O barato sai caro…

Toledo pode se orgulhar de ter espaços públicos de qualidade e que efetivamente foram feitos pensando em atender bem sua população. Parques, praças, ginásios, unidades de saúde, escolas, restaurantes populares e centros de uso comum (da Juventude, da Terceira Idade e de Eventos), entre outros, formam um conjunto invejável que atende todos os cantos da cidade, como pouco de vê em outros municípios brasileiros. Mérito, claro, do planejamento feito ao longo dos anos e dos investimentos geridos pelas gestões, cada uma ao seu tempo.

Porém, apesar de estar muito acima da média, ainda assim Toledo padece do mesmo mal que os outros milhares de municípios tupiniquins: o atraso na entrega de obras públicas. Isso quando não se recebe algo de péssima qualidade, seja pela falta de fiscalização durante a obra, seja pelo descritivo dos processos licitatórios que sempre primam pelo mais barato. É como bem diz o ditado…muitas vezes na gestão pública esse barato tem saído caro, caríssimo aos cofres públicos pelo emaranhado de aditivos, de brechas utilizadas sem o menor escrúpulo e que, além de atrasar obras, em alguns casos resultam em sua completa incapacidade de uso. Basta ver o péssimo exemplo do Hospital Regional em Toledo, que segue para a terceira gestão seguida sem previsão de entrar em funcionamento.

A Lei de Licitações representou um avanço no país no combate à corrupção, sem dúvida, pois através dos mecanismos lá previstos conseguiu-se estabelecer alguns parâmetros que auxiliam as administrações públicas e a sociedade no combate a essa praga. Todavia, no caso das obras ou se está planejando mal demais, ou então é preciso rever o que diz a legislação, pois é impressionante a quantidade de obras atrasadas ou não entregues porque as construtoras abandonam o serviço no meio do caminho. O motivo quase sempre é o mesmo: o baixo valor da empreita.

Mesmo com as punições previstas muitas empresas preferem arriscar a seguir jogando dinheiro foram numa obra vencida através de um processo de licitação que acaba na subcontratação constante e no atraso crônico. Algo precisa ser feito e neste sentido parece haver um silêncio sepulcral das autoridades, dando a impressão de que da forma como está é positiva, quando na verdade é extremamente nociva ao cidadão que paga seus impostos.

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