Heroínas!

Há um ano, o dia a dia nos hospitais e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) está mais desafiador. Na próxima quinta-feira (11) completam 12 meses da pandemia do novo coronavírus, mas a correria para salvar vidas acometidas pelo vírus começou antes. Desde o primeiro caso em Wuhan, na China, os profissionais de saúde travaram uma luta contra um inimigo invisível e muito perigoso.

A doença, ainda com seus mistérios, tem lotado hospitais, leitos de UTI e de enfermaria e ceifado vidas. Apesar da dor, do medo e da incerteza há também esperança. Cada paciente recuperado é um fôlego e uma injeção de ânimo para continuar.

Na batalha, homens e mulheres dedicam tempo, conhecimento e habilidades para cuidar de cada caso, que não é apenas um número nas estatísticas, mas uma vida pela qual eles lutam. No quadro de profissionais de saúde das instituições, as mulheres ocupam espaço de destaque.

Em alguns locais elas são maioria e é com delicadeza, carinho e atenção que dedicam horas para realizarem todos os protocolos e manobras para prestar a melhor assistência aos pacientes. Por trás dos EPIs há médicas, enfermeiras, técnicas, psicólogas, assistentes sociais e gestoras. Mas fora do ambiente hospitalar elas também são mães, esposas, irmãs, filhas e amigas.

A pandemia tirou essas mulheres do convívio dos amigos, reduziu o tempo com a família, suspendeu as atividades físicas e intensificou os plantões. Grande parte do seu tempo e de seus esforços estão dedicados para salvar vidas.

Há um ano aprendemos a importância de lavar as mãos, a sorrir com os olhos e o valor de uma vida. Também aprendemos que heroínas não usam capas, e sim, máscaras. Em cada plantão ou turno de trabalho, seja na enfermaria, na UTI ou no setor administrativo elas não medem esforços para fazer a diferença no sistema de Saúde brasileiro. A todas as mulheres profissionais da Saúde, o nosso respeito, admiração e reconhecimento pelo valoroso e incansável trabalho realizado no enfrentamento à Covid-19.