Um novo ciclo

Em meio às péssimas notícias por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus, inclusive com um novo decreto por parte do Governo do Estado apertando o cerco e impondo restrições mais contundentes diante do cenário caótico que se apresenta, eis que Toledo apresenta um alento com a chegada da empresa Movi Eletric que, a partir de agora, deverá montar carros elétricos em sua nova planta no Biopark. Um novo ciclo de desenvolvimento lentamente vai sendo implantado na cidade que acompanhou o ciclo da madeira e depois do agronegócio que até hoje foi o grande responsável por fazer de Toledo uma potência.

Porém, com a chegada de novas indústrias e tecnologias, aos poucos Toledo vai se transformando num polo de vanguarda também em tecnologia. As muitas universidades instaladas, aliadas aos investimentos da iniciativa privada, permitiram a Toledo criar um ambiente positivo para voos mais ousados. O poder público fez também sua parte, criando espaços públicos de qualidade e mantendo esse otimismo da iniciativa privada.

E aí surge o Biopark. Quando nasceu, o espaço não passava de uma ideia maluca da visionária mente do empresário Luiz Donaduzzi. Passados poucos anos o local poderia se chamar Biocidade, pois é nítida a transformação pela qual o Biopark passou e vem passando a cada novo dia. De um mês para outro ruas são abertas, prédios edificados, negócios consolidados, tudo num universo de sinergia rumo ao desenvolvimento pleno, inovador e tecnológico.

A implantação da Movi Eletric é apenas mais um passo rumo a este novo modelo de negócio que está surgindo na terra vermelha do oeste paranaense, mostrando que, como bem disse o prefeito Beto Lunitti no evento de inauguração da nova linha de montagem dos veículos elétricos, uma terra de gente que não tem medo do trabalho e de desbravar. Gente que, como destacou a deputada federal Aline Sleutjes, precisa parar de ter medo, afinal, o Brasil precisa de mais coragem e isso Toledo tem de sobra.

Coragem para abrir novas fronteiras, para abrigar ‘forasteiros’, para abraçar novos empreendimentos. Coragem para iniciar um novo ciclo, um ciclo de inovação onde o céu nem sempre precisa ser o limite.