, cumprir seu papel na resolução dos conflitos é o foco dos trabalhos do Cejusc. O Centro modificar a forma de resolução dos conflitos, trazer para as partes a autonomia de decidir o que de fato é melhor para o seu caso e proporcionar a melhor resolução para o caso concreto.

Para resolver os conflitos as partes envolvidas precisam estar dispostas a chegar a um acordo. Conciliação, mediação e prática restaurativa são as linhas que tendem a promover justiça para todos. Pois, justiça pode ter mais de uma interpretação e para o ‘injustiçado’, a justiça não pode esperar uma pandemia passar.