Máscaras, por que não usar?

Nesta quarta-feira, no Parque Ecológico Diva Paim Barth, houve uma operação para verificar se as pessoas estavam ou não utilizando máscaras. A Operação Máscara Negra foi comandada pelo novo secretário de Segurança e Trânsito de Toledo, o policial federal aposentado Arthur Rodrigues de Almeida. Respaldado pelo decreto que o nomeou autoridade sanitária em meio à pandemia, o secretário está colocando em prática aquilo que vinha alertando há alguns dias: pretende fiscalizar a cidade em todos os cantos.

Ontem foi feita a primeira notificação, no valor de duas Unidades de Referência de Toledo (URT’s), a uma pessoa que estava caminhando sem máscara. Pode até haver. O valor da multa totaliza R$ 167,24, mas o simbolismo é muito maior porque demonstra a determinação da atual gestão em tentar reduzir a insistência de quem, há exatamente um ano do início da pandemia, segue desrespeitando regras simples, mas eficazes no combate a uma doença terrível que a cada novo dia.

Usar máscara, higienizar as mãos e evitar aglomerações estão sendo disseminadas desde o início desta crise sem fim e elas se somam agora ao toque de recolher, ao limite de pessoas por estabelecimento, a horários mais rígidos. Regras impostas que buscam apenas evitar a disseminação alucinante de um vírus letal e que em Toledo tem saído do controle, tanto assim que esta semana o Município entrou em bandeira roxa, a primeira vez desde março do ano passado, e rumo a uma bandeira preta.

Se há uma regra que obriga o uso da máscara, é preciso segui-la. Se há uma regra para evitar aglomeração, é preciso segui-la. Se há uma regra quanto ao toque de recolher, é preciso segui-la. Deveria ser simples assim, porém, quando o assunto é o Brasil, sem dúvida regras simples tornam-se complexas, com tanta gente pensando estar acima do bem e do mal. Talvez fruto de uma cultura onde tudo neste país tem uma flexibilidade absurda, incutindo na sociedade o desejo de burlar as regras para não fazer papel de otário.