Os mosquitos nossos de cada dia…

O JORNAL DO OESTE trouxe há alguns dias uma reportagem, sugerida por um leitor, a respeito da infestação de mosquitos em Toledo. Em bairros como no Jardim Gisela a situação está chegando a tal ponto que as pessoas não sabem mais o que fazer pata contar os voadores. Menos mal que, por enquanto, o problema não tem sido com o transmissor da dengue e outras doenças, entretanto, com a proximidade do verão, nunca é demais reforçar os cuidados necessários para evitar o problema enfrentado recentemente com a epidemia da dengue.

Zerar o problema do mosquito Aedes aegypti é impossível, mas é possível sonhar com um comportamento menos irresponsável do cidadão quando o assunto é a dengue, pois é justamente a falta de educação e a inconsequência os fatores imprescindíveis para a doença chegar a níveis tão alarmantes. O mesmo pode ser dito para a questão da Covid-19, cujos números não param de crescer na cidade, trazendo à tona velhas lembranças que em breve poderão retornar, como pessoas morrendo ou hospitais quase lotados em função do alto número de pacientes.

Para quem acha se tratar de alarmismo, basta observar rapidamente os números. Em menos de um mês Toledo saltou de confortáveis 62 casos ativos para 226, de acordo com os dados divulgados na terça-feira. O próprio Governo do Paraná se prepara para uma nova onda da doença até, no máximo, o primeiro trimestre do ano. É mais ou menos a mesma coisa em relação à dengue: uma nova onda vai chegar…basta esperar o quando.

E isso acontece porque os brasileiros em geral estão desacostumados a seguir regras, a terem hábitos saudáveis quando o assunto é a saúde pública e, no caso da dengue, também o é. Cumprir medidas simples, como limpar o próprio quintal soa quase como um desaforo para algumas pessoas. E aqui não importando a classe social ou o bairro onde se mora, até porque o problema da dengue, assim como da Covid-19, atingiu Toledo por inteiro, afinal, doenças e mosquitos não respeitam fronteiras ou escolhem onde se desenvolver. Elas e eles simples aparecem e se desenvolvem de maneira devastadora quando não existe a colaboração da sociedade.