Uma rede que funciona

O Governo do Estado finalizou, domingo (24), a entrega das 86.500 doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o Laboratório AstraZeneca para as 22 Regionais de Saúde do Paraná. Distribuída em tempo recorde, menos de oito horas, a distribuição deste segundo lote permitiu que os 399 municípios do Paraná aplicassem as vacinas contra a Covid-19 já nesta segunda-feira (25), em todas as 1.850 salas de vacinação espalhadas pelo Estado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o processo de distribuição das 132.771 doses para todas as regionais levou cerca de 27 horas. Caso fosse realmente necessário, ainda no próprio domingo essa trabalho poderia ter sido iniciado, entretanto, como no Brasil um ato de saúde pública precisa se transformar num ato de políticos, optou-se por este adiamento.

Nada contra o Governo do Estado, que por sinal tem cumprido de maneira muito eficaz o papel que lhe cabe em todo este momento tão tenso provocado por uma pandemia que começa a caminhar para um momento menos turbulento. Não para o fim, até porque ainda é longo o caminho a ser percorrido, haja vista até o momento as vacinas mal darem para os profissionais da linha de frente no combate à doença, quem dirá para a esmagadora maioria da população.

De qualquer forma é preciso celebrar este momento que demonstra a eficiência do sistema de vacinação brasileiro, em especial do Paraná. Para se ter uma ideia, o primeiro caminhão saiu do Cemepar com destino ao Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba às 6h30 do domingo. Por volta das 14h25, todas as regionais já estavam abastecidas com a vacina de Oxford. Algumas das seções, como as que representam as cidades da Região Metropolitana de Curitiba, Litoral, Irati, Francisco Beltrão e Campo Mourão, por exemplo, terminaram o repasse para as prefeituras municipais antes mesmo do meio-dia, de acordo com informações da Agência Estadual de Notícias.

Agora é esperar pelos próximos lotes de vacinas e que a logística paranaense siga dando esse show que certamente ajudará a salvar muitas vidas, como tem feito com tantas outras doenças ao longo destes anos com a implantação de um calendário de vacinação e, tão ou mais importante, com a construção de uma rede capaz de atender de maneira rápida a população.