Dia ‘D’

“O atual formato de pedágio não fica um segundo a mais no Paraná”. A frase é do governador Carlos Massa Ratinho Junior que, durante pronunciamento em Curitiba nesta sexta-feira (21) foi taxativo: Sábado, 27 de novembro será a data definitiva para o fim do atual modelo de concessão de rodovias no Estado do Paraná. De acordo com Ratinho Junior, o Governo do Estado trabalha para dar a maior celeridade possível ao processo para que não haja um hiato entre os contratos, entretanto, já avisou que caso isso ocorra, o estado terá plenas condições de manter a manutenção até o novo contrato ser assinado.

O Dia ‘D’ para o fim deste modelo nefasto ao Paraná tem sido calculado com ansiedade por quem acompanhou – e pagou – durante décadas os abusos cometidos pelas concessionárias, respaldadas por um contrato vergonhoso, pela omissão da sociedade à época e pelo protecionismo estatal conivente com uma situação que trouxa prejuízos enormes não apenas à economia.

E foi essa mudança de postura o fator primordial para que o erro não se repetisse. A pressão generalizada organizada estado afora criou um clima de fortalecimento capaz de mudar o formato do pedágio que estava pronto, como deixou claro o Ministério da Infraestrutura. Não houvesse a união de esforços, certamente a essa altura estariam todos os paranaenses sendo obrigados e engolir por mais 30 anos a mais alta tarifa do pedágio no país. Não houvesse a pressão política e mais uma vez seria o Paraná prejudicado em seu desenvolvimento.

Pode não ser o melhor modelo, afinal, serão criadas novas praças de pedágio, porém, não deixa de ser uma grande vitória dos paranaenses essa mudança para o modelo da menor tarifa, em especial ao próprio governador que, como já exposto aqui ao longo da semana, pagaria uma conta que não era sua. Respaldado pelas lideranças políticas e empresariais, Ratinho Junior soube jogar o jogo. Blefou quando preciso e atacou quando necessário para sair desta batalha vitorioso ao defender um modelo mais justo.

Agora é aguardar pacientemente até 27 de novembro quando, enfim, o Paraná se livrará de algumas amarras que travam um desenvolvimento mais pleno. Mesmo com um novo modelo de pedágio é possível sonhar com melhorias aguardadas há décadas e que só não saíram do papel pela velhacaria típica que ainda resiste no país tropical.