Parabéns!

O que aprendemos? Onde erramos? O que podemos fazer? Com base nestas três simples perguntas o JORNAL DO OESTE preparou um material especial para celebrar o primeiro aniversário da pandemia em Toledo, completo nesta quinta-feira (11). O trabalho das jornalistas Franciele Mota e Graciela Souza mostrou os números e aquilo que tem sido feito, tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada com o objetivo de frear o avanço do novo coronavírus e reduzir o número de óbitos que desde o início desta pandemia perambula pelo cotidiano de todos e não apenas de quem está na linha de frente no combate à doença.

Talvez neste ano não tenhamos aprendido absolutamente nada, afinal, não há consenso até agora sobre um modelo padrão de atendimento, muito menos uma coordenação nacional para estabelecer medidas padrão e evitar os dissabores passados até hoje. Se o Sistema Único de Saúde é tão elogiado, o sistema de organização da saúde em si é um caos completo, com troca de três ministros neste período e muito mais erros que acertos, pois tivesse sido o contrário o percentual da população brasileira vacinada estaria muito acima do índice atual, pífio até mesmo para os padrões tupiniquins.

Não aprendemos sequer a usar máscara direito, haja vista grande parte de nossas lideranças não acreditarem em sua eficácia. O que aprendemos neste tempo foi a conhecer o melhor e o pior do ser humano, em especial o ser humano brasileiro, um animal sem educação e sem limites em sua ignorância.

Onde erramos? Mais fácil seria perguntar onde acertamos, porque os sucessivos erros cometidos em todas as esferas ajudaram a fomentar esse ambiente de incertezas, de desconfianças e de insegurança em relação ao que pregam os especialistas na área. Erramos quando não reservamos doses de vacinas de forma antecipada, erramos agora em não permitir que estados e municípios com capacidade possam comprar de maneira direta essas mesmas doses, erramos ao não adotar um protocolo de atendimento…erramos tanto que fica difícil apontar onde houve acertos.

O que podemos fazer a não ser aguardar para que a vacina chegue para todos logo e nos tire desse mundo horrível no qual vivemos há um ano. Não há muito mais a ser feito, ainda mais porque o brasileiro adora desobedecer, duvidar e colocar em xeque qualquer medida que lhe tire a liberdade de festar em qualquer ocasião. E assim segue o país de natureza exuberante e de decisões estúpidas. E aí não somente em relação à Covid!