Uma nova Câmara

Após legislaturas seguidas em Toledo, quando vários escândalos pipocaram entre a sociedade, com direito a troca de agressões físicas e verbais – aos montes – e até renúncia de vereadores, tudo parecia caminhar para novos tempos dentro do Legislativo local, ainda mais após a escolha do decano Leoclides Bisognin (MDB) para presidir os trabalhos. Ele, por sinal, desde que assumiu deixou muito claro ser necessário haver por parte dos vereadores uma nova postura para que a sociedade voltasse a acreditar ser a Câmara Municipal um espaço digno e verdadeiramente representativo.

Infelizmente, logo na largada, houve um episódio muito triste envolvendo um vereador antes mesmo do início dos trabalhos ordinários, algo que aconteceu nesta segunda-feira. O caso de agressão ao vereador Gilson Francisco (Cidadania), como adiantou no fim de semana a Coluna do Editor, não pode ser tratado como um assunto corriqueiro.

Como bem disse o prefeito Beto Lunitti nesta segunda-feira, quando esteve no Legislativo para sua mensagem de início de legislatura, é preciso honrar o mandato, ainda mais em se tratando de uma Câmara com a grandeza de Toledo, cuja história era uma das mais exemplares justamente pelo comportamento de seus ocupantes, mas que tem caído num descrédito sem fim pelos panos quentes colocados em casos gravíssimos.

E para honrar essa tradição é preciso que os próprios vereadores comecem a dar as respostas que a sociedade exige e precisa. Nos últimos tempos o tal Conselho de Ética nada mais é que um clubinho de discussão inócuo, haja vista não ter havido nenhum tipo de punição mais exemplar. Um verdadeiro pacto da mediocridade, onde o fingimento é a praxe.

Uma nova Câmara não passa apenas pela renovação de seus quadros em termos de nomes, até porque eleição após eleição estes nomes vão sendo trocados, entretanto, não se percebe uma mudança de comportamento por parte dos nobres edis. Os atuais ocupantes das 19 cadeiras podem começar a mostrar ao que vieram ao analisar com bastante cautela e a responsabilidade necessária este caso recente, pois assim efetivamente será possível acreditar num Legislativo mais decente. Caso contrário será apenas mais do mesmo. E do mesmo a sociedade está farta!